Gilguete
+1 Dia 🩵🦋
Mais um dia de céu azul para ser livre
Há dias em que o mundo pesa…
em que os pensamentos parecem mais altos do que a própria voz,
e o silêncio diz mais do que mil palavras.
Mas cada amanhecer traz uma oportunidade invisível:
mais um dia para recomeçar.
Mais um dia para corrigir o que ontem não foi perfeito,
mais um dia para aprender com as quedas,
mais um dia para ser luz num mundo que muitas vezes prefere a escuridão.
Quem olha para cima não é porque fugiu da realidade,
é porque decidiu não ficar preso ao chão das limitações.
Às vezes tudo o que precisamos
não é de uma vida nova…
mas apenas de mais um dia para sermos quem realmente somos.
Porque quando o coração escolhe continuar,
até uma simples borboleta lembra-nos
que a transformação é possível.
Há muitas pessoas que nada sabem; contudo, o maior problema não reside na ignorância em si, mas na atitude de fingir saber. Ao assumir tal postura, acabam por fechar a porta à oportunidade de aprender, pois quem acredita já possuir o conhecimento dificilmente se dispõe a buscá-lo.
Assim, a verdadeira limitação não está no não saber, mas na recusa silenciosa de reconhecer a própria ignorância e transformar essa consciência no primeiro passo para o aprendizado.
"Embora o mundo acredite que somos tudo o que pensamos, eu acredito que somos tudo aquilo que fazemos; são as nossas práticas que nos caracterizam, e não os nossos pensamentos."
Não destruam a capacidade das crianças de sonhar. Não desestruturem, em suas mentes, os princípios que orientam a formação da família e dos relacionamentos. Não lhes apresentem como modelo a prostituição, a embriaguez, a violência doméstica, a busca desenfreada por bens materiais ou concepções de sexualidade que contrariem os valores morais e religiosos que suas famílias desejam transmitir. Não lhes vendam uma existência distante de Deus e dos princípios espirituais que dão sentido à vida.
As crianças necessitam de referências que fortaleçam o caráter, a responsabilidade, o respeito, o amor e a esperança. A qualidade moral e humana de uma sociedade depende da formação que oferece às suas futuras gerações.
Somos a versão que quase ninguém vê.
Somos o que dizemos sobre os outros quando eles não estão por perto para ouvir. Somos o resultado das batalhas que travamos em silêncio, dentro de nós mesmos.
Somos, muitas vezes, aquilo que criticamos nos outros, mas praticamos às escondidas. Somos um pouco do que as pessoas enxergam em nós, mas também muito do que escondemos do mundo.
Somos os desejos que guardamos por medo de sermos julgados, os sonhos que não confessamos, os gostos que preferimos manter em segredo.
Somos a forma como enfrentamos os nossos próprios conflitos e, ao mesmo tempo, a maneira como julgamos os conflitos alheios.
No fim, somos um conjunto de luzes e sombras, de verdades e contradições. Conhecer quem realmente somos exige coragem, porque a nossa essência nem sempre está naquilo que mostramos, mas principalmente naquilo que fazemos quando ninguém está olhando.
Não é falta de carácter, nem desinteresse, muito menos mesquinhez. É a vida adulta.
Na vida adulta, as relações já não nascem da mesma forma que na nossa fase embrionária. Na infância e adolescência, tornamo-nos amigos sem termos nada para oferecer além da nossa presença. Criávamos laços para viver aventuras, partilhar sonhos e crescer juntos. Nessa fase, nem o ter nem o ser eram condições para uma amizade; bastava existirmos.
Na vida adulta, a realidade muda. As pessoas aproximam-se, muitas vezes, porque existe algo que as une: o mesmo ambiente, a mesma profissão, os mesmos objetivos ou algum valor que um pode acrescentar ao outro. Não significa que as amizades adultas sejam falsas, mas, na maioria das vezes, antes da amizade existe um ponto de encontro, uma utilidade, uma afinidade ou uma oportunidade de convivência. É dessa convivência que, por vezes, nasce uma verdadeira amizade.
Por isso, é tão importante preservar as amizades da nossa fase embrionária. São essas pessoas que nos escolheram quando não havia títulos, dinheiro, estatuto ou reconhecimento. Escolheram-nos antes das luzes, antes dos holofotes, antes dos fatos elegantes e dos privilégios. Permaneceram porque encontraram valor em quem somos, e não naquilo que possuímos.
Essas amizades são um lembrete de que existem pessoas capazes de amar a nossa essência, mesmo quando a vida não sorri, quando os planos falham e quando nada parece dar certo. São raras e, por isso, merecem ser cuidadas como um dos maiores patrimónios da vida.
— Gilguete
