Crônicas infantis para incentivar a leitura das crianças
Na terra onde nasceram profetas,
o chão ainda se cobre de sangue.
Muros se erguem, crianças choram,
e a esperança se esconde nas ruínas.
Homens armados chamam-se guardiões,
outros, combatentes da liberdade.
Mas no olhar do povo comum,
só há medo, perda e saudade.
Ajuda humanitária é barrada,
como se pão fosse ameaça.
E cada bomba que cai do céu
desfaz lares, apaga abraços.
Jesus disse: “A paz esteja convosco”,
o Islã responde: “Assalamu alaykum”.
Palavras que deveriam unir,
mas que se perdem no som dos tiros.
O verdadeiro terror não tem bandeira,
não veste uniforme, não fala uma língua só.
Ele mora no ódio que divide,
na indiferença que deixa o fraco só.
Nossa, esse dia sim representa demais todos os seres humanos.
Todos são crianças em um corpo de uma pessoa adulta.
Uma criança muito especial, dedicada, estudiosa, focada...e muito brincalhona.
Nos divertimos e fazemos os outros se divertirem.
Feliz dia das crianças para vocês também!
🤗🥰
Elas são essenciais
Quando somos crianças, queremos atenção, carinho, brinquedo.
Quando somos adolescentes, bobinhos demais, queremos estar só com os amigos.
Quando nos tornamos adultos (às vezes só no título), muitas vezes achamos que já sabemos tudo e não damos a elas o valor necessário.
Quando nos tornamos mães e pais, com um novo olhar para os nossos filhos, aí sim, reconhecemos o tesouro que temos em nossas vidas: Nossas mães.
Fel
Aos 20 você chegou.
E ao olhar para trás vejo que éramos apenas duas crianças.
Você,
Com um olhar doce me fez acreditar que eu era capaz.
Me fez olhar o mundo com garra, e querer mais.
De tudo, sei que muito eu errei.
Mas segui.
Em meio a tantos erros,
O melhor acerto era Você, a Luz que me fazia seguir.
Você me forjou Mãe!
A mais forte e doce que poderia existir.
A ti,
Só resta agradecer.
Você foi paciente e soube aguardar.
Hoje sou melhor,
Mais paciente, mais ouvinte e sem dúvidas, mais alegre.
Muito preciso me desculpar.
Você contudo, me provou como é bom a arte do improvisar.
Crescemos juntos e hoje sabemos o real valor do amar
"Para todas as crianças que enxergam o mundo com mais profundidade, mesmo quando ninguém percebe. E para os gigantes silenciosos — de carne, de crina ou de amor — que nos ensinam a caminhar com calma e a encontrar beleza no ritmo de cada passo."
" Gigante: O amigo que mudou Tudo"
GIGANTE, O GUARDIÃO SENSÍVEL
Era mais que um cavalo – era um ser de sensibilidade rara, capaz de perceber o que muitos ao redor não conseguiam enxergar. Seu olhar calmo, profundo, parecia abraçar as emoções escondidas de quem se aproximava, lendo o silêncio e o desespero com a mesma intensidade. Desde o primeiro encontro, Antônio sentiu que gigante não reagia como as pessoas. Não havia pressa, nem cobranças. O cavalo ajustava seu corpo, sua respiração, de acordo com o ritmo do menino. Quando Antônio chegava nervoso, com as mãos trêmulas e os olhos inquietos, Gigante diminuía o passo e suavizava o balanço. Era um diálogo sem palavras, uma dança invisível construída na troca de sensações. Os músculos de Gigante transmitiam segurança e calma, como se ele dissesse: "Estou aqui, você pode confiar." Esse sentimento atravessava o corpo de Antônio, ajudando-o a se soltar da ansiedade que tantas vezes o paralisa. Aos poucos, o menino aprendeu que a regulação não era só um conceito abstrato aprendido com terapeutas, mas uma necessidade que afetava um ser vivo que dependia dele. Gigante tornou-se o espelho das emoções de Antônio. Quando o cavalo movia as orelhas para os lados, indicava inquietação; quando inclinava a cabeça para baixo, demonstrava relaxamento. Antônio descobria que poderia “conversar” com Gigante pelo toque, pela respiração, pelo olhar – e, na resposta do animal, encontrava um reflexo do próprio estado interno.
Jardim das Emoções
Quando Flávia Encontrou Bruna
Na sala havia muitas crianças, vozes, movimentos e descobertas acontecendo ao mesmo tempo.
Algumas delas tinham desafios maiores para se comunicar, para compreender ou para se acalmar.
Nem sempre o adulto conseguia estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Flávia era uma dessas crianças.
Autista e não verbal, começava, aos poucos, a dizer algumas palavras.
Em casa, a mãe se dedicava com amor, reforçando cada conquista, cada som, cada tentativa.
O jardim era agitado.
A turma era grande, e os desafios também.
Não era falta de cuidado — era a realidade.
E foi ali que a inclusão aconteceu de verdade.
Bruna percebeu Flávia.
Entendeu seus gestos, esperou seu tempo, segurou sua mão quando o barulho era demais.
Sem precisar que alguém mandasse, ela ajudava.
Enquanto os adultos organizavam o possível, as crianças faziam o essencial:
cuidavam umas das outras.
Com Bruna por perto, Flávia se sentia mais segura.
Arriscava novos sons, novos olhares, novas tentativas.
Pequenos passos, grandes conquistas.
Flávia não estava sozinha.
Ela tinha uma amiga.
E, naquele espaço cheio de desafios, a amizade também ensinava.
"A inclusão não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de profissionais, recursos e políticas públicas reais."
A criança não deve carregar a responsabilidade que é do sistema.
Finalizo minha apresentação com este apelo. A educação inclusiva não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de recursos e respeito à diversidade. Que nosso olhar atento se transforme em ação e luta por uma escola verdadeiramente acolhedora e equitativa."
"Queremos mostrar às crianças que o conhecimento pode nascer das coisas simples: de uma caixa de papelão, de uma história contada, de uma conversa, de uma brincadeira ou de um material reaproveitado."
Essa visão também ajuda a desenvolver:
Criatividade.
Autonomia.
Resolução de problemas.
Consciência ambiental.
Valorização do que se tem.
E tem uma mensagem social muito importante:
"Todas as crianças têm o direito de aprender, independentemente da condição financeira da família."
Crianças deveriam estar brincando e desenvolvendo o próprio senso crítico, não sendo treinadas para decorar roteiros ideológicos que nem têm maturidade para entender. Estão transformando crianças em políticos mirins, o que me lembra muito o fenômeno dos pastores mirins em algumas igrejas.
Em ambos os cenários, o que vemos é uma atuação ensaiada: a criança mimetiza gestos, tons de voz e frases de efeito que claramente não pertencem ao seu repertório infantil. Quando o palanque ou o púlpito substituem o parquinho, a criança perde o direito de ter dúvidas e de descobrir o mundo no seu próprio tempo.
Estamos trocando a educação pela doutrinação precoce. No fim, essas crianças não estão sendo preparadas para serem cidadãos conscientes ou líderes espirituais, mas sim ferramentas de marketing para adultos que querem validar suas próprias crenças através da 'pureza' de uma criança que, na verdade, só está repetindo o que lhe mandaram dizer.
Faça amizade com uma criança e saberá o significado da pureza de um coração.
As crianças nos lembram do mundo sem máscaras, sem julgamentos, sem pressa. Em seu riso, aprendemos a leveza; em sua curiosidade, descobrimos a maravilha do simples. Ao nos aproximarmos de uma criança, tocamos a essência da inocência e da sinceridade, e redescobrimos dentro de nós mesmos a capacidade de amar com transparência e alegria genuína.
A arte que não se cala
- Biografia
Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações.
Nas palavras, encontro um abrigo.
Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram.
Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências.
O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante.
A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço.
Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito.
Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa.
E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.
Escrevo para quem sente.
Para quem busca sentido.
E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.
A verdadeira alegria é encontrar a bagunça das crianças,
ouvir as mesmas histórias "chatas" outra vez...
É ter louça para lavar, a cama para arrumar
e a casa cheia de vida.
Porque, depois, o tempo passa e o café esfria.
E no fundo, nunca foi sobre o café...
É sobre a verdadeira melodia de viver
Aqueles que acreditam que um deus tem razões para tirar a vida de crianças nos mitos bíblicos, e que acreditam poder ser perdoados por qualquer coisa, não importa o quão terrível seja o que fizerem, e nem o quão irreversível a outras pessoas seja, não teriam como não ser os mais perigosos e perversos. Os crimes mais terríveis da história humana sempre foram cometidos por aqueles que acreditavam estar fazendo "a vontade de Deus".
Além disso, se tudo é perdoado, tudo é liberado. Se não há limites para o perdão, não há limites para os atos, muito menos responsabilização real pelas próprias ações. Quando se tem um deus que permite e regulamenta a escravidão, faz vista grossa pra abuso, ordena e causa a morte de crianças, animais, bebês de colo, mulheres grávidas e nações inteiras simplesmente pelas mesmas não o seguirem ou não se sujeitarem ao seu suposto povo... Não há limites para a maldade, não apenas do suposto deus, mas também daqueles que o seguem.
Por isso, todos os dias, o "povo de Deus", os líderes religiosos desse mesmo ser, aparecem em noticiários pelos crimes mais perversos, covardes e hediondos que se pode cometer. Tenham cuidado com aqueles que se dizem "homens e mulheres de Deus". Eles podem tirar a sua vida, rasgar a sua alma, destruir a infância dos seus filhos, e ainda assim acreditar que vão pro céu, já que o deus deles aceita tudo, basta que o culpado o idolatre e aceite. O ego do deus judaico-cristão é mais importante pra ele do que a justiça, e convenhamos: justo esse pseudo deus nunca foi, segundo a própria mitologia dele, assim como a história do cristianismo e do mundo supostamente criado por ele. Não há nada mais mortal, perverso e perigoso do que o "amor cristão".
- Marcela Lobato
Ele nunca teve uma árvore para chamar de sua.
Enquanto as outras crianças aprendiam a subir nos galhos, ele aprendia a amarrar cordas. Enquanto aprendiam a cair e serem apanhadas, ele aprendia a cair e se levantar sozinho.
Não havia braços esperando por ele no fim da queda.
Então ele fez das mãos a sua casa.
Ele descobriu cedo que o amor não é uma palavra que se diz. É um nó que se faz. E ele se tornou um artista dos nós — dos nós que seguram, dos nós que protegem, dos nós que salvam.
Mas há um nó que ele nunca aprendeu a dar: o nó que prende uma pessoa à outra sem corda.
Ele olha para Ela e vê uma mulher que ele ama com a força de quem nunca teve certeza de que o amor fica. Cada vez que Ela se aproxima, Ele sente o cheiro do que poderia perder. E ele aperta os punhos, como quem segura uma corda que pode se romper.
Ele cresceu aprendendo que o mundo é um lugar onde as pessoas somem. Não por maldade — por gravidade. Elas se vão como a neblina que ele vê das montanhas: estão ali, e de repente não estão mais.
Então ele segura.
Segura o trabalho, segura os projetos, segura o corpo dela na cama, segura a mão dela na rua. Segura como quem segura a própria existência.
Mas ele não segura as palavras.
As palavras, para ele, são como pássaros que ele não aprendeu a domesticar. Elas voam para longe antes que ele possa nomear o que sente. Porque nomear o que sente, para ele, é abrir a porta do quarto onde a vida já morreu. É lembrar que o colo que teve foi tirado dele.
Ele não fala sobre a ausência que o formou.
Não fala sobre a infância sem porta, sem quintal, sem o som de uma voz chamando pelo seu nome à noite. Não fala sobre o instante em que descobriu que o mundo não tem dívida com ninguém — que o amor não é um direito, é uma aposta.
Talvez Ele aposta n'Ela. Mas aposta com o medo de quem já perdeu a aposta mais importante da vida.
Ele não sabe que o amor não é uma corda. Que não precisa ser segurado com tanta força. Que o amor é como o vento: a gente não segura, a gente sente. E, sentindo, a gente não precisa ter medo de que ele vá embora — porque, mesmo quando vai, ele deixou marcas.
Ele tem marcas.
Cada gesto de cuidado que ele tem por Ela é uma marca da vida que ele perdeu. Cada vez que ele estende a mão para ajudar alguém, ele está repetindo o gesto que a vida não repetiu por ele.
Ele é um homem que aprendeu a ser pai e mãe de si mesmo.
E isso, meu amigo, isso é a coisa mais solitária que um ser humano pode ser.
Então ele não sabe como responder a perguntas. Quando Ela pergunta o que aconteceu, ele responde com o que acontece. Não com o que se sente.
Ela quer o sentimento. Ele oferece o fato.
Ela quer a presença. Ele oferece o corpo.
Ela quer a alma. Ele oferece o que tem: a corda, a proteção, o café quente, a carona, o abraço firme.
Mas não é suficiente. E ele sabe que não é suficiente. E isso, isso o faz sentir-se como um menino novamente: pequeno, incapaz, com as mãos vazias diante de uma mulher que merece mais do que ele sabe dar.
O que ele não entende é que ela não quer mais. Ela quer diferente.
Ela quer que ele se sente no chão com ela. Que ele não tente consertar. Que ele apenas fique. Que ele confie que ficar é suficiente.
Ele nunca aprendeu que ficar é suficiente.
Porque, na vida dele, ficar sempre foi o prelúdio da partida.
Mas agora, com Ela, ele pode aprender. Se ele tiver coragem de desaprender o que a sobrevivência ensinou. Se ele conseguir soltar a corda por um instante e sentir que o vazio não vai engoli-lo. Se ele conseguir acreditar que o amor não é uma coisa que se constrói para não cair — mas uma coisa em que se cai, e se é apanhado.
Ele já foi apanhado por Ela.
Agora, ele precisa aprender a se deixar cair.
... coisa sobre Ele
Crianças brincam na viela em frente às suas casas; outro grupo se diverte numa quadra de futebol, enquanto outros mais correm pela associação de moradores e amigos da comunidade. São os diamantes da vida de todos ali. Ao redor, os adultos trabalham na construção civil, no comércio local ou na rádio comunitária.
De repente, um barulho ensurdecedor rasga o céu. São helicópteros Apache e aviões lançando mísseis e rajadas de balas, sob o pretexto de combater o crime organizado. A ação não é tratada como terrorismo; pelo contrário, o Estado invasor alega estar defendendo sua própria soberania.
Enquanto isso, as eleições acontecem. No palanque, o candidato clama por sangue e exige que a terra seja devastada. Afinal, a corrupção sempre precisa de desculpas brutais para justificar sua existência fútil e gananciosa.
Não destruam a capacidade das crianças de sonhar. Não desestruturem, em suas mentes, os princípios que orientam a formação da família e dos relacionamentos. Não lhes apresentem como modelo a prostituição, a embriaguez, a violência doméstica, a busca desenfreada por bens materiais ou concepções de sexualidade que contrariem os valores morais e religiosos que suas famílias desejam transmitir. Não lhes vendam uma existência distante de Deus e dos princípios espirituais que dão sentido à vida.
As crianças necessitam de referências que fortaleçam o caráter, a responsabilidade, o respeito, o amor e a esperança. A qualidade moral e humana de uma sociedade depende da formação que oferece às suas futuras gerações.
Fui para Marajó logo ali
na Cachoeira do Arari,
O Cordão do Galo junto
com as crianças passaram
dançando e cantando,
Surpreendente você chegou
envolvendo e encantando,
Foi daí que me dei conta
que encontrei o Sol de amor,
que perdidamente me apaixonei
o meu melhor entreguei,
e é com contigo que eu estou,
e de ti não mais regressarei.
Pais, mães, tutores, avós, tios e todos que cuidam e ensinam crianças....
Vocês nunca saberão o que é sofrer falta de amor e compreensão, a menos que já tenham vivenciado isso em suas vidas.
Então, deixem de lado o ego, preconceito, discriminação, racismo....
Coloque o amor acima de tudo e de todos para poder dar um bom exemplo e transformar nossas crianças em seres humanos amáveis.
Para isso acontecer, basta vocês seguirem algumas etapas simples, lembrando que para ter um bom resultado, você também deverá se transformar em uma pessoa amável, livre de conceitos pré estabelecidos.
Não crie suas crianças para serem exemplos estereotipados, sexistas, nem tampouco hipócritas.
Os crie para serem educados, respeitar quem os respeita, entender que há diferenças entre todos, terem liberdade de escolha, ter senso crítico, analítico e bom senso também.
Não caberá a mim e à ninguém escolher qual sexualidade meus filhos se identificarão. Cabe à nós instruí-los a melhor escola, a melhor faculdade ou profissão, mostrar à eles que existem pessoas boas e más e como identificar e se proteger delas, explicar que existem drogas, armas e ações que podem trazer más consequências como vícios, auto destruição, presídios e morte.
Eliminem quaisquer palavras de raiva, ódio, ameaças e agressões, substitua com diálogo e bons exemplos.
Sejam amigos das suas crianças, pois é um amigo que eles procurarão nos momentos de angústia, medo e dúvidas.
Tenham um diálogo saudável e sincero com eles e nunca usem contra eles o que eles confiaram à você, para não quebrar o elo entre vocês.
Os respeitem como desejam que te respeite, como ser humano, como pessoa de sentimentos.
Vocês deverão ser a luz na escuridão do saber.
O que desejo é que sejam felizes, independente de gênero.
Ame seus filhos, netos, sobrinhos, entiados, alunos!
Jane Fernanda N
A separação:
Ficaram as crianças/levei a recordação,
Ficaram as roupas/levei a pele,
Ficaram as almofadas/levei o cansaço,
Ficaram os lençóis/levei o sonho,
Ficaram as prateleiras/levei o bornal,
Ficaram as mesas/levei a fome,
Ficaram os fogões/levei a chama,
Ficaram os cômodos/levei o vazio,
Ficaram as plantas/levei a semente,
Ficaram os amores/levei a saudade,
Ficaram os dias/levei a alba,
Ficaram!/levei...
(Saul Beleza)
Quando crianças, nosso maior medo era a ideia de que o bicho papão sairia debaixo da cama para nos assustar. Nossa verdade absoluta era a de que fadas existiam e vinham trocar nossos dentinhos de leite por moedas de 25 centavos. E ansiávamos que o natal logo chegasse para ganharmos presentes do Papai Noel. E de repente crescemos e as circunstâncias fazem-nos ansiar por verdades que venham substituir os nossos medos.
JEOVANIA VILARINDO (Diga-se de passagem)
Quando éramos crianças nos davam coisas amargas e ruins, pois diziam que era para nosso bem, para que pudéssemos crescer fortes e saudáveis. E quando finalmente nos tornamos adultos...
Bem, agora que finalmente nos tornamos adultos, a vida continua nos dando as mesmas coisas para sermos fortes diante da adversidade e saudáveis em nossas relações
