Era
Eu só percebi que a dor que eu senti, enquanto a agulha estava a perfurar minha pele, não era nada demais.
Quando eu lembrei da dor de mil gritos incansáveis do passado.
A dor física pode ser insuportável, mas a dor da alma é a que mata.
Era uma menina extraordinária, com dons acima do normal.
Era boa com sua escrita, porém, não era boa com as palavras.
Podia curar a todos, mas jamais se curaria sozinha.
Esperava que alguém pudesse fazer isso por ela, mas também sabia que ninguém jamais faria por ela, oque ela fazia pelos outros.
Então ela só se calava e guardava tudo para si, enquanto sofria e ria do seu próprio sofrimento.
Te disseram tantas vezes que a culpa era sua, que mesmo quando a culpa não é, você toma ela para si.
26 é um número muito bom
muito bom o número 26
era a soma que se faziam na Babilônia
dos dedos e suas dobras dos dedos das mãos
Conserva um número sagrado também
o 52 que é como os Maias identificavam algo prodigioso
Poderíamos conservar essa ideia
mas já temos a computação quântica
já sabemos a importância do zero
sabemos o dedo do poder que nos da asas
podendo ser, mesmo menor, positivas ou negativas
Como na história de Ícaro.
Temos ideia que cada parte do tato, nossa grande armadura
pode levar a uma parte diferente do cérebro, sendo cada uma delas
um sentido.
Pensando assim na hora de fazer matemática
fica tudo mais divertido, pois tem-se uma lógica abissal
ao que nem deveríamos ter
Para viver em prol da natureza.
Utilizando-se das matemáticas que nela se conservam
Sem precisar tanto entender, em comunhão com seres raros
No início, a vida era cinza e monótona,
Dias que passavam sem brilho, sem cor,
Em um mundo onde o tempo se arrasta,
Sem risos, sem encanto, sem amor.
Então, surge ela, em uma manhã silenciosa,
Com um sorriso que ilumina o mais escuro véu,
Seus olhos brilham como estrelas radiosas,
Transformando o cotidiano em um doce carrossel.
Sua presença é um arco-íris em movimento,
Cada palavra sua é um toque de magia,
Em um instante, dissipa todo o tormento,
E a vida se enche de poesia e alegria.
Seu riso, melodia que desperta flores,
Em jardins antes secos, sem vida,
Traz perfumes de sonhos, novos sabores,
Numa dança vibrante, colorida.
Com seu toque, o preto e branco se desmancha,
Nasce um caleidoscópio de emoções,
Onde antes havia só sombra e mancha,
Agora há festa, luzes e canções.
Ela é um farol na neblina densa,
Uma chama que aquece a alma fria,
Com sua bondade e presença imensa,
Transforma tristeza em pura euforia.
Seu espírito é um quadro vivo,
Pintado com cores de amor e bondade,
Cada gesto seu é motivo,
Para celebrar a vida com intensidade.
Assim, onde ela passa, floresce o encantamento,
Um mundo novo surge em sua trilha colorida,
Pois sua essência é puro deslumbramento,
E ao seu lado, tudo se torna vida.
O status na era das redes sociais está associado à felicidade, uma tendência que já estava presente nos quadros de retratos na estante, mostrando férias felizes e sorrisos constantes.
E assim a vida continua, tudo dentro daquilo que era para ser. Caímos, levantamos, sorrimos, choramos, mas estamos aqui. Assim, tudo será possível, a menos que não seja desejado.
Uma condenação por viver na era digital: em detrimento da cultura, o culto ao que é ridículo e banal.
Quando era jovem dizia: Não vejo a hora de envelhecer para viver sossegadamente, sem assédio e importunação de liberdade. Pensei que aos 40 iria ter paz. Mas nem todo mundo consegue nessa idade achar tranquilidade e eu fui uma delas. Espero que aos 50 a paz chegue e se não vier que seja aos 60 anos, e que haja tempo para eu aproveitar ainda a vida. A sociedade é cruel. .
A Fé e a Razão: Como Conciliar
Era uma manhã tranquila em Jerusalém. Maria, uma jovem mulher, vivia uma vida simples e devota, sempre fiel às leis e tradições do seu povo. Ela era conhecida por sua fé inabalável em Deus, mesmo diante das dificuldades. No entanto, Maria estava prestes a enfrentar um desafio que testaria tanto sua fé quanto sua razão.
Maria estava noiva de José, um homem justo e trabalhador. Eles sonhavam em construir uma família juntos, mas um dia, algo extraordinário aconteceu. Um anjo do Senhor apareceu a Maria, anunciando que ela daria à luz a um filho, e ele seria o Filho de Deus. Maria ficou atônita. Como isso seria possível, se ela ainda não tinha se unido a José como marido e mulher?
"Não temas, Maria", disse o anjo. "O Espírito Santo virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra. Por isso, o Santo que há de nascer será chamado Filho de Deus."
Maria, com seu coração cheio de fé, respondeu: "Sou serva do Senhor; que aconteça comigo conforme a tua palavra."
Quando Maria contou a José sobre a visita do anjo e a mensagem recebida, ele ficou perturbado. José era um homem de fé, mas também era racional e sabia que essa situação poderia trazer vergonha e complicações para ambos. Ele pensou em deixá-la secretamente para não expô-la à desonra pública. No entanto, um anjo também apareceu a José em um sonho, dizendo-lhe para não temer em tomar Maria como sua esposa, pois o que nela havia sido concebido era do Espírito Santo.
Com a fé renovada e a razão acalmada, José decidiu ficar ao lado de Maria. Eles enfrentaram olhares de desconfiança e murmúrios da sociedade, mas encontraram força na promessa de Deus e no amor que sentiam um pelo outro. A jornada foi difícil, especialmente quando chegaram a Belém e não encontraram lugar para ficar. Maria deu à luz em um humilde estábulo, onde pastores e reis magos vieram adorá-lo, reconhecendo a divindade daquele bebê, Jesus.
A história de Maria e José é um poderoso exemplo de como a fé e a razão podem coexistir e se complementar. Mesmo quando as circunstâncias pareciam impossíveis de entender racionalmente, ambos confiaram no plano divino e aceitaram seu papel nele. A fé de Maria e José não apenas superou a dúvida, mas também trouxe ao mundo a salvação através de Jesus Cristo.
A lição que fica é clara: em momentos de incerteza e desafio, a fé pode nos guiar e nos dar a força para enfrentar o desconhecido. E a razão, quando iluminada pela fé, pode nos ajudar a tomar decisões que honrem a Deus e cumpram Seu propósito em nossas vidas. Maria e José nos mostram que, mesmo quando a lógica humana falha, a confiança em Deus pode nos levar a superar qualquer obstáculo.
A fé e a razão, quando unidas, nos permitem ver o mundo com olhos de esperança e coragem. Assim como Maria e José, somos chamados a confiar em Deus e a aceitar Seus planos, mesmo quando não os compreendemos completamente. E é essa aceitação que nos traz paz e inspiração, sabendo que estamos nas mãos do Criador.
Lua e Sol
Ela era reluzente, misteriosa, meiga e docemente poética. Brilhava no firmamento apenas vestida apenas de amor. De manhã logo cedinho, ainda orvalhada de estrelas adormecia na sombra do sol acalentando o sonho de um dia, por algum descuido dos deuses pudesse encontrar seu amor.
Era uma vez.
Em um tempo não muito distante daqui as pessoas se davam as mãos ao brincar, ao passear, ao namorar,etc.....
Já nos dias ditos modernos,
as mãos estão apenas nos celulares,assim como a atenção as coisas..
Quando eu nasci, disseram que eu não ia sobreviver,
Eu sobrevivi.
Quando eu era pequeno ele me disse que eu não era meu filho dele,
Tenho mais dos meus pais do que gostaria,
Quando me disseram não vai dar em nada.
Eu fiz acontecer.
Quando não tive pão,
Eu bebi água.
Quando não tinha roupas.
Usei os trapos.
Quando me disseram será a pessoa mais feliz do mundo.
Erraram ela não é real.
Só os momentos são.
Nunca houve reticências, tampouco, interrogação. Quando nasceu já era exato, quando começou já era amor.
Ele nunca foi bom em matemática, português ou geografia, mas era o melhor homem do mundo na arte de me fazer feliz.
Olhos do amanhecer
Olho pela janela e vejo ondas de ouro.
Mas não era o mar, eram seus cabelos loiros.
Olho para o mar e vejo um reflexo cristalino,
mas não era o sol, era o seu sorriso.
Olho para o sol, mas não vejo nada,
você abre os olhos e cessa a madrugada.
O sol era seu olhar que todo dia me acordava,
e mais uma tarde me abandonava.
Naquela madrugada garoava e por mais uma noite me perguntava,
será se um dia a luz e a escuridão se encontrava?.
Qual era a religião de Platão? Jesus era formado em quê? Essas perguntas retóricas destacam que acumulação nunca foi sinônimo de liberdade. A acumulação, seja material ou espiritual, acaba se tornando um fardo ou uma prisão. Quando o demais se torna de menos, isso é o cúmulo da ignorância.
