Era
Eu era calmaria e ele era vento, sendo ora brisa e ora tempestade . Não havia monotonia, só rock e poesia , sendo ele o rock eu ,naturalmente, a poesia. E havia toda aquela minha louca vontade de citar Rita Lee cantando "meu bem você me da água na boca " .
Saudade é a ausência gritante do que foi ou era pra ser. É um momento interrompido, um nó sem desate. Quem sente, sabe: Não tem hora e nem endereço. Saudade é urgência infinita.
Amei, me entreguei, me iludi, me perdi, não era amor, mas eu sentia a dor, você está com ele...
Por um momento você conseguiu me deixar feliz, eu me achando o “tal”, mesmo sabendo que você estava fazendo papel de atriz.
Você não me amou, eu sei. Mas tentei te fazer a pessoa mais feliz com apenas a amizade. Passei tardes, noites imaginando o que nós poderíamos fazer. Alguma atividade. Tomar um sorvete, que tal? Eu estava com tanta adrenalina que poderia parar no hospital.
É. Noites de insônia. E o pior: sem atividades. No outro dia te encontrava e pra ti sorria, a felicidade nos tinha contagiado. Ah, FELICIDADE. Palavra tão bonita quando tão bem usada. Então mais uma vez o meu subconsciente começou a me afetar: ”Vamos, vamos! Cadê seu ego, mano? Cadê as ‘patricinha’ da cidade? Cadê o cara que não precisava de amor?”. Mais uma vez estava sozinho. Apenas eu e eu.
Pensei em ti. Na minha mente você era tudo que eu queria e necessitava. Eu te quis. Mas você me esqueceu. Jogou-me em um quarto de dispensas chamado passado. E o pior é que eu sei que esse quarto você fechou com imensos cadeados e deixou-se perder as chaves. Sabia que não precisava voltar lá. Noites sem sono. Olhos avermelhados, não por sono, mas sim por lágrimas. Deitei novamente nessa cama vazia. Sem você. Mas você estava comigo. Sim, estava, mas infelizmente era só na minha mente. Você se foi. Eu não te vejo com os antigos olhos. Hoje, apenas te olho. Não com um olhar desejo, mas com um olhar de arrependimento. Por te perdidos tantas noites em vão. Apenas pensando em ti. Pensando em te chamar pra sair. Pensando.
Ela era indiferente, independente, grossa e bastante intolerante. Ao mesmo tempo tão sensível. Era sozinha em meio a tanta gente. A maioria dos que convivem, não a conhecem, pudera, ela não se conhece. É intransigente. Não muito, adepta a regras, porém, aceita fingir seguir algumas, para melhores convivências. Gosta de café, porém não tem algum sequer em sua casa. Em anos nunca usou um pacote se açúcar, talvez a falta de doce, transformou sua vida tão amarga. Tornou-se forte com o tempo, em dias de sol até gosta de sorrir e ir à praia. Quando a noite chega, o tempo fecha, em seu mundo chove, e os trovões, não mais a assustam, porém ainda tem medo do escuro.
Então, João. Ela seguiu, afiada nas palavras, grosseiras nas atitudes e carinhosa, quando lembrava-se que um dia foi bem feliz. Continua a trabalhar, a fumar o cigarro mentolado e a tentar perdoar, todos os erros daqueles que ela ama, e os próprios. A vida segue. Não trilhou caminho algum, segue o caminho que acha que foi trilhado pra ela, às vezes foge da rota, rasga o mata, e corre pra floresta, mas logo volta ao inferno da cidade, suporta a fumaça dos carros, o barulho do comércio e passa dia após dia, pelo seu maior desafio: As pessoas!
Ele era lindo como as tardes de verão. Os cabelos e a barba eram tão negros quanto a mais bela noite estrelada. Os olhos eram castanhos claro, mas nem tanto. O sorriso iluminava toda a praça. E ele próprio, por onde passava, iluminava a minha vida. E era como o sol: quando vinha, brilhava a minha vida; quando ia, restava-me o escuro.
No jogo do amor, todos perdem
Azar o seu
Me ganhou, depois perdeu
Achou que era pra sempre, a minha devoção
Mas, mesmo amando intensamente, consigo dizer não
Querendo sempre acreditar, na importância que eu teria
Me desarmei, me abri ao meio, mostrei o que sentia
Mas o jogo do amor, nos afastou, usando orgulho
Seu coração já era gelo, se transformou em pedregulho
Encontrando meu peito aberto, atirou em mim pedras, que eu não merecia
Usou armas pesadas, em minhas mãos desarmadas, que tremenda covardia
E mesmo assim, digo pra mim
Azar o meu
Perdi a chance, de ser só seu
Mas ela era diferente sabe, teimava sempre enxergar o lado bom de tudo, acreditava que a cura para muitos males estava no poder dos sorrisos. Não tentava ser o que não era, estava ocupada demais sendo ela mesma e era esse o seu encanto.
A menina era solta
Por vezes quieta, outras doida
Moça esperta, e muito afoita
Pelos outros era chamada de louca
Ela não ligava
Era desbocada
Sorridente e nunca conseguia ficar calada
Ela gosta de ser, ela
Só era dela
A doida que adorava ser
Mal sabia que muitos a queriam ter.
Ás vezes uma escolha errada
muda um destino
mas isso servi para aprender
que devíamos mesmo
era ter pegado o primo.
Fases na vida, para transformar, temos que mudar a atitude. O passado já era, e assim vou vivendo da melhor forma o presente, vou trilhando e alterando a vida, mudando a mente.
Era preciso que a amizade dos filhos fosse tão terna como a de seus pais. A natureza permitiu que os primeiros encontrassem nos prazeres com que se inebriam modos de se esquecer que os afastam involuntariamente dos autores de seus dias e lhes esfriam no coração os sentimentos, tão mais ardentes e sinceros na alma dos pais e mães.
Quando eu te conheci logo percebi que era você,
não pensei duas vezes, abri meu coração e deixei o amor entrar.
Eu pensei que era para sempre,
mas o tempo me enganou.
Eu te dei tudo que tinha,
mas você pouco me deu.
Hoje sigo meu caminho,
ser feliz do jeito meu.
E você segue segue sozinho,
com a vida que escolheu!
Sergio Fornasari
A mala dos segredos desconhecida
Autor: LCF
1
Era uma vez um sujeito;
( Cuja a identidade não se conhecia;
E a personalidade jamais se temia; )
De nada tinha perfeito.
2
Andava com uma mala;
O que estaria no seu interior?
Seria um presente? Bolor?
Andava ela por uma sala.
3
Era esquisito;
Escondia algo valioso;
Algo precioso;
O que escondia era, também, bonito.
4
Toda a gente olhava;
Ele não prestava atenção;
Possuía um brasão;
E toda a gente o apreciava.
5
Seria esse brasão;
Que o sujeito escondia?
Ninguém sabia;
Ficavam na humilhação.
6
Intrometidos que eram;
E a mala era um mistério;
Correu-se um hemisfério;
Nada obtiveram.
7
Descobriu-se apenas uma coisa de novo;
A mala lá dentro tinha;
Uma pequena estrelinha;
Estrelinha que mudaria o povo.
8
As pessoas ficavam curiosas;
Para nada alcançar;
Aquela pequena estrelinha do mar;
Possuía qualidades maravilhosas.
9
E a mala desconhecida;
Permaneceu assim;
Eu dizia sim;
À mala continuar desconhecida.
O Dia
Já estava tão escuro o dia
Escuro por quem ali passava...
O dia era tão claro
Que escuro era as pessoas que ali passava...
Mas por ali ninguém passava
Porque ali era escuro
Afinal,já estava claro o dia que era escuro
Mas,já estava claro,
Claro por quem ali passava
Já estava escuro o dia que era claro.
"A constância que desemboca no desejo exagerado da totalidade. Era madrugada e o silêncio da vida fez ecoar um reflexo de continuidade, solidão precisa, espera silenciosa, movimento independente da vida. E ele se viu no vidro da janela, por traz a cidade, diante dele, ele mesmo. E a vida seguiu, sem esperar suas decisões..."
Havia um tempo em que a infância era algo que nos ajudava a conhecer aos poucos o mundo em que vivíamos.
Hoje em dia ela serve apenas para nos fazer inocentes por um curto tempo.
Sabia que era o momento da partida........
Quem dera não reconhecer aquela ida......
Que avisa, nunca mais voltar....
NUNCA MAIS!!!
..
Ela nem era o amor da minha vida. Nem se aproximou daquela intensidade que havia sentido em outro momento, por outras pessoas. Dais quais, nos primeiros encontros, cheio de encantos, falei: você é o amor da minha vida. Não era e não foi. Mas se tornou. E foi justamente pela teimosia de querer se fazer presente, insistindo em demonstrar que construir, a cada dia, era a mais clara prova de que sentimentos podem nascer do nada. Quebrando nossas resistências e provando que, quando a gente quer, de verdade, a gente encontra um jeito. Sempre. Sem mais.
