Escrevo e parece que não Leio
'INIMAGINÁVEL'
Escrevo o inimaginável como quem compõe esboços na areia,
solto nos grãos,
livre de quedas,
Amparo-me às tantas luzes que se sacrificam,
homogêneas e dispersas,
luas lêvedas.
Imagino o mar acuando montanhas,
abatendo e aliviando correntezas.
Aconchego de calmas,
libertando prisões,
ventanias!
Assim crio,
sem tantas alegorias ou parâmetros,
figurado,
mortal...
Sucinto o inimaginável que peçonha o peito,
e rói uma habitude sempre infinda.
Posso ser íntimo,
campestre.
Rei,
miserável.
Os cárceres perguntam algo totalmente desfigurado,
invital.
Sou inimaginável,
mas cultivo existência.
Apascentando os supetões dos grande e pequenos alpendres,
avanço calmaria,
sem ode,
ou tesouro algum...
E então a minha vida é assim antes de ir dormir eu escrevo algo pra lembrar de você mesmo sabendo que você nunca vai ver,mas na verdade isso não me interessa muito o que realmente me interessa é lembrar de você todos os dias da minha vida...
Eu sei o que falta em ti, o que escrevo por estar cheio de amor parece mentira, quando digo que te amo perece que estou a mentir, quando digo que o meu coração é todo seu julgas-me mal e me chamas de mentiroso, mas quando olho-te nos olhos com os meus olhos de mel não preciso mais dizer algo, abre-se o livro da minha mente e o pulsar do meu coração é a melodia da canção de amor, fico calado e seca-me a boca por estar a sentir muito e porque o amor não sabe falar, tu o reconheces e calada o abraças.
No silêncio da alma, eu escrevo. Quando há silêncio nas pessoas eu paro, observo e ponho-me a orar...
O que escrevo e o que vivi são fatos indeléveis, mas sempre com uma nova oportunidade a cada manhã... Coração de Tinta.
Escravo e escrevo
Você corta uma rima minha
e eu escrevo outra poesia.
Faz escuro,
mas eu recito!
Trazendo uma ideia para um novo dia.
Escravo na senzala,
mas não deixo de ser poeta.
Escrevo, escrevo...
O arame quebrado
e eu continuo a jogar capoeira.
Até na gaiola o canto do pássaro não muda.
"Fundamentalmente, eu escrevo para falar comigo, mas dá-me gosto que nesta conversa quem me lê possa falar consigo mesmo "
Alegoría do agora
Escrevo como se fossem as minhas últimas palavras, gosto do efeito que elas fazem, mas fiquem tranquilos, não hei de tirar minha vida, sou ótimo em empurrar com a barriga, deixar para lá, para depois, depois quando esquecer minhas (tristezas) tristezas, quando os tempos forem bons e eu finalmente volte a sorrir, quando outros ventos me soprarem...
Quando a brisa do mar bater forte e eu me encontrar novamente, quando eu amar de novo novamente, quando eu finalmente viver, pela primeira vez estiver vivo.
Quando... Quando... Quando?
Meu Insta: um repositório de pensamentos e tudo mais que escrevo e pretendo ser - ou me mostrar mesmo - em várias épocas; uma epiderme extra que me permite captar sensações sentidas no dia-a-dia que vão se misturando nos diversos aspectos do meu universo, e aí a surpresa: muitas das coisas que considero mais belas em minha vida. Sentimentos exacerbados com as injustiças, ingratidões, enfim, com tudo de amargo que o destino, inapelavelmente, reserva como cota para a gente sem qualquer forma de distinção numa vida: amor, alegria, sofrimento, mágoa, paixão, saudade, enfim, sementes selecionadas. Umas boas, outras ruins, mas sem dúvida carregadas de amores, sem a menor consequência.
Escrevo por entre espantos meus. Fico assustado com o que vejo. Mas, ao mesmo tempo, percebo-me interagindo com meus próprios espantos. É difícil não participar. É fácil perceber. Está a realidade a me acusar; escrevo, então, para me defender.
Armando Nascimento, Grita minha alma, escrevo por amor e com a pureza de sentir, palavras de ternura com o gosto de harmonia, tudo sobre pra encantar o brilho do seu olhar, escrevo como se ao escrever sentisse você, e com as palavras sinto te tocar,
As "babaquices" que escrevo, me aliviam o coração.
Pobres os babacas que guardam as babaquices pra si só.
Pobre da babaquice enclausuradas em seu coração.
Mais babacas ainda são, os que deixam as babaquices encalacrarem o coração.
O momento que escrevo nunca será o presente. A vida presente, o momento presente é um conceito abstrato que não existe em estado bruto, ou é passado ou futuro!!!
Quando escrevo poema espero que sua letra rasgue a alma. De tanto sangrar libere o encanto: poesia.
"ESCREVIDÃO"
Demétrio Sena- Magé
Chego ao fim,
se não escrevo;
me comprimo, anulo,
congelo e travo...
é por isso que me atrevo
a dizer: eu não escrevo...
eu escravo.
Respeite autorias. É lei
Só um detalhe: não escrevo sobre o que sinto, não pensa que meus pensamentos são sobre mim, você nunca saberá o que realmente sinto. Escritores morreriam se sentissem tudo que escrevem
Enquanto escrevo tem um cachorro deitado ao lado do gabinete. Fiel e adorado. Estamos em paz. Isso é ter sucesso.
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