Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Passei uma maquiagem incrível..
Arrumei meu cabelo..
Botei uma roupa de parar o trânsito...
Cabeça erguida.... uma puta alto estima...
Hoje eu tô me amando...
Pesadelo
Acordo suada
com coração acelerado.
A porta está lacrada
e, o medo, ao meu lado.
Tudo que vejo é nada;
nada é tudo que vejo.
Vejo apenas nada,
sinto apenas medo.
Cavo com dedos já sangrentos
o teto onde piso.
Estou presa num cubo e lento
é meu movimento não-liso.
A escuridão me consome,
luto, agonio, rejeito, atrofio;
mas o vazio preto me come,
na podridão me crio.
Hoje escrevo: Saudade!!
Saudade que feriu meu peito
Que adoeceu e se partiu em meio
Pela dor doída da paixão
Sem devaneio e sem hipérbole
Não é mais saudável, tão pouco refrigério
O que sinto em meu coração
Dói, diante ver tudo se dispersar
Machuca, pela madrugada velar
E aos poucos, perdendo minha identidade
Hoje, diante a insanidade
Perdoe-me, o poema é saudade
Que seja terno mesmo sendo passageiro
Esse meu pensamento desordeiro
Ou ao menos que me livre dos devaneios
Que me deixe ser eterno, um dia inteiro
Meu pai possuía um 38 o qual todo dia ficava alisando com carinho atrás do balcão da mercearia, feito a um animalzinho de estimação, lubrificando com óleo de maquinas. Uma vez matou um cachorro que estava latindo no quintal, disse minha mãe, se sentindo incomodado. Outra vez saiu correndo atrás de um cliente, essa eu próprio vi, apontando o revolver, tremulo, se o cara não corresse feito um raio, e dobrasse rapidamente a rua... Sei não. Acho que não ia atirar, mas... Noutra antes de dormir vi ele atirando logo abaixo da calçada do vizinho em frente. Perguntei: - Pai, o que é isso? - Ele disse: - Bala fria! Não sabia que raio de balas frias eram essas, se tiradas da geladeira ou não, e porque se estavam imprestáveis, como parecia, ele não jogava no lixo, simplesmente. Outra vez ia entrado na mercearia, a noite, na hora que fechou e vi um cidadão que trabalhava com ele e que havia demitido logo cedo, aproveitar, e antes que ele fechasse as portas invadir estabelecimento e sentado em cima dos sacos de farinha ameaçar ele e meu tio com um revolver apontado, se ressentindo de humilhação sofrida. Eu vendo aquilo, estupidamente, me aproximei de bracinhos levantados me sentindo feitos nos filmes americanos de faroeste que assistia na TV.
Sentia necessidade do meu cone de sombra, da minha tranca na porta, da minha intimidade, nem que fosse só para ficar em silêncio.
Estudei para a prova
Numa noite qualquer
Usei meu lápis e escrevi
Formulas lá e explicações aqui
Ouvindo Mozart Beethoven
No máximo volume do headphone
Quando já ia dormir
Uma notificação recebi
Era alguém pedindo ajuda
Não havia recusa nenhuma
Então logo disse sim
Mas não sei, expliquei bem?
Não deu tempo de falar tudo
O silêncio deixou tudo mudo
"Pensei em suas palavras, realmente cogitei fazer o que disse, mas isso não se encaixa no meu perfil".
Fazendo meu castelo
Pedras que me jogaram
Minha motivação
São os que desacreditaram
Revendo nosso ideal
Talvez isento
Vamos viver os nossos sonhos
Temos tão pouco tempo
- OLHOS DE PEDRA -
Trouxe comigo, ao nascer,
Olhos de pedra, não me via,
E o meu corpo de saudade
Já nem tinha claridade
P'ra decidir o que fazer!
Acreditei que ia passar
Mas a pedra aumentou
E o peso dos meus passos
O frio dos meus abraços
Parecia não parar!
Vi sorrir quando chorava
Em momentos de solidão
E o meu corpo só tremia
Por sentir a nostalgia
De não verem que eu amava!
Olhos de pedra, fechados,
Sem coragem de os abrir
E das coisas por dizer
Tantas feridas, triste ser,
Nos meus olhos embaciados!
Morreram sonhos um a um
Nas veias grita o sangue
Tantos passos pelo chão
Tantas dores, solidão,
Pois d' amor estou em jejum!
Não podendo ser mais nada
Inventei sonhos suspensos
E das tardes de Setembro
O que fiz já não me lembro
Só vivi de madrugada!
E pensava, só pensava
E sofria, só sofria
E quando a vida em vão passava
Olhos de pedra, mal a via,
Pobre criança rejeitada!
Outono chegando e riscando meu chão.
Cada folha representa um sentimento que fica, dando margem a outros que chegam.
Meus passos vão seguindo em busca do melhor.
OUTRA CANTIGA DE CIRANDAR
Fui à Espanha
Buscar meu chapéu
Azul e branco
Da cor daquele céu.
Mas na Espanha
Não encontrei ninguém
Que dissesse onde estava
O chapéu do meu neném.
Olha palma, palma, palma.
Olha pé, pé, pé.
Olha roda, roda, roda,
Caranguejo peixe é.
Bati palma, palma, palma,
Finquei pé, pé, pé.
Dancei roda, fiz ciranda,
Para ver meu bem me quer.
Samba, crioula,
Que vem da Bahia,
Pega a criança
E joga na bacia.
Mas tem cuidado
E carinho com meu bem.
Ele é o meu amado
E outro igual ele não tem.
Nara Minervino
As vezes o tempo parece parar, para olhar aquela folha, que o o vento leva para o sul,penso que meu pensamento vagueia ,junto com o vento que sopra ao longe ,talvez ,se pudesse voltar no tempo ,no vento de outrora ,uivando sorrindo, gemidos ardentes na noite la fora, outrora sem vento o tempo aurora ,vitrola desanimo ,música paixão,o coração pede para ficar ,olhar sentir amar ,partir sem volta ,na hora da tarde sem sol ,sem luz ,sem som ,sem vento, no tempo da gente brincar com o vento na cara ,correndo ,no tempo da gente sorrir para sempre um dia talvez.
O tempo
A distância
Os meus erros
Repito
Os meu erros jamais impedirao, ou mudaram o que sinto por ti... Mas infelizmente não tem como reverter as coisas.
E já não falo mais disso porque não gostas de ouvir e isso te incomoda.
Fiz de tudo para me aproximar novamente de ti para ter ao menos a sua amizade.
Depois de ler isso por favor apague😭
C. LENN/201520190810
A INGRATIDÃO DA HUMANIDADE
A ingratidão, meu Deus, esta pantera
Que habita o coração da humanidade,
Ignorando o amor e tua bondade,
Chamando-te até mesmo de quimera!
A ingratidão, meu Deus, no mundo impera.
Fazer o bem parece iniquidade!
O agradecimento é leviandade,
Sempre da parte de quem não se espera!...
É contumaz, meu Deus, homens ingratos,
Comer teu pão, depois cuspir nos pratos,
Ignorando o amor com que fizeste!...
E se lhes pede comida, um faminto,
Ignoram o pobre no recinto,
Negando repartir do que lhes deste!...
