Eu sou aquilo que Perdi Fernando Pessoa
Sombra.
Onde vou ela vai
O que eu faço ela faz
Às vezes maior, às vezes melhor,
às vezes menor e insignificante
Está sempre comigo, é minha
Sou eu.
Dificuldade alguma encontro em conviver com aqueles que se diferem de mim, as diversas amizades que tenho podem comprovar isto...
O meu problema maior sempre foi com aqueles que muito se distanciam daquilo do que dizem que são.
Imagino eu, o desafio do amor
A palavra instrui.
A mente medita.
Oh como instigante e mui.
O querer hesita.
Coragem e humildade para viver o desafio.
Imagino eu.
A face oferecer quanto ofendido.
Banhar aquele que um dia lhe sujou.
Uma palavra verdadeira, para quem o falseou.
Orar a quem o mau lhe desejou.
Dar o pão a quem joio no seu trigo plantou.
Continuar a brotar na mesa da ganância.
Dividir a bondade no coração egoísta.
Sinceridade na canção do desejo, onde lhe negaram a dança.
Continuar a dar, para quem tudo lhe tira.
Enfim.
Ramos da bondade e amor.
Como é forte e curioso.
Como Deus pode e é capaz de abençoar o arrependimento.
Uma gente, um povo que fez a cruz.
Que a coroa de espinho produz.
E o amor continua a dizer.
Esquece, limpe o sangue maligno odioso.
Bendito seja, o que supera e torna se bondoso.
Além, como o próprio Deus.
A vida, a palavra, a quem é capaz de redigir.
Veemente o coração de Jesus.
Giovane Silva Santos
A GENTE
Eu e tu: soneto e eu, poética repartida
Em duas estimas, duas estimas numa
Aí sentida. Tu e eu: ó versejada vida
De duas sortes que em uma só resuma
Prosa de partilha, cada uma presumida
Da alma contida, conferida... em suma
Essência na essência, sem que alguma
Deixe de ser una, sendo à outra medida
Duplo fado sentimental, a cuja a sina
Que na própria paixão cada uma sente
A sensação dum aquinhoar da emoção
Ó quimera duma poesia integralmente
Que infinitamente brote da inspiração
E, suspire na inspiração infinitamente...
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
26, agosto, 2021, 11’03’ - Araguari, MG
Eu sempre fui assim,
Muito ausente de mim,
E ao mesmo tempo tudo,
Filha única,
Sobrinha única,
Neta única de uma avó até os dez,
Egocêntrica e ao mesmo tempo a primeira a fazer simbiose,
Sou uma peça única de um quebra-cabeça sem fim.
Tempo iniludível,
Vai irrefreável,
Dentro dele,
Está eu,
No compasso sempiterno,
Mortiço e quase apagado,
Sou uma diminuta pausa,
Um perdurável silêncio,
Eu sei que você sabe, por que você finge o contrário? eu sei que é confuso, mas vai tudo se resolver
Quando todas as cores do arco-íris não transparecem o seu eu. Descomplique, o preto e branco te ajudará a enxergar as verdadeiras cores da vida.
Crescer vai muito além do perímetro que ocupamos. Crescer é não precisar nada provar nem a você, nem a ninguém...
Escreve-me meu amor
Eu e você
Uma bela história de amor
Pra eu guardar registrado
No meu baú das lembranças
E saber que por ti fui amada
E desejada em noites de luar
Sua musa inspiradora
Num intenso amor
Cada minuto valeu a pena
Nosso amor é único
Flutuamos nas fantasias
Saboreamos nosos desejos
Dançamos valsas
Num sonho encantador
Bem registrado
Eu e você
@zeni.poeta
Viver é uma batalha, uma luta inenarrável. Nosso ego grita cá dentro e nos diz.
"Não se humilhe" "guarde rancor!"
...e a Alma clama perdoe porque não existe nem humilhação, nem rancor.
( 018 )
COM QUAL CARA EU VOU?
Duas caras dependuradas
com qual delas vou sair?
Com a que está emburrada?
Ou com a outra a sorrir?
Tenho opinião formada
e não vou nunca desistir
se saio e vou pra noitada
e não pretendo dormir.
Eu levo só a cara alegre.
Nisso, quem quer me segue,
Inda me indica um atalho.
Porém não disfarço:
Levo a cara emburrada
Quando vou para o trabalho!
Jenário de Fátima
