Engano de Amor
O ESPÍRITO QUE TENTOU ENGANAR KARDEC.
QUANDO A LUZ É PROVADA PELO ENGANO.
Há um equívoco recorrente entre os que apenas tangenciam o estudo espírita. Supõem que o contato com o invisível, por si só, confere autenticidade às comunicações. Entretanto, a experiência metódica demonstra o contrário. O próprio Allan Kardec, ao erigir os alicerces da Doutrina, enfrentou não apenas a ignorância dos homens, mas também as sutilezas dos Espíritos imperfeitos.
Durante o período preparatório que antecedeu a publicação de O Livro dos Médiuns, Kardec submeteu-se a um rigor investigativo incomum. Recebia comunicações de diversos grupos mediúnicos na França, analisando-as com método comparativo, crivo moral e lógica inflexível. Foi nesse contexto que emergiu um episódio emblemático.
Um Espírito, revestido de linguagem refinada e aparente elevação, passou a manifestar-se com frequência. Suas mensagens eram adornadas por elogios dirigidos ao Codificador, insinuando uma proximidade intelectual e moral que, à primeira vista, poderia seduzir os incautos. Prometia revelações inéditas, como se a verdade pudesse surgir isolada, apartada do consenso espiritual superior.
Todavia, havia um elemento dissonante. Sob a superfície elegante, insinuava-se a vaidade. A mensagem não irradiava a serenidade característica dos Espíritos verdadeiramente elevados, mas antes uma necessidade velada de aceitação e autoridade. Kardec, fiel ao princípio da vigilância racional, não se deixou enredar pelo fascínio da forma.
Aplicou então o princípio que se tornaria uma das colunas epistemológicas do Espiritismo. O chamado controle universal dos ensinos dos Espíritos. Nenhuma comunicação deveria ser aceita isoladamente. A concordância geral, obtida por meio de múltiplos médiuns sérios, em diferentes contextos, era a única garantia contra o erro.
Ao confrontar aquelas mensagens com outras provenientes de fontes independentes, surgiram contradições inequívocas. O suposto mensageiro não sustentava coerência doutrinária. Sua fala oscilava, revelando intenções pessoais disfarçadas de ensinamento superior.
Nesse ponto, manifesta-se a grandeza moral do Codificador. Não houve indignação, nem vaidade ferida. Houve lucidez. Ele identificou tratar-se de um pseudo-sábio, um Espírito ainda preso às ilusões do orgulho, que buscava legitimar-se por meio da associação com um nome respeitado.
Como ele próprio registra em O Livro dos Médiuns, capítulo XXIV:
“Os Espíritos superiores nunca se ofendem com a dúvida. Somente os Espíritos imperfeitos querem impor suas ideias.”
A reação de Kardec não foi apenas rejeitar a comunicação. Ele a estudou. Dissecou-lhe os mecanismos. Transformou o episódio em ensino. Demonstrou que a mistificação espiritual não é exceção, mas possibilidade constante quando falta critério.
Essa vivência deu origem a uma das advertências mais sólidas da Doutrina. A de que nem todo Espírito instruído é moralmente elevado. Inteligência e virtude não caminham necessariamente juntas. Um Espírito pode possuir vasto conhecimento e, ainda assim, estar moralmente comprometido pelo orgulho ou pela ambição.
O caso também reforça um dos pilares mais seguros do pensamento espírita, consagrado em O Evangelho Segundo o Espiritismo, capítulo XIX:
“A fé raciocinada é o único meio de não ser enganado.”
Não se trata de ceticismo estéril, mas de discernimento ativo. A fé, para ser legítima, deve submeter-se ao exame da razão. A aceitação passiva é terreno fértil para a ilusão, tanto no mundo material quanto no espiritual.
Esse episódio, longe de diminuir a figura de Kardec, engrandece-a. Revela um método que não se curva à autoridade, nem mesmo à autoridade invisível. Mostra que a verdade, no Espiritismo, não se impõe. Ela se confirma pela universalidade, pela coerência e pela elevação moral.
Assim, permanece uma lição de vigilância perene. O intercâmbio espiritual não dispensa o julgamento criterioso. Pelo contrário, exige-o com ainda maior rigor. Pois, se na Terra as aparências enganam, no mundo dos Espíritos elas podem ser ainda mais sutis.
E é precisamente nesse crivo severo, onde a razão interroga e a moral julga, que a luz deixa de ser promessa e passa a ser conquista.
Fontes
KARDEC, Allan. Le Livre des Médiums 1861. Capítulo XXIV. “Des contradictions et des mystifications”.
KARDEC, Allan. Revue Spirite. Agosto de 1861. “Les Esprits trompeurs”.
KARDEC, Allan. L’Évangile selon le Spiritisme 1864. Capítulo XIX.
O PODER DE SABER SELECIONAR
Muitas vezes, cometemos o engano de tentar manter por perto pessoas que não reconhecem o nosso valor, como se a insistência fosse uma forma de provar algo. Mas, na prática, forçar presença só traz desgaste e cansaço.
É preciso entender que a energia, o tempo e a atenção que temos são limitados e precisam ser direcionados com sabedoria. Quando se investe muito em quem não sabe valorizar, acaba-se deixando de lado o auto-cuidado e afastando quem realmente poderia acrescentar. Com o tempo, esse peso fica insustentável.
Aprender a soltar e deixar ir não é frieza, é sinal de maturidade.
Nem todo mundo que cruza o nosso caminho veio para ficar. Algumas pessoas passam para ensinar lições, outras para mostrar limites, e muitas simplesmente não possuem mais espaço na fase que estamos vivendo. E isso é natural. Quem realmente quer estar presente demonstra através das atitudes, da constância e do respeito.
Não faz sentido mendigar presença onde não há reciprocidade. O que é verdadeiro não precisa ser sustentado à força, ele se mantém por si só.
No fim das contas, escolher quem tem acesso à nossa vida é um ato de respeito próprio. Não se trata de se isolar, mas de proteger aquilo que se tem de mais valioso: a paz interior. Quando se entende isso, as relações se tornam mais leves, mais sinceras e muito mais alinhadas com a verdade.
Porque o que importa não é a quantidade, mas a qualidade e a sinceridade de cada conexão. E quem realmente merece estar, permanece sem esforço.
(Autor FRANÇA, Fernando em 05 de maio de 2026)
Eu não guardei meu coração e aí soltei a sua mão
E nesse engano dos desejos
Minhas vontades me deixaram em perigo Mas acredito nesse amorA minha cura é o Seu amorEu vou deixar pra trás tudo que passou Não existe outra verdade , vida nem caminho Jesus: Minha verdade, vida, meu caminho Guilherme Quinto.
Não é encantador
o causador
de tanta dor
nem é verdadeira
a máscara
do engano
porém o amor
é a própria comunhão
de quem passou pela dor,pelo engano
e pela paixão...
Perdoou dívida, perdoou engano, errar é divino, perdoar é humano. Contudo, não consigo perdoar a falta de educação, nem o abandono.
“Entre o engano e o pedido de socorro existe uma zona delicada onde a ética precisa caminhar junto com a compaixão.”
Do livro Síndrome de Munchausen — A Dor Fabricada, o Sofrimento Real: Uma Jornada entre o Engano e o Pedido de Socorro, da autora Nina Lee Magalhães de Sá.
Sentença do Engano
"Sou solteiro", ele indagou e repetiu,
Nas tantas vezes que o questionei.
Prometeu-me a verdade que nunca existiu,
Enquanto em seus braços, enganada, descansei.
Os amigos diziam: "Vejam, ele mudou!"
"Está apaixonado, é um novo homem agora."
Mas era apenas um palco que ele montou,
Para esconder a farsa que viria afora.
Ofereceu companheirismo para a vida inteira,
Sinceridade moldada em falsa jura.
Mas sob o brilho da alegria passageira,
Escondia o ciúme, a mentira e a amargura.
A traição mais amarga veio do silêncio,
Daqueles que viam e preferiam calar.
Negavam o óbvio, guardavam o segredo,
Enquanto eu me perdia sem saber onde pisar.
Você vestiu a máscara de quem não era,
E ao cair o disfarce, o mundo emudeceu.
No meu trabalho, a colheita de uma falsa era,
O prejuízo e a dor que sua sombra me deu.
No fim, você voltou para o próprio desprezo,
Para os braços de quem você mesmo diminuía.
Seu círculo pasmo, diante desse regresso,
Pediu-me desculpas por tamanha hipocrisia.
Que culpa tive eu, se não vi o abismo?
Enfrentei julgamentos e vozes cruéis.
Faltou-lhe a honra, sobrou-lhe o cinismo,
Enquanto eu mantive os meus passos fiéis.
Fui cordial e respeitosa até o derradeiro,
Mas a conta do destino o tempo vai cobrar.
Desejo-lhe sorte em seu mundo de ferreiro,
Pois o meu ponto final acaba de chegar.
(Assinado: Roseli Ribeiro)
“Quando alguém trai quem o ama por quem só o usa, descobre no fim que o castigo do engano é acordar só no próprio vazio.”
O grande engano do nosso tempo é acreditar que ser visto é o mesmo que ter valor.Que receber validação ( curtida)é o mesmo que ser respeitado e desejado. Confundir simpatia e educação como flerte e/ou interesse.
Uma chama ilumina um ambiente por um instante,um farol orienta gerações. Ambos são vistos mas apenas um tem propósito significativo.
“Buscar bênção sem conversão é construir sobre areia — o dia da prova revelará o engano.” Mateus 7:24-27.
– miriamleal
Quem não presta contas a Deus vive como servo do engano.
Deus não promove infiéis; Ele revela e remove.
A ignorância bíblica não é inocente, ela é terreno fértil para engano.
Quando o povo não conhece a Palavra, ele não discerne o espírito por trás do discurso.
miriamleal
Quem não conhece a Palavra inteira aceita qualquer versículo isolado.
Engano não vem sem Bíblia, vem com Bíblia mal usada.
miriamleal
Cometer erros é uma parte normal da condição humana. Repetir o mesmo engano duas vezes pode ser motivo de preocupação, mas é compreensível. No entanto, ao repetir o mesmo erro pela terceira vez, é imperativo que você faça uma mudança em si mesmo imediatamente, exceto em atividades que requerem uma precisão extrema!
Na dúvida, aceitei o engano como professor, reajustei velas e segui adiante, o vento já conhece meu nome.
Deixe eu errar, deixe eu cometer esse engano; pois aí, no final do meu verso, eu consigo dizer que te amo.
