Era
As mulheres tinham muito medo de mim. Quando eu chegava numa festa era uma coisa de “cuidado com a Elza”. Hoje em dia elas conseguem se impor muito mais. Mas ainda há preconceito, e não só vindo do homem. Muitas mulheres são machistas sem perceber.
No silêncio dos momentos
Sinto o vazio de algo q achei q existia
Mas na verdade era a ilusão mas uma vez marcando presença nos meus pensamentos q aliás são tão tão controversos como as minhas tomadas de decisões
Acho q faço as coisas certas mas, depois, é o depois ele existe, sempre me pergunto fiz a coisa certa ou pq isso ta acontecendo poderia ser diferente. E fico nesse mar de incerteza, sem rumo.
Nasceu princesa!
Isso: PRINCESA!
Foi criada acreditando que era uma princesa.
Mas um dia, sei lá que raios deu, ela trocou a coroa por um laço de fita, e se achou bem mais bonita.
No outro dia, trocou o vestido rodado por um outro colado, e deu valor ao rebolado.
Depois trocou o sapatinho de cristal por um com estampa de animal, e UAU!
A meia fina, trocou por uma de arrastão, o batom rosinha por um outro vermelhão, o brinquinho de pedrinha na orelha, por um outro de sereia, a calcinha de rendinha, por outra que parecia uma linha!
E dia após dia, ela foi trocando tudo que dava na telha, que tinha vontade, que a fazia se olhar no espelho e dispensar qualquer conselho!
Cresceu, floresceu, desabrochou, sei lá o que rolou!
Só sei que chegou o dia em que deixou de ser princesa e foi ser o que sempre quis:
Feliz!
Luz reluzente
A luz que reluzia daquela face,
Era tão humilde quanto divina
Qual seria sua origem?
Começo a olhar em volta,
Quase todos os rostos
possuem a mesma
Por que são assim?
Será que é assim que me veêm?
Aqueles nos quais não a via,
observei.
Eram pessoas amargas,
angustiadas,
Com uma grande sombra ao invés da luz.
Será, então, essa luz
a chama do desejo de viver?
Ou somente uma ilusão?
E esse próprio sentimento seja uma ilusão?
Nunca saberei...
PONDERA A FERA
pondera, ponderou a fera, da nova era
depois, engasgou-se com a tela entalada
na traquéias da goela.
Pondera... Se pintou com a poluição
tingiu a esfera colorida...
Opacando a visão do grandioso olhar.
A fera, combaliu os olhos da nevoada vida
sentindo os sentidos, esfriando
os típanos e tampando os ouvidos.
Antonio Montes
Ela era a Mulher Maravilha!
Tinha tudo o que uma heroína deveria ter: Fé, coragem e uma força incrível que derrubava todos os obstáculos que a bandida da vida fazia questão de colocar em seu caminho!
Banida da sociedade ancestral
Destruída o conceito do que era moral
Cravada na pele com osso e agulhas amoladas
Com desígnio de proteger das criaturas exacerbadas
Cobre-se de pintura ser infame e guerreais
Confrangendo os nervos vitais
A modernidade chegou é a tatuagem do dragão cresceu
Grifou no corpo a pintura que ti forneceu
Osso do albatroz com sangue e dor vai marcar
Sua vida pela eternidade seu indicio maori a destacar
Traga no peito uma águia estilizada, traz no pescoço uma cruz
O grafite abstrato na perna, e uma frase que remete a jesus
Cada um com sua acepção cognitiva é sentimental
Airosidade, sombreada ou colorida ou um traço tribal
Não só no coração pode-se carregar uma paixão
Na pele também pode-se cauterizar nossa fascinação.
NÃO SEI
Eu sei, eu sei...
Ouvi a voz,
era a minha vez,
e eu passei...
Agora, não sei, não sei!
Não sei se eu terei vez,
nem sei quem fez a vez...
Tudo que eu sei,
quando chegou a minha vez,
... Eu passei.
Antonio Montes
Silenciou. Silenciou e todos à sua volta sabiam que era um sinal de alerta. Ligam-se os faróis de SOS, Estado de sítio, fujam para as colinas. Ela silenciou.
Entrou lentamente fazendo com que sua presença fosse percebida por todo o salão da cafeteria. Olhei pela janela e logo conheci o motivo que a trazia aqui, estava chovendo. Todo mundo sabe que chuva, café e cigarro são como pólvora para corações que ardem.
Deu meia volta em um dos saltos e se dirigiu à área externa, era uma varanda com plantas aéreas que faziam a ideia de um ambiente acolhedor. Dali fiquei a observar. Marlboro branco denunciava sua preocupação em não deixar odor, embora já não fizesse muito efeito, qualquer um poderia sentir a quilômetros de distância o cheiro da dor que queimava naquele peito.
Unhas e batom vermelhos, pediu um expresso duplo, ela nunca foi mulher de meios termos. Tragava como quem mais parecia beijar, talvez pela lembrança de alguém que refletia na fumaça. Era dia dos namorados e por isso ela decidiu silenciar. Passou a semana ouvindo e respondendo suas amigas sobre presentes e jantares daquele dia, sempre foi o estilo Amelie Poulain: Resolvia a vida amorosa de todo o universo, menos a sua. Optou assim por achar que sofreria menos, até sentir na pele o peso intenso daquele 12 de junho.
A chuva deu uma trégua, e como a mulher forte que era- ou demonstrava ser- engoliu o choro que estava prestes a sair, pagou a conta e cruzou novamente o salão para ir embora. Pausou me fitando com a porta semi aberta, desisti da minha tentativa de disfarçar lendo o livro e encarei, ela suspirou aliviada ao fechar a porta.
Duas almas boêmias sabem se reconhecer.
Velho amigo, não foi acertado o que decidimos, mas não era correto também continuar evitando o fim por mais tempo.
Fingir não perceber as mudanças e ignorar aquela última conversa franca doia demais dentro dos olhos, eles queriam transbordar sinceridades que a boca não dizia por medo.
Mas, nunca subestime o tempo, foi preciso muito dele para pensar na vida sem essa parceria antiga.
O luto passa, a amargura resseca sem a agua dos olhos a irrigando todos os dias.
As portas se abrem para novas vidas e o sol volta a aquecer aquela sala em que assistiamos TV juntos.
Mas, esses reencontros e conversas novas, sem explosões de acusações, nos apresenta a uma nova relação, a de não sermos mais inimigos e termos respostas ao que nunca perguntamos, após a despedida infeliz.
Pensamos que o outro está numa muito melhor, enquanto enfrentamos a perda sozinhos e não é assim que acontece, mas essa impressão é reciproca sempre.
Também falamos de ódio, maldição e perdão, engraçado como isso sempre aparece como a projeção exata, porém também errada.
A vida tende a mudar todos os dias e com ela ficam as memórias, mas também as expectativas de ser feliz de novo!
A mangueira
Era uma vez uma mangueira.
Essa mangueira era muito boa.
Pois em toda época de manga, ela se enchia de mangas de qualidade.
Esse pé de manga dava muita sombra. Porque era muito grande. A mangueira era muito famosa,
Pois estava localizada, em um lugar onde passavam muitas pessoas.
As crianças voltando da escola paravam para apanhar mangas. Os casais de namorados, falavam: Eu te amo, embaixo dessa mangueira.
Essa mangueira incentivou muitos namoros. Realizando alguns casamentos.
Descansou muitos corpos cansados,
Que embaixo da mangueira, deitavam.
Ficou sabendo de muitas conversas,
De muitos segredos.
Ela era um confessionário,
Era uma aliada,
Um ombro amigo.
Tinha trinta e poucos anos de idade, era experiente, Mas nunca solitária,
Pois era rodeada de pessoas, todos os dias.
Inspirava poetas e pensadores.
Que ali, debaixo de sua sombra, escreviam os seus pensamentos. Abrigavam os passarinhos, que ali faziam os seus ninhos e cantavam as suas melodias.
Ela era útil, quando era tempo de manga e também quando não era. Porque além das mangas, ela dava sombra.
E a mangueira ficava no meio de uma rua.
E decidiram asfaltar essa rua.
Para asfaltar essa rua, era necessário cortar a mangueira.
Cortaram a mangueira.
Mas não cortaram simplesmente uma mangueira! Mataram uma história.
Os Longos Cabelos de Laura
Laura era uma menina linda! Mas o que mais chamava a atenção era os seus longos cabelos. Por onde passassem, todos paravam para olhar.
O motivo de seus longos cabelos foi por que quando ela era pequena Sua mãe fazia questão, de que ela tivesse cabelos longos.
E assim ela se acostumou e passou a gostar.
Cuidava de seus cabelos como estivesse, cuidando de uma criança, com o maior carinho.
Todos elogiavam seus cabelos. Alguns queriam, até comprar.
A mãe de Laura fazia tranças no cabelo, de Laura.
Mas certo dia, Laura arrumou um namorado, e o namorado de Laura para saber se ela o amava mesmo, ele decidiu testá-la.
E falou, para ela: Laura se você me ama mesmo corte os seus cabelos, mas corte bem curto, e assim terei certeza de que você me ama.
E Laura por amar demais aquele rapaz ela aceitou.
E quando Laura foi cortar os cabelos, foi com muita tristeza.
Na hora que a cabeleireira cortou seus cabelos, Laura quase chorou.
E seu namorado teve a prova de que Laura o amava.
Os dois noivaram e queriam se casar.
Foi quando Laura descobriu que ele tinha lhe traído.
O noivado terminou e Laura chorou porque tinha perdido duas coisas que tanto gostava: O seu noivo e seus longos cabelos. Laura deixou seus cabelos crescerem novamente. Arrumou outro namorado, e foi morar com ele.
Não casou! Porque casou com seus longos cabelos.
Quando era pequena gostava de olhar as estrelas, hj so me lembro delas quando estou triste, a serenidade é algo que me faz falta
"Sonhou amar e ser feliz.
Amou. Sempre.
Ora era amor, ora era amada, ora era felicidade.
Amar e ser feliz é reciprocidade."
"Um simples ovo chega a me indignar...
Ele pode ser uma galinha e antes era uma galinha.
Que incerteza matar a fome sem saber se tem algo ali...
É um universo,sim.
Talvez os ovários sejam pontos cheios de universos.
Que contradição."
