Crônicas

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CRÔNICA PARA BRASÍLIA


Brasília, cidade das belas formas, de sons e encantos diversos.
Não és a mais bonita, nem a mais importante por conta do congresso.
És bela sim, de forma arquiteta, como ninfa de apolo, de flores de concreto.
Teu lago doce e puro, sob um céu azul discreto. Tens a Água Mineral e um parque a céu aberto.

Brasília das cantigas, de bois de Teodoro, de tantos sons herméticos, do reggae de Renato Matos, ao jazz de Renato Vasconcelos.

Do samba ainda menino, do Rock do Porão aos blocos do asfalto. Brasília da política, dos donos do planalto, das CPIS, das pizzas, dos sábios Collors e tolos Jéfersons. É tua vocação, vencer as turbulências, cortar na própria carne os males-desafetos.

Assim serás madura, à custa dos teus braços. Quem vem da ditadura, por certo sabe bem, que a um povo pacífico a liberdade sempre vem. Diretas de Tancredo, o povo no poder, o teu dever de casa honraste ao fazer.

Contudo não é cedo pra quem sabe sonhar, quem sabe um filho teu irá governar.
Será de sobradinho, Ceilândia ou do Guará? Por certo um candango, virá da tua madre, dará exemplo ao mundo e ao resto da cidade, que espera do teu cerne um bem pra ser feliz.

Brasília da savana, do fogo no verão, Brasília dos pedestres que acenam com a mão, ao bom desconhecido que pára em prontidão.

Brasília mar sem praia, das noites no pontão. Um caminhar no parque, à torre, a diversão; lazer do homem simples, espaço aberto à mão.

Ao jovem vista plana, um salto à direção. Brasília mulher jovem, senhora da razão. Aqui tudo é perfeito aos olhos do cristão. Falar de ti enfuna qualquer poeta vão.

Evan do Carmo

Inserida por EvandoCarmo

ALGUMAS LIÇÕES...

CRÔNICA
Naquele tempo quase todo mundo usava uma arma qualquer...

Esposta na sinta de seu usuário; na cabeceira do arreio,na sala de estar,atrás da porta...

Conta -se, que, na fazenda Alto do Barrerim, Sta Rosa da Serra, Chico Cabaça e Zuino Mandi se estranharam e foram às vias de fato...

O trem foi feio!...

Passado um tempo desse embate,ao se reencontrarem, um tirou a vida do outro, tragicamente.

Os dois personagens desta história detestavam seus apelidos...

Chico Cabaça deu de possuir um revólver que, pelo apego, não devia se desgrudar tão facilmente dele.

Dado dia e instante, precisou ir à vendinha que arrendara a um conhecido, comprar um açúcar pra esposa coar um café.

Encontrou-se com Zuino Mandi, na dita venda; bebendo "umas e outras", batendo um punhal prateado,reluzente num balcão de madeira.

Havia uns Bonitos e valiosos,de prata com desenhos de figuras trabalhadas em relevos, na bainha e no cabo; a lâmina de aço,servia para sangrar as vítimas.

-- Zuino,que punhal lindo é esse?!! Quanto ti custou?!
-- Custou 250 Réis e uma trela de cabaças.
-- E esse revolver bonito à mostra em sua cintura, tenho medo não; quanto cê pagou pu ele?! - Reverberou Zuino.
-- Paguei 550 Réis e dois ganchos de mandi.

Pronto: Quando Zuino mesionou em sua resposta a "trela de cabaças", no negócio do punhal, e Zuino sitou os "ganchos de mandis" na compra do revolver, incendiram a fogueira...

Pra quê!!... Zuino foi pra cima de Chico...

Chico bateu a mão no revolver, pronto em botá-lo a "cuspir fogo"... Acionava o gatilho sem parar, mirando o desafeto, mas nada acontecia...

O tambor da arma de Chico Cabaça estava completamente vazio. Ele mesmo, o havia esvaziado, prevendo acidentes com as crianças. E não retornou a munição pro lugar.

Zuino o pegou à "unha"; imobilizado no chão, Chico, recebia panadas de punhal no rosto ouvindo Zuino dizer:

-- Eu não vou lhe matar com esse punhal, ele é caro demais, só uso de boniteza mesmo. Você merecia morrer era com um punhal velho, enferrujado...

Acalmado os ânimos, Chico Cabaça,disfeitado, montou em seu cavalo e jurou...

-- No dia que eu o encontrar novamente um de nós vai pro inferno.

Dois anos se passaram...

Chico Cabaça apeou do cavalo na mesma vendinha; Zuino Mandi estava de costas,Chico o pediu para que virasse que não matava homem pelas costas; ao virara-se, Chico o desferiu seis disparos de arma de fogo.

Como um dos agravantes do crime, Chico colocou os invólucros dos projéteis deflagrados na boca da vítima.

Zuino, não resistiu os ferimentos...

Julgado e condenado Chico fora sentenciado em 12 anos de prisão em regime fechado. - Um ano de sentença por cada cápsula.

Todos anos seus filhos saiam em penitências,numa via-sacra, com a folia de Reis local, fazendo promessas pro pai sair logo da cadeia. Tocar a vida ao lado deles.

Chico Cabaça ajustou advogado e saiu da prisão; depois de cumprir oito anos de reclusão.

- O uso de amas é complicado...
Se mata e se morre, por causa dela; outrora, ajuda o dono e o leva para a prisão.

- Quanto aos apelidos: se a pessoa não gostar, deve haver respeito a ela. Ser tratada pelo nome é a melhor opção.
Apelido, só se for carinhoso.

20.06.19

Inserida por NemilsonVdeMoraes

DIZENDO A VERDADE

Porém o Senhor lhes enviou profetas […] mas eles não deram ouvidos. —2 Crônicas 24:19

O livro O Sol é Para Todos, foi escrito por Atticus Finch, um advogado respeitado de uma pequena cidade do sul dos Estados Unidos, nos anos 30, durante o período de segregação racial. Quando ele decide defender o caso de um negro inocente contra dois brancos desonestos, ele sabe que enfrentará o terrível preconceito do grupo de jurados. No entanto, sua consciência o impele a dizer a verdade com ousadia, mesmo diante de oposição.
Os profetas do Antigo Testamento muitas vezes eram enviados para pregar a verdade a pessoas inflexíveis. “Porém o Senhor lhes enviou profetas para os reconduzir a si; estes profetas testemunharam contra eles, mas eles não deram ouvidos” (2 Crônicas 24:19). A sua mensagem geralmente resultava em perseguição e algumas vezes até mesmo em morte (Hebreus 11:32-38).
Durante o ministério de Cristo na terra, a Sua mensagem também causou forte oposição. (Lucas 4:21-30). Ainda assim, na soberania de Deus, o terrível erro judicial que sentenciou Jesus a morrer na cruz comprou a nossa redenção.
Agora como representantes do Cristo ressurreto neste mundo, devemos promover a reconciliação, a justiça e a integridade (Miquéias 6:8; 2 Coríntios 5:18-21). E para promovê-lo é necessário dizer a verdade mesmo diante de oposição. Esta é a tarefa de todo cristão até aquele dia, quando Cristo fizer justiça (Apocalipse 20:11-15). —HDF

É melhor dizer a verdade e enfrentar rejeição, do que escondê-la só para ser aceito. Dennis Fisher

Inserida por pao_diario

A crônica da fumaça

Quinta-feira do mês de julho de dois mil e dezenove por volta das nove horas da manhã fui tomar sol na varanda da minha casa. Peguei uma cadeira e sentei - me de costa para o sol, quando de repente observei na minha sombra algo que me surpreendeu:
- A sombra sobre a minha cabeça se movia!
Fiquei observando aquilo e lembrei - me desta foto tirada na escola em que trabalho. Neste dia ao voltar para casa estava pensando em mudar a minha foto de perfil do Facebook e daí que observei que havia uma coloração diferente na foto em volta da minha cabeça. Brincando comentei ao meu esposo e filho:
- Olha! Nesta foto estou com aura!
O meu filho disse:
- Deixe - me ver!
Ele achou engraçado e rimos juntos! A questão é que nos dispersamos com outras coisas e não mudei de foto, simplesmente me esqueci do ocorrido, mas quinta-feira voltei a olhar novamente para a foto e me perguntei:
- Seria a minha aura?
Como não sei afirmar concretamente a respeito, fui pesquisar no Google e constatei que de repente meu celular havia captado a minha aura. Contudo, não posso afirmar cientificamente nada. Mas, como minha sombra se movia saindo algo sobre a cabeça, na quinta-feira fiquei algum tempo observando a sombra. Meu esposo havia ido trabalhar e meu filho estava dormindo. Depois de observar a minha sombra mexi o cabelo para certificar que não estava úmido. Sai do sol e encontrei meu filho na sala. Chamei - o para que visse tal fenômeno. Ele disse:
- Normal, o meu também sai! Disse isso mais como uma lógica, do que propriamente um fato, pois observarmos sua sombra e nada aconteceu, mas sobre a minha cabeça se movia, saindo algo sobre ela, literalmente dizendo, estava saindo fumaça da minha cabeça. Agora mesmo fui até o sol e observei a minha sombra novamente e a fumaça outra vez se movimentava no chão.

Inserida por marialu_t_snishimura

PROSIGA RONE!...

CRÔNICA
Parece que foi ontem, numa reunião de lançamento da primeira e oitava edição das coletâneas ALB/ANELCA, antes do início do cerimonial, encontrei-me com Rone –confrade, que fora abrilhantar o evento com sua presença. - Como “prata da casa” não poderia estar ausente.
Conversa vai e conversa vem...
-- Rone, o que aconteceu contigo, removeste teus textos do Face book? Amava e lia-os com muito gosto e, de repente não mais os vi!
- Sim. Sim. Fiz isso. Os removi. Ah, sabe,... Muitos não curtem, criticam... Sei lá, ando meio desanimado!
Imediatamente lembrei-me, das palavras de um dos ícones da poesia brasileira, o saudoso poeta Manoel de Barros no seu texto “O Poeta”:
“Vão dizer que não existo propriamente dito. Que sou um ente de silabas.
Vão dizer que tenho vocação pra ninguém.
Meu pai costumava me alertar: Aquele que acha bonito e pode passar a vida a ouvir o som das palavras ou é ninguém ou é zoró. [...] Mostrei a obra a minha mãe. A mãe falou: agora você vai ter que assumir a suas irresponsabilidades [...].”
É sempre assim: toda vez que nos propusermos a fazer alguma coisa útil, virão críticas de todos os lados. - Pra nos desanimar. Até mesmo dos nossos entes queridos mais próximos como pai e mãe - que costumam subestimarem a nossa capacidade; como no fragmento do texto acima nos deu a entender isso.
Como se não bastassem as críticas dos de fora...Não há como estar imune à elas. Sempre irão estar presente em tudo o que fizermos ou até, o que não fizermos.
Muitos críticos,hoje,dariam tudo que têm para retirar uma crítica que o fizeram no passado,a alguém.
Devemos então,aceitá-las de bom grado, pois na realidade, as críticas são até necessárias para nos fazer crescer, e seguir em frente com o nosso propósito de melhorar sempre.
A perfeição é uma tarefa impossível ao ser humano, mas buscar sempre o melhor para cada produção que nos propusermos a fazer, é possível.
Todo texto, por pior que seja, ainda pode ser muito útil, tem a sua importância pedagógica; mesmo que não seja bom, ele servirá como um espelho, para que outras pessoas não cometam os mesmos erros cometido nele.
Alguns não irão gostar de nossas produções, – isso é óbvio – mas, outros irão amá-las; tanto que sentem a falta delas quando não postamos.
"Caso alguém não as goste, nós o gostaremos: eles,os textos, são como os nossos filhos. São feitos com a alma.
Antes de querer agradar aos outros, eles nos agradam primeiro. E, assim sendo, nosso trabalho não será em vão". - Disse à Rone. Isso nos motiva a prosseguirmos garimpando palavras para tecer as nossas ideias e expor o que pensamos, o que sentimos,o que cremos.
"Insista um pouco mais!" - Reforcei...
Surtiu efeito:
Não demorou muito e meu amigo Rone voltou com os textos para a página do Face Book;
Criou também um grupo fechado para que outros escritores compartilhassem também seus trabalhos. LETRAS E PENSAMENTOS,título de uma obra sua.
Mais recentemente, publicou outra grande obra literária cujo título é “INSISTA UM POUCO MAIS.
Ao longo do tempo pude perceber o seu crescimento, a sua evolução no que escreve. Isso nos deixa feliz, e nos enchem de orgulho!
Parabéns colega Rone, pelo dia do amigo e por ter insistido um pouco mais,nesse ofício de escrever coisas necessárias para o nosso enlevo!
(20.07.15)

Inserida por NemilsonVdeMoraes

Crônica de um pateta;

E olha o que me veio em mente
a lembrança de um amor eloquente,
lembro deste período 15 anos atrás
e logo várias rizadas solto sem
pestanejar, o prologado riso continua
no ar.

Lembrei de uma paquera 5 anos mais nova.
papo vai papo vem, teclando como ninguém no
meu curso de informatica estou me preparando
para encontrar a Carolina.
E o tão esperado encontro seria para o
dia seguinte As 15:00 horas exatamente no curso
da jovem garota.

E no dia do encontro as 10:00 horas da manhã já
estava em pé eufórico, tive que segurar a ansiedade
5 horas, contando os minutos e segundos por segundos
parecia que o tempo parava as vezes, única coisa que
eu pensava era naquele encontro.

A hora então chegou, pensei comigo mesmo vou me produzir
passei Desodorante rolon nas Axila e não parou por
aí tudo tinha que estar perfeito, decidi ir mais profundo
com rolon e passei alguma camadas no pescoço queria estar
para lá de cheiroso, sei que garotas adoram dar uma fungadinha no pescoço.

Fui até o endereço do encontro e lá estava a bela Carolina,
toda linda, com belos traços indianos, e um lindo e comprido
cabelo preto, Foi além das minha expectativas nunca imaginei
que a jovem Carolina era tão linda. Nos cumprimentamos com
beijinhos no rosto, e eu sempre mantendo o bom humor, falava
coisas hilárias para a jovem Carol sorrir, como era fascinante
o sorriso da jovem Carolina. Sabia que estava próximo de uns
demorados amassos, porém também sábia que precisava manter a calma para não assustar a jovem garota.

Um clima então rolou e beijamos euforicamente
foi até mais animado, estava para lá de exitado, a jovem Carolina me deixava derretido como uma margarina.
Carol então falou; Mais calma queridinho estamos indo rápido
de mais!! E eu respondi; Carol linda, estava tão ansioso em te
ver, veja agora não temos tempo a perder.

Os amassos foram ficando quentes de mais, o senhor que estava ao nosso lado todo vermelho e muito envergonhado fez uma cara de safado deu dois passinhos a frente,.

A Carol toda carismática também sorriu, beijinhos
no pescoço, como tudo aquilo era tão gostoso, poucos encontros em minha vida foram tão bons, de repente feito um camaleão a jovem Carol começou a se a baixar e dobrar a língua, ela falou que coisa estranha é essa no seu pescoço, esta modificando meu gosto!

meu Deus
sem ela perceber lembrei e pensei comigo mesmo foi o amaldiçoado
desodorante Carol agora com a boca bem melhor perguntou; O que foi aquilo querido?
Respondi; Não liga não Carol me preocupei tanto com
o visual que acho que esqueci do meu pescoço, a Carol então sorriu.

Depois desse episodio namoramos 9 meses, aprendi a beijar como ninguém com a jovem Carol que beijava muito bem, passou o tempo Carol foi embora
e nunca mais nos falamos, a doce Carolina boas lembranças você me deixou, agora lembrando do episodio do desodorante nada podia ser diferente.

Depois das gargalhadas terem se esgotado agora fica essa hilaria historia quando estivermos velhinho é claro se você ainda lembrar, podemos repetir e repetir consecutivamente a historia muitas vezes contando para nossos
netinhos....

Inserida por Boysdontcry

A crônica do endeusamento

Existem pessoas que sofrem da síndrome do endeusamento por que acreditam que os outros ao seu redor tem obrigação de serví - las. Pedem água, pedem remédio, pedem comida, pedem chinelo, pedem roupa para vestir. Quando não são atendidos prontamente reclamam e chegam a gritar com seu 'servo', que muitas vezes é quem está por perto. Normalmente se portam de vítimas da doença, justamente porque tem tanta carência e tanta preguiça misturada ao narcisismo e ao edeusamento e acabam atraindo todo tipo de doenças. Segundo os sábios as pessoas atraem para si todas as coisas, inclusive às doenças. Embora haja muito ceticismo em relação a isso é necessário observar os fatos mentais e os fatos espirituais que mobilizam um ser para ser, projetar, querer. Os pecados existem e conspiram contra o pecador. Muitas pessoas não se atentam aos sinais que a própria vida lhes apresentam e somente sentem ou 'despertam' diante das consequências, que muitas vezes, vem - lhes sobrecarregados de dor e sofrimento.
O espírito é a alma. O pensamento é a mente. O espírito se apodera do pensamento e da mente e muitas vezes a rege, porque a pessoa desconhece a ligação entre a própria mente e o próprio espírito. O espírito nunca é mal, negativo, egoísta, ambicioso, ganancioso, ruim, soberbo, mas a mente sim, enquanto o ser humano não conseguir compreender que a alma é de Deus e que a mente é que é da pessoa em seu corpo enquanto matéria viva, atrairá para si coisas indesejadas, pois a mente quer dominar o espírito ou a alma, mas isso é impossível, por isso Deus mostra - lhes a consequências. Portanto, tenhas humildade e se quer água busque e beba; se tem condições de 'mandar' alguém lhe dar o 'remédio' podes fazer por conta própria, se não podes ao menos peça com humildade e depois agradeça; quer comer faça a sua comida, se não podes fazer, peça com humildade e depois agradeça, tudo de que precisares faça por conta própria e se não conseguir peça com humildade, afinal as pessoas não tem nenhuma obrigação em te servir, mesmo que seja um ente querido, afinal se nem tu gostas te servir imagine os outros, por isso esgote dentro de si a própria capacidade antes de cobrar dos outros. Depois agradeça até mesmo a si mesmo, afinal sua vida é de Deus.

Inserida por marialu_t_snishimura

REVAl II

CRÔNICA
Reval,por um tempo andou meio fraco da cabeça. Morava sozinho num quartinho de uma casa antiga, na Rua Sete de Setembro, anexo à alfaiataria de Corcino - seu parente -, um dos primeiros alfaiates de Campos Belos. - De vez enquando sumia; mas sempre voltava.
Trajava à mesma roupa ensebada de sempre.Sapatos às vezes,soltando a sola.
Moreno forte, de estatura mediana, usava cabelos quase aos ombros, que nunca viam pentes e água. Ostentava um bigode entrelaçado à longa barba.
Medo a gente não sentia de Reval: alguma sisma somente. Arriscava conversar com ele. Mas a prosa era pouca,só respondia aos arrancos,jeito desconfiado,olhar distante.
Nunca se soube de agressividade dele, às pessoas. Andava lentamente pelas ruas da cidade, com as mãos nos bolsos da calça, mastigando um possível alimento. Ficávamos curiosos para saber que iguaria degustava.
No percurso que fazia pelas ruas andava e parava, andava e parava...pondo sentido em tudo que seus olhos viam. E o de mais relevância, pra ele,observava mais ainda; imaginando coisas.
Em seus observatórios diários, nada passava despercebido do seu olhar. Olhava os mínimos detalhes daquilo que mais lhes chamasse a atenção. - Como se tivesse fazendo uma profunda análise.
Parecia discordar com mais contundência algumas irregularidades que via: ao coçar a cabeça acima da orelha e balançar a mesma num gesto negativo; sempre fazia isso quando o objeto da observação não atendesse suas expectativas de normalidade.
Belo dia...
Como há de ter acontecido... Reval saiu de casa e subiu à Rua BH Foreman, mais calado do que nunca. Triste, de cabeça baixa, olhos inquietos. Atravessou a Av. Desembargador Rivadávia e ganhou o calçadão, em frente à Prefeitura Municipal. Parou, e colocou a mão direita atrás da orelha, em forma de concha, para ouvir melhor o sino repicando à sua frente, na Igreja Matriz.
Era o sacristão chamando os fiéis, para a encomendação de um corpo. Ele não atendeu o apelo sonoro da paróquia naquele dia: adentrando-se ao santuário.
Nuvens cor de cinza se agarravam ao Morro da Cruz e das Almas; não demorou muito a cair pingos de chuva como lamentos, na grama verde da praça. - Quando uma pessoa boa morre a terra recebe o insumo e o céu sela com água, o fim deu ciclo.
Reval aproximou-se daquela casa de oração católica, e tomou a benção ao seu vigário, que estava posicionado à entrada principal, recebendo o povo, para a cerimônia fúnebre.
Riscou o dedo polegar direito na testa, repetida vezes, e inclinou-se levemente para frente, em sinal de respeito ao pároco, ao santuário e ao falecido. Beijou um enorme crucifixo metálico, preso num grosso cordão e olhava ao longe, o esquife num ataúde bonito...
Em rogos,de longe, desejava um bom lugar ao finado.
Missão cumprida...
Deu as costas ao Reverendo, sem se despedir, e desceu a Rua do Comércio, enxugando com a manga da camisa, algumas lágrimas sentidas.
Teve fome...
Com a barriga nas costas, entrou na padaria de Zé Padeiro. Pediu um lanche, sem dinheiro.
A atendente lhe deu um pão com manteiga, e um café com leite num copo descartável. - "Capricha que é pra dois tomar." Disse, à moça, que colocou mais um pouquinho. Ficando sem entender: pois, não o viu acompanhado de mais ninguém.
Ao retornar a sua casa, pelas mesmas pisadas, Reval parou diante de um caminhão de transporte de madeiras; quebrado e cheio de laxas de aroeira, na porta do Armazém de Seu Natã.O proprietário já havia pedido ao papai que olhasse o mesmo; pois, teria que se deslocar até a Capital Federal ou Goiânia, para comprar uma ponta de eixo. Pois não a encontrava na região, para a devida reposição.
O sol, queimando, e não havia mais uma nuvem sequer, nos céus, para atenuar a sua intensidade. Reval, por sua vez, continuava parado diante do veículo, dando andamento na prosa...
Depois de ter observado por muito tempo aquela situação; de todos os ângulos possíveis. Continuava olhando, olhando,olhando... E, balançando a cabeça de um lado para o outro. Como quem não concordando com aquela situação. - Conversava baixinho com o caminhão, de maneira que só os dois ouviam, mais ou menos assim:
- Isso que estão fazendo com você é um absurdo, é uma desumanidade muito grande! Como é que pode tanto descaso, com um ser tão indefeso[...] - Coitadinho, quanta judiação[...] Quanto tempo sem comer e sem beber; cheirando mal, e cheio de poeira; com esse calor que está fazendo, não pôde até agora, tomar um banho sequer, para refrescar um pouco; como tem sofrido você ...continuava:
- Não tenho mais tempo a perder: preciso fazer alguma coisa e continuar com essa caridade por mais um tempo...
Deu o lanche que trazia consigo para o caminhão comer...
Antes de despedir-se, daquele pobre necessitado, balbuciou quase imperceptivelmente mais algumas palavras:
- Tenha um bom apetite!... Voltarei amanhã para ti ver...
Foi-se embora balançando a cabeça, desaprovando aquele estado de coisas.
Possivelmente repetiu o gesto de alimentar ao caminhão por mais de quinze dias. - Período que esteve lá.
Toda vez que retornava ao local não havia nem vestígio de lanche.
Como se sabe: a “fome é negra”.
Reval tinha um bom coração. Aquela piedade demonstrada devia ser um reflexo da criação que recebera de seus pais. Que por sua vez, eram pessoas muito religiosas e bondosas.

Inserida por NemilsonVdeMoraes

Crônica-Não serei!

Vaidoso, estou sem cabeça para pecado e sociedade . Orgulhoso e perde o perdão do amigo, não vou promover essa aberração. Covarde, estúpido, arrogante dessa árvore quero distância, o fruto intoxica. Serei humano, irei pedir perdão, procurarei ser sábio e escutar. Errarei bastante para aprender, entendendo que o melhor é o aprendizado coletivo. Serei social, praticarei a comunhão da ética e moral coletiva. Embora moral é muito mais pessoal. Mas afinal estou falando de uma nação igual. Então essa passa, a moral é parecida. Não serei pobre, poderei ter pouco recurso financeiro, mas educação doméstica , social e cultural terei. Afinal pobreza não está no bem e sim de quem você fala. Nosso presidente é pobre, aliais uma lástima de moral e ética.
Para concluir serei brasileiro que sabe a diferença entre nação e pais, Patriota não só na copa. Serei o coletivo, a massa, serei do povo e serei de mim. Porque a vitória está no amadurecer e viver em paz, porque o mundo é prejudicial a quem prejudica a si.

Inserida por wilson_portela

Influências precoces

[Josias] fez o que era certo aos olhos do Senhor. - 2 Crônicas 34: 2

Escritura de hoje : 2 Crônicas 34: 1-13

Josias, cujo pai e avô eram extremamente iníquos, tornou-se um dos melhores reis da história de Judá. O que o fez tão diferente? O que o deixou tão comprometido em fazer o que era certo? Sem dúvida, ele foi influenciado pelas pessoas que estavam perto dele nos seus primeiros anos. Sua mãe provavelmente moldou e moldou sua vida, assim como o “povo da terra” que garantiu o trono para ele quando ele tinha apenas 8 anos de idade (2 Crônicas 33: 25-34: 1).

As pessoas cujas vidas tocam a nossa quando somos jovens ou quando nos tornamos crentes, causam um grande impacto em nós. Olhando para os meus 80 anos, posso ver isso claramente. Meus pais tiveram a maior influência na minha decisão de confiar em Cristo em tenra idade.

Minha avó cega também tocou minha vida quando falou sobre a bondade do Senhor e recitou passagens da Bíblia de memória. Vários pastores fiéis, professores de escolas e outros deixaram uma marca na minha vida para Deus e para o bem.

Graças a Deus por todos os que nos ajudaram e nos guiaram quando crianças, e que pelo exemplo deles nos indicaram Cristo. E sempre façamos o possível para ser uma influência semelhante a Cristo nas crianças e novos crentes em nossas vidas.

Refletir e orar
Pensando bem
Quais pessoas estão dentro da minha esfera de influência?
Meu exemplo afeta outras pessoas por bem ou por mal?
De quem exemplo devo seguir? (1 Coríntios 11: 1).

Nossa melhor herança é um exemplo de Deus. Herbert Vander Lugt

Inserida por 2019paodiario

Conto/crônica

No passado não tão distante cometeram-se injustiças
com o "conto" - e incluo também nesse artigo à
"crônica" - Não lhes dando o devido valor. Os tendo
como narrativas inferiores,desprezíveis,...
Na Europa já havia um certo reconhecimento desses
segmentos. Aqui ainda não, pelo contrário. Pouco ou
nada se produzia nesse sentido.
Naturalmente, literatos, escritores de um modo
geral, desmotivados quanto a isso, deixaram de
produzir muitas coisas relevantes, necessárias, na
literatura brasileira. - Optando por outras produções
de naturezas diversas.
O romance era o "queridinho" da época; vivia de
mãos em mãos e de boca em boca, na "crista da
onda" como se dizem.
Até que apareceu um "salvador da pátria" com muita
maestria... Cabedal. O Pelé da literatura. - E quebrou
de uma vez por todas o injusto estigma que se
construíram encima desses dois gêneros literários
fantásticos. - O conto e, consequentemente a crônica: Machado de Assis.
O conto "não contava com prestígio nem tradição
consolidada na literatura brasileira" - antes do aparecimento desse expoente máximo da escrita.
Não há de se duvidar que Machado de Assis atribuiu
por meio daquilo que produziu como escritor,
"densidade artística à narrativa curta". Valorizando
Grandemente os gêneros em questão.
Não se pode achar apenas que essa expressão máxima das letras
de nossa terra Brasil, tenha sido somente o "inventor
do Romance contemporâneo". Tornou-se um tipo de
"Guru" da arte da escrita em todo o mundo.
De tanto esmerar-se no ofício de escrever o "conto"
este escritor brasileiro mostrou ao mundo que ele
(esse gênero) e a crônica não são menos dignos de
atenção. - Do que outras narrativas.
Não é atoa que o nosso "Machado" está entre os cinco
maiores escritores do Planeta Terra.
Se antes dele os gêneros, como os citados, eram
vistos com desprezo após ele muita coisa foram
revistas, e hoje são vistos com bons olhos.
Então podemos parabenizá-lo por essa louvável
contribuição no que tange ao "prestígio atual do
conto na literatura brasileira" e pegando carona nesse reconhecimento à crônica.
Continuemos a nos dedicar em escrever esse (s) gênero (s): "os contos es as crônicas" pois, fazendo assim teremos bastante alegria. - Como teve Diderot. E, quem nos leem também sentirá a mesma sensação prazerosa.
(01.12.18)

Inserida por NemilsonVdeMoraes

Um presente para Deus

Todas as coisas vêm de ti e das tuas mãos te entregaram. - 1 Crônicas 29:14

Imagine a agenda pesada de compromissos que o presidente Abraham Lincoln teve que manter dia após dia. No entanto, quando uma mulher idosa sem nenhum negócio oficial em mente pediu para vê-lo, ele graciosamente consentiu.

Quando ela entrou no escritório de Lincoln, ele se levantou para cumprimentá-la e perguntou como ele poderia estar de serviço. Ela respondeu que não tinha vindo pedir um favor. Ela tinha ouvido falar que o presidente gostava de um certo tipo de biscoito, então ela tinha feito um pouco para ele e trouxe para o seu escritório.

Com lágrimas nos olhos, Lincoln respondeu: “Você é a primeira pessoa que chegou ao meu consultório pedindo não, esperando não, mas sim me trazendo um presente. Eu agradeço do fundo do meu coração. ”

Ao entrar na presença de Deus, de vez em quando, vamos nos abster de lhe dar uma lista de pedidos. Em vez disso, vamos simplesmente trazer-lhe o presente da nossa gratidão e amor. Podemos ter certeza de que nada agrada mais ao nosso Pai do que nossa sincera ação de graças.

Por que não gastar tempo oferecendo sacrifício de louvor, meditando nas misericórdias do Senhor, lembrando as riquezas da Sua graça e abençoando Seu santo nome? Hoje, dê esse presente ao Doador de todos os presentes bons.

Pensando nisso
Por que Davi deu graças a Deus? (1 Cr 29: 10-13).
Que motivos você tem para ser grato ao Senhor?
Como você poderia tornar o agradecimento um hábito regular?

Se você fizer uma pausa para pensar, terá motivos para agradecer. Vernon Grounds

Inserida por 2019paodiario

Eu clamei pelo socorro do Senhor.

Busquei sua resposta na Bíblia. Abri a bíblia em 1 Crônicas 9. A passagem bíblica era sobre genealogias. Imediatamente, lembrei-me de quando um pastor orientou sobre não deixarmos de ler um texto bíblico só porque fala de genealogias onde parece não haver uma revelação pela palavra.

Aliás, sempre me lembro disso. Por esse motivo, sempre leio os textos bíblicos que contêm genealogias, pois seu que Deus responde em meio a elas. Esse foi o caso aqui.

Comecei a ler a partir do versículo 1 e no 20 senti Deus me responder: “Naquela época, Fineias, filho de Eleazar, estivera encarregado dos guardas das portas, e o Senhor estava com ele” (1 Cr 9:20).

Um versículo bíblico sempre leva a outros pela referência cruzada. Essa é a melhor maneira de lermos a bíblia; é quando a palavra de Deus se explica pela própria palavra, livre da intervenção humana. A bíblia que é a palavra de Deus se explica por ela mesma, e não deixa rastro de dúvidas.

Isso requer boa vontade e disposição para ser feito, pois se trata de uma leitura exaustiva, porém perfeita porque perfeita é a palavra de Deus. A leitura da palavra pela palavra não deixa sombra de dúvidas quanto ao seu entendimento.

Então, as referências a partir do texto inicial são as seguintes: Nm 31:6 —> Nm 10:9 —> Gn 8:1*; Sl 106:42 —> Êx 14:21* —> Js 4:23; Sl 66:6.

O Senhor cessa as tempestades da vida. Abre mares e rios pra gente passar e os fecha para os inimigos. Daí, chegamos ao outro lado secos, sem respingos, livres de riscos, das ameaças e das adversidades; a salvo, salvos por Jesus, nosso Deus.

Em Salmos 106:42, Deus nos mostra a opressão do inimigo, a humilhação a que ele nos impõe, fatos decorrentes das nossas más ações; ou seja, somos os únicos culpados por estarmos passando por tudo isso (v.43). Somos nós mesmos com as nossas irresponsabilidades e inconsequências que atraímos os problemas.

Mas o nosso bom Deus sempre se lembra de nós quando nós voltamos para ele em oração e declarando a nossa dependência dele pelo que ele se agrada de nós, vê a nossa aflição e ouve o nosso clamor (v.44). Em sua infinita misericórdia, o Senhor nos socorre.

O Senhor nos dá a oportunidade para respondermos segundo as nossas obras — cair nas mãos do inimigo — a fim de aprendermos a buscar a Deus antes de tomarmos quaisquer iniciativas cujos resultados não sabemos se serão bons ou ruins. Deus em primeiro lugar (Mt 6:33). Porém, não agrada ao nosso Pai nos ver nessa condição deprimente.

Assim, a palavra de Deus nos instrui a clamar a Deus por socorro. Ao fazê-lo, Deus faz com que os nossos inimigos se compadeçam de nós (v. 46).

O Senhor nos conduz à oração que precisamos fazer para alcançarmos a vitória sobre os inimigos pelo que já o louvamos (v. 47,48), gratos pela fé e convicção do que cremos já termos sido galardoados (Fp 4:6). Emunah. Aleluia.

Significado do Nome Eleazar:

Eleazar: “Deus socorreu”, “Deus ajudou”.

Tem origem no hebraico Elazar, formado pela junção dos elementos El que significa “Deus, Senhor” e ézer, que quer dizer “socorro” e significa “Deus socorreu, Deus ajudou”.

Amém, Senhor🙏🏽

Inserida por MonicaCampelloAutora

Pequeno conto sobre contar contos

Contador de histórias, narrativas, crônicas, contos, recontos, relatos, porandubas, gestas, gamelas, percursos, enredos, fatos, piadas, historietas, anedotas, suscetibilidades, melindres, perplexidades, sentimentos, aborrecimentos, gostos, tramas, teias, intrigas, entrechos, fabulas, romances, troços, urdiduras, alegretes, invenções...

Contador de HistóriAS

Inserida por ascaldaferri

Ponte de macarrão
( Crônica )

Em estudos de engenharia quando a situação ficava tensa era fácil de saber: o semblante se recolhia e da sala folheando sem parar as mesmas páginas de um livro HIBBELER, R. C. Resistência dos materiais; o estudante, operário metalúrgico rondava de um lado pra outro, pensativo e silencioso; em seu eu, de solidão em punho, o coração acelerava as batidas, tremulando acordes desconexos e desafinadas... Enfim, criando um som alto e desigual, cujo objetivo era apenas atiçar o ambiente daquele espaço chamado “estudar” com as minhas provocações. O coração parecia dizer em alto e bom som: ei estudante... Largue esse maldito livro e grite as suas mágoas para o seu mundo, vamos! A Mão tremia sob a minha aflição desconcertante; era visível que resistia, o quanto possível, em tocar fogo nos rascunhos quando se tratava de refazer exercícios difíceis, nunca explicados na sala de aula. Pode-se dizer que os estudos gastam todo o tempo da mente.
Para a Universidade aquelas ausências acumuladas do Poeta, que antes lhe soavam como um sussurro carinhoso, agora explodiam. Explodiam e apunhalavam. E, por certo, doíam-lhe como nunca! ... Em casa quando a situação ficava, assim, tensa, eu, sem saber o porquê, gritava aqueles acordes do coração e disparava as minhas farpas todas contra a poesia. Fel puro e desprezo, as minhas palavras. Nascia em mim uma vontade mesquinha que me levava a provocar os mais doces versos, para ironizar, a trucidá-lo até, se preciso. Tantas vezes, tanto fiz. E tanto fiz, tanto fiz, que naquele dia a mão temia também soltou todos os seus desatinos em inspiração. O medo aliou-se a mim disparando estilhaços por todos os lados, os seus golpes mais profundos. Palavras duras e cruéis as de um autor para sua obra. A mão esbravejava, parecendo tirar das páginas do livro aberto em suas mãos, todos os seus ais, as suas mágoas e as suas dores: para você, somente os amigos, os amigos e as competições: A mais falada na então época: “ o concurso da ponte de macarrão “. O coração falava em altos brados e eu sorria por dentro. E vitorioso, como se desafinasse a minha voz acompanhando o estudante de engenharia, eu insistia sem trégua naquele sonho de ser campeão.
Viu minha carteira? ... cadê meu dinheiro de operário metalúrgico? Eu? Eu que me lixasse nesse abandono, nessa sala que mais parece um laboratório, afinal também sou químico de formação ... Antes, antes eu tivesse deixado de ser
Poeta, por uns tempos para projetos maiores, como esse da ponte de macarrão. À noite, muitas noites, quando eu mais te queria, era ser campeão. Eu no meu quarto, sozinho sonhando em vencer. E daí?
Naqueles dias, enquanto a minha emoção espezinhava o meu sono, extravasava sua raiva, fazendo desabar sob nossos pés ali na sala, no quarto ou na varanda de minha casa, meu laboratório.
Em meio à guerra que lhe fazíamos, aquilo que durante dias fora para mim os “louros da vitória”, agora, acomodavam-se de qualquer jeito em duas grandes vitórias no concurso de pontes de macarrão. Os adversários sem dizer uma palavra, como um autômato, pouco-a-pouco livrava as nossas visões de seus semblantes tristonhos de fracasso, diante de tão avassaladora vitória. Mas poucos sabem quer foram dias de muita luta, noites de dias de trabalho árduo, cálculos, rascunhos, testes e mais testes.
Olhar não é bem o termo, eu jurava que naquele momento, que tinha visão de águia, capaz de contemplar, minuciosamente, cada um daqueles objetos, os quais tanto estudei, dediquei.
Eu era um especialista.
Por isso, dissimulando o tanto exato, a emoção seguia a tudo com os olhos pregados no concurso, mas era visível, era nítido pelos meus gestos, que estava a poucos instantes de se tornar o mestre. O Povo por certo também enxergou entre as suas “honrarias”, lá embaixo, o troféu universitário, homenagem a uma referência do concurso na faculdade de Araxá- MG, no triangulo mineiro.
Por vezes, a mente mirava meus sonhos reticentes endereçados a meu sucesso, mas em poucos instantes deixava-nos ao abandono, negligenciava-nos, demonstrando que na lixeira da rua continuava a razão de ser de toda a sua vida; o Alimento. Apoiado no beiral de uma das janelas da sala, eu pude ver quando os ruídos da rua me estamparam um sorriso no rosto. Primeiro, o desejo olhou para os lados, depois subiu os olhos como quem tivesse algo a conferir naquele sonho a sua frente, e enfim a vitória.
Chegou a hora de ganhar.

Inserida por Edu110175

1 Crônicas 1

De Adão a Abraão

1 Adão, Sete, Enos,
2 Cainã, Maalaleel, Jarede,
3 Enoque, Matusalém, Lameque, Noé.
4 Estes foram os filhos de Noé: Sem, Cam e Jafé.
5 Estes foram os filhos de Jafé: Gômer, Magogue, Madai, Javã, Tubal, Meseque e Tirás.
6 Estes foram os filhos de Gômer: Asquenaz, Rifate e Togarma.
7 Estes foram os filhos de Javã: Elisá, Társis, Quitim e Rodanim.
8 Estes foram os filhos de Cam: Cuxe, Mizraim, Fute e Canaã.
9 Estes foram os filhos de Cuxe: Sebá, Havilá, Sabtá, Raamá e Sabtecá. Estes foram os filhos de Raamá: Sabá e Dedã.
10 Cuxe gerou Ninrode, o primeiro homem poderoso na terra.
11 Mizraim gerou os luditas, os anamitas, os leabitas, os naftuítas,
12 os patrusitas, os casluítas, dos quais se originaram os filisteus, e os caftoritas.
13 Canaã gerou Sidom, seu filho mais velho, e Hete,
14 como também os jebuseus, os amorreus, os girgaseus,
15 os heveus, os arqueus, os sineus,
16 os arvadeus, os zemareus e os hamateus.
17 Estes foram os filhos de Sem: Elão, Assur, Arfaxade, Lude e Arã. Estes foram os filhos de Arã: Uz, Hul, Géter e Meseque.
18 Arfaxade gerou Salá, e este gerou Héber.
19 A Héber nasceram dois filhos: um deles se chamou Pelegue, porque em sua época a terra foi dividida; seu irmão chamou-se Joctã.
20 Joctã gerou Almodá, Salefe, Hazarmavé, Jerá,
21 Adorão, Uzal, Dicla,
22 Obal, Abimael, Sabá,
23 Ofir, Havilá e Jobabe. Todos esses foram filhos de Joctã.
24 Sem, Arfaxade, Salá,
25 Héber, Pelegue, Reú,
26 Serugue, Naor, Terá
27 e Abrão, que é Abraão.
28 Estes foram os filhos de Abraão: Isaque e Ismael.
29 Foram estes os seus descendentes: Nebaiote, o filho mais velho de Ismael,
Quedar, Adbeel, Mibsão,
30 Misma, Dumá, Massá, Hadade, Temá,
31 Jetur, Nafis e Quedemá. Esses foram os filhos de Ismael.
32 Estes foram os filhos de Abraão com sua concubina Quetura: Zinrã, Jocsã, Medã, Midiã, Isbaque e Suá. Foram estes os filhos de Jocsã: Sabá e Dedã.
33 Foram estes os filhos de Midiã: Efá, Éfer, Enoque, Abida e Elda. Todos esses foram descendentes de Quetura.
34 Abraão gerou Isaque. Estes foram os filhos de Isaque: Esaú e Israel.
35 Estes foram os filhos de Esaú: Elifaz, Reuel, Jeús, Jalão e Corá.
36 Estes foram os filhos de Elifaz: Temã, Omar, Zefô, Gaetã e Quenaz; e Amaleque, de Timna, sua concubina.
37 Estes foram os filhos de Reuel: Naate, Zerá, Samá e Mizá.
38 Estes foram os filhos de Seir: Lotã, Sobal, Zibeão, Aná, Disom, Ézer e Disã.
39 Estes foram os filhos de Lotã: Hori e Homã. Lotã tinha uma irmã chamada Timna.
40 Estes foram os filhos de Sobal: Alvã, Manaate, Ebal, Sefô e Onã. Estes foram os filhos de Zibeão: Aiá e Aná.
41 Este foi o filho de Aná: Disom. Estes foram os filhos de Disom: Hendã, Esbã, Itrã e Querã.
42 Estes foram os filhos de Ézer: Bilã, Zaavã e Acã. Estes foram os filhos de Disã:
Uz e Arã.

Os reis de Edom

43 Estes foram os reis que reinaram no território de Edom antes que os israelitas tivessem um rei: Belá, filho de Beor. Sua cidade chamava-se Dinabá.
44 Belá morreu; e Jobabe, filho de Zerá, de Bozra, foi o seu sucessor.
45 Jobabe morreu; e Husã, da terra dos temanitas, foi o seu sucessor.
46 Husã morreu; e Hadade, filho de Bedade, que tinha derrotado os midianitas na terra de Moabe, foi o seu sucessor. Sua cidade chamava-se Avite.
47 Hadade morreu; e Samlá de Masreca foi o seu sucessor.
48 Samlá morreu; e Saul, de Reobote, próxima ao Eufrates, foi o seu sucessor.
49 Saul morreu; e Baal-Hanã, filho de Acbor, foi o seu sucessor.
50 Baal-Hanã morreu, e Hadade foi o seu sucessor. Sua cidade chamava-se Paú, e o nome de sua mulher era Meetabel, filha de Matrede e neta de Mezaabe.
51 Após a morte de Hadade, Edom foi governada pelos seguintes chefes: Timna, Alva, Jetete,
52 Oolibama, Elá, Pinom,
53 Quenaz, Temã, Mibzar,
54 Magdiel e Irã. Foram esses os chefes de Edom.

Inserida por 1bibliasagrada

1 Crônicas 2

A descendência de Judá

1 Estes foram os filhos de Israel: Rúben, Simeão, Levi, Judá, Issacar, Zebulom,
2 Dã, José, Benjamim, Naftali, Gade e Aser.
3 Estes foram os filhos de Judá: Er, Onã e Selá. Ele teve esses três filhos com uma mulher cananeia, a filha de Suá. Mas o Senhor reprovou a conduta perversa de Er, filho mais velho de Judá, e por isso o matou.
4 Tamar, nora de Judá, deu-lhe os filhos Perez e Zerá. A Judá nasceram ao todo cinco filhos.5 Estes foram os filhos de Perez: Hezrom e Hamul.
6 Estes foram os filhos de Zerá: Zinri, Etã, Hemã, Calcol e Darda. Foram cinco ao todo.
7 O filho de Carmi foi Acar. Ele causou desgraça a Israel ao violar a proibição de se apossar das coisas consagradas.
8 Este foi o filho de Etã: Azarias.
9 Os filhos que nasceram a Hezrom foram Jerameel, Rão e Calebe.
10 Rão gerou Aminadabe, e Aminadabe gerou Naassom, o líder da tribo de Judá.
11 Naassom gerou Salmom, Salmom gerou Boaz,
12 Boaz gerou Obede, e Obede gerou Jessé.
13 Jessé gerou Eliabe, o seu filho mais velho; o segundo foi Abinadabe; o terceiro, Simeia;
14 o quarto, Natanael; o quinto, Radai;
15 o sexto, Ozém; e o sétimo, Davi.
16 As irmãs deles foram Zeruia e Abigail. Os três filhos de Zeruia foram Abisai, Joabe e Asael.
17 Abigail deu à luz Amasa, filho do ismaelita Jéter.
18 Calebe, filho de Hezrom, teve, com sua mulher Azuba, uma filha chamada Jeriote. Estes foram os filhos de Azuba: Jeser, Sobabe e Ardom.
19 Quando Azuba morreu, Calebe tomou por mulher Efrate, com quem teve Hur.
20 Hur gerou Uri, e Uri gerou Bezalel.
21 Depois disso, Hezrom, aos sessenta anos, tomou por mulher a filha de Maquir, pai de Gileade, e ela deu-lhe um filho chamado Segube.
22 Segube gerou Jair, que governou vinte e três cidades em Gileade.
23 Gesur e Arã conquistaram Havote-Jair, bem como Quenate e os povoados ao redor; ao todo sessenta cidades. Todos esses foram descendentes de Maquir, pai de Gileade.
24 Depois que Hezrom morreu em Calebe-Efrata, Abia, mulher de Hezrom, deu-lhe Asur, fundador de Tecoa.
25 Estes foram os filhos de Jerameel, o filho mais velho de Hezrom: Rão, o mais velho, Buna, Orém, Ozém e Aías.
26 Jerameel teve outra mulher, chamada Atara, que foi a mãe de Onã.
27 Estes foram os filhos de Rão, o filho mais velho de Jerameel: Maaz, Jamim e Equer.
28 Estes foram os filhos de Onã: Samai e Jada. Estes foram os filhos de Samai:
Nadabe e Abisur.
29 O nome da mulher de Abisur era Abiail. Ela deu-lhe dois filhos: Abã e Molide.
30 Estes foram os filhos de Nadabe: Selede e Apaim. Selede morreu sem filhos.
31 O filho de Apaim foi Isi, pai de Sesã, pai de Alai.
32 Estes foram os filhos de Jada, irmão de Samai: Jéter e Jônatas. Jéter morreu sem filhos.
33 Estes foram os filhos de Jônatas: Pelete e Zaza. Foram esses os descendentes de Jerameel.
34 Sesã não teve filhos, apenas filhas. Tinha ele um escravo egípcio chamado Jará,
35 a quem deu uma de suas filhas por mulher. E ela deu-lhe um filho chamado Atai.
36 Atai gerou Natã, Natã gerou Zabade,
37 Zabade gerou Eflal, Eflal gerou Obede,
38 Obede gerou Jeú, Jeú gerou Azarias,
39 Azarias gerou Helez, Helez gerou Eleasa,
40 Eleasa gerou Sismai, Sismai gerou Salum,
41 Salum gerou Jecamias, e Jecamias gerou Elisama.

A descendência de Calebe

42 Estes foram os filhos de Calebe, irmão de Jerameel: Messa, o mais velho, que foi o pai de Zife, e seu filho Maressa, pai de Hebrom.
43 Estes foram os filhos de Hebrom: Corá, Tapua, Requém e Sema.
44 Sema gerou Raão, pai de Jorqueão. Requém gerou Samai.
45 O filho de Samai foi Maom, e Maom foi o pai de Bete-Zur.
46 A concubina de Calebe, Efá, teve três filhos: Harã, Mosa e Gazez. Harã gerou Gazez.
47 Estes foram os filhos de Jadai: Regém, Jotão, Gesã, Pelete, Efá e Saafe.
48 A concubina de Calebe, Maaca, teve dois filhos: Seber e Tiraná.
49 Ela também teve Saafe, pai de Madmana, e Seva, pai de Macbena e de Gibeá. A filha de Calebe chamava-se Acsa.
50 Calebe teve também estes outros descendentes. Os filhos de Hur, o filho mais velho de Efrate: Sobal, fundador de Quiriate-Jearim,
51 Salma, fundador de Belém, e Harefe, fundador de Bete-Gader.
52 Os descendentes de Sobal, fundador de Quiriate-Jearim: O povo de Haroé, metade dos manaatitas,
53 e os clãs de Quiriate-Jearim: os itritas, os fateus, os sumateus e os misraeus. Desses descenderam os zoratitas e os estaoleus.
54 Os descendentes de Salma: O povo de Belém e de Atarote-Bete-Joabe, os netofatitas, metade dos manaatitas, os zoreus,
55 e os clãs dos escribas que viviam em Jabez: os tiratitas, os simeatitas e os sucatitas. Esses foram os queneus, descendentes de Hamate, antepassado da família de Recabe.

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1 Crônicas 3

A descendência de David

1 Estes foram os filhos de Davi nascidos em Hebrom: O seu filho mais velho era Amnom, filho de Ainoã de Jezreel; o segundo, Daniel, de Abigail, de Carmelo;
2 o terceiro, Absalão, de Maaca, filha de Talmai, rei de Gesur; o quarto, Adonias, de Hagite;
3 o quinto, Sefatias, de Abital; e o sexto, Itreão, de sua mulher Eglá.
4 São esses os seis filhos de Davi que nasceram em Hebrom, onde ele reinou sete anos e seis meses. E, em Jerusalém,
5 onde Davi reinou trinta e três anos, nasceram-lhe os seguintes filhos: Simeia, Sobabe, Natã e Salomão, os quatro filhos que ele teve com Bate-Seba, filha de Amiel.
6 Davi teve ainda mais nove filhos: Ibar, Elisua, Elpalete,
7 Nogá, Nefegue, Jafia,
8 Elisama, Eliada e Elifelete.
9 Todos esses foram filhos de Davi, além dos que teve com suas concubinas, e a filha Tamar, irmã deles.
10 O filho de Salomão foi Roboão; o filho de Roboão foi Abias; o filho de Abias, Asa; o filho de Asa, Josafá;
11 o filho de Josafá, Jeorão; o filho de Jeorão, Acazias; o filho de Acazias, Joás;
12 o filho de Joás, Amazias; o filho de Amazias, Azarias; o filho de Azarias, Jotão;
13 o filho de Jotão, Acaz; o filho de Acaz, Ezequias; o filho de Ezequias, Manassés;
14 o filho de Manassés, Amom; o filho de Amom, Josias.
15 Os filhos de Josias foram: Joanã, o primeiro; Jeoaquim, o segundo; Zedequias, o terceiro; e Salum, o quarto.
16 Os sucessores de Jeoaquim foram: Joaquim e Zedequias.
17 Estes foram os filhos de Joaquim, que foi levado para o cativeiro:
18 Sealtiel, Malquirão, Pedaías, Senazar, Jecamias, Hosama e Nedabias.
19 Estes foram os filhos de Pedaías: Zorobabel e Simei. Estes foram os filhos de Zorobabel: Mesulão, Hananias e Selomite, irmã deles.
20 Zorobabel teve ainda mais cinco filhos: Hasubá, Oel, Berequias, Hasadias e Jusabe-Hesede.
21 Estes foram os descendentes de Hananias: Pelatias e Jesaías, e os filhos de Refaías, de Arnã, de Obadias e de Secanias.
22 Estes foram os descendentes de Secanias: Semaías e seus filhos Hatus, Igal, Bariá, Nearias e Safate; seis descendentes ao todo.
23 Estes foram os três filhos de Nearias: Elioenai, Ezequias e Azricão.
24 Estes foram os sete filhos de Elioenai: Hodavias, Eliasibe, Pelaías, Acube,
Joanã, Delaías e Anani.

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1 Crônicas 4

Outros descendentes de Judá

1 Estes também foram os descendentes de Judá: Perez, Hezrom, Carmi, Hur e Sobal.
2 Reaías, filho de Sobal, gerou Jaate, e Jaate gerou Aumai e Laade. Estes foram os clãs dos zoratitas.
3 Estes foram os filhos de Etã: Jezreel, Isma e Idbás. A irmã deles chamava-se Hazelelponi.
4 E ainda Penuel, pai de Gedor, e Ézer, pai de Husá. Esses foram os descendentes de Hur, o filho mais velho de Efrate e pai de Belém.
5 Asur, fundador de Tecoa, teve duas mulheres: Helá e Naará.
6 Naará lhe deu Auzã, Héfer, Temeni e Haastari. Esses foram os filhos de Naará.
7 Estes foram os filhos de Helá: Zerete, Zoar, Etnã
8 e Coz, que gerou Anube e Zobeba e os clãs de Aarel, filho de Harum.
9 Jabez foi o homem mais respeitado de sua família. Sua mãe lhe deu o nome de Jabez, dizendo: "Com muitas dores o dei à luz".
10 Jabez orou ao Deus de Israel: "Ah, abençoa-me e aumenta as minhas terras! Que a tua mão esteja comigo, guardando-me de males e livrando-me de dores". E Deus atendeu ao seu pedido.
11 Quelube, irmão de Suá, gerou Meir, pai de Estom.
12 Estom gerou Bete-Rafa, Paseia e Teína, fundador de Ir-Naás. Esses habitaram em Reca.
13 Estes foram os filhos de Quenaz: Otoniel e Seraías. Estes foram os filhos de Otoniel: Hatate e Meonotai.
14 Meonotai gerou Ofra. Seraías gerou Joabe, fundador de Ge-Harasim, que recebeu esse nome porque os seus habitantes eram artesãos.
15 Estes foram os filhos de Calebe, filho de Jefoné: Iru, Elá e Naã. O filho de Elá foi Quenaz.
16 Estes foram os filhos de Jealelel: Zife, Zifa, Tiria e Asareel.
17 Estes foram os filhos de Ezra:
Jéter, Merede, Éfer e Jalom. Merede casou-se com Bitia, filha do faraó, e teve os seguintes filhos: Miriã, Samai e Isbá, fundador de Estemoa.
18 Sua mulher judia deu à luz Jerede, fundador de Gedor, Héber, fundador de Socó, e Jecutiel, fundador de Zanoa.
19 Estes foram os filhos da mulher de Hodias, irmã de Naã: o pai de Queila, o garmita, e Estemoa, o maacatita.
20 Estes foram os filhos de Simão: Amnom, Rina, Bene-Hanã e Tilom. Estes foram os filhos de Isi: Zoete e Ben-Zoete.
21 Estes foram os filhos de Selá, filho de Judá: Er, pai de Leca; Lada, pai de Maressa. Selá também foi antepassado dos clãs daqueles que trabalhavam com linho em Bete-Asbeia,
22 de Joquim, dos homens de Cozeba, de Joás e de Sarafe, que governavam em Moabe e em Jasubi-Leém. (Estes registros são de épocas antigas.)
23 Eles eram oleiros e habitavam em Netaim e em Gederá, perto do rei, para quem trabalhavam.

A descendência de Simeão

24 Estes foram os filhos de Simeão: Nemuel, Jamim, Jaribe, Zerá e Saul.
25 O filho de Saul era Salum, pai de Mibsão, que foi o pai de Misma.
26 Estes foram os descendentes de Misma: seu filho Hamuel, pai de Zacur, que foi o pai de Simei.
27 Simei teve dezesseis filhos e seis filhas, mas seus irmãos não tiveram muitos filhos; por isso todos os seus clãs não se igualam em número à tribo de Judá.
28 Eles viviam em Berseba, Moladá, Hazar-Sual,
29 Bila, Azém, Tolade,
30 Betuel, Hormá, Ziclague,
31 Bete-Marcabote, Hazar-Susim, Bete-Biri e Saaraim. Essas foram as suas cidades até o reinado de Davi.
32 Tinham também as cinco cidades de Etã, Aim, Rimom, Toquém e Asã,
33 com todos os povoados ao redor delas até Baalate. Nessas cidades viviam e mantinham um registro genealógico.
34 Mesobabe, Janleque, Josa - filho de Amazias -,
35 Joel, Jeú - filho de Josibias, neto de Seraías e bisneto de Asiel -;
36 também Elioenai, Jaacobá, Jesoaías, Asaías, Adiel, Jesimiel, Benaia
37 e Ziza - filho de Sifi, neto de Alom, bisneto de Jedaías, trineto de Sinri
e tetraneto de Semaías.
38 Essa é a lista dos líderes dos seus clãs. Suas famílias cresceram muito
39 e, por isso, foram para os arredores de Gedor, a leste do vale, em busca de pastagens para os seus rebanhos.
40 Encontraram muitas pastagens boas, numa região vasta, pacífica e tranquila, onde alguns camitas tinham vivido anteriormente.
41 Durante o reinado de Ezequias, rei de Judá, esses homens aqui alistados chegaram e atacaram os camitas e os meunitas da região e os destruíram totalmente, como até hoje se pode ver. Depois ocuparam o lugar daqueles povos, pois havia pastagens para os seus rebanhos.
42 E quinhentos desses simeonitas, liderados por Pelatias, Nearias, Refaías e Uziel, filhos de Isi, invadiram as colinas de Seir.
43 Eles mataram o restante dos amalequitas que tinha escapado, e ali vivem até hoje.

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1 Crônicas 5

A descendência de Rúben

1 Estes são os filhos de Rúben, o filho mais velho de Israel. (De fato ele era o mais velho, mas, por ter desonrado o leito de seu pai, seus direitos de filho mais velho foram dados aos filhos de José, filho de Israel, de modo que não foi alistado nos registros genealógicos como o primeiro filho.
2 Embora Judá tenha sido o mais poderoso de seus irmãos e dele tenha vindo um líder, os direitos de filho mais velho foram dados a José.)
3 Os filhos de Rúben, filho mais velho de Israel, foram: Enoque, Palu, Hezrom e Carmi.
4 Estes foram os descendentes de Joel: Seu filho Semaías, pai de Gogue, que foi o pai de Simei,5 pai de Mica, que foi o pai de Reaías, pai de Baal,
6 que foi o pai de Beera, a quem Tiglate-Pileser, rei da Assíria, levou para o exílio. Beera era um líder da tribo de Rúben.
7 Estes foram os parentes dele, de acordo com seus clãs, alistados conforme seus registros genealógicos: Jeiel, o chefe, Zacarias
8 e Belá, filho de Azaz, neto de Sema e bisneto de Joel. Eles foram viver na região que vai desde Aroer até o monte Nebo e Baal-Meom.
9 A leste ocuparam a terra que vai até o deserto que se estende na direção do rio Eufrates, pois seus rebanhos tinham aumentado muito em Gileade.
10 Durante o reinado de Saul eles entraram em guerra contra os hagarenos e os derrotaram, passando a ocupar o acampamento deles por toda a região a leste de Gileade.

A descendência de Gad

11 Ao lado da tribo de Rúben ficou a tribo de Gade, desde a região de Basã até Salcá.
12 Joel foi o primeiro chefe de clãs em Basã; Safã, o segundo; os outros foram Janai e Safate.
13 Estes foram os parentes deles, por famílias: Micael, Mesulão, Seba, Jorai, Jacã, Zia e Héber. Eram sete ao todo.
14 Eles eram descendentes de Abiail, filho de Huri, neto de Jaroa, bisneto de Gileade e trineto de Micael, que foi filho de Jesisai, neto de Jado e bisneto de Buz.
15 Aí, filho de Abdiel e neto de Guni, foi o chefe dessas famílias.
16 A tribo de Gade habitou em Gileade, em Basã e seus povoados, e em toda a extensão das terras de pastagem de Sarom.
17 Todos esses entraram nos registros genealógicos durante os reinados de Jotão, rei de Judá, e de Jeroboão, rei de Israel.
18 As tribos de Rúben e Gade e a metade da tribo de Manassés tinham juntas quarenta e quatro mil e setecentos e sessenta homens de combate, capazes de empunhar escudo e espada, de usar o arco e treinados para a guerra.
19 Eles entraram em guerra contra os hagarenos e seus aliados Jetur, Nafis e Nodabe.
20 Durante a batalha clamaram a Deus, que os ajudou, entregando os hagarenos e todos os seus aliados nas suas mãos. Deus os atendeu, porque confiaram nele.
21 Tomaram dos hagarenos o rebanho de cinquenta mil camelos, duzentas e cinquenta mil ovelhas e dois mil jumentos. Também fizeram cem mil prisioneiros.
22 E muitos foram os inimigos mortos, pois a batalha era de Deus. Eles ocuparam aquela terra até a época do exílio.

A meia-tribo de Manassés

23 A metade da tribo de Manassés era numerosa e se estabeleceu na região que vai de Basã a Baal-Hermom, isto é, até Senir, o monte Hermom.
24 Estes eram os chefes das famílias dessa tribo: Éfer, Isi, Eliel, Azriel, Jeremias, Hodavias e Jadiel. Eram soldados valentes, homens famosos e chefes das famílias.
25 Mas foram infiéis para com o Deus dos seus antepassados e se prostituíram, seguindo os deuses dos povos que Deus tinha destruído diante deles.
26 Por isso o Deus de Israel incitou Pul, que é Tiglate-Pileser, rei da Assíria, a levar as tribos de Rúben e de Gade e a metade da tribo de Manassés para Hala, Habor, Hara e para o rio Gozã, onde estão até hoje.

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