Escrevo e parece que não Leio
Tudo que escrevo é o que penso, é sobre mim e sobre minha vida. Sou minha única referência, por tanto o que escrevo, sou eu em palavras.
A respeito de pessoas que querem virar maquinas escrevo:
Não estrague sua vida querendo algo que não foi feito para você, Algo que não é seu e que não é você. Tu foi criado para ser uma criatura linda, singela e humana. Maquina é só uma maquina, e o pior de tudo é destrutível apenas com uma pisada.
Cada vez mais me surpreendo com a falta de amor e humanidade das pessoas.
Fico surpresa como nós queremos mais e mais nos transformar em robôs, é mais esforço, mais trabalho, mais cansaço, mais dinheiro, mais brigas e desafetos. Esqueceram que pra se ter uma vida leve e saudável precisamos nos ajudar, precisamos saber ouvir e aber acreditar também. Lamento informar maquinas, mas não é como robôs que vamos amadurecer e aprender a ser humildes e irmãos.
É daqui de cima que eu consigo ver o quanto nos destruímos, o quanto nos amargamos. Cada vez mais aumenta o numero dos infelizes e dos desamados.
Pessoas julgam por conveniência, magoam por necessidade, reclamam da vida e de tudo e o pior não fazem nada para mudar.
É no topo da minha inconstância emocional que paro, reflito e mudo o quadro pela milésima vez.
Escrevo na tentativa de curar
Dores que poucos conhecem.
Muitas vezes, não representam nada para quem lê,
Mas quem escreve sente cada letra escrita,
Cada vírgula colocada.
É como se cada palavra fosse um processo delibertação interior.
Escrever é despir tudo o que somos.
Escrevo poesia em muitos momentos, mas principalmente quando preciso gritar.
Minha alma anseia por liberdade.
Em certos momentos, somente a palavra alivia.
É como se fosse um caminho novo, percorro com calma,
Permitindo sentir o caminho, vivenciar o novo.
Antes, escrevia sem parar.
Hoje em dia, escrevo com calma.
Após um escrito terminado, procuro os erros visíveis.
Ainda assim, sinto um pouco de dificuldade, mas, a cada dia, estou buscando melhorar.
Não é somente um texto escrito, é uma alma que se liberta.
Até mesmo as pausas são necessárias para o nosso aprendizado.
Escrever é um processo de construção individual.
Escrevo muitas coisas.
Às vezes chorando, mas também sorrindo,
A minha intensidade grita, nem sempre consigo controlar.
É um sentimento único,
Expresso com clareza os meus sentimentos.
Liberto minha alma, em cada palavra escrita.
Escrevo na tentativa de gritar, expor os meus sentimentos, buscando uma forma de sentir menos. Renuncio a alguns caminhos, celebrando a minha existência.
Pacífico é o meu ser aos olhos do mundo
Minha alma navega em oceanos, tudo o que escrevo vem do fundo
Há vários anos, escrevo o quanto te odeio em tom melancólico.
Embora eu esqueça que isso faz parte de mim,
Tão marcante quanto o tom da minha voz.
Faça aquilo que você faz de melhor e que ressoa nos ecos do meu coração.
A seta do tempo comprimiu a possibilidade de tê-lo,
Junto com o medo de seguir em frente.
A finitude do seu tempo consome minha alegria,
Opondo-se à imortalidade.
A beleza da lembrança perdura após a efemeridade,
Ou seja, é passível de recordação,
Sendo sublime em sua vividez.
Tudo o que eu queria fazer está no passado,
Embora tudo o que poderei fazer esteja no futuro,
À espreita, em branco, esperando ser preenchido.
As vezes escrevo besteiras, mas também, coisas maneiras. Importa seguir escrevendo, registrando cada palavra grifada em meu pensamento, trazendo à luz da verdade, a de ser julgada em dado momento.
Escrevo como um passatempo, nos devaneios de momentos, por vezes ocasionalmente, registrando meus pensamentos.
Eu te escrevo porque não consigo te olhar nos olhos pra dizer tudo isso. Não porque falte coragem, mas porque me conheço — eu desmoronaria no primeiro segundo. E talvez você nem notasse, porque sempre teve esse jeito contido, quase blindado. Então, eu escolho escrever. Escolho esse caminho porque é o único que consigo agora pra me despedir de você.
Durante o tempo que permanecemos juntos tentei construir um vínculo. Me dediquei de verdade. Fui inteiro, mesmo quando tudo à minha volta dizia pra ser metade. Mas a gente só constrói quando há alguém disposto a abrir a porta, nem que seja só um pouquinho. Você nunca abriu. E eu fiquei do lado de fora, imaginando como seria lá dentro. Tentando entrar por frestas que talvez nunca tenham existido.
Quando você, enfim, disse que estava pronto, a vida me colocou na posição de ter que contar algo delicado, algo meu, íntimo. Eu fui honesto, entretanto, percebi que isso mexeu com você, talvez mais do que você conseguiu me mostrar. Senti você se afastando. Não só fisicamente — mas afetivamente. Como se alguma parte de você tivesse se fechado de vez.
A gente nunca teve um namoro. Tivemos um caso, como dizem. Mas pra mim nunca foi só isso. E é exatamente por isso que agora está doendo tanto. Eu estou sentindo sua ausência, sua distância, esse silêncio que se prolonga e vai criando um vazio entre nós. E talvez esse vazio seja a sua forma de dizer, sem palavras, que não dá mais. Que eu devo ir. E tudo bem. Só que dessa vez, eu quero ir de outra forma.
Não quero bloqueios, apagar os históricos ou fingir que você nunca existiu. Não há motivo pra isso. A gente pode se despedir sem repetir dores antigas, sem apagar o que foi bonito. Vai doer, claro. Como todo fim. Mas talvez essa dor tenha um sabor mais estranho, porque você foi o meu quase.
E o quase dói de um jeito diferente. Porque o quase é aquela linha tênue entre o sonho e a realidade. Ele deixa a gente preso num "e se?". E se tivesse dado certo? E se ele tivesse ficado? E se eu tivesse sido escolhido? O quase é um buraco aberto onde a gente fica tentando encontrar respostas que talvez nunca venham. Mas faz parte. Faz parte ir, mesmo com o quase pesando no peito.
A verdade, é que pra qualquer coisa dar certo, os dois precisam querer. Os dois precisam estar abertos pra se escolherem todos os dias. E eu não posso mais ficar tentando ser escolhido por alguém que não me vê como possibilidade real.
No fim das contas, a gente sobrevive a tudo — até aos quase amores. E se tem uma coisa que eu levo daqui, é a certeza de que fui sincero. Que tentei. Que me permiti sentir.
Eu nunca fui enganado. Não naquilo que realmente importa: o sentimento. Está tudo bem. Eu entendi.
E do fundo do coração, eu desejo que você encontre um amor que te remexa todo. Que te tire do eixo — mas só pelo lado bom. Eu tentei ser esse amor. Aquele que acolhe sem quebrar nada por dentro. Mas sei, agora, que talvez esse jeito não tenha sido o suficiente pra você.
E tudo bem também.
Porque talvez, filosoficamente falando, o mais cruel não seja ser rejeitado... é nunca ter sido sequer considerado a possibilidade de ter sido sua melhor escolha.
De repente escrevo
pra não morrer
porque a vida é tão bonita
mas se de repente morrer
jaz-me aqui já escrita.
Indício
Escrevo poesias sinistras
Para muitos sem sentido
Declamadas em falsete
Desespera o celerado.
Ao doce o sal
Não escrevo em pares e muito menos por partes. Escrevo à mansidão o seu pequeno recato. À insuficiência a sua grande abadia. Ao contriste os galhos secos de uma linda árvore. Às pessoas comuns o excepcionalíssimo momento atual. Agora é a hora de afofar as lágrimas nas gotas de água que caem do céu e nos afogam pouco a pouco como aquelas preces que nunca chegam a serem atendidas.
Escrevo
Na segunda-feira, escrevo;
Na terça e quarta, também;
Às vezes escrevo na quinta e
Na sexta quando sinto que convém.
Escrevo nos fins de semana
Nos feriados escrevo quando me apetece;
Em momento de orgulho
No mundo que é só meu
Faço a hora de escrever.
Pasmo sempre quando leio
Admito que não seja eu.
Mas escrevo que importa?
Mais me admira quem não o faz,
Nada sente nada pensa, pois
Nada tem por dizer.
Faço sentir nas palavras
Momentos obscuros de reflexão;
De amor e ódio sou cúmplice;
Hoje entendo o que escrevo, amanhã
Talvez, não.
Que importa então?
Não entendo muito das palavras,
Não sou poetisa
E seria muita audácia
Se a quisesse ser.
Nada e mergulha
porque nada é infinito.
O nada nem existe.
De nada eu sei, por isso escrevo,
se eu soubesse de tudo não escreveria de nada,
escreveria obrigado, mas não sou obrigado.
Pela gentileza falo de nada e
desde já agradeço por nada,
quem leu do nada e nada entendeu.
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