Estrangeiro
O filme, todo em preto e branco, reforça a imagem de um clima de ausência de cores na vida das pessoas e do país, para melhor demarcar seu contexto histórico.
Terra Estrangeira na sua linguagem artística, conta de forma subliminar como o ‘herói’ Collor, que trocara seu cavalo branco por
um jet-sky, promovera a entrada do capital estrangeiro no Brasil e a retenção do próprio capital nacional aqui.
Eu fiz terapia por muitos anos. Paguei caro para os profissionais e farmacêuticos para me curar da depressão que me arrastou por muitos anos, mas foi estar sozinho, em outro ambiente, em outro país pensando sobre a minha vida e convivendo comigo mesmo que eu fui - senão curado- algo próximo disso. Rivotril e carbolithium ajudaram, mas a Alitalia ajudou mais e foi mais barata.
Viajar sozinho tem esse poder impactante de nos revelar a nós mesmos. Nos permite, como diria Nietzsche, nos tornarmos quem somos. Estar longe do que é certo e comum a mim, lança sobre as minhas idiossincrasias a luz da verdade e não é possível manter-se imóvel diante disso.
Na última viagem, a que me curou de certa forma, foi que eu entendi uma coisa: que as nossas desgraças não nos impedem de seguir a vida, de realizar nossos sonhos e de sorrir, se não deixarmos. Clichê demais, mas é verdade.
Nessa de agora, tenho sido lembrado do amor. Como alguém sequelado pela dor que de repente pensa que talvez possa sim ser amado a despeito de tudo que já passou. Eu sou constantemente lembrado que dá para ser amado através de uma família que eu agora entendo que é minha apesar de termos sobrenomes e raizes absolutamente diversas. Como não os havia visto há mais de 5 anos, tinha esquecido disso. Mas me lembrei agora e que força isso dá. Acho que é isso que é o amor: força. Força para continuar por causa dos outros, força para fazer o que for necessário para retribuir o amor que se recebe. Não sei se todos pensam assim, mas eu fui recarregado nessa última semana. E como é bom.
Filho, notável brilho
Armadilha da falsa ilha
Viagem de bela imagem
Malabarista da conquista
Amado deste condado
Dom pra virar som
Alegria, que maestria
Memória conta vitória
Ao Mundo se diz profundo
Menino parte pro ensino
Estrangeiro com cara de brasileiro
Mágicas bolas finas estolas
Sonha seu sonho cegonha
Lona que traz a tona
Circo rico pobre mico
Fantasia pura doçura
Meu menino escuta o sino
Busca felicidade noutra cidade
Mais um ensaio cansaço baio
Dança das esferas, loucas quimeras!
Ao meu filho Marcelo , psicólogo dos Malabares, que procura um lugar num mundo ou procura o Mundo no seu próprio lugar!
O passado é meu local de encontro, onde há dois amantes em um solo sem dono.
Não há fronteiras para o meu pudor.
Sou um navegante encontrando teu porto; pra me alocar, entrar no cais e me derramar o transbordo que carrego,
que é bem maior que todo o mar.
Sou estrangeiro em seus traços.
Porém, fui extraditado pelos inúmeros pecados.
Me levaram pra casa à força.
Nunca mais pertenci ao seu abraço,
que foi embora de vento em popa.
Eu quero que o Brasil
Vença a competição
Não só a Copa do Mundo
Disputada por nação
Quero ver o brasileiro
Superar o estrangeiro
No quesito educação
Serenidade
Vi um casal caminhando
Cá em solo brasileiro
Pelo jeito e sotaque
Era gente do estrangeiro
No colo da mãe dormia
Um bebê, despreocupado,
Sem jamais imaginar
O que se passava ao seu lado.
O marido, cabisbaixo reclamava
A esposa, entristecida murmurava…
Nada estava dando certo
Para aquela jovem família
Pois no ar se percebia
Desalento e agonia.
Talvez longe de sua terra,
Sem emprego ou sem dinheiro,
O casal sentisse incerto
Seu futuro e paradeiro
Mas no colo de sua mãe
No final daquele dia
O bebê, bem sossegado,
Serenamente dormia…
E ao olhá-lo mais de perto
Percebi que até sorria.
Quem dera este nosso mundo
Tão antigo e tão moderno
Pudesse ser, tão somente,
Um suave colo materno.
Um pouco mais de sol - sou fogo...
Um pouco mais de azul - sou além...
Um pouco mais de amor...
É tudo que me convém...
Em minha alma tudo se derrama...
Enquanto quero, busco e sonho...
Antes que o calado tempo esmague tudo...
À ronda dos segredos...
Enquanto toca-me seus dedos...
Aqui chegando de onde venho...
Ver-me se apareço...
Um pouco para chamar sua atenção...
Tentando surrupiar seu coração...
Aqui ficam as coisas...
Somos estrangeiros onde quer que estejamos...
Por tal passo por essa vida...
Hora chorando...
Hora brincando...
Que quer o amor mais que não ser dos outros?
Sandro Paschoal Nogueira
Nas culturas que desvalorizam a mulher, muitos homens dominantes se vêem obrigados a reencarnar no mesmo local, mas no corpo feminino.
São esses movimentos invertidos que proporcionam o aprendizado forçado de sentir aquilo que proporcionou aos outros.
Com o passar do tempo e das trocas a situação se torna cansativa e um novo movimento para mudança da cultura, focado em igualdade, surge de dentro.Por isso, não é correto e efetivo forçar a mudança de cultura pela imposição de países estrangeiros.
A vida é feita de escolhas, principalmente quando se é trabalhador de uma herança digna mas sem muitos recursos. Sendo assim, entre viajar o mundo e conhecer belos lugares estrangeiros, preferi desde cedo ficar por aqui e passear dentro de minha nação, mesmo que muitas vezes por coração, por toda diversidade artística e cultural brasileira.
Tudo que é exterior a mim me é agora estranho. Não tenho mais neste mundo nem próximo, nem semelhantes, nem irmãos. Encontro-me na Terra assim como num planeta estrangeiro, no qual eu teria caído daquele que habitava.
Tornar os alunos competentes linguisticamente na comunicação do novo idioma não significa levá-los a memorizar as regras gramaticais, mas permitir-lhes a escolha comunicativa mais adequada para a cada contexto.
