Eu Vou mais eu Volto meu Amor
MEU RECOMEÇO
Autor: Góis Del Valle/Antôniel Araújo
Em contrição, te entrego a minha vida.
Meu interior guardei só pra te dar.
Senhor, tentei fugir dos teus conceitos;
meu escape foi em vão, mas vou recomeçar.
Meus conceitos, quando errados,
eu procuro em teus acertos consertar: a minha vida,o meu modo de viver. Meus conceitos, quando errados, eu procuro em teus acertos consertar: a minha vida, o meu
modo de viver.
Senhor, eu sei…
Mesmo em meio às falhas,
Tua graça me alcança e me faz ficar de pé.
Senhor Jesus, cada passo em Tua direção,
Tua força me levanta e cura a minha fé.
Meus conceitos, quando errados, eu procuro em teus acertos consertar: a minha vida, o meu modo de viver. Meus conceitos, quando errados, eu procuro em teus acertos consertar: a minha vida, o meu modo de viver.
O meu "para sempre" começou naquela primeira conversa que você talvez nem lembre, mas que mudou meu mundo.
Já começou o ano do mesmo jeito coloquei na pagina do meu “blog” em relacionamento serio com uma pessoa que nem existir mesmo porque ninguém me quer.
CONFISSÃO DE UM ETERNO SOFREDOR
E o meu interior tornando-se uma prisão sem nenhuma razão com a saudade, a tristeza e a solidão. A música é a minha única companhia que serve como uma anestesia que ameniza as dores da minha alma e que cura todas as cicatrizes que esse maldito coração faz cada dia e outras demoram a sarar. A vida está como cacos pelo chão tento ajuntar, mas nada acontece, feito um vazio que carrego consigo mesmo, em mim tanta amargura escondi, sonhos destruídos. Sorrisos que se foram com a dor se enganando confiando tanto, se entregando a paixão resultado só agonia e solidão e em todo momento um eterno sofrimento. Triste é ver as amizades que construirdes caírem. Difícil pode ser a dor de quem não fez por merecer, do que adianta querer e não ter, lutar e ser derrotado se sentindo um fracassado. Ver a felicidade dos seus amigos estampados nos rostos e saberem que você contribuiu com isso e sem esperar nada em troca, sendo o tal ‘conselheiro amoroso’ para nada, tendo a sua vida sempre frustrada. Se apaixonar e a cara quebrar sempre seguindo aquele tipo de conselho (“siga o seu coração”), sem saber que o coração é enganoso e o seu final é a morte. Dar conselhos aos outros e não as seguir. Nas masmorras do ego, ficando na vida um constante cego, vivendo a vida amargurado, castigado e dilacerado o seu coração. Se sentindo no mais pleno invisível, se isolando do mundo sendo atormentado pelos fantasmas da agonia. Se um dia se lembrar estarei aqui sempre a te esperar até o meu dia chegar. E as vezes me pergunto se algum dia veria a alegria sendo minha companhia.
Meu amargo mel
Lembro dos dias em que a gente se cruzava
Meu coração batia forte, a voz travava
Eu ensaiava mil maneiras de dizer
Mas o silêncio sempre vinha me vencer
Tanta coisa presa aqui dentro do peito
Um sentimento puro, sem nenhum defeito
Foi por medo que eu perdi você
Foi por timidez que deixei de dizer o que sinto
A sorte é que existe o papel
Pra confessar esse amor, meu amargo mel
Agora as noites são mais longas, pode crer
Penso no que a gente podia ter sido, ter
Cada palavra que não disse é um espinho
Que me machuca por seguir assim, sozinho
E nessas folhas eu me encontro e me liberto
Mesmo sabendo que você não está por perto
Foi por medo que eu perdi você
Foi por timidez que deixei de dizer o que sinto
A sorte é que existe o papel
Pra confessar esse amor, meu amargo mel
Quão grande é o peso no meu coração,
Pesado é o fardo da aflição.
Flecha ardente de perdição,
Supra-sumo que caiu no chão.
Oh, tardio é o alegrar,
Longínqua é a dor a queimar.
A marca exposta nos versos de poesia,
O peito tendo arritmia.
O esplendor do vazio,
O rasgar da alma no frio.
Tal cena é horrenda,
Perfurante ao entrar na fenda,
Cavidade do eu, apelido momento,
No bravio mar de rosto,
Da felicidade é o oposto.
Desesperante flor da vida,
Ânsia que fora pela partida,
Prostrado diante das lamúrias,
Tal qual, é alto o rasgar de um trovão,
O estrondo da lágrima é ao tocar o chão.
A melhor decisão que tomei na minha vida foi quando resolvi dar meu silêncio como respostas aos tolos. Enquanto eles achava que era medo, dentro de mim algo falava: Deixem-os na dúvida palavras em excesso se tornam desnecessárias quando não são para edificar.
Intensidade
Na poesia
Meu silêncio grita
Minha voz emudece
Emoções explodem
Sentimentos se
desnudam
Me afago, respiro
Deleito-me
Renasço
Observo como muda o meu humor, se ontem te amei, hoje sinto pouco e o pouco foi o demais que ouso. Acordo sonolenta e as palavras me dão ressaca se me desnudo na sala de minha casa calada. Pois que me desculpem os versos em vão, se tantas vezes caminho sem direção. Se digo que escrevo a você vislumbro o possível fim e muito mais escrevo a mim. Na pintura de minha face se derramam todas as minhas fases e como um camaleão mudo de cor e me misturo à paisagem. Eis que o sol raiou e é densa sua claridade, no azul do sábado que atravessa a cidade. E se eu amo tanto, também me esqueço verbalmente ao escrever um poema que não mente. O poema tira minhas vestes e encancara o peito que se faz mar celeste ou solo árido do agreste. Eis que é o mesmo sumo e me assusto ao ouvir minhas palavras e por um instante não sinto nada. Fecho as cortinas da sala, pois a ninguém interessa minha madrugada e o ímpeto de desmachá-la e já não sei quando minto ou falo a verdade, se tudo brota no caminho das ambiguidades. No sol ardente encaro a realidade, que muito mais se faz palpável se escrevo e me calo quando se escancara o sábado do passado que se busca na escuta alheia de algo que se assemelha. Busco através das palavras uma expressão que muda conforme minha face, que não ri, nem chora, pois que outrora tudo era mais intensidade, mas o dia concreto busca uma nova necessidade. O amor implacável enfraquece se no calor já mudou o meu humor. E me faça o favor de não acreditar em minhas frases, pois que contrasta o ser que sou e a pessoa que serei. Disso eu bem sei, se palavras passadas me deixam ruborizada e mais busco pássaros em revoada no céu que desconhece estrada. Hoje é dia de viver o hoje e me pergunto como pôde a noite escura se transformar em rima se hoje sigo nova trilha na paisagem que se descortina. Me visto com o meu rosto para evitar qualquer desgosto, se tanto me tenho exposto. Mais eis que são apenas palavras, que pouco dizem do meu ser, se sei fazer escurecer ou amanhecer. A roseira na janela nada espera se a maré se faz em cores amarelas e me pinto de aquarela em cada traço na tela. A poesia se faz como uma necessidade a conter minha intensidade, me abstenho da cidade e minha sala é um ecossistema que se retroalimenta. E minha doçura arde como pimenta na mão que acalenta e me faz e me sustenta. Sou mais que aparência. Eis minha essência.
Você é a razão
Da minha existência
Minha razão… meu sentido…
Me conquistou por inteiro
Não só pela aparência
Mais que beleza… é essência…
É o seu caráter
Que ganhou meu coração
Caráter forte… valor verdadeiro…
Você é diferente
Entre tantos no mundo
Único… especial…
Mais melódico, mais suave
Você é fiel, você é justo
Homem de palavra e de atitude
Você ajuda, você cuida
Tudo o que há de melhor em você
É o que eu carrego comigo
Fiel… justo… verdadeiro…
Ritmo um pouco mais firme
Quando você passa
Seus olhos só veem a mim
Olhar só meu… sentimento só meu…
Não é só o que eu vejo
É tudo o que você faz
Atitudes… que valem mais…
Homem de princípios
Que não muda com o tempo
Constante… seguro…
Você é o meu exemplo
De como viver e amar
Meu exemplo… minha inspiração…
Você é fiel, você é justo
Homem de palavra e de atitude
Você ajuda, você cuida
Tudo o que há de melhor em você
É o que eu carrego comigo
Para sempre… até o fim…
Muito devagar, voz baixa e doce
Você é a minha vida
O meu sonho mais bonito
Mesmo distante
Você está sempre comigo
Meu amor… meu tudo…
A-COR-DAR MÃE
Meu renascimento.
Minha tatuagem.
Meu ressarcimento.
Minha ancoragem.
Meu porquê quando não.
Meu pulsor quando sim.
Quando falta-me chão,
meu céu, meu jardim.
Minha hora, oração.
Meu então, querubim.
Minha farta visão
quando cega de mim.
Filha, pedaço,
tempo sem fim,
que é feito de (a)braço,
inteiro e assim.
Na razão-emoção,
quando sim-salabim,
uma nova missão,
fazer casa em cupim.
E na vez de ser sorte
— o lembrete a florir,
é preparo, antevência,
para azar nem tossir.
Que é lugar não de espera,
mas de ser o meu manto,
entender primavera
enquanto adianto.
Minha marca diária,
meu pano que pinga,
a limpeza sumária,
uma sola que vinga.
É pedra com rosa,
é passagem sem rito,
é poema com prosa,
é lição por escrito.
É joelho exposto,
amor-tecer no atrito,
e no pressuposto
aumentar gabarito.
Meu renascimento.
Minha tatuagem.
Meu ressarcimento.
Minha ancoragem.
Enxergar menos beleza
onde não fica (e)vidente.
Quando faltam-me flores,
meu pedaço, semente.
Minha hora, oração.
Meu então, querubim.
Eis assim salvação,
Meu resgate de mim.
(Vanessa Brunt)
✍️
"No meu braço esquerdo, trago divisas invisíveis, das lutas que travei pra vencer o mal e sentir o prazer
de conseguir a aprovação do meu Criador, que sempre me protegeu..."
***
( Francisca Lucas )
