Coleção pessoal de Moapoesias

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Penso em ti
A estrela em que te vejo
brilhará eternamente
Nada é passado
És sempre presente.

Para a ternura materna
Acendo uma vela
A chama me queima,
Viveu por mim
Morreria por ela.

Me deito em véus
De insônias estrelares
Penso em ti
Brilhas no céu,
Mas te queria aqui.

Moacir Luis Araldi

Atrás da porta
O vento tocou-me suavemente
E disse-me sem pestanejar
Sou moldável conforme convier
E me transformo em que você quiser.

Posso ser o abraço que conforta
O sorriso que ilumina o olhar
A surpresa aguardando atrás da porta
A espera desejada que veio para ficar.

Posso ser a ternura a te envolver
O entardecer de um dia de calor
Posso ser o caminho a percorrer
Ou um lindo hino de louvor.

Posso ser um sonho de amor
Não duvides de mim.
Só não me peças para ser a dor
Não foi para isso que vim

Moacir Luis Araldi

Dia de fazer sonhos
Hoje é dia de fazer sonhos
De iluminar a estrada
De sorrir descontraído
De não se estressar com nada.

Cada um faz o seu sonho
E reúne todos ou alguns
Numa utopia incomum
Um sonha por todos
E todos sonham por um.

Moacir Luis Araldi

Inocência
Deixe-me calado,
Hoje estou assim:
Sinto a chuva
E me basta.

Deixe-me quieto.
Banhar-se como criança -
Nas lembranças -
Faz bem.

A inocência floresce
Nas ilusões bonitas
Que a vida matou.

A tristeza passa
Como passa o tempo.
Deixe...
O que guardamos em nós
Quando fechamos os olhos
Podemos até ver.

Sensações que
Dizem ou nada dizem,
Deixe...
Basta-me o viver.

Moacir Luis Araldi

Feliz
Feliz de quem nunca desapaixona.
De quem não desiste de sonhar,
E não fecha toda a força do amor em outro amor.
Que ama, mas tem espaço para mais amar.

Feliz de quem divide o que sente,
Sem temer a felicidade
Sabe viver alegremente.

Feliz é quem compõe a valsa
E a executa com doçura
Tirando a vida para dançar.

Moacir Luis Araldi

Horizontes
Que a noite
Traga sonhos
e a rima durma
Macia e suave.

Pois a poesia distante
Cria caminhos
e a madrugada que os implante.

E que amanhã o sol
Desarrume tudo o que foi escrito
E provoque outras reflexões.

E que nos dedos cruzados
A cruz da dúvida floresça,
Sem preocupações demasiadas.

Sempre haverá o entardecer
Criando pontes
Fazendo renascer os horizontes.

Moacir Luis Araldi

E por amor
Me conta uma história de amor,
Mas por favor, não fale do final.
Todos os finais são tristes
E hoje não quero ficar mal.

Deixe subentendido
Tudo o que fizer o amor
Adquirir outro sentido,
Tudo o que possa parecer dor.

Fale da felicidade
Que fez duas almas sorrirem
Não suponha que a saudade
Gritou depois ao partirem.

Que seja digna de morrer
De voar sem asas
De fazer tudo ascender
De todo carvão brilhar em brasa.

Me conte uma doce história
Quero dormir ouvindo
Talvez fique na memória
Eu eu possa acordar sorrindo.

Moacir Luis Araldi

Píer
Deslizo nas contradições
De um píer falso
Sobre o olhar.

Tentações?
Pedaço de céu?
Alcançáveis?

Existência fatídicas
Imponderáveis
Brilhos sem vida.

Moacir Luis Araldi

Plenilúnio
A lua adormecia
Solitária, bela,
Inspiradora.

Admiro-a,
Sem nada dizer.
Não posso toca-la,
Embora um duto
Liga-me a seu coração.

Mágico sonho
Ela me ouve
E me chama.

Quero abraça-la,
Mas o cheiro de café
Chama o novo dia.

Moacir Luis Araldi

Eterno
Se o céu me for dado
Minha alma
Apreciará do alto,
Sem castiçais dourado,
Mistérios vivos
De algum vale encantado.

Moacir Luis Araldi

O tempo...
É sábio respeitá-lo.
Sigamos,
Domando as horas
Com olhos no coração.

Moacir Luis Araldi

Frutas de ódio
No chão silenciam estrelas
Aquelas que fizeram parte dos sonhos.
Tem convivências que matam amores
Criam sentimentos antagônicos e sólidos
Espalham infindáveis sementes
Que produzem frutas de ódio.

Moacir Luis Araldi

Ansiedades
Olhos sem brilhos
Não são olhos de enxergar.
Sorrisos sem alma
Não são de alegria.
Sonhos com ansiedades
Não são sonhos;
São saudades.

Moacir Luis Araldi

Ao poeta cabe
Despir a lua.
Aos amantes cabe
Despirem-se.

Moacir Luis Araldi

Sumindo
Disse, apressada
Que estava indo.
Eu vindo
Lados opostos,
No horizonte,
De nós
Sumindo.

Moacir Luis Araldi

Insalubridades
É preciso a força da natureza
Para enfrentar tempestades
Paisagens de incertezas
Águas amargas de insalubridades
Pensamentos em correntezas
Sacudindo as extremidades.

Moacir Luis Araldi

Do meu primeiro amor,
Platônico, por assim dizer,
Eu gostava mais da saudade
Ou dos olhos,
Ao certo não lembro.

Moacir Luis Araldi

O dormir dos sonhos
Foi a última tarde
E depois
O inverno chegou.
Foi de sol meio ofuscado
Olhar embaçado
A sombra foi sumindo
Acomodando-se em baixo dos pés
Distante um vento zunindo.
A tarde fez-se pássaro alado
O manto escuro veio gelado
E pôs os sonhos para dormir

Moacir Luis Araldi

Basta
Basta uma nota
E pode virar música.
Bastam alguns versos
E pode virar poema.
Basta a distância
E vira saudade.
Bastava um beijo
E talvez, vire amor.
Basta um adeus
E vira história.

Moacir Luis Araldi

Espere amanhecer
A noite não foi feita para partir,
Sente-se na varanda
Prove o vinho
Enquanto trocamos alguns carinhos.

Não vá agora, espere amanhecer
Talvez a noite te convença a ficar,
Mas se assim não for
Vá de dia
A noite não foi feita para se despedir.

Moacir Luis Araldi