Era
O basquete para mim era algo tão profissional que eu precisava ter um objetivo. Qual o motivo de eu entrar numa quadra para brincar? Se for para isso, eu escolho outra coisa.
Quando era criança acreditava que os monstros viviam apenas de baixo da cama,e só apareciam quando estava escuro...
As pessoas diziam que eles não existiam,era só imaginação.
Mas com tempo descobri,que os monstros também apareciam com a luz e tinham aparência de homens.
Eles existem,estão por toda parte!
Cego
E via
Mas não enxergava
Fiquei cego
Fechei os olhos
Que escuridão incrível
Era clara como o dia
Tive medo
Enxerguei pra dentro
Que escuridão horrível
Começou a ficar claro
Quanta bagunça
Preciso arrumar isso!
Que dor terrível
Arrumar dói
Tô tentando
Ele me ajuda
Melhorou, mas as vezes bagunça de novo
Outras bagunças aparecem
Já estavam lá
Embaixo do tapete
Puxei pra fora
Doeu muito
Mas fica melhor
Olhei pra fora
O mundo não era mais o mesmo
As pessoas estão mais frágeis
Que estranho!
Quanto tempo fiquei de olhos fechados?
Um inverno inteiro
Quero olhar pra dentro de novo
Um olho pra dentro e outro pra fora
Mamãe Sementinha
Perguntaram-nas qual era o sentido de ser mãe
E eu como mera Sementinha, fiz-me de planta
A ramificar meus pensamentos
Semear estes versos
E chorar as pitangas
Me virar para o orvalho
E sentir seu frio afeto
Como planta
Procurei florecer em mim essa paixão imensurável
De possuir um fruto
Colorido… chamativo
Um fruto que respira
E que de noite clama bem alto:
Mamãee
Um fruto que cantarola o 1,2,3 (Do qual os passarinhos adoram escutar)
Eu sei que ainda sou sementinha
E sobre o fruto… eu somente o colhi
Culparemos o orvalho frio e as pitangas
Que enquanto chorava, também as comi
Poeminha avesso dedicado a minha mamãe planta e a outra sementinha semeada. Semana de Chorar as Pitangas, Maio, 22.
Eu tinha muito mais coragem quando era criança.
Aos 9 anos eu expressava melhor meus sentimentos, porque o mundo oferecia mais conforto e as pessoas pareciam realmente se importar umas com as outras.
À medida que envelheço, vou perdendo a força e a fé na humanidade. Reprimo meus sentimentos e me sufoco com eles entalados feito nós na garganta.
Eu tinha muito mais coragem quando era criança.
Eu acordava às seis da manhã, com uma empolgação, que até hoje, nunca vi em outra criança. Eu adorava o cheiro do café e do pão, refeição matinal antes de ir à escola...
Hoje vejo o meu futuro incerto, indeciso, meio turvo... Das coisas que amava perdi o prazer. A vida bate sem piedade e, a gente vive penando por achar que alguém é o amor da vida...
Eu tinha muito mais coragem quando era criança.
Com medo de amar eu amei e pertenci a quem nunca foi meu...
Sofri feito gente grande e, de tão grande, me encolhi.
As sombras do tempo levou meu sorriso, meus amigos, quem eu fui...
Hoje ainda me procuro, mas devo ter acessado um caminho sem volta, pois o passado às vezes me dá medo.
- Eu tinha muito mais coragem quando era criança.
(Autoral - CR)
Triste é fingir que não nos importamos, quando na verdade tudo que queríamos era falar do tamanho da nossa mágoa e do quanto está doendo.
E finalmente ela aprendeu a duras penas que se tinha algo de errado era com ele e não com ela. O que ele criticou, outro elogia; o que ele tinha vergonha nela outro se orgulha; onde ele via defeito outro enxerga virtude; o ele não cuidou, outro cuida e o que ele não quis, outro quer.
Ela não era fã daquela palavra. Muitas vezes era o refúgio de homens fracos, zangados com mulheres fortes.
Quando tudo estava perto, via longe
Quando tudo era claro, via escuro
Quando tudo estava certo, via incerteza
Pois estava só, sem ti.
O meu mundo era
Só eu e apenas eu
Até que a Quimera
Apareceu...
Mistura tal
De olhar sedutor,
Com um charme letal
Encantando o gladiador
Dono do coração
Quanto te vejo
Prendo a respiração
E só te desejo...
O máximo que ele poderia alcançar era morrer gloriosamente por alguma coisa; agora, ele se eleva a algo maior, para viver humildemente por alguma coisa.
Nota: O pensamento está presente em uma novela intitulada Maria, presente em uma coletânea de escritos de Ludwig de 1891. Porém, a introdução dos escritos afirma que os textos foram produzidos em 1842. Acredita-se que o pensamento de Ludwig tenha originado a citação de J. D. Salinger no clássico “O apanhador no campo de centeio”. A citação também costuma ser atribuída ao médico Wilhelm Stekel, mas ele atribuiu a autoria a Ludwig.
...MaisSou um ser
Abandonado
A não ser
Que estejas apaixonado.
O passado
Lamentavelmente, já era
E eu já fui avisado
Da tua primavera...
Ainda tenho esperança
De um futuro
Em que lança
Reanime o aventuro...
Sempre me perguntei o que era a solidão.
Nunca obtive uma resposta através dos outros,até que um dia em minha cama sozinha no meu quarto apenas observando a escuridão no meu quarto foi que me dei conta.
O que senti olhando aquela vasta escuridão e vazio no meu quarto foi o que me realmente me mostrou que naquele momento, naquele exato momento ali o que eu estava sentido era a solidão,e eu já havia a sentido em vários momentos e lugares,não apenas lugares vários e escuros,mas também lugares lotados e cheios de pessoas,a solidão e algo que nos carregamos no coração e somente nos podemos fazer ela ir embora,e não um objeto ou amigo.
Para pensar....
Nosso tempo era muito valioso não tínhamos tempo para nada, só para nossas idéias e ideais...( Olhar para o próprio umbigo, próprio ego ou puro egoísmo) fato! Hoje em tempos de quarentena o tempo não tem preço, para salvar uma vida... Ou a nossa vida, nunca tivemos a vontade de chegar em um lugar e falar alto aperta uma mão, abraçar e dar risadas, não podemos nada disso por que deram um freio em nossas vidas para olhar para o próximo... para deixar de ser egoísta ou soberbo... Lembra isso tudo vai passar... E o amanhã nos espera... Que tudo vai dar certo... Mas lembra o que houve no passado para não refletir no futuro.
JPS...
Era amor demais me escapando de alguém ? Que deslumbrou ao visitar os corredores de minha alma, e soube dos meus erros da minha felicidade,e dos nós que eu fiz bem na linha da vida só para te agradar, onde as vezes me fez sentir como folhas secas em noites de outono.
O livro era velho
Meu coração é novo
Eu viro a página
Um capítulo novo
Eu me encho
como bexiga
De sabedoria
Ler me transforma
Em uma nova menina
