Crônicas infantis para incentivar a leitura das crianças
Sistema
Crianças tão inocentes
Brincam de barquinhos
De papel, e avião de plástico,
E… Como pode?
Ter um ser assim
Tão poeta…
Os jovens são tão
Ligeiros, e degustam
Tantas coisas novas,
Como pode?…
Serem tão poetas.
O adulto que corre
Em busca de coisas sérias
Que perdem tanto ao estado,
Mas às vezes tanto reclamam
Como pode?
Poetas que vivenciou a vida,
E esse sistema que quer ver
Os nossos olhos fechados.
Silêncio Cego
Eu vejo dançarinos nas calçadas
Entre mendigos camelôs e padres
Crianças procurando presas pra devorar
Numa savana eletrificada
E na TV uma granada explode
Do outro lado um ditador aplaude
Caem os muros e ficam as heras
E os inocentes à mercê das feras
Do lado norte, onde o Sol é mais forte
Deus é a nuvem que nunca aparece
E o vento sempre sopra certo em qualquer direção
Moinhos é que esperam sempre na contramão
Duvidoso é o silêncio
De certas palavras
Duvidoso é o silêncio
Que cega as palavras
E você diz que está indo tudo mal com a tua vida
Você nunca se contenta porque não sabe
O quanto dói a minha ferida
Duvidoso é o silêncio
De certas palavras
Duvidoso é o silêncio
Que cega as palavras
"Imaginar que nossos sonhos são como crianças dentro das nossas almas, é como permanecer para sempre de braços abertos, sorrindo, esbanjando alegria e energia de que um dia ele será concretizado. É ter certeza que corpo físico não mais absorverá as marcas do tempo como um empecilho, é presenciar a alma liberta das cordas da ansiedade e da autocobrança que o aprisionaram outrora.
Permita-se ser livre para viver seus sonhos”.
MUNDO DA FANTASIA
Luciana Tani
Criança que acredita em magias e castelos encantados são crianças que transformam o feio em bonito.
Onde existem príncipes e princesas; fadas, bruxas e duendes; onde tudo é perfeito e colorido.
Criança que tem fantasias consegue entrar nos contos e ser o vilão ou herói da história.
É no mundo da fantasia que a criança aprende a diferença do vilão e do herói, permitindo crescer e transformar em um adulto amoroso e confiante para poder lidar com os fantasmas que a vida nos apresenta.
Criança precisa de sonhos, para ser um adulto feliz!
São crianças apaixonantes, às vezes maduros demais ,outrora um reflexo do que são.
Nossas crianças 💕 uma maturidade cobrada durante uma vida, deixaram no passado muito do que gostariam de ter recebido, mas estão aí, carentes de amores de cuidado.
A vida por gentileza vem lhes dando um pouquinho do que desejaram.
Uma verdade em uma vida de rastros.
São pegadas na areia.
Passo a passo carregados.
Poesia de Islene Souza
"Piaget" defendia o pensamento crítico ao postular que as crianças são construtoras ativas do conhecimento, utilizando a assimilação e acomodação para adaptar seus esquemas mentais ao ambiente, culminando no pensamento lógico e abstrato dos estágios mais avançados. Ao promover a autonomia e a interação com o mundo, a teoria piagetiana incentiva o desenvolvimento de métodos de ensino que estimulem a resolução de problemas e a aprendizagem autônoma, preparando os alunos para pensar por si mesmos
26/08/2026..
Só as crianças compreendem o mundo da maneira mais feliz !
Nós podemos nos exemplificar nelas. Basta querer de verdade.
Sorria para o sol, adivinhe os desenhos nas nuvens, corra com o vento,
Dance na chuva, brinque com os animais e seja livre, assim como as crianças sabem ser livres pela imaginação...
Feliz dia das crianças! Para todos que tem saudades de quando brincávamos sem preocupações. Ou medo. Quem acordava de manha é corria para assistir desenho com o olho quase fechado ainda. Para quem lembra de um cheiro que te faz lembrar de quando era criança. Para quem tem aquela cicatriz. Feliz foi o dia que fui criança.
Só espero que acriança que fui um dia goste do homem que estou me tornando. Feliz dia para nós.
SAUDADES
Tenho saudades de tudo das reuniões de família, dos almoços de domingo com crianças
brincando, sorrisos largados
Tenho saudades de andar de mãos, trocando olhares sem me preocupar com amanhã
Tenho saudades da alegria de viver, da vontade de crescer com ânsia de vencer
Tenho saudades das brincadeiras de infância, as inconsequências da adolescência,
das buscas da juventude.
Tenho saudades dos filhos, dos pais, dos amigos tenho saudade de tudo e muito mais de você.
A arte mais linda que já li mora na inocência das crianças.
Eu, como poetisa, não vejo o mundo como todos veem. Eu leio o mundo poeticamente.
Ser poeta é um ato de desordem. É um ato de coragem. Ser poeta não é apenas escrever e esperar que o leitor se encante com suas palavras. Ser poeta é ler a vida, é escutar a alma das coisas, é perceber o que os olhos distraídos não enxergam.
As crianças vivem isso sem esforço. Elas não escondem sentimentos. Elas choram, riem, pintam, cantam. Elas são intensas. Elas são presentes que a vida nos dá todos os dias. Os adultos, nós, nem sempre conseguimos ver a arte que elas fazem com as mãos, com os olhos, com o silêncio do corpo.
Elas não fingem. Elas se entregam. Elas vivem a arte como se a vida dependesse disso — e, de certa forma, depende.
Eu vejo isso. Eu sinto isso.
E posso dizer, com toda a simplicidade que a verdade permite: a arte mais bonita que já li veio de uma criança.
E, se prestarmos atenção, poderemos aprender com elas. Aprender a sentir a vida de verdade, sem máscaras, sem pressa, sem medo de ser intenso. Aprender que a beleza não está em objetos caros, nem em grandes feitos. A beleza está no que damos de nós, no que sentimos, no que ousamos deixar nascer.
As crianças nos lembram disso. Sempre lembram. E talvez, se aprendermos a escutá-las, possamos nos tornar um pouco mais humanos, um pouco mais poéticos, um pouco mais vivos.
Dia das Crianças
As crianças são o começo de tudo: do riso, da curiosidade, da esperança.
Elas lembram o mundo do que é leve, do que é sincero, do que ainda sonha.
Cuidar de uma criança é cuidar do futuro, e também da parte da gente que ainda acredita.
Que o Dia das Crianças não seja só sobre brinquedos, mas sobre tempo, escuta, respeito e amor.
Porque nenhuma lembrança é mais valiosa do que sentir-se amado na infância.
Feliz Dia das Crianças!
O que restará do mundo sem seu olhar? Quem protegerá as crianças, a natureza, os frágeis valores que defende? Seus projetos, seus grupos, seus gritos e músicas desaparecerão no silêncio? Sua birra, sua marra, sua casa, seu poder e até sua pretensão ...
Afinal, o que é você sem tudo isso que chama de "seu"? Talvez a resposta não esteja no que deixa, mas no que é quando nada o define. Sem as referências, descobre que sua essência é anterior a qualquer posse ou papel. E que, talvez, o mundo seguirá, ...
Tenho um caderninho de desejos e pensamentos, daqueles bobos que fazemos como as crianças que sempre somos; nele, encontrei meu próprio nome escrito em diferentes linhas. Uma, procurando significado; outra, querendo beleza; mais uma, repetindo sabedoria; e outra, mais profunda, rasurada várias vezes, com marcas úmidas denunciando o choro, almejando liberdade.
Pisquei algumas vezes e senti o almiscarado de minha pele se tornar sujo, como se o mero desejo de ser livre fosse indigno para alguém como eu. Outra gota pinga no papel; não é preciso da data para perceber que meus sonhos são atemporais e carregam minha essência perdida consigo. Uma risada em descrença sai embargada de minha garganta, e os nós de meus dedos ficam brancos, rasgando repetidamente não o papel, mas sim minha prisão interna.
A presidiária olha de um lado para o outro, seus olhos baixos percorrendo as grades intimidadoras que a cercam. Ao seu lado, uma garotinha de cerca de seis anos a observa de cima a baixo, demorando-se nas algemas que começavam a enferrujar em torno de seus pulsos. A presidiária ri em escárnio e lança um olhar particularmente rude em resposta. A menina, por outro lado, parece se divertir e balança os pequenos pés no ar antes de gargalhar.
A criminosa franze as sobrancelhas e se aproxima lentamente, como um predador à espreita, com os braços cruzados e uma curiosidade crescente. O olhar daquela garota era familiar, e seus dedos pequenos batucavam na parede mais próxima; o barulho, misturado às respirações descompassadas, era o único som do local.
A jovem ousa conversar com a mulher, balbuciando coisas banais e fúteis, como seus gostos favoritos, aquela série específica que, por um acaso, era a favorita da malfeitora, e até sobre o time de futebol para o qual ela torcia. O papo, no começo hostil e desconfortável, torna-se aos poucos acolhedor; e, assim que a mais nova ri pela milésima vez de sua própria piada sem graça, as algemas da mais velha caem em um baque único contra o chão. A liberdade, silenciosa e subjetiva nos pensamentos diferentes — mas tão iguais — das duas, finalmente chega.
Quando pisco novamente, outra gota molhada cai sobre o caderno, embaçando minha visão e me trazendo de volta à dura realidade, que, anormalmente, estava mais quieta que antes — perigosamente próxima da paz. Meus dedos esguios e trêmulos viram a página completamente encharcada e, mesmo com as palavras tortas e a grafia errática, sorrio de canto ao compreender: não sobrevivi, mas, enfim, vivi.
Elas são essenciais
Quando somos crianças, queremos atenção, carinho, brinquedo.
Quando somos adolescentes, bobinhos demais, queremos estar só com os amigos.
Quando nos tornamos adultos (às vezes só no título), muitas vezes achamos que já sabemos tudo e não damos a elas o valor necessário.
Quando nos tornamos mães e pais, com um novo olhar para os nossos filhos, aí sim, reconhecemos o tesouro que temos em nossas vidas: Nossas mães.
As crianças amam o mundo sem medo,
confiam sem reservas,
e enxergam beleza até no que o tempo esqueceu.
Elas não precisam entender o amor,
elas o são.
Na pureza dos gestos,
na risada sem motivo,
na amizade que nasce num olhar.
Ah, se o mundo tivesse o coração de uma criança,
o amor seria simples,
e a vida, um eterno brincar.
"Para todas as crianças que enxergam o mundo com mais profundidade, mesmo quando ninguém percebe. E para os gigantes silenciosos — de carne, de crina ou de amor — que nos ensinam a caminhar com calma e a encontrar beleza no ritmo de cada passo."
" Gigante: O amigo que mudou Tudo"
GIGANTE, O GUARDIÃO SENSÍVEL
Era mais que um cavalo – era um ser de sensibilidade rara, capaz de perceber o que muitos ao redor não conseguiam enxergar. Seu olhar calmo, profundo, parecia abraçar as emoções escondidas de quem se aproximava, lendo o silêncio e o desespero com a mesma intensidade. Desde o primeiro encontro, Antônio sentiu que gigante não reagia como as pessoas. Não havia pressa, nem cobranças. O cavalo ajustava seu corpo, sua respiração, de acordo com o ritmo do menino. Quando Antônio chegava nervoso, com as mãos trêmulas e os olhos inquietos, Gigante diminuía o passo e suavizava o balanço. Era um diálogo sem palavras, uma dança invisível construída na troca de sensações. Os músculos de Gigante transmitiam segurança e calma, como se ele dissesse: "Estou aqui, você pode confiar." Esse sentimento atravessava o corpo de Antônio, ajudando-o a se soltar da ansiedade que tantas vezes o paralisa. Aos poucos, o menino aprendeu que a regulação não era só um conceito abstrato aprendido com terapeutas, mas uma necessidade que afetava um ser vivo que dependia dele. Gigante tornou-se o espelho das emoções de Antônio. Quando o cavalo movia as orelhas para os lados, indicava inquietação; quando inclinava a cabeça para baixo, demonstrava relaxamento. Antônio descobria que poderia “conversar” com Gigante pelo toque, pela respiração, pelo olhar – e, na resposta do animal, encontrava um reflexo do próprio estado interno.
Jardim das Emoções
Quando Flávia Encontrou Bruna
Na sala havia muitas crianças, vozes, movimentos e descobertas acontecendo ao mesmo tempo.
Algumas delas tinham desafios maiores para se comunicar, para compreender ou para se acalmar.
Nem sempre o adulto conseguia estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Flávia era uma dessas crianças.
Autista e não verbal, começava, aos poucos, a dizer algumas palavras.
Em casa, a mãe se dedicava com amor, reforçando cada conquista, cada som, cada tentativa.
O jardim era agitado.
A turma era grande, e os desafios também.
Não era falta de cuidado — era a realidade.
E foi ali que a inclusão aconteceu de verdade.
Bruna percebeu Flávia.
Entendeu seus gestos, esperou seu tempo, segurou sua mão quando o barulho era demais.
Sem precisar que alguém mandasse, ela ajudava.
Enquanto os adultos organizavam o possível, as crianças faziam o essencial:
cuidavam umas das outras.
Com Bruna por perto, Flávia se sentia mais segura.
Arriscava novos sons, novos olhares, novas tentativas.
Pequenos passos, grandes conquistas.
Flávia não estava sozinha.
Ela tinha uma amiga.
E, naquele espaço cheio de desafios, a amizade também ensinava.
"A inclusão não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de profissionais, recursos e políticas públicas reais."
A criança não deve carregar a responsabilidade que é do sistema.
Finalizo minha apresentação com este apelo. A educação inclusiva não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de recursos e respeito à diversidade. Que nosso olhar atento se transforme em ação e luta por uma escola verdadeiramente acolhedora e equitativa."
* Dia das crianças *
Tenho saudades daquela menina,
ingênua e meiguinha,
que queria escrever versinhos
bordados de doçura e afeto...
Guardava nos olhos
o brilho das manhãs ensolaradas,
e nas mãos pequenas,
o sonho de mudar o mundo
com lápis de cor e papel pautado...
Acreditava nas fadas,
nas promessas das nuvens,
e que o amor morava nas flores
que colhia no quintal da infância...
Hoje, quando a vida
me pede pressa e razão,
eu fecho os olhos ,
e volto a ser
aquela menina,
frágil e forte,
que acreditava que a poesia
era o coração das coisas simples...
✍©️@MiriamDaCosta
* Dia das crianças *
Embora a infância seja o início
do nosso caminhar pelas veredas da vida,
ela permanece presente e determinante
até o fim...
A infância não passa,
ela se infiltra em cada passo do caminho,
molda as feridas e os sonhos
que nos carregam até o último suspiro...
A infância é o primeiro perfume
das veredas da vida...
e, mesmo quando o corpo se cansa,
ela floresce nas lembranças
que nos sustentam até o fim...
✍©️@MiriamDaCosta
Dia das crianças
Na festa das crianças,
num dia leve e luminoso,
lá estava eu, entre risos pequenos,
emprestando cuidado aos meus sobrinhos.
Senti três toques no ombro;
meu irmão tocava-me,
apontando,
como quem revela um segredo.
Ali estava ela
a mesma personificação do acaso,
surgindo outra vez diante de mim,
a poucos metros, próxima tal
como só esteve em meus pensamentos
Mais uma vez fiquei a observar:
estava com o cabelos soltos,
livre do icônico boné claro;
um vestido verde que parecia conversar
com a tarde que nos envolvia.
Havia no olhar
uma calma suave, quase tímida,
um silêncio que dizia mais
do que qualquer palavra ousaria.
Até então, o sarau
que era só para meus sobrinhos
virou uma festa para mim.
Não houve palavra trocada,
apenas o silêncio caminhando
entre balões, risos e canções infantis.
