Desapego
Desapegar não é fácil para muitas pessoas mas, quando se consegue o desapego, tanto material quanto subjetivo, pode-se dizer que se chegou a um estágio de liberdade que nos deixa muito mais confortáveis para o encontro conosco. Não tenha dúvida: - trabalhar o desapego é um esforço contínuo, especialmente numa época que o "ter" está em "alta, tentando entrar sem bater na nossa casa. Resistir é tarefa de cada um.
Desapego! É disso que precisamos, nos desapegar dos bens materiais e dar mais valor a quem nos faz sentir bem.
LOUCAMENTE
Fora de mim num
- Desassossego permanente
Desassossego em desapego
- Total desalinho
O meu corpo manifesta-se
- De variadas formas
Em sombras permanentes
- Talvez entenebrecido
Tolda as minhas loucuras
- Há muito dementes.
Se com boca esbanjada, corpo sempre entregue, lavando a carne pulsante na embriaguez do desapego, o amor caísse no abismo do esquecimento eterno, seria a cura da alma, mas quando a carne pulsa forte, o sentimento salta, deixando uma ferida que só o tempo será capaz de cicatrizar.
Estou aprendendo a reconstruir caminhos ao invés de largá-los em desapego.
Reformas da maneira de ser, consertos nos buracos da alma, reciclar idéias, reutilizar formas de outra maneira, enfim, tentar fazer do antigo uma coisa nova.
As vezes a melhor opção é seguir em frente,
Por mais que seja doloroso o desapego, por
Mais que seja intrigante a solidão, por mais
Que seja difícil olhar pros lados e não vê
Alguém, siga em frente, no final da rua
Haverá uma porta azul e é nela que está sua
Composição.
A dificuldade do desapego não está no próximo. Pois o dia em que aprendermos que para ser feliz, é preciso apenas estar feliz, saberemos que nossa felicidade nunca será depositada em outro alguém, que não seja nós mesmos!
Franklin Oliver
By Romancista Iludido
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Pratique o desapego na pior hora possível, chore o quando tiver que chorar, grite e se liberte.
O amor de verdade não nos faz mal, e se está te fazendo mal, acredite... NÃO É AMOR!
" Mais quando o desapego pega, o desgosto pega mais ainda em um coração que luta pra ter um amor de verdade mais no fim recebe uma ilusão."
Permita-se viver o desapego dos excessos
dos bens materiais antes que a perda da
vida lhe dê esta lição.
Me apego e desapego guardando o que o outro tem de bom. As vezes é quase nada que agrega. Mas, não julgo porque não tenho culpa da infelicidade e das frustrações alheias. Apenas sigo em frente. Ninguém precisa perder tempo. Muita gente precisa entender que não é o centro das atenções. Que para se manter ao lado de alguém também tem que fazer seu papel cuidando, respeitando e mostrando os motivos reais pelo qual quer ficar. Gente com muito mimimi enjoa, abusa e o melhor a fazer e desapegar e deixar a pessoa perceber que precisa voltar algumas casas e começar o jogo do início. Pra ver se aprende a ser humilde e começa a respeitar o sentimento que a gente se predispõe a doar. Sem mais.
Praticar o desapego às vezes é apenas uma maneira de deixar ir, partir, não desistir. Desistir é algo forte demais.
Esses dias estava me perguntando de onde saiu essa minha ideia e fascinação pelo "desapego". Depois de muito pensar, repensar, analisar, eu soube. Ah, entendi tudo. Sabe qual o meu problema?
Eu sou intensa. Não sei ser de menos, amar um pouquinho ou sentir pela metade. Não consigo guardar palavras nos pensamentos ou fingir ser algo que não sou só para parecer normal. Aqui é alma, corpo e coração. É se jogar no abismo sem o receio de não ter ninguém lá embaixo esperando por mim. Quero tudo muito, agora, anda! Vê se não demora, porque também não gosto de esperar. Aqui é oito ou oito mil. Se for pra ser, que seja demais, intenso, dê frio na barriga. Que seja rápido, repentino, gostoso. Que me jogue na parede, puxe pelo cabelo e me leve para viajar no dia seguinte. Que seja algo surreal, que dê borboletas no estômago e me deixe querendo mais. Que seja faísca, fogo, incêndio. Que seja um amor gritante, insano e completamente, único. Mas se não puder ser tudo isso, que seja um nada. Que vá embora da minha vida antes mesmo de cruzar a soleira da porta. Gosto que me transbordem, e não apenas acrescentem.
Nós que somos intensos temos dois caminhos a seguir: o caminho mais fácil e o caminho mais difícil. O caminho mais fácil é o que escolhi desde o início, o desapego. Se é para ser tudo ou nada, que seja logo o nada. Que seja o desapego, a liberdade, a leveza de ser sozinho. Que seja o aprender do caminhar sem mãos dadas, o equilibrar sem apoio, o sorrir sem motivo. Que seja a valorização do eu, a preservação do coração, a armadura que previne o cupido. Que seja sozinho, mas que seja feliz. Se for pra ter um pouco, que não tenha nada.
E qual o caminho mais difícil? Ora, vocês já devem saber. A segunda estrada nos leva ao amor, ao tudo, ao intenso. Só os corajosos tem armas suficientes para combater os inimigos invisíveis que insistem em assombrar esse caminho tortuoso e sem volta. Agora vocês me entendem melhor? Se comigo é tudo ou nada, estou esperando alguém que mereça o meu ''tudo''. Alguém que me ensine a voar, cure o meu medo de altura, me dê as mãos. Alguém que não se importe com meu passado, sare as feridas, remende o coração. Alguém que assim como eu, se protegeu tempo demais, e agora vai se permitir viver – pela primeira vez.
Então não é que eu não acredite no amor. Eu acredito, e muito. E é exatamente por acreditar demais, que eu não posso me permitir vivê-lo assim tão intensamente com qualquer um que ofereça um abraço caloroso.
Um dia, tenho certeza de que o desapego se tornará um grande amor, e assim como tudo na minha vida, vou viver intensamente até o último minuto com um sorriso no rosto e com a certeza de que essa vai ser uma história de tirar o fôlego. E se possível, que o nosso primeiro beijo seja debaixo de chuva.
Enjaula, pois meu sofrimento, no transitar das horas me desapego da longínqua crosta do meu existir...
