Era
No mundo não há quem possa o querer de Deus mudar. Quem diria! Nem mesmo ela sabia que pra mim era ela a mais bela poesia. Na madrugada gelada minha alma enciumada ainda disputa espaço com o vento que canta em seu ouvido esta e a hora perfeita vamos passear. Ela sempre quis ser feliz e o mundo aproveitar. Enquanto o sol ensaiava uma entrada triunfal, Eu trouxe a doçura, mais que sou eu se ela quer provar a amargura. Boa noite.
Estava chovendo quando saí de casa para a estação de metrô. Era bem cedo, não havia muita gente na rua, apenas alguns comerciantes abrindo suas lojas e pessoas voltando de trabalhos noturnos com um ar de cansaço. A melancolia recorrente do dia nublado era evidente e eu gostava daquilo, me fazia pensar sobre a vida, sobre a tristeza personificada em um dia qualquer, nublado e chuvoso.
Chegando na estação logo avisto uma condução vindo. Após entrar no metrô vou andando para os vagões da ponta, onde posso ficar encostado em uma haste de metal. Começo a observar ao meu redor, muitas pessoas pegam essa condução pela manhã pois vão trabalhar, estudar ou os dois, como eu. Muitas feições de cansaço e tristeza, assim como as dos trabalhadores que vi mais cedo. Foi aí que me perguntei: “Mas por que essas pessoas estão tristes em plena manhã?”. Estava maquinando e pensando nos porquês das caras murchas que via ali na minha frente quando avisto uma senhora em pé sendo espremida entre duas outras pessoas. Cheguei mais perto e a ajudei a sair de lá, quando percebi ela já estava no meu lado com um sorriso que ia de uma orelha a outra, me agradeceu e perguntou a onde eu estava indo numa manhã tão chuvosa, eu virei e falei que estava indo trabalhar e logo ela se aquietou, alguns minutos depois voltou a falar comigo:
- Percebi uma coisa nessas manhãs nubladas, todas essas pessoas que vejo todo santo dia estão com essas mesmas caras. Meio amargas e olha que nenhuma ainda chegou na minha idade!
- Eu percebi a mesma coisa hoje, nenhum sorriso, nenhuma feição alegre, apenas rostos pálidos e distantes.
Conversando mais um pouco com a pequena senhora percebi o quanto de vida ela emanava que, por mais que sua aparência evidenciasse sua idade avançada, ela estava disposta e alegre.
Desci na Estação Central, ainda estava chovendo quando saí da estação. Andando na rua me deparo com uma moça de meia idade segurando uma criança de colo, era uma pedinte e estava cedo da manhã naquela chuva, embaixo de uma sacada para não se molhar. Percebi que diferente das pessoas tristes que vi hoje, o semblante dela se destacava, era indiferente, escondido. Quando passei ela me deu um sorriso e estendeu a mão que não segurava a criança, eu já havia tirado uma cédula para dar. Ela me deu um sorriso e logo me agradeceu, assim como a senhora no metrô. Naquele mesmo dia eu percebi o motivo da tristeza desvairada que presenciei. Depois disso, sempre que acordo peço aos céus que o desejo de ajudar o próximo consiga sempre superar o egoísmo e falta de esperança no ser humano.
O mais difícil foi saber quem ela era! Que saco essa não dá pra xingar pensei, mas me senti levando um golpe dos mais profundos pois naquele momento percebi que todas as minhas chances com você tinham acabado!
em meio as lagrimas nessa noite eu dormi...
VIELAS DA VIDA.
Márcio Souza.
Numa viela estreita e semi-escura,
Era só penumbra quase escuridão,
Surgiam no silêncio fúnebre da rua,
Sensações de tédio, incertezas e frustração.
Talvez sejam medos do passado,
Refletindo agora no presente,
Em angústia e quase desesperado,
Despertando fatos trazidos no inconsciente .
E a viela que a mente atropela,
Sem sentimento certo ou qualquer razão,
De um suposto sonho que não se revela,
Que foi apenas sonho ou imaginação.
E no momento em que despertamos para a vida,
E que na vida acordamos para o mundo ,
Transformamos as vielas em avenidas,
E os nossos sonhos se revelam verdadeiros e profundos .
E ao tomarmos nossa firme decisão,
Desfazemos os medos e as incertezas,
Enxergamos a vida com mais amor e razão,
E as vielas d'antes incertas, hoje são belezas,
Que trazemos na alma e no coração!
Márcio Souza
(Direitos autorais reservados)
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Por que mesmo tendo feito o que era certo, eu sinto a culpa de quem fez o que era errado? Deveria eu não ter feito nada?
Nós humanos, antes mesmo de tudo, época em que o fogo era a coisa mais estranha e incontestável possível da natureza já adotávamos um meio de raciocínio, talvez difícil de visualizar cada significado, mas não deixava de ser um modo do ''pensar'', onde existia ali e sempre existiu uma conexão com a ''estranha'' natureza.
Ainda sim tínhamos poucos recursos para nos explicarmos oque era a natureza, mas como a natureza tinha ali um propósito para cada molécula inserida, o homem não hesitou e com os poucos recursos decidiu arriscar a cada obstáculo que lhe atrapalhasse para o desconhecer.
O homem que procurava conseguia, e não dependia mais somente dos raios do sol na manhã para acordar, porquê com ele carregava o sol, e com este amplo triunfo não parou por aí, sempre alimentando esse a sede pelo propósito das coisas levando em si a conexão entra a curiosa e surpreendente natureza. Deus - Kevin S.
Ainda garoto eu não entendia o que se passava em mim
Era ódio, raiva, agonia, perguntava a DEUS o que eu estava fazendo aqui.
Ainda garoto eu tive que aprender a lidar com a rejeição
A falta de amor, o desinteresse e a indiferença são a praga da nossa geração.
O eu garoto nunca entendeu porque as pessoas preferiam ser duras e grossas a amar e abraçar a todo o momento
No fim, o eu garoto teve que aprender a deixar de ser garoto e tomar a injeção do “ser homem” e foi ali, solitário enquanto matava o meu eu garoto, que aprendi;
Estamos perdidos, estamos sozinhos e gostamos disso, estamos cheios de “desamor”.
Estamos, fomos, ficamos e morremos.
Era uma vez um sentimento. Era puro, bonito, mas muito exagerado.
E não é que com o tempo o danado alugou todo o coração ? Não havia espaço para mais nada . Só esse constante sentir . Mas era tamanho o barulho que fazia e tanto atentava quem ao lado morava que sem perdão ele teve que ser despejado . Sua bagagem toda pelos olhos foi derramada e só assim o coração pode então respirar aliviado ...
Sempre acreditei que a felicidade era fato se estivéssemos juntos; hoje porém, a realidade me faz desacreditar.
Poda:
Era uma roseira diferente:
Seus espinhos brotavam para dentro
Ninguém os via
Ninguém os tocava
Ninguém os sabia
E a roseira, na tentativa de gritar
Abria rosas indescritíveis
Em noites de lua, sonhava podas
Todas bem rente ao chão
Mas ninguém a podava
Abriram espaço em seu jardim
Para que todos a contemplassem
Conheceu a solidão
Seus espinhos cresciam
A dilaceravam por dentro
A cada nova estação
E ela gritava dezenas de rosas
Uma lágrima em cada botão
Quando afagavam seu caule liso
Ela se contorcia de dor
Sentia os espinhos cravando
Queixava-se abrindo outra flor
Um dia, os espinhos já grandes
Formaram nódulos pelo seu corpo
Uma espécie de tumor
Cansada, não abriu flores
Podaram-na rente ao chão
E ela conheceu um pouco
Daquilo que é não ter dor
Quis mostrar uma folha ao sol
Mas a coragem faltou
Recusou a água
Recusou o adubo
Rejeitou a terra
A mesma terra que a criou
Ali desapareceu
E todo o jardim se abriu em flor.
Minha mãe , meu amor é imensurável...foi a provedora do meu sustendo quando eu era criança, e hoje continuo sendo sustentado por seu amor...ele que faz-me vencer todos os desafios.
