Cronica Escolas Gaiolas Escolas Asas Rubem Alves

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⁠A liberdade que tanto dizem existir...

O criador de pássaros prende os seus em gaiolas, então o criador sente sua gaiola e sabe que o pássaro é somente um pouco menos livre que o seu criador, mas são duas liberdades e dois paradoxos de liberdades diferentes, os indivíduos amam falar de liberdade, eles nunca viram a liberdade, eles nunca tocaram na liberdade, eles não sabem o cheiro da liberdade, distantes dela afastam-se mais e mais, confusos e tortos para dentro pq não conseguem superar tal paradoxo.

Inserida por Bruno_S_Barbosa

SONS SEM GAIOLAS

Ali, naquele galho retorcido
Repousam pássaros
Em ninhos ornamentados
Pequenas flautas com asas
Por si, são embelezados
Pelo torpor da existência
Ali, átrios e ventrículos se contorcem
O som tem insônia
O eco toca campainhas em hiatos
Sem perturbar nenhum átomo
E, a melodia mais bonita, foi cantada
Com saudade
Se conseguir ouvir
Diga-me que SIMbemol
Um par de asas
Um par de orelhas
Batem com muita fugacidade
Para ouvir a tua voz
O teu sorriso é um piano completo
Cada tecla me desafina
Me retoca o batom
Sei que meu pássaro logo passará
Esteja isento de ingressos
Ingressa-te livremente
No paraíso dos meus sons
Onde não há serpente
Nem maçãs
Só há pássaros vermelhos
Que passam nos meus lábios
E entram em espelhos
Espanto os corvos bons
Não me deixe em pausas
Contorça-me em teus tons

Inserida por FabricioHundou

Gaiolas :Doces Prisões

Redomas de madeira e ferro, que trazem beleza pelo que não representam...
Emblemáticas , as doces prisões, abrem as portas para o infinito...
Grades por onde brincam os ventos da liberdade...
e filtram as luzes do alvorecer...
Salas vazias, de vida, de tristes gojeios
lembranças de liberdade
doces prisões!

Inserida por LucieteValente

⁠"Na aceitação cega das certezas da vida, construímos gaiolas ao redor de nossa essência, transformando-nos em meras sombras da grandiosa complexidade que a vida oferece. Libertemo-nos, desafiemos as supostas verdades e, ao adentrar a vastidão das possibilidades, confrontemos não apenas a beleza, mas também a assustadora incerteza. Pois é na busca incessante pela verdade que mergulhamos nas profundezas da nossa existência, explorando as intricadas possibilidades que compõem a essência humana. Nesta jornada interminável, encontramos a razão de tantas incertezas, descobrindo que a verdadeira essência da vida reside na corajosa aceitação de que a realidade é simplesmente nossa própria construção.”

(@marcellodesouza_oficial)

Inserida por marcellodesouza

⁠Pão de cada dia

Os bichos estão à solta,
e as gaiolas estão sem seus pássaros feridos

A ferida não está morta
E a morte nos manda seu cupido

A viola não noa só,
E a solidão também dá seu nó!

O fruto da amêndoa é doce
E o sal da terra nos pede exumação!

Semear o que já nasce com grão
Pra dividirmos o pão de cada dia

Inserida por vmrima

⁠A verdade mesmo é que não me encaixo,
Sou pássaro livre,
Incontido,
Quebrei todas as gaiolas que dos que acham que me prendem,
Meu canto é livre,
Meu vôo, nunca baixo,
Gosto de cada traço,
Gosto do exagero,
Do Caos,
Sou a última gota,
Também sou o balde que transborda,
Prefiro o sentimento que me corta,
Do que o copo vazio,
Pobre e sem vida que discorda,
Não tenho limites,
Existe régua pra medir o Universo?
Então, porque preciso ser o inverso?
Por isso falo o que penso,
Choro,
Grito,
Gargalho,
Gemido alto, nada escondido,
Sou uma força da natureza,
Energia,
Pura,
A cura...
Para esse mundo de lamentos e mentiras,
Vivo ao inverso desse mundo,
Vivo o puro e profundo,
E é isso que tenho atraído no mundo.
Sem medo.
Esse é meu segredo.
Super Bonder preparado,
Para cara e coração quebrados,
Quando precisar,
Mas,
Me jogo,
Logo.
De cabeça,
Sem titubear,
Aprendi a ser meu próprio lar.

Inserida por LeticiaDelRio1987

⁠Liberdade a pedir e nada poder!

Da liberdade tão afastadas:
Esmeraldas em fortes gaiolas;
Zebras em jaulas pintadas;
Caixas com caladas violas;
Atrás de grades, mãos atadas
E coelhos em apertadas cartolas...
Querer voar, cantar, ter ou ser,
Querer sorrir, pedir, e nada poder!

Pequena ou grande liberdade,
Pesada ou leve solidão?
Agitado carrossel é calamidade,
Sossegado passeio é servidão.
Do desapego à saudade,
Entre devaneio e razão,
Qual o sabor da plenitude?
Doce deserto ou multidão rude?

Que venturas quereis colorir
Do que não se vê ou espera?
Cego que tudo vê florir,
Que do Inverno vê Primavera,
Que à liberdade pode sorrir,
É, qual sol sorri à quimera,
Partida para uma viagem
De branca tela e bagagem!

Inserida por luismateus

⁠ATÉ AMANHÃ CAMARADA NOITE

Preso, que nem animais de circos
Em gaiolas sem horizontes
De ferros que cortam de tão frios
Que regelam corpos e mãos
Como águas gélidas das fontes
E matam de fome nos montes
O poeta eremita dos chãos.
Um dia, ele vai quebrar as correntes
Do mal da maldita união
Em que o afundaram na ilusão
De vidas coloridas, tão diferentes.
E quando as grades estalarem
Por força do seu querer,
As águas da revolta soltarem
Os gritos do seu sofrer
Ele vai querer dizer à noite
Do seu acoite:
Até já,
Até amanhã,
Camarada noite!

(Carlos De Castro, in Outeiro de Pena, 23-06-2022)

Inserida por CarlosVieiraDeCastro

Melhoramento Pessoal Anterior

Pássaros criados em gaiolas acreditam que voar é uma enfermidade, permeando entre o exalar de uma melhor resposta, melhoro o meu pensar.
⁠Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém, se permitirmos que nossos pensamentos surjam e se dissolvam por si mesmos, eles passarão por nossa mente como um pássaro voa pelo céu, sem deixar vestígios.

Inserida por samuelfortes

“Tenho sempre comigo o meu caderno. Meu caderno é a minha 'gaiola de prender ideias'. Porque as ideias são entidades fugidias, pássaros. Elas vêm de repente e desaparecem tão misteriosamente como chegaram. Não se pode confiar na memória. Se as ideias não forem presas com palavras escritas no papel, elas serão esquecidas”.

(em "Na companhia de Rubem Alves: livro de anotações para mulheres". Editora
Best Seller ltda, 2010.)

A navegação da casa

Detenho-me diante de uma lareira e olho o fogo. É gordo e vermelho, como nas pinturas antigas; remexo as brasas com o ferro, baixo a tampa de metal e então ele chia com mais força, estala, raiveja, grunhe. Abro: mais intensos clarões lambem o grande quarto e a grande cômoda velha parece regojizar-se ao receber a luz desse honesto fogo. Há chamas douradas, pinceladas de azuis, brasas rubras e outras cor-de-rosa, numa delicadeza de guache. Lá no alto, todas as minhas chaminés devem estar fumegando com seus penachos brancos na noite escura; não é a lenha do fogo, é toda a minha fragata velha que estala de popa a proa, e vai partir no mar de chuva. Dentro, leva cálidos corações

O cajueiro

O cajueiro já devia ser velho quando nasci. Ele vive nas mais antigas recordações de minha infância: belo, imenso, no alto do morro, atrás de casa. Agora vem uma carta dizendo que ele caiu.

Eu me lembro do outro cajueiro que era menor, e morreu há muito mais tempo. Eu me lembro dos pés de pinha, do cajá-manga, da grande touceira de espadas-de-são-jorge (que nós chamávamos simplesmente “tala”) e da alta saboneteira que era nossa alegria e a cobiça de toda a meninada do bairro porque fornecia centenas de bolas pretas para o jogo de gude. Lembro-me da tamareira, e de tantos arbustos e folhagens coloridas, lembro-me da parreira que cobria o caramanchão, e dos canteiros de flores humildes, “beijos”, violetas. Tudo sumira; mas o grande pé de fruta-pão ao lado de casa e o imenso cajueiro lá no alto eram como árvores sagradas protegendo a família. Cada menino que ia crescendo ia aprendendo o jeito de seu tronco, a cica de seu fruto, o lugar melhor para apoiar o pé e subir pelo cajueiro acima, ver de lá o telhado das casas do outro lado e os morros além, sentir o leve balanceio na brisa da tarde.

No último verão ainda o vi; estava como sempre carregado de frutos amarelos, trêmulo de sanhaços. Chovera; mas assim mesmo fiz questão de que Carybé subisse o morro para vê-lo de perto, como quem apresenta a um amigo de outras terras um parente muito querido.

A carta de minha irmã mais moça diz que ele caiu numa tarde de ventania, num fragor tremendo pela ribanceira; e caiu meio de lado, como se não quisesse quebrar o telhado de nossa velha casa. Diz que passou o dia abatida, pensando em nossa mãe, em nosso pai, em nossos irmãos que já morreram. Diz que seus filhos pequenos se assustaram; mas depois foram brincar nos galhos tombados.

Foi agora, em setembro. Estava carregado de flores.

Eu considerei a glória de um pavão ostentando o esplendor de suas cores; é um luxo imperial. Mas andei lendo livros, e descobri que aquelas cores todas não existem na pena do pavão. Não há pigmentos. O que há são minúsculas bolhas d’água em que a luz se fragmenta, como em um prisma. O pavão é um arco-íris de plumas.

Eu considerei que este é o luxo do grande artista, atingir o máximo de matizes com o mínimo de elementos. De água e luz ele faz seu esplendor; seu grande mistério é a simplicidade.

O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros (qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com que a pomba come seu grão de milho.
Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das pombas e também o lance magnífico em que o gavião se despenca sobre uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-Exupéry, “a verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar com um belo tiro pode também ser a verdade do caçador.

Inserida por Filigranas

A cada novo passo, um degrau a mais nessa escada que o fim pode ser daqui a alguns segundos, minutos, horas, meses, até mesmo anos...

O que me agrada é acreditar não apenas teoricamente, mas perceber na ptrática que essa evolução da alma me agrega a cada dia novos valores que ontem eu jamais imaginava adquirir.

A estrada é longa os tropeços sempre são necessários, afinal são nos momentos de crise (seja ela econômica, política ou existencial) que mais se fortalecem as nações o sistema ou o indivíduo.

Olhar para trás e não cometer os mesmos erros nos permite ver que sim, o passado não deve ser esquecido, mas sim interpretado de forma a questionar os acontecimentos presentes, buscando formular um futuro sonhado, afinal o que seria de nós se não houvesse os sonhos.

Concomitante a essa reflexão admiro cada vez mais esse sentimento que coabita dentro de mim e que me fornece energia pra superar as forças mais adversas, todo desejo de mudança, compreensão e transcedência que há na essência do meu ser. A este sentimento denomino Amor Próprio.*

Por isso, vivo com a perspectiva de plantar sempre o meu melhor.

Já os frutos o destino decidirá...

"Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza." - Alan Kardec

*Quando me remeto a esse sentimento, cito a força superior, pois é graças a Deus que possuo tal sentimento.

Inserida por Rubin-ho

*Ciumenta? -> sim! e dae?
*Criança? -> eternamente assim...
*Mulher? -> quando necessário!
*Chorona? -> pq palavras tbm maxucam! *Sincera? -> gosto de falar na cara + tem vezes q eh melhor guardar!
*Confusa? -> pq ainda não sei u que eh melhor p mim...
*Ingênua? -> mas não burra...
*Simpátika?-> se não acha eh pq nunca mereceu minha simpática!
*Alegre? -> tem que rir pra não chora! *Debochada?-> jura que tu nunca rio de mim tbm?
*Chata? -> ah ta...tu é 100% legal neh? *Irônika? -> quem eu?? teh parece... *Amiga? -> soh de quem merece este privilégio!
*Romântica?-> ja achei meu principe encantado!
*Tagarela? -> se tenho o dom da fala...deve ser pra usá-lo neh...
*Vaidosa? -> pq eu me amu...
*Carinhosa?-> mas faça pra merecer meu carinho...
*Única? -> pq nem o xerox consegue sair idêntico...
*Feliz? -> pq o cara lah d cima me deu o dom de Viver!!!

Teu olhar...

Se eu pudesse resumir a vida
Tão bela como ela é, eu resumiria
Você por ser uma linda mulher

Tu és a própria poesia
Nas entranhas do amor
Um ícone eternizado
Nos braços de um sonhador

Ah ! A tua voz o teu olhar
A tua própria existência,
E quando sorri, ai Jesus,
Meu coração quase arrebenta.

Dia internacional das mulheres...

Mulher - Rainha.
Mulher - Princesa.
Mulher - Dengosa.
Mulher - Carinhosa.
Mulher - Mãe.
Mulher - Guerreira.
Mulher - Mulher.
Quero parabenizar a estas divas,
Não apenas nesta data especificamente, mas em cada
amanhecer, em cada pôr do sol,
Nos dias de chuva, ou não;
Tamos juntos, guerreiras, bjs deste admirador que lhes adora.

O Amor

O amor nao eh palavra tola
Que se diz sem pensar
Sao estranhos sentimentos
Que se sente sem falar
O amor as vezes passa
Sem que o passa perceber
O amor eh tao sem sentido
Que quem sente faz
coisas sem saber
O amor nao tem horas para chegar
As vezes chega tarde
Quando já nao há espaço pra entar
O amor nao sobe de fronteira
De estrada ou de lugar
ao medi conseqüencias
Nao tem hora para amar
Perdido entre pessoas
Dá razao ao sorriso ou ao seu chorar
O amor esquece de provacoes
Tudo ele pode perdoar
Permite reconciliacoes
E dá chances para recomeçar
O amor nao vê limites
Dá o pode de si,e,oferece sem nada esperar....

Dois caminhos que se cruzam!


Sob todos os aspectos a vida é uma reflexão!
Uma reflexão que nos leva a pensar e analisar os caminhos que temos que percorrer, quando nossas necessidades gritam dentro de nós esperando uma resposta, procurando uma saída, desejando uma decisão.
Por todos os lados existem diversos tipos de armadilhas esperando que os incautos sejam pegos desprevenidos e sofram todo tipo de conseqüências. A diversidade de acontecimentos e a multiplicidades de escolhas ao invés de ajudar, muitas vezes joga o homem para dentro de outro conflito: a dúvida e a incerteza da escolha pela melhor decisão.
Refletir sobre os fatos, analisar a situação, não se deixar levar pelos impulsos, conter as emoções e os sentimentos imediatos, são situações que demandam grande esforço e energia vital para qualquer pessoa. Talvez por causa desta situação extremamente desgastante, muitas pessoas tomam a primeira decisão que aparentemente parece ser a mais acertada: neste caso, a decepção é um acontecimento comum, porque sem refletir, a opção revelada poderá não ser a melhor!
Se você não fizer a escolha certa poderá adotar uma medida que não satisfaça as suas reais necessidades, e quando uma necessidade não é plenamente suprida sempre irá requerer que mais força e energia de vida sejam empregadas na busca para a solução acertada.
Ainda que você tenha certeza que precisa tomar uma decisão urgente, ao menos por um momento, é preciso dar tranqüilidade à mente e ao coração para decidir-se pela melhor saída.
Você precisa compreender que toda decisão, toda escolha e definição é uma espécie de conflito, de pensamentos diversificados e sentimentos contraditórios que se chocam e se contradizem rápida e fortemente, mas tão passageiros quanto é a sua manifestação. Definir de maneira clara e reter o melhor sentimento nem sempre é uma escolha tão fácil, porque existe sempre uma outra possibilidade. Então, encurtar o caminho è a solução?
Desde a nossa concepção somos levados a refletir sobre as diversidades e múltiplas escolhas da vida, considerando para isto, que dentre os milhões de espermatozóides que disputavam apenas um óvulo tanto um como outro confrontavam as inúmeras possibilidades, mas apenas um deles conseguiu atingir a meta de concretizar o propósito e tornar real o objetivo da existência. Os outros apenas fizeram parte do momento, mas não puderam existir, porque somente na definição e clareza de propósitos é possível realizar algo, construir uma realidade.
Você é capaz enxergar muito longe, de sentir tudo o que o coração é capaz de suportar, os seus pensamentos levam seu espírito para lugares que jamais seu corpo poderá percorrer e fará com que seus pensamentos entrem num estado de devaneio pelas inúmeras idéias e sensações que percorrerão teu ser até as profundezas da alma, mas isto não é a solução, é apenas um caminho que aponta para uma direção. Se você não decidir de que forma fazer e como fazer isto poderá se tornar uma prisão e uma armadilha sem saída. Todo caminho está traçado em você mesmo!