Epigrafes Língua Portuguesa
Que sinal é esse? Sinal que respira sentimentos. Que língua poderosa é essa que faz de suas mãos uma poesia? Quanta agilidade e precisão, poder de persuasão através das mãos. Este poder linguístico que torna sua língua tão expressiva e viva, como poderei absorvê-la? Não quero apenas as palavras sinalizadas quero a língua pura e enraizada.
A Língua de Sinais é uma poesia viva, com sentimentos intrínsecos que outra língua não consegue expressar, os movimentos são dançantes, os sinais flutuam em significados e imagens, o corpo percorre uma dimensão teatral em segundos, uma porção de suavidade e leveza. Essa língua não se aprende, se vive.
Minha terra
Chão e céu.
Minha terra toda é você. É areia.
Minha língua falada e cantada.
Meu deitar de bruços desarmado.
A varanda nos sopros do vento morno.
Onde sem sombra, existe a dúvida clara.
As visitas indiscretas dos arrepios. Teu riso.
Tudo perto demais do ouvido e onde o pensamento faz seu ninho e dali mesmo parte para voar.
Em beijos submersos, sentia tua lasciva língua invasora de cavidades em castidade já agora esquecida....
Entre olhares perversos e índole predadora, a cada mordida, mais apetecia-te as entranhas úmidas em meus anseios de ti...
Seguia a tua boca em meus seios... em meus meios... lá no fundo, bem no fundo do mar.
(Amor Submerso)
Cuidado com os reflexos que sua língua pode lhe trazer. A vida possui formas surpreendedoras de esfregar a verdade em nossa face, quando a desafiamos. A sua felicidade pode não estar onde sempre sonhou que estava. A dor nem sempre é maléfica e o amor, muitas vezes, pode se esconder naquele que julgara incapaz de te oferecer algo tão precioso.
….Sinto a linguá revirando em minha boca
Quando lembro com saudades dos teus beijos
E essas lembranças tuas que não saem de mim??
Se eu disser que não penso em você
estou mentindo
Pois só eu sei
a dor que estou sentindo
É uma angustia por ver
tua presença sumindo
É saudades dos teus olhos
E desse teu sorriso lindo……
O MÁGICO
Sidney Santos
Dei nó em pingo d’água
Peguei o vento na mão
Diminuí a língua de sogra
Fiz bolhas de pedra sabão
A ilha mudei pra lago
Do círculo fiz dois quadrados
Depois de todo esse estrago
Um cubo com cinco lados
Em toda essa ousadia
Não encontrei valor
Minha maior magia
Foi ganhar seu amor
Santos, ago 2008
As vezes o silêncio é como outra língua, o silêncio te leva a paz interior e a reflexão, o silêncio é como um livro em que você descobre tudo sem mesmo opinar, mas o silêncio pode ser o seu próprio extermínio, pode te levar a loucura de querer opinar e não ser ouvido, o silêncio pode ser o paraíso ou o inferno da sua alma...
Mocinha tu és danada,
osso duro de roer,
vou fugir da sua língua,
e vou contigo beber.
Se acaso faltar dinheiro,
na casa vou pendurar,
só não quero que pague a conta,
ou vou dar o que falar.
Sei o quanto é teimosa,
isso faz parte da idade,
já de muito é teimosa,
desda sua mocidade.
já de muito
Desgraçado seria eu se carregasse peçonha na língua. Quantas vezes falei da má índole de fulano, ou fiz dele espelho das minhas virtudes. Quem sabe se em seu lugar não faria igual ou coisa ainda pior. Nossas aureolas só existem até serem colocadas à prova, fora disso guardemos nossas línguas dentro da boca que é seu lugar natural.
Vamos falar uma linguá para que entenda,
se escolher a pila azul, você continuar acreditando no que você quiser,
mais ...se escolher a pilula vermelha você entrará no mundo de Alice no pais das maravilhar e eu te mostrarei a TOCA to coelho !
LEMBRE tudo que eu OFEREÇO é a verdade !
Conhecer a verdade e a verdade vos libertará Jo 8;32
Onça faminta
teus lábios húmidos
boca de mel
que me finca
corpo deslizante
língua que arrepia
seio que sacia
arranho-te o movimento
chibatas meu corpo
com língua de ávidas
artimanhas.aguento
reproduz em grito
o desejo que te arde
volteia-te.afunda-me
Finca-me a pele
flor púrpura
morde-me
por dentro..
Seus olhos
Rasos, profundos, profanos
Boca
Língua, invasiva e descuida
Mãos
Inquietas no caminho
íngreme, escorregadio
Te encontra e me perde
Me encontro e não acho
Trabalho o nó
Nó do laço
Fácil me atar, desprender de mim
Difícil me ater
Sou peça tua
Que não quero e me encaixo
Ainda que eu falasse em "mistérios".
Ainda que eu falasse a língua dos "anjos".
Ainda que eu falasse todos "idiomas" humanos.
Se eu não falar a lingua:
Do Coração
Da Mente
Do Pai
Da Mãe
Do avô
Da avó
Do Tio
Da Tia
Do Irmão
Da Irmã
Do Primo
Da Prima
Do Vizinho
Da Vizinha
De quê me adiantaria?
Ah, seus beijos molhados e deliciosos
acompanhados por sua língua dançarina
bailando com a minha numa cadência agitada,
arrepio excitante que eu sentia correr na espinha
ligando um pedaço de mim que se erguia
buscando seu centro pra senti-la por dentro,
hum, que delícia sentir toda sua anatomia.
Sinto falta
Frios na barriga
Madrugadas em claro
Dormência na língua
Sinto falta a cada trago
Chamadas atendidas
Ligações que nos envolve
"Como foi teu dia?"
Sinto falta a cada gole
Risadas perdidas
Te fazer esquecer
Palavras não ditas
Sinto falta de algo que não posso ter
(Você)...
Slá, só mais um café.
Na adolescência, quando ela o via, pressão caia e mãe dizia: Bote sal em baixo da língua.
Ela obedecia e adormecia, pálida de tanto amor. Foram muitas paixões.
Já mais madura, quando o via, ficava dura. Pressão nas alturas.
Tirou o açúcar, o glúten, a gordura e principalmente o sódio.
E agora dormia roxa.
Roxa de ódio.
Quando falamos ou escrevemos respeitando a tênue linha do coração aos dedos que teclam, ou a língua que soletra, ha tanta verdade nas palavras que torna-se impossível que elas não penetrem o corpo que as recebe, formando uma ponte de coração para coração deixando fluir apenas o melhor de todo querer!
língua felina adeus teus males
proliferas diante a teus encantos,
velado meus olhos em tua língua,
o veneno tinhoso sênio ao fundo...
da tua alma; não pertence a nada...
vulgo sentimento vulgar, na lucidez...
seria a profundeza do teu ser...
a solitude tua arma,no frio,
não existe pois a língua está quente.
por celso roberto nadilo
Se é difícil controlar os meus cabelos, controlar a língua do povo então... é impossível, cada um fala o que quer. O que sai pela boca, andou frequentando o coração, então, não adianta controlar as palavras se o coração é puro veneno. O que faço com os faladores? Vivo, linda e morena. E quem não tiver o que fazer, pode falar que eu nem ligo.
