Eu Vou mais eu Volto meu Amor
Isabela.
Dizem que o significado do meu nome é: protegida por Deus. Deve ser verdade, pois tenho uma família amada, amigos fieis e uma vontade grande de ser melhor. Sempre melhor!
TENHO SAUDADES DE TI MEU QUERIDO PORTUGAL
Poeta Brithowisckys
De heroicos patrícios o berço de bravos mares,
Terra de sonhos, do fandango, de luzes e fados,
Entre vinhedos de Dionísio e versos singulares,
Ecos de glórias ainda ecoam em tempo passado.
Camões encantou-se e cantou-te em épicas rimas,
Navegadores destemidos desbravaram o além-mar,
Fernando, com alma não tão pequena, te fez em acima,
Poema e amor à pátria portuguesa no verso que tem.
Lusitanos raiz, teus vinhos são sangue da terra antiga,
Mistério adocicado de almas em taças de cristais vertidas,
A cada gole, a história simbiótica que a vida longa abriga
O gosto eterno das mãos amigas sempre estendidas.
Ó velha Portugal, de brisas suaves, do Rio Douro na foz do Porto
Onde o sol parece beijar o mar no belo e encantador entardecer
Onde o Tejo murmura canções antigas e o Algarve incorporou
Que a alma lusitana jamais se acabe nem aqui nem além-mares
Bate no peito heroico de mil gerações o orgulho das naus de Cabral.
Tenho saudade de ti, da Torre de Belém, meu querido Portugal
Hoje meu coração está ferido.
Ferido por não ser notado por você.
Você, com esses olhos castanhos,
faz com que o amor que sinto
se torne infinito,
mesmo que não seja correspondido.
E ainda assim,
eu permaneço aqui,
sabendo que para você
eu sou apenas uma pessoa invisível.
— C.N
Embalos de um sábado a noite em Araxá
Em meu estar presente nas ruas e nos lugares em que gostaria de estar tornou-se pouco comum, depois que fui apresentado e apaixonei-me. Tudo tornou-me a ter uma valor absorto entre tantos valores de ser e tempo e espaço,no confinamento de amar e poetar. Despido de qualquer quimera ideológica, me vejo um restício de gente seguindo rastros de saudades delirantes. Velhos amigos sinto falta, mas o tédio não faz morada e então me lembro de que tudo é relativo e vivo a poetar, sentado a beira do caminho, uma vida em desnorteio. Na rua de minha cidade sento-me em algum lugar no alto da avenida mais movimentada e badalada, tenho uma visão privilegiada, olhos de águia e cão farejador que a tudo cheira e investiga, e a denuncia não habitam em mim, não sou dedo duro, a isso eu esconjuro. A alma esta alerta a pouca distancia da rua e de seus desfechos em episódios feito nas telas de tramaturgia na TV . Aos meus olhos repousam na matéria a ser impressa são reduzidos pela efervescência da vida, ali dinamicamente humana , minha vida existência de ser um poeta em uma cidadezinha como Araxá em interior do vasto e rico estado de Minas Gerais. Olho,nas calçadas da avenida top dos fins de semana na cidade nos barzinhos mais badalados pela burguesia, nata araxaense, reina muitas vezes a podridão da discriminação social, já nem é mais racia a muito tempol deu lugar a social ,desde que se tenha dinheiro não importa muita coisa pra aquela gente hipócrita, uma burguesia incógnita que cada vez que mais se distancia dos pobres coitados e mais se sentem melhores . Passeiam enrriquietas as burguesinhas , estacionam perplexas , cabelinhos padronizados salto alto Luiz quinze, o rosto todo borrado, feito Pierrô retrocesso , em pingos de brilhos de meiguisse escondendo a fera que a por dentro delas em busca de fama e dinheiro dos otários que se acham ao melhorarem um pouquinho de vida, conseguindo um empreguinho melhor em alguma grande firma ou coisa e tal. Vejo casais de namorados abraçados felizes para os que vêem de fora e infelizes ao extremo por ele mesmos por viverem de aparência , em suas casas deixaram os filhos pequenos com as avós passando necessidades e saíram para festas de patricinhas que pagam muitas caixas de leite para matar a fome dos que ficaram em casa, isso tudo em nome da ostentação. Os que dirigem seus carrões novos zero quilômetros importados , muitas vezes devem muito mais que ganham a vida inteira, hipócrita bobeira. Uns matando aula com cadernos na mão e cigarrinho na outra logo absorvidos pela corrente humana da avenida . Carros em alta velocidade sem preocupar-se com a gasolida que esta em alto preço, so oque importa aos boyzinhos é impressionar as patricinhas doentes por aparências: marcas, motos , alto-padrão de qualidade, forte, barulho,exatidão,e vencedores é o que elas querem. A avenida é um contra-ponto de tudo dois mundos tão distantes e tão juntos igualmente imundos: o céu que é ilusóriamente céu e é na integra o inferno , e o inferno real que é retratado pela falta de tudo , até mesmo da dignidade humana. Homens e mulheres na captura de um final de semana, ciclistas em aceno de reconhecimento ou desejosos de serem reconhecidos por algum figurão da sociedade local e conseguir na segunda feira um horário pra entrevista de emprego. Cãezinhos bem tratados sob a tutela de madames cheirando forte aromas de mulheres velhas e vira-latas esses sim na maior farra , se lixando pra convenções . O mergulho no formigueiro humano lembra-me a poesia escrita, essa agora que agoniza nas etantes de bibliotecass e ninguém quer nem saber que elas existem quanto mais ler. Vez e outra ouço o garçon: mais dois chopes? Dois é claro! Tarde assim dia atípico final de semana movimentado em Araxá coisa inesperada inexplicável , mas é, e assim nasce mais um verso que tanto sonho em escrever , mas para que escrever versos , se ninguém aqui quer saber de outra coisa agora nessa tarde da madrugada, já são quase quatro da manha e só o que se tem são orvalhos , pingos em gotas caídas de graça do céu , a única coisa de graça nessa noite tão poética e sem nenhuma ternura da parte cidadã, é também esta poesia que entre tanta lama e podridão , fez-se um texto poético a que se retrata a verdadeira realidade de vivenciar os embalos de um sábado à noite em Araxá,só nos vem reforçar a efêmera fórmula milenar de que no meio do mais tenrro estrume dessa vida é que se nasce a mais refinada em encantos flor da poesia.
É direito dos outros de me desrespeitarem, assim como é o meu de mantê-los LONGE.
NÃO é sobre concordância, é sobre respeito
Sou apaixonada por ti,
Mas não sei como dizer,
Sou tímida demais,
E isso faz meu coração sofrer,
Não sei o que faço para conquistar você.
Amor me diz,não aguento mais esperar, estou descontrolada sem saber o que fazer, pois estou amando você.
Morri no fogo da noite,
no silêncio cruel da prisão,
meu corpo jazendo em sombras,
na véspera de São João.
Três dias de trevas e ausência,
três dias de luta invisível,
mas Deus soprou sobre mim a vida,
e fez do impossível, possível.
Acordei no dia da promessa,
no aniversário da irmã querida,
renasci como quem nasce de novo,
com a alma lavada, vestida.
As marcas não foram em vão,
foram cicatrizes de libertação,
pois quem sobrevive ao abismo
carrega no peito a ressurreição.
Hoje caminho só com Deus,
meu guia, meu norte, meu chão,
e quem quiser andar comigo
precisa ter fé maior que a razão.
Guardinha ao longe apitando,
meus olhos te flertando,
que no teu rosto se perdeu...
Meu corpo cansado,
relaxando em seus braços,
outra vez anoiteceu!
É difícil evitar seus olhares, seus sorrisos,suas conversas, só não quero que meu coração sofra outra vez
Não sou de agradar da boca para fora nem de bajular. O meu caminho é a oração. Porque sei que, se o coração se voltar de verdade, até quem errou encontra o perdão e a misericórdia de Deus.
Com respeito a todos os negros
que lutaram pela minha liberdade
meu verdadeiro agradecimento,
não digo nomes pra não esquecer nem um eu sou um deles com muito prazer sou preto, negro de pele sou gente com alma.
De Trabalho e Dignidade
Demétrio Sena - Magé
Antes do meu ingresso no emprego público, perdi muitos empregos. E nunca foi fácil conseguir outro. Então eu trabalhava como ambulante, camelô, vendedor de livros e o que mais viesse à mente, até ingressar em um novo emprego formal que me parecesse digno.
Insatisfeito com patrões, por não ter direitos atendidos e por me sentir desrespeitado como trabalhador e ser humano, eu não pedia demissão; fazia os patrões ficarem insatisfeitos comigo e me demitirem. Se eu já era surrupiado por eles em tantos direitos, por que lhes daria esse prazer de me retirar sem receber todos os direitos de quem é dispensado sem justa causa? Jamais aceitei premiar uma empresa onde sofri injustiças, assédio moral, salário abaixo do piso, registro em carteira inferior ao meu ofício e jornadas análogas à escravidão.
Nem precisava fazer "armações": era só começar a cobrar meus direitos, cuidar da minha saúde, não trabalhar passando mal, me negar a fazer o que não era minha obrigação e ainda excedia os meus horários. No mais, era só agir cuidadosamente para colher provas do assédio moral, das exigências descabidas acompanhadas de coações e ameaças (evidentes ou veladas) e da sonegação dos meus direitos, para ingressar na justiça trabalhista sem chance de ser desmentido, pois a justiça sempre reluta em fazer justiça pelo trabalhador.
Eu tinha medo de perder meus empregos, mas perder a dignidade sempre me apavorou muito mais. Recuso qualquer ideia de servidão, no trabalho e na vida secular em um todo. Sou capaz de suportar muita coisa, mas não consigo abrir mão de me sentir gente.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
Em cada compartimento de meu corpo
Em cada delinear da minha internalidade
Em cada célula de meu corpo
Em meu DNA
Em meu pensar
Nas lágrimas da emoção
Estão presentes o amor dEle.
Jesus, eu te amo.
