Exemplos de Fábula
Fábula dos surdos poderes de uma música.
Era uma vez um mundo preto e branco que morava no silêncio,
e por isso se sentia oco, mas veio a música dos incríveis poetas
que são de outro mundo e começou enfeitar seus ares...
Então o mundo preto e branco se encheu de melodias e começou
se colorir,primeiro seu coração ficou vermelho, dizem que foi tudo imaginário, mas ele ficou todo colorido, ninguém notava, apenas um
velho amigo dele enxergava suas cores, seu nome era amor, e amor
contou que toda vez que o mundo preto e branco ouvia uma música,
ele ficava assim, radiante e colorido…
Também contou que nesse momento, mundo ficava surdo, só ouvia a música, não escutava mais nada.
FÁBULA DA UVA E DA RAPOSA Muito representativa;
"A raposa (animal inteligente), passando embaixo de uma parreira de uva, olhou para cima e avistou muitos caixos de uva a ponto de degusta-las --- Deu o 1° pulo não consegui, o 2°, 3°, 4°, no 8°, já exausta, olhou para cima e disse: NÃO VALE A PENA ESTÃO VERDES"
Nem tudo que queremos é possível, temos que arrumar uma desculpa para amenizar a nossa FRUSTAÇÃO.
Para muitos, sou de verdade. Já para outros, uma fábula. Uma fábula com direito a adaptação e ilustração. Sou capaz de tomar forma em meio a suas fantasias, ainda que abstrato, e para esses sou muito mais que para outros, sou de verdade .
Mas também posso criar meu conto, minha fábula, meu mundo. Posso fazer minha história!
O que importa é que eu quero viver algo intensamente gostoso e perigoso "ah! isso pouco importa" desde que me faça sentir a mais desejada das mulheres, amada e com todas as forças que tens dentro de si.
Só assim sairá do papel de coadjuvante para atuar ao meu lado. Mesmo que esporadicamente, de tempo em tempo seja, não terá problema. Porque fábulas de verdade são divididas em partes e de tempo em tempo.
LIÇÃO DA ABELHA-RAINHA AO ZANGÃO ABUSADO
Era uma abelha-rainha zangada com seu zangão,
Pois todo dia ele vinha e esquecia o seu ferrão.
O zangão pedia à rainha o ferrão dela emprestado,
E quando o usava saía sem nem dizer obrigado.
Parecia que a rainha tinha o dever de lhe dar
O ferrão que ela tinha, e nem sequer podia usar.
Mesmo contrariada, a rainha atendia o pedido,
Achava mesquinharia não fazer um favor ao amigo.
Acontece que todo dia, todo dia sem esquecer
O zangão sempre saía e não lembrava de agradecer.
Um dia quando o zangão chegou pra fazer o empréstimo,
A rainha olhou pra ele e disse num tom bem completo:
"É muito feio você pra vida não estar preparado.
Todo dia você esquece do seu ferrão de bom grado.
Não vejo nenhum problema no meu ferrão emprestar.
Acontece que é muito feio dos favores abusar.
Além de ser feio explorar os favores de um amigo,
É mais feio, ainda, você ser mal agradecido."
O zangão, surpreendido, ficou "de boca aberta",
Não imaginava que a rainha lhe diria verdades tão certas.
Todo envergonhado, o zangão saiu de fininho
E foi embora voando, com o seu coração bem partido.
Chegando em casa chorou e passou a noite pensando.
No outro dia voltou e à rainha foi logo falando:
"Você é uma amiga que me ama de verdade.
Me ensinou que é importante respeitar as amizades.
Eu quero lhe agradecer por tudo o que me disse,
Muitas vezes nessa vida agimos com muita burrice.
Nunca mais vou abusar do seu nobre coração
E não vou mais me esquecer de andar com meu ferrão."
Depois de agradecer os ensinamentos da abelha-rainha,
O zangão saiu feliz, voando com muita euforia.
Ele aprendeu a lição que nunca mais vai esquecer:
"É muito bom ter amigos que lhes ensinem a crescer".
A abelha-rainha, que sempre ajudou ao zangão,
Ensinou para ele muito mais que uma linda lição
Ela ensinou que na vida é normal todo mundo errar,
Mas é muito feio, pra todos, com o erro se acostumar.
Nara Minervino
Tal qual lobo criado em matilha
Me julgavam normal pelo que parecia.
Incomodado, percebi maravilha:
Entre tantos latidos, meu uivo se ouvia.
Juram saber o que se passa comigo
Mal sabem por que não me calo
Uivo por saber mais do que digo
Uivo pois penso mais do que falo
Tento expressar minha opinião
Pedindo bastante atenção
Enquanto aos mais jovens ensino
Talvez não compreendam direito
Mesmo tratados com respeito
Alguns ladram em desatino
Um lobo não perde seus sonhos
Ouvindo a opinião de ovelhas
Dispensa conselhos risonhos
E idéias nem tanto parelhas
Mais faz um lobo calado
Do que muito cão ladrando.
Alvoroço pra todo lado
Faz o teu foco ir minguando
E em breve chegará o dia
Em que rumarei à terra fria
Atendendo ao chamado do norte
E então saberão de resto,
Que o lobo bom e honesto
Mudou sua própria sorte
Pois sou lobo e não um cão
Muito menos um grande felino
Ser domado em circo, como leão
Jamais será o meu destino
Jamais farei alguma ameaça
Sem cuidado e devido lastro
A quem ousa, procura e caça
Deixarei sempre o meu rastro.
Uma coisa eu tenho que dizer
Não há outro igual a você
Ninguém até hoje
Bagunçou minha vida assim
Desarruma tudo, deixa uma confusão
E saí de fininho como se não tivesse intenção
Me deixa largada, desamparada
Recolhendo os pedaços no chão
Não olha para trás, e eu fico vagando
Não sei se te enfrento ou sigo te amando
Não decifro seu sorriso, ou seu olhar angustiado
Você é uma mistura, uma pintura abstrata
Pincelada em tons diversos
Tem ranhuras, mas não me permiti tocá-las
O destino nos propôs um reencontro
O mais inútil ou intenso de todos,
Mas você não me deixa chegar perto
Não sei se choro, se sofro
Ou se dou muita risada
Histeria ou mero desabafo
Não estamos juntos, o que é um alívio
De tão diferentes somos iguais
Te sinto até quando não o percebo
E é nessa ilusão realista
Fábula de poetisa
Que sinto em todos os meus poros
Amor que não pede troca
Você é essa estrela distante
Fonte de meus devaneios constantes
Escola : Brazilio
Data : 16/03/2017
Aluna (o) : Larissa Dias dos Santos
Professora : Renilda
Português
Em um campo, vivia um ratinho, que tinha seu apelido de "Ratinho do Campo". Ele pensava como é a cidade, pois nunca tinha visto uma cidade em sua vida. Certo dia, esse ratinho sendo o curioso que ele é, decidiu ir para a
cidade.
Mau ele sabia que a cidade era um lugar super movimentando, com carros rápidos, e tecnológias e coisas que ele nunca viu, ou ao menos ouviu falar.
Chegando lá, ele se surpreendeu, porque tinha muitos carros. Na frente dele, tem uma senhora, que provavemente têm medo de atravessar a rua. Ele percebe que ninguém ajuda ela, o rato atravessa a rua e ajuda a senho-
ra. Que fica muita grata por ter ajudado ela a atravessar a rua.
- Muito obrigado! Diz a senhora
- De nada, fala o rato sorrindo.
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O ratinho do campo, naquele mesmo dia, ficou muito triste com oque aconteceu. Ninguém quis parar para ajudar uma senhora. Eles estão precisando de mais educação, eles não estão tendo.
E naquele mesmo dia, ele voltou para onde vivia, no campo.
- Não aguento isso, fiquei apenas um dia aqui, e já estou vendo a situação. Poluição,barulho,destruiçaõ,falta de respeito e mais...Prefiro ficar no campo, onde a poluição é menor, e preocupação com o meio ambiente é
maior.
Moral : Precisamos cuidar do que temos, pois talvez aquilo pode não voltar mais. A natureza pode voltar, mas nos não.
( Não é a natureza que precisa de nos, somos nos que precisamos da natureza)
Dias,Larissa - Atual Quinto Ano
Um desejo...
(Nilo Ribeiro)
Hoje uma coisa eu queria,
um desejo muito básico,
não é o de fazer poesia,
chega ser mais mágico
um desejo de espírito,
cheio de significação,
de prazer irrestrito,
que aqueça o coração
um desejoinocente,
atémuito singelo,
que unisse mais a gente,
que fosse o próprio elo
uma vontade pura,
uma vontade sem mácula,
como uma doce pintura,
ou uma ingênua fábula
desejo da minha história,
que o universo conspire,
que não saia da memória,
que sempre me inspire
um momento de amor,
nem grande, nem pequeno,
é um momento de amor,
pois este amor é pleno
um simples querer,
mas com a minha rainha,
seria o máximo prazer
dormir com você de conchinha...
Insulíndia
O tigre, um dos animais mais ferozes e vigorosos do continente asiático, queria construir seu chateauprovençal. Já era um pouco velho. Ele encontrou um lugar bonito à beira do rio. Um cervo teve a mesma ideia, sendo um dos animais mais tímidos e fracos da floresta boreal. No dia seguinte, antes de o sol nascer, o cervo bateu na pastagem, árvores de angelim cortadas e deixadas. Depois veio o tigre, e vendo tanto material de construção já preparado, disse, "aaaiiiiiiiiiiii, Meu Deus! Alguém que me ama tem sido bom em me ajudar” e tocando o terror, começou a construir as paredes da casa.
Na manhã seguinte, o cervo chegou mais cedo e pensou, “whoooa! Jesus! Construíram até o telhado.” O cervo, que era formado em arquitetura e urbanismo, dividiu-os em dois quartos, com suíte, e se estabeleceu em um deles. Quando o tigre chegou e viu a casa terminada, ele pensou que era o trabalho de um amigo desconhecido e se estabeleceram no outro quarto.
Mas no dia seguinte, ao acordarem ao mesmo tempo, entenderam o que se passava.
Como os animais haviam colaborado juntos, decidiram viver vizinhos – já que o tigre estava ficando velho mesmo e precisava de companhia. Por que não viver juntos em paz? O tigre resolveu preparar o jantar e abateu um jovem cervo pelo pescoço.
O jovem cervo estava tremendo de medo, pôs a mesa, mas não provou o prato. Nem sequer dormiu a noite toda. Ele temia que seu companheiro feroz sentisse fome e viesse fazer uma “boquinha” à noite.
No dia seguinte, era a vez do cervo procurar comida. Que faria? Ele encontrou um gigantesco tigre adormecido. Era maior do que o seu companheiro. Ele teve uma ideia. Procurou o texugo halterofilista mais nervoso da floresta e ofereceu uma grande quantidade de mel para que o texugo estrangular o pobre tigre adormecido.
O jovem cervo conseguiu arrastar o enorme tigre morto para a casa. Entrou e disse, “tá aí. O menor tigre que pude encontrar”. O tigre ficou temeroso. Estava ficando velho e o tigre trazido como refeição era duas vezes maior que ele próprio. O tigre tomou Zimelidina com uma dose de conhaque Dudognon e dormiu com medo. O cervo igualmente receoso de uma provável vingança, não dormiu. Na manhã seguinte, o velho tigre apresentou um comportamento psicótico. Uma completa perda de contato com a realidade. Quanto ao cervo, acordou ainda mais medroso: uma reação sintomática ao estresse vivido naquela noite. Ao amanhecer, decidiram compreender um ao outro nas dificuldades específicas e possíveis empecilhos que estavam vivendo. Com o auxílio de esquilo vampiro de Bornéu, que também era terapeuta de casal, chegaram à conclusão que o maior consolo é o prazer e reconhecimento de sua infelicidade, o prazer de ter reconhecido que o destino e a vida são: tal como elas são e para que você chegar a uma forma superior de consciência. O tigre, cansado, disse em um rugido de tigre cansado, estou cada vez mais convencido de que a nossa felicidade ou nossa infelicidade depende muito mais sobre a nossa forma de atender aos eventos da vida do que sobre a natureza desses próprios eventos”; e devorou o cervo.
FADA PLUMINHA
Por onde anda seu marido?
Já não tinha mais o que ver
Caminhou por uma linda estrada
partiu, cessou de viver
O homem, foi honrado
quando em vida, sempre humilde
Sua esposa não deixou só
a bruxa, viúva, Matilde
Era mãe de duas filhas
amor pra uma, pra outra nada
Assim vivia a filha Clotilde
e Florença, a enteada
Pra Florença, só trabalho
apesar de seu esforço
Pra legítima, preguiçosa
deseja um belo moço
A beira de um fonte
Florença sempre ia fiar
Após um súbito cansaço
na água o fuso foi parar
E agora, o que eu faço?
Pensou Florença assustada
Se eu volto sem o fuso
Matilde fica revoltada!
Se esforçou para pegar
mas na fonte ela caiu
Muita água, pouco ar
desmaiou de tanto frio
Em um jardim maravilhoso
a jovem moça despertou
Vou fazer um ramalhete
a primeira coisa que pensou
Ao andar pelo jardim
escutou com atenção
A voz vinha de um forno
quem falava era o pão
- Florença, me tire daqui e me coma
será uma satisfação!
- Se demorar mais um minuto
virarei um pobre carvão
A menina agiu rápido
comeu o pão, não deu bobeira
Eis que surge uma outra voz
dessa vez, a macieira
- Colha aqui minhas maçãs
sei que devo merecer
- Estão maduras e pesam muito
não prestarão se apodrecer
Sem se quer pestanejar
atendeu e nada mais
Colheu todas e comeu algumas
dividiu com os animais
Continuou a caminhar
e encontrou uma velhinha
Se tratava de uma fada
a velha, fada Pluminha
A fada sacudia os travesseiros
e caia neve de verdade
Mas a força pra sacudir
se perdia com a idade
Vendo o esforço da senhora
se ofereceu pra ajudar
E na casa da velha fada
por um período foi ficar
O tempo foi passando
Florença não precisava mais de explicação
Fazia todos os afazeres
no sorriso, satisfação
Abriu os travesseiros na janela
e na chegada do inverno profundo
Sacudiu os travesseiros
e fez nevar em todo o mundo
Veio então a primavera
mas era chagada a hora
Com a benção da velha fada
se aprontou e foi embora
- Espere minha querida
sei que parece clichê
-Eu achei isso no lago
acho que pertence a você
Agradecida pegou seu fuso
e voltou sem acreditar
Mas no meio do caminho
seu vestido sentiu pesar
Olhando para suas vestes
se deparou com um tesouro
Viu os trapos que vestia
se transformar em puro ouro
Chegando em sua casa
contou o que aconteceu
Sua irmã e sua madrasta
do coração quase morreu
Se o que dizes é verdade
também posso conseguir
E os passos da meia-irmã
Clotilde decidiu seguir
Foi na fonte, jogou o fuso
fingiu até se afogar
Acordou em um jardim
soube que era o lugar
Viu o pão pedir ajuda
deixou que virasse carvão
Disse a pobre macieira
- Seus frutos apodrecerão!
Entrou na casa da velha fada
mas nunca quis ajudar
E nesse ano o inverno
nem se quer ousou nevar
É chegada a primavera
a moça decidiu partir
Vou ganhar o meu vestido
pela porta vou sair
No caminho olhou pra roupa
estava da cor do azeviche
E pela sua ingratidão
recebeu todo aquele piche
Antes que Clotilde voltasse
com seu vestido divino
Florença saiu de casa
era dona do seu destino
Se me é necessário, isso não se sabe,
Só sei que a todo vapor, pensamento não para,
Simplesmente dispara, como um felino para com a caça,
Consome meu tempo e meu estado,
Cresce a semente do pensamento,
Como a fábula do pé-de-feijão,
Dispara a imaginação, como bala de canhão,
Tudo vira música no meu mundo,
Vivendo num mundo interior de poemas,
Seguindo diferente de todos os sistemas,
Sem entender ao certo o porquê de tamanha diferença,
Essa foi minha sentença,
Viver debruçada de papel em caneta,
Descrevendo meu céu em palavras,
Decifrando e resolvendo feridas,
Em palavras expressivas,
Sem coração ou não,
Mas sempre buscando razão,
Insisto, nem sempre consigo,
Mas assim vou mudando meu “eu”,
Não tão meu, de palavra em palavra.
O atalho
O macaco tinha ouvido falar, de umas conversas por aí, que havia um atalho na floresta para chegar às bananeiras.
Como não era bobo e era muito folgado, apostou com outro macaco uma corrida, e que quem por ultimo chegasse teria que ir todos os dias buscar bananas para o ganhador.
O macaco esperto, todo confiante, saiu bem tranquilo em direção ao atalho, e o segundo saiu correndo pelo caminho de sempre para chegar bem rápido.
No meio do caminho, o macaco engenhoso se depara com uma caverna. Na entrada uma plaquinha: “atalho por aqui”. Entra rapidamente – mesmo estando escuro – e é devorado por dois leões que aguardavam a espreita.
O outro macaco? Até hoje espera que seu amigo apareça para lhe trazer suas bananas.
Moral da história: Não confie em tudo o que houve.
A religião ou igreja terrena ideal é qualquer religião ou igreja onde a pregação da Palavra de Deus e todo conselho de Deus, esteja plenamente de acordo com as Escrituras sagradas, sem tradições, sem filosofias, sem lendas, mitos ou fábulas, sem crendices ou invencionices (que não fazem parte da Bíblia) etc..., e possa nos confrontar com o pecado, a incredulidade e toda mediocridade e miséria espiritual, ajudando-nos a crescer, amadurecer e nos fortalecer como um cristão fiel, sincero, verdadeiro, autêntico, legítimo e genuíno.
Reflita bem sobre isto!
waldirprx2009@gmail.com
"A vida é um sopro"...
(Nilo Ribeiro)
"A vida é um sopro",
ouvi o teu conselho,
me recorri a Esopo,
te vi pelo espelho
"A mulher e o balde de leite",
uma fábula educativa,
não espero que me aceite,
mesmo a fazendo de diva
peço apenas que reflita,
no conselho que me ofertou,
a vida seria mais bonita,
com o amor que te dou
se tua carne vibra,
se teu corpo precisa,
deixe de tanta briga,
venha ser minha vida
quero a tua entrega,
mas que não seja por favor,
quero que me livre da treva,
quero a luz do teu amor...
"Desejo o teu corpo,
desejo a tua paixão,
se a vida é um sopro,
você é minha respiração"...
A Guardiã da Aurora
Era a manhã de 7 de outubro de 1939, e o céu ainda carregava o silêncio enganador para um dia um dia da festa da juventude. Amit Gur, uma mãe dedicada e soldado determinada, acordou com o som de sirenes cortando o ar.
O instinto a fez pegar sua pistola, a única arma ao seu alcance, enquanto deixava um beijo apressado na testa de sua filha adormecida. "Volto logo", sussurrou, embora uma sombra de dúvida a envolvesse seria aquele o último adeus?
Os relatos chegavam rápido: terroristas haviam invadido a área, trazendo caos e destruição. Sem tempo para hesitar, Amit correu para o confronto. Sozinha, com o coração acelerado e a mão firme no gatilho, ela se posicionou em um ponto estratégico. O barulho de tiros e gritos ecoava ao seu redor, mas ela não recuou.
Diante dela, vários inimigos armados avançavam, confiantes em sua superioridade numérica. Mas Amit tinha algo que eles não podiam prever: coragem indomável. Com precisão e sangue-frio, ela disparou. Um a um, os terroristas caíram, surpreendidos pela resistência feroz de uma única mulher.
Cada tiro era um ato de bravura, cada movimento uma prova de que o medo não a dominaria. Em sua mente, a imagem da filha a impulsionava ela lutava não apenas por si mesma, mas por todos que amava. O combate parecia eterno, e Amit acreditava que seu fim estava próximo. Mesmo assim, não desistiu.
Quando o último inimigo tombou, o silêncio voltou, pesado e surreal. Ferida, exausta, mas viva, ela percebeu que havia vencido o impossível. Cambaleando, retornou para casa, onde sua filha a esperava, alheia ao heroísmo da mãe. Amit Gur não buscava glória.
Sua bravura nasceu do amor e da necessidade, uma força silenciosa que transformou uma manhã de terror em um testemunho de coragem eterna. Ela sobreviveu e com ela, a esperança de um futuro mais seguro.
Filosofábula
Disse o Engano a Fuga:
- Venha! Me acompanhe, eu te levarei ao caminho certo, verá que o que te aflige ficará distante.
A fuga balbuciante, olhou para o Engano e perguntou:
- A Certeza sabe de sua escolha? Ela me acompanhará?
Nesse instante a Insensatez quis fazer parte da conversa, mas acabou por manter-se quieta, apenas observou os demais.
O Engano esperto disse que a Certeza andava ocupada com a Verdade, mas que em breve ela poderia confirmar que aquele caminho era o melhor para a Fuga.
A Fuga sentiu-se estranha, pensou que se a Certeza andava ocupada com a Verdade seria melhor esperar pois assim se sentiria segura e disse para o Engano:
- Agradeço seu apoio, mas vou tentar um caminho mais curto enquanto aguardo a opinião da Certeza, quem sabe outro dia iremos juntos.
A espreita estava a Sonho, muito jovial, saltitante, porém não disse nada a ninguém, esperou que a Fuga se distanciasse e assim que o Engano ficou sozinho lhe indagou:
- Engano por que está triste, por acaso foi por que queria que a Fuga, aquela hesitante, o acompanhasse?
Ora! A Fuga era mesmo inconstante e ele já devia saber que alguns que por ele passaram, o olhavam com reservas...
O Engano sorriu, porque no fundo não esperava que lhe dessem ouvidos, afinal seu trabalho era só esse e logo mais, certamente encontraria alguém para fazer suas sugestões.
- Sonho, estou tranquilo! impressão sua! Estou bem.
O Sonho sorriu, procurou a Fuga, mas esta já estava distante e não podia mais alcançá-la, o Sonho pensou que seria uma boa opção para a Fuga naquele instante.
Até agora calada, a Insensatez, que já era por todos conhecida e que tinha influenciado desde sempre a Fuga, disse ao Sonho:
- A Fuga está cada dia ainda mais aturdida e agora procurava a Certeza por todo lado, sem sucesso, é claro, mas era o que se podia esperar da Fuga...
O Sonho entendeu que não tinha mais lugar ali.
A Fuga se perdeu, o Engano vagava novamente, a Certeza continuava ocupada demais com a Verdade e a Insensatez voltou para o seu lugar, onde todo mundo passava, mas nem sempre dava conta que ela queria atenção.
Eu contei tudo como eu vi, só que eu me escondi.
@machado_ac
O COELHO
Vivo de orelha em pé,
Curioso a espirar,
Forço a pata traseira,
Dando impulso pra saltar,
Eu adoro uma lavoura,
Onde há muita cenoura
Para eu saborear.
Mas veio o bicho-homem
E se pôs a me caçar.
Queria um prato novo:
Coelho ao molho no jantar,
Então fico no arbusto
Para não levar um susto
De um humano me matar.
— Não entendi. — disse Tobias surpreso — Você disse que esse dia nunca chegou, mas você é uma borboleta, você conseguiu.
— Sim, eu consegui, mas não foi porque deixei de ter medo, eu nunca deixei de ter. Eu tomei uma atitude, mesmo estando com medo. E sempre que bato as asas, sinto medo, sempre que vou para um caminho que não conheço, sinto medo. Porém, aceitei o medo, fiz dele um aliado, que me acompanha e faz-me ser prudente, que me ajuda a não me arriscar sem necessidade, que me faz ser mais responsável. — explicou Eva — Eu entendi que é normal ter medo. Todos sentem medo, Tobias. Mas o medo não pode tornar-se uma prisão.
Alan Alves Borges
Livro A Jornada de Tobias
— Tobias, chore o quanto precisar, chorar faz bem, mas depois enxugue as lágrimas e levante a cabeça. — consolou Eva — Não se culpe por se sentir perdido. Muitos já se sentiram ou se sentirão assim um dia. E há algo de bom em sentir-se assim.
— E o que pode haver de bom em se sentir perdido? — questionou Tobias.
— A maioria dos seres vivem perdidos pelo mundo, mas não sabem que estão perdidos. Perceber que está perdido, é o primeiro passo para buscar se encontrar. — disse Eva.
Alan Alves Borges
Livro A Jornada de Tobias
— ... eu entendo a sua crise de esperança. Pois, apesar de toda verdade, bondade e beleza que existe neste mundo, muitas vezes ele revela que foi corrompido pelo mal. Por isso, a minha esperança está no transcendente, no Sagrado. Mas não despreze o caos, ele tem um potencial transformador, que pode nos tirar da inércia e do comodismo. Quando o chão que estamos desaba, é um estímulo para o movimento, para um salto de fé e para mudanças necessárias. Assim como o caos muitas vezes é inevitável, há também uma ordem, uma força poderosa capaz de reestabelecer o equilíbrio, e manter a harmonia da vida. E lembre-se, todos estão propensos a cair, porém, o que importa é a coragem para levantar.
Alan Alves Borges
Livro A Jornada de Tobias
