Crônicas infantis para incentivar a leitura das crianças

Crianças, quando ouvidas, entendidas e valorizadas, carregam uma sabedoria ímpar, uma sensibilidade única e uma poesia desconcertante. São capazes de tirar sorrisos de onde aparentemente só existem cansaço e dor. Não desconfiam do tempo, das tristezas, do caos diário. Vivem num mundo à parte e por isso nos iluminam com sua espontaneidade surpreendente e habilidosa.
A poesia escorrerá através do tempo, indo embora na velocidade com que chegará o amadurecimento.
Vamos comemorar a independência, o sucesso e o fim das desobediências, mas nada substituirá a alegria latente de ter um garotinho em casa, um ser movido a sonhos e fantasias, que povoava nossos dias de alegria _ feito vestido laranja com bolinhas vermelhas...

Na terra onde nasceram profetas,
o chão ainda se cobre de sangue.
Muros se erguem, crianças choram,
e a esperança se esconde nas ruínas.


Homens armados chamam-se guardiões,
outros, combatentes da liberdade.
Mas no olhar do povo comum,
só há medo, perda e saudade.


Ajuda humanitária é barrada,
como se pão fosse ameaça.
E cada bomba que cai do céu
desfaz lares, apaga abraços.


Jesus disse: “A paz esteja convosco”,
o Islã responde: “Assalamu alaykum”.
Palavras que deveriam unir,
mas que se perdem no som dos tiros.


O verdadeiro terror não tem bandeira,
não veste uniforme, não fala uma língua só.
Ele mora no ódio que divide,
na indiferença que deixa o fraco só.

Nossa, esse dia sim representa demais todos os seres humanos.


Todos são crianças em um corpo de uma pessoa adulta.


Uma criança muito especial, dedicada, estudiosa, focada...e muito brincalhona.


Nos divertimos e fazemos os outros se divertirem.


Feliz dia das crianças para vocês também!
🤗🥰

Não destruam a capacidade das crianças de sonhar. Não desestruturem, em suas mentes, os princípios que orientam a formação da família e dos relacionamentos. Não lhes apresentem como modelo a prostituição, a embriaguez, a violência doméstica, a busca desenfreada por bens materiais ou concepções de sexualidade que contrariem os valores morais e religiosos que suas famílias desejam transmitir. Não lhes vendam uma existência distante de Deus e dos princípios espirituais que dão sentido à vida.


As crianças necessitam de referências que fortaleçam o caráter, a responsabilidade, o respeito, o amor e a esperança. A qualidade moral e humana de uma sociedade depende da formação que oferece às suas futuras gerações.

Elas são essenciais

⁠Quando somos crianças, queremos atenção, carinho, brinquedo.
Quando somos adolescentes, bobinhos demais, queremos estar só com os amigos.
Quando nos tornamos adultos (às vezes só no título), muitas vezes achamos que já sabemos tudo e não damos a elas o valor necessário.
Quando nos tornamos mães e pais, com um novo olhar para os nossos filhos, aí sim, reconhecemos o tesouro que temos em nossas vidas: Nossas mães.

Fel


Aos 20 você chegou.
E ao olhar para trás vejo que éramos apenas duas crianças.


Você,
Com um olhar doce me fez acreditar que eu era capaz.
Me fez olhar o mundo com garra, e querer mais.


De tudo, sei que muito eu errei.
Mas segui.


Em meio a tantos erros,
O melhor acerto era Você, a Luz que me fazia seguir.


Você me forjou Mãe!
A mais forte e doce que poderia existir.


A ti,
Só resta agradecer.
Você foi paciente e soube aguardar.


Hoje sou melhor,
Mais paciente, mais ouvinte e sem dúvidas, mais alegre.


Muito preciso me desculpar.
Você contudo, me provou como é bom a arte do improvisar.


Crescemos juntos e hoje sabemos o real valor do amar

"Para todas as crianças que enxergam o mundo com mais profundidade, mesmo quando ninguém percebe. E para os gigantes silenciosos — de carne, de crina ou de amor — que nos ensinam a caminhar com calma e a encontrar beleza no ritmo de cada passo."
" Gigante: O amigo que mudou Tudo"
GIGANTE, O GUARDIÃO SENSÍVEL
Era mais que um cavalo – era um ser de sensibilidade rara, capaz de perceber o que muitos ao redor não conseguiam enxergar. Seu olhar calmo, profundo, parecia abraçar as emoções escondidas de quem se aproximava, lendo o silêncio e o desespero com a mesma intensidade. Desde o primeiro encontro, Antônio sentiu que gigante não reagia como as pessoas. Não havia pressa, nem cobranças. O cavalo ajustava seu corpo, sua respiração, de acordo com o ritmo do menino. Quando Antônio chegava nervoso, com as mãos trêmulas e os olhos inquietos, Gigante diminuía o passo e suavizava o balanço. Era um diálogo sem palavras, uma dança invisível construída na troca de sensações. Os músculos de Gigante transmitiam segurança e calma, como se ele dissesse: "Estou aqui, você pode confiar." Esse sentimento atravessava o corpo de Antônio, ajudando-o a se soltar da ansiedade que tantas vezes o paralisa. Aos poucos, o menino aprendeu que a regulação não era só um conceito abstrato aprendido com terapeutas, mas uma necessidade que afetava um ser vivo que dependia dele. Gigante tornou-se o espelho das emoções de Antônio. Quando o cavalo movia as orelhas para os lados, indicava inquietação; quando inclinava a cabeça para baixo, demonstrava relaxamento. Antônio descobria que poderia “conversar” com Gigante pelo toque, pela respiração, pelo olhar – e, na resposta do animal, encontrava um reflexo do próprio estado interno.

Jardim das Emoções
Quando Flávia Encontrou Bruna
Na sala havia muitas crianças, vozes, movimentos e descobertas acontecendo ao mesmo tempo.
Algumas delas tinham desafios maiores para se comunicar, para compreender ou para se acalmar.
Nem sempre o adulto conseguia estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Flávia era uma dessas crianças.
Autista e não verbal, começava, aos poucos, a dizer algumas palavras.
Em casa, a mãe se dedicava com amor, reforçando cada conquista, cada som, cada tentativa.
O jardim era agitado.
A turma era grande, e os desafios também.
Não era falta de cuidado — era a realidade.
E foi ali que a inclusão aconteceu de verdade.
Bruna percebeu Flávia.
Entendeu seus gestos, esperou seu tempo, segurou sua mão quando o barulho era demais.
Sem precisar que alguém mandasse, ela ajudava.
Enquanto os adultos organizavam o possível, as crianças faziam o essencial:
cuidavam umas das outras.
Com Bruna por perto, Flávia se sentia mais segura.
Arriscava novos sons, novos olhares, novas tentativas.
Pequenos passos, grandes conquistas.
Flávia não estava sozinha.
Ela tinha uma amiga.
E, naquele espaço cheio de desafios, a amizade também ensinava.
"A inclusão não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de profissionais, recursos e políticas públicas reais."
A criança não deve carregar a responsabilidade que é do sistema.
Finalizo minha apresentação com este apelo. A educação inclusiva não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de recursos e respeito à diversidade. Que nosso olhar atento se transforme em ação e luta por uma escola verdadeiramente acolhedora e equitativa."

"Queremos mostrar às crianças que o conhecimento pode nascer das coisas simples: de uma caixa de papelão, de uma história contada, de uma conversa, de uma brincadeira ou de um material reaproveitado."
Essa visão também ajuda a desenvolver:
Criatividade.
Autonomia.
Resolução de problemas.
Consciência ambiental.
Valorização do que se tem.
E tem uma mensagem social muito importante:
"Todas as crianças têm o direito de aprender, independentemente da condição financeira da família."

Crianças deveriam estar brincando e desenvolvendo o próprio senso crítico, não sendo treinadas para decorar roteiros ideológicos que nem têm maturidade para entender. Estão transformando crianças em políticos mirins, o que me lembra muito o fenômeno dos pastores mirins em algumas igrejas.
​Em ambos os cenários, o que vemos é uma atuação ensaiada: a criança mimetiza gestos, tons de voz e frases de efeito que claramente não pertencem ao seu repertório infantil. Quando o palanque ou o púlpito substituem o parquinho, a criança perde o direito de ter dúvidas e de descobrir o mundo no seu próprio tempo.
​Estamos trocando a educação pela doutrinação precoce. No fim, essas crianças não estão sendo preparadas para serem cidadãos conscientes ou líderes espirituais, mas sim ferramentas de marketing para adultos que querem validar suas próprias crenças através da 'pureza' de uma criança que, na verdade, só está repetindo o que lhe mandaram dizer.

Faça amizade com uma criança e saberá o significado da pureza de um coração.
As crianças nos lembram do mundo sem máscaras, sem julgamentos, sem pressa. Em seu riso, aprendemos a leveza; em sua curiosidade, descobrimos a maravilha do simples. Ao nos aproximarmos de uma criança, tocamos a essência da inocência e da sinceridade, e redescobrimos dentro de nós mesmos a capacidade de amar com transparência e alegria genuína.

​Crianças brincam na viela em frente às suas casas; outro grupo se diverte numa quadra de futebol, enquanto outros mais correm pela associação de moradores e amigos da comunidade. São os diamantes da vida de todos ali. Ao redor, os adultos trabalham na construção civil, no comércio local ou na rádio comunitária.
​De repente, um barulho ensurdecedor rasga o céu. São helicópteros Apache e aviões lançando mísseis e rajadas de balas, sob o pretexto de combater o crime organizado. A ação não é tratada como terrorismo; pelo contrário, o Estado invasor alega estar defendendo sua própria soberania.
​Enquanto isso, as eleições acontecem. No palanque, o candidato clama por sangue e exige que a terra seja devastada. Afinal, a corrupção sempre precisa de desculpas brutais para justificar sua existência fútil e gananciosa.

A arte que não se cala
- Biografia


Sou pedagoga e encontro nas crianças o encanto que renova o meu olhar sobre o mundo.
Acredito que o aprendizado floresce quando é regado com afeto, imaginação e brincadeira. Por isso, faço da ludicidade a minha forma de ensinar — e de tocar corações.


Nas palavras, encontro um abrigo.
Escrevo sobre o amor, a vida, os relacionamentos e a superação — temas que me atravessam e me inspiram.
Minhas frases são pequenos espelhos da alma: falam da intensidade dos sentimentos, da beleza que existe na simplicidade e da importância de enxergar além das aparências.


O amor, em suas múltiplas formas, é presença constante.
A vida, vejo como um ciclo de aprendizado e recomeço.
Nos relacionamentos, busco a delicadeza da conexão e o valor do respeito.
Na superação, encontro a força de seguir mesmo quando a alma se cansa.
E nos olhos, descubro portais — janelas que revelam o que as palavras, às vezes, não conseguem dizer.


Escrevo para quem sente.
Para quem busca sentido.
E para quem, assim como eu, acredita que há beleza em recomeçar — e poesia em cada olhar que se abre para o mundo.

A separação:

Ficaram as crianças/levei a recordação,
Ficaram as roupas/levei a pele,
Ficaram as almofadas/levei o cansaço,
Ficaram os lençóis/levei o sonho,
Ficaram as prateleiras/levei o bornal,
Ficaram as mesas/levei a fome,
Ficaram os fogões/levei a chama,
Ficaram os cômodos/levei o vazio,
Ficaram as plantas/levei a semente,
Ficaram os amores/levei a saudade,
Ficaram os dias/levei a alba,
Ficaram!/levei...
(Saul Beleza)

Fui para Marajó logo ali
na Cachoeira do Arari,
O Cordão do Galo junto
com as crianças passaram
dançando e cantando,
Surpreendente você chegou
envolvendo e encantando,
Foi daí que me dei conta
que encontrei o Sol de amor,
que perdidamente me apaixonei
o meu melhor entreguei,
e é com contigo que eu estou,
e de ti não mais regressarei.

A verdadeira alegria é encontrar a bagunça das crianças,
ouvir as mesmas histórias "chatas" outra vez...
É ter louça para lavar, a cama para arrumar
e a casa cheia de vida.
Porque, depois, o tempo passa e o café esfria.
E no fundo, nunca foi sobre o café...
É sobre a verdadeira melodia de viver

Aqueles que acreditam que um deus tem razões para tirar a vida de crianças nos mitos bíblicos, e que acreditam poder ser perdoados por qualquer coisa, não importa o quão terrível seja o que fizerem, e nem o quão irreversível a outras pessoas seja, não teriam como não ser os mais perigosos e perversos. Os crimes mais terríveis da história humana sempre foram cometidos por aqueles que acreditavam estar fazendo "a vontade de Deus".
Além disso, se tudo é perdoado, tudo é liberado. Se não há limites para o perdão, não há limites para os atos, muito menos responsabilização real pelas próprias ações. Quando se tem um deus que permite e regulamenta a escravidão, faz vista grossa pra abuso, ordena e causa a morte de crianças, animais, bebês de colo, mulheres grávidas e nações inteiras simplesmente pelas mesmas não o seguirem ou não se sujeitarem ao seu suposto povo... Não há limites para a maldade, não apenas do suposto deus, mas também daqueles que o seguem.
Por isso, todos os dias, o "povo de Deus", os líderes religiosos desse mesmo ser, aparecem em noticiários pelos crimes mais perversos, covardes e hediondos que se pode cometer. Tenham cuidado com aqueles que se dizem "homens e mulheres de Deus". Eles podem tirar a sua vida, rasgar a sua alma, destruir a infância dos seus filhos, e ainda assim acreditar que vão pro céu, já que o deus deles aceita tudo, basta que o culpado o idolatre e aceite. O ego do deus judaico-cristão é mais importante pra ele do que a justiça, e convenhamos: justo esse pseudo deus nunca foi, segundo a própria mitologia dele, assim como a história do cristianismo e do mundo supostamente criado por ele. Não há nada mais mortal, perverso e perigoso do que o "amor cristão".
- Marcela Lobato

# Quando foi que esquecemos que são apenas crianças?


Vivemos em um tempo em que as crianças são separadas por nomes, rótulos e categorias. Crianças pobres. Crianças ricas. Crianças doentes. Crianças saudáveis. Crianças com deficiência. Crianças da classe média. Crianças da internet. Crianças do mundo. Crianças de Jesus.


E, no meio de tantas classificações, parece que muita gente se esqueceu do mais importante: **são apenas crianças**.


Uma criança não deveria ser definida pelo dinheiro da família, pela cor da pele, pela religião dos pais, pela doença que enfrenta ou pelo lugar onde nasceu. Ela deveria ser reconhecida primeiro pela sua humanidade, pela sua inocência, pela sua necessidade de cuidado, proteção e amor.


Talvez seja isso que mais machuca. O mundo aprendeu a colocar etiquetas nas crianças antes mesmo de olhar para os seus olhos.


Uma criança rica continua precisando de carinho. Uma criança pobre continua merecendo respeito. Uma criança com câncer continua sendo uma criança. Uma criança com deficiência continua tendo sonhos. Uma criança que vive em um país distante continua sentindo medo, alegria, saudade e esperança como qualquer outra.


Nenhum rótulo deveria diminuir o valor de uma infância.


## A infância que muitas crianças perdem cedo demais


Eu cresci em um lugar onde algumas crianças tinham mais do que eu. Coisas simples que para muitos pareciam normais, para mim eram distantes. Em muitos momentos precisei amadurecer antes do tempo. Tive que me tornar adulta quando ainda deveria estar vivendo a leveza da infância.


Por isso, talvez eu enxergue as crianças de uma forma diferente.


Eu sei o que significa sentir falta de algo. Sei o que é observar outras crianças recebendo oportunidades que você não pode ter. E justamente por conhecer essa sensação, aprendi a valorizar pequenos gestos que podem mudar o dia de uma criança.


Quando vejo meus irmãos, por exemplo, observo até a maneira como dividem a comida. Se um está comendo mais que o outro, penso que muitas vezes não custa nada repartir com equilíbrio. Claro que o mais velho pode comer mais, mas existe uma beleza enorme em ensinar desde cedo que dividir é um ato de amor. Não é sobre quantidade. É sobre consideração.


Crianças aprendem muito mais pelo exemplo do que pelas palavras.


## Não culpe apenas o celular. Eduque.


Hoje é comum ver vídeos curtos na internet dizendo que “as crianças estão perdidas no celular”. Mostram uma criança fazendo algo errado e, em poucos segundos, colocam a culpa na tecnologia.


Mas a pergunta que quase ninguém faz é: **quem ensinou essa criança a brincar assim? Quem mostrou esse comportamento? Quem colocou o celular nas mãos dela sem orientação?**


O problema não é apenas o aparelho. O problema é a ausência de presença.


É muito mais fácil gravar um vídeo reclamando do que sentar ao lado da criança e ensinar.


Ensinar a ler.


Ensinar a conversar.


Ensinar a pedir licença.


Ensinar a respeitar.


Ensinar a ser humilde.


Ensinar a lidar com frustrações.


Ensinar que existem pessoas diferentes e que todas merecem dignidade.


Um livro pode abrir mundos que nenhum vídeo de quinze segundos consegue oferecer. A leitura desenvolve imaginação, sensibilidade, empatia e pensamento. Uma criança que lê aprende a conhecer vidas diferentes da sua. Aprende a sentir a dor do outro. Aprende a refletir.


Talvez o que falte não seja apenas tirar o celular das mãos das crianças. Talvez falte colocar mais atenção, mais diálogo e mais exemplo dentro de casa.


## Seja voluntário pelo menos uma vez


Existe algo que todo pai, toda mãe e todo adulto deveria experimentar pelo menos uma vez na vida: **ser voluntário**.


Visitar um hospital infantil.


Ajudar uma instituição.


Levar livros.


Contar histórias.


Brincar com crianças que quase nunca recebem visitas.


Quando uma pessoa olha de perto para a realidade de outras crianças, ela entende que o mundo é muito maior do que a própria casa.


E os bons pais deveriam ensinar isso aos filhos.


Não basta amar apenas a própria criança. É preciso ensinar a enxergar as outras também.


“Não é meu filho, mas continua sendo uma criança.”


Essa frase deveria ser mais comum.


Se o meu filho merece carinho, a outra criança também merece. Se o meu filho merece proteção, a outra também merece. Se eu gostaria que alguém ajudasse meu filho em um momento difícil, por que não ensinar meu filho a ajudar os outros?


## Eu sou incapaz de machucar uma criança


Eu digo isso com toda sinceridade do meu coração: **sou um ser incapaz de machucar uma criança**.


A ideia de ferir uma criança me causa dor. Se um dia eu levantasse a mão para machucar uma delas, sentiria que teria traído tudo aquilo em que acredito.


Porque uma criança depende dos adultos.


Ela confia.


Ela acredita.


Ela se aproxima sem imaginar o mal.


Por isso, tratar uma criança com violência, humilhação ou desprezo é ferir alguém que ainda está aprendendo a entender o mundo.


E talvez o maior dever de um adulto seja justamente proteger essa confiança.


## Levem as crianças para a vida real


As crianças precisam conhecer mais do que telas.


Levem-nas para passear.


Levem-nas para a roça.


Para um parque.


Para ver árvores.


Para sentir terra nas mãos.


Para observar o céu.


Para ouvir o canto dos pássaros.


Para conversar com os avós.


Para aprender de onde vem o alimento.


Para descobrir que o mundo não cabe dentro de um aplicativo.


Uma infância saudável não é feita apenas de entretenimento. É feita de experiências, descobertas, afeto e presença.


## Um alerta para a humanidade


Enquanto discutimos rótulos, milhões de crianças continuam precisando do básico.


Algumas precisam de comida.


Outras precisam de remédio.


Outras precisam de segurança.


Outras precisam apenas de alguém que as escute.


Nem todas têm a sorte de nascer em uma família amorosa. Nem todas têm pais presentes. Nem todas recebem abraços antes de dormir.


E é justamente por isso que a sociedade inteira deveria olhar para a infância com mais responsabilidade.


Uma criança maltratada hoje pode carregar feridas por décadas.


Uma criança acolhida hoje pode se tornar um adulto capaz de transformar vidas amanhã.


## No fim das contas


Quando tiramos todas as etiquetas, sobra apenas uma verdade simples e poderosa.


**São crianças.**


Crianças teimosas.


Crianças quietas.


Crianças doentes.


Crianças saudáveis.


Crianças ricas.


Crianças pobres.


Crianças com deficiência.


Crianças sem deficiência.


Crianças felizes.


Crianças que escondem a tristeza atrás de um sorriso.


Todas elas precisam de algo que o dinheiro não consegue comprar por completo: **amor, cuidado, respeito e acolhimento**.


O mundo não precisa apenas de mais discursos sobre infância. Precisa de mais adultos dispostos a enxergar uma criança como ela realmente é: um ser humano pequeno, precioso, vulnerável e cheio de possibilidades.


Porque, sem as crianças, o futuro deixa de existir.


E talvez a pergunta mais importante não seja “de que tipo de criança estamos falando?”, mas sim **que tipo de humanidade estamos oferecendo a elas?**

Quando crianças, nosso maior medo era a ideia de que o bicho papão sairia debaixo da cama para nos assustar. Nossa verdade absoluta era a de que fadas existiam e vinham trocar nossos dentinhos de leite por moedas de 25 centavos. E ansiávamos que o natal logo chegasse para ganharmos presentes do Papai Noel. E de repente crescemos e as circunstâncias fazem-nos ansiar por verdades que venham substituir os nossos medos.

JEOVANIA VILARINDO (Diga-se de passagem)

Inserida por ggvilarindo

Quando éramos crianças nos davam coisas amargas e ruins, pois diziam que era para nosso bem, para que pudéssemos crescer fortes e saudáveis. E quando finalmente nos tornamos adultos...
Bem, agora que finalmente nos tornamos adultos, a vida continua nos dando as mesmas coisas para sermos fortes diante da adversidade e saudáveis em nossas relações

Inserida por Alecansei