Do nada
Nada existe
A solidez frágil
Vira carências.
Ao vento o sonho
Bagunçado
Esvazia-se.
O silêncio entra na alma
Rasgando o véu.
Quanto mais me afasto
Mas nele me acomodo.
Nada existe
Só o tempo insiste
Em passar.
Fico impressionado como alunos de 8º ano não se intimidam diante do professor academicamente superior. Não se pode dar-lhes uma aula expositiva sequer, eles falam demais, interrompendo a todo instante para mostrar que sabem mais, e não precisam de nada: Aliás só de nota.
A vida não é nada além de uma
sombra que anda, um pobre ator que
pavoneia e lamuria seu instante
no palco e depois não é mais ouvido:
é um conto contado por um idiota,
cheio de som e fúria, significando nada.
Você é como meu travesseiro. Nos dias tristes me apoio nele e choro. A única diferença é que ele está perto. Mas as minhas lágrimas secam no travesseiro assim como secam na sua companhia
Um mundo e um tempo estranho, estes. Onde todas as conversas trocadas tem que ter um sentido, provocações, colocações, afirmações e interesses.
O amor não se mede, não se compara e nem se mistura a nada. Amor é exclusivo. É a contemplação da maior obra espiritual que alguém pode ter.
Não tem nada a ver com o corpo delgado. Com o beijo. Com a cor dos olhos. Com seu gemido. Com sua pegada. Nada a ver, mas eu gostei. Simples assim.
Não importa
Primeiro, eu lhe dei meu sorriso.
Eu queria que você ficasse feliz.
Depois, eu lhe dei meus favores que você pedia.
Eu ainda só queria que você ficasse feliz.
Em seguida, eu lhe dei meu tempo.
Eu continuava querendo que você ficasse feliz.
E então, eu lhe dei minha atenção.
Dessa vez eu queria que você não desistisse de mim.
Dessa vez, eu lhe dei meu tudo.
Eu queria que você não cansasse de mim.
Hoje, eu lhe dei meu coração.
Eu queria que você me olhasse como eu olhei para você.
Eu lhe dei tudo o que eu tinha.
Mas parece que o meu tudo
Não é o bastante
Para você.
Não importa se lhe dei meu maior bem.
Você não consegue ver como é importante.
Você não se importa como eu me importei.
Somente só
Jogo o baralho, sem naipe, sem número… o jogo do nada absoluto…
Jogo a incerteza na frente! Ao túmulo… todavia, não contava com um certo moribundo…
Jogo então a certeza irrefutável! De que tal moribundo ajoelhado, é certo do incerto em seu estado...
Promessas de candidatos e promessas de ano novo são iguais. São ditas bem alto durante as festas mas para não serem cumpridas.
Os conselheiros do nada lhe fazem ver o sucesso dentro de você. E a culpa é sua se não prosperar. Tenha fé, dizem as vozes do nada, dos que não conseguem lhe curar e ainda lhe jogam a culpa, acusando-lhe de não ter fé suficiente.
