Estrangeiro
O cristão é como estrangeiro em terra hostil. Dias maus inevitavelmente virão, por vários motivos. Mas nunca podemos perder a visão do outro lado do rio. Estamos indo pra casa. Por isso, com olhar confiante, caminhamos pra lá. E mesmo pelos vales mais escuros, Jesus está conosco.
Sou estrangeiro, um andarilho e meu destino é caminhar sozinho. Sempre caminhei a passos largos, sem objetivos ou planos correndo na contra mão.
“Sou estrangeiro, mas compreendo que o eterno lar começa no momento em que vivo para Te encontrar.”
DE VOLTA.
Preciso voltar.
Em minha terra
Sou estrangeiro.
Em minha casa
Um forasteiro.
Pai, preciso voltar.
Preciso de fé,
Para um milagre.
E que o seu amor transborde,
E que eu não seja como Tomé.
Pai, preciso de ti.
Pois a minha fé,
O meu viver,
Precisa do teu Espírito,
Do teu Espírito em mim.
E voltar a tua presença, e te ver.
Pai! Me cegaram, amordaçaram,
Me prenderam
Em um calabouço
E lá me deixaram.
Pai, eu só preciso
De um milagre,
Só necessito
Unicamente de um milagre.
E ser cheio do teu amor,
Ter a proteção de tuas mãos.
Pai! Oh! Pai, só quero a tua palavra
Enchendo o meu coração.
E ser protegido pelas tuas asas.
Pai! Preciso voltar,
Para casa.
Autor: Cássio Charles Borges
Amor em exílio
(Eliza Yaman)
Exilado de ti, sou estrangeiro,
num país onde o amor não tem fronteira.
Falo tua língua, sou teu parceiro,
mas não cruzo o abismo da bandeira.
E mesmo longe, ainda te pertenço,
como o céu pertence ao mar que o espelha.
Sou teu, embora o mundo me dispense,
sou tua ausência, tua centelha.
“O brasileiro tem complexo de vira-lata. Acha tudo do estrangeiro muito bom, e despreza as qualidades de seu próprio povo.”
A xenossolidariedade é um bem
Onde o afeto se torna essencial
Receber bem os estrangeiros
Sem olhar a origem, ser leal
É o acolhimento bem sincero
É fazer tudo com muito esmero
Com a alma que não quer o mal.
Contra o Halloween estrangeiro, no dia 31 de Outubro, só mesmo o nosso Saci Pererê brasileiro, indigena e negro.
Se dedique integralmente ao que está por vir; o passado é um território estrangeiro onde você não tem mais cidadania.
Quando o futebol brasileiro passou a se encher de técnicos e jogadores estrangeiros medíocres, o nível caiu assustadoramente. Não se trata de xenofobia, mas de uma constatação.
Benê Morais
Quando o nosso futebol passou a atrair técnicos e jogadores estrangeiros de nível medíocre, o desempenho caiu de forma assustadora. Não se trata de xenofobia, mas de uma constatação.
Frase de Benê Morais
Já que os técnicos e jogadores que atuam no futebol brasileiro são estrangeiros, a seleção brasileira ideal deveria ser formada por: Rossi, Andrés Gómez, Gustavo Gómez, Cuesta, Piquerez, Arrascaeta, Carrascal, Jhon Arias, Borré, Flaco López,
Carbonero. Sem xenofobismo.
Benê Morais.
TERRITÓRIO ESTRANGEIRO
(Quando a extensão oscila...)
A maior solidão é quando não se consegue alcançar a sua própria extensão; vivemos num território limitado. Somos estrangeiros de nós mesmos. É um estado de hibernação, tentando puxar para dentro de si, novamente, aquele cordão umbilical que se esvaiu... E parece que sempre fica oscilando.
Lu Lena / 2026
Estrangeiro em Minha Própria Terra
Sou brasileiro de nascimento,
mas estrangeiro por inclinação;
caminho entre vozes familiares
e nelas não encontro habitação.
Não me seduzem as celebrações ruidosas,
nem o fervor das multidões em festa;
há em meu espírito um silêncio antigo
que à algazarra sempre se manifesta.
Não busco abrigo em bares iluminados,
nem encanto nas noites de ocasião;
vejo taças erguidas ao instante efêmero,
enquanto procuro sentido e reflexão.
As tradições que muitos exaltam
não despertam em mim admiração;
parecem-me frágeis como névoa dispersa,
incapazes de prender meu coração.
Onde outros encontram alegria,
encontro apenas breve distração;
onde celebram costumes e símbolos,
percebo distância e contemplação.
Talvez o erro não esteja na terra,
nem no povo, nem na canção;
talvez eu seja apenas um viajante
em perpétua busca de outra visão.
E assim prossigo, só e pensativo,
entre a pertença e a negação;
brasileiro pelo acaso do destino,
mas cidadão da inquietação.
O estrangeiro, o diferente, o deslocado, carrega dentro de si um idioma secreto feito de ausências. E enquanto o mundo enxerga apenas alguém tentando seguir em frente, existe uma batalha silenciosa acontecendo entre quem ele era e quem precisa se tornar.
E o que ele repete para si mesmo todos os dias:
"Um dia isso não vai doer mais."
E, curiosamente, é essa mentira que muitas vezes o mantém vivo até que ela finalmente se transforme em verdade.
Porque nos seres humanos somos estranhos assim. Construimos pontes com ilusões temporárias para atravessar abismos reais. E, contra toda lógica, às vezes funciona.
Quem vive entregue apenas aos próprios impulsos acaba se tornando estrangeiro dentro do próprio destino. Os desejos mudam, as emoções oscilam e o coração humano frequentemente se perde de si mesmo. Mas aquele que aprende o peso do dever começa a caminhar com direção, porque descobre que a alma também precisa de disciplina para não se afogar nos excessos do mundo.
- Tiago Scheimann
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