Citações
O ensino fundamental, pra mim, era como a fase entre o girino e o sapo -- acho que podemos dizer que é um período de transformações grotescas.
Se você se sentiu ofendida em algum momento, peço desculpas, mas não acho que não eu quem acusou, foi a sua própria consciência.
Outro dia ouvi alguém dizendo que estar só é um caminho, um chamado para voltar para si. Acho que é isso, sabe? Não precisa ser sofrimento, nem castigo, nem fracasso amoroso. Solidão também é território fértil. É quando, sem testemunhas, você aprende a cuidar de si com a mesma ternura que tantas vezes reservou para os outros.
A gente passa tanto tempo buscando por companhia que esquece o quanto pode transbordar sozinho. Ir ao cinema, caminhar numa praça, viajar, cozinhar para si mesmo, fazer um café forte e tomar de olhos fechados, celebrando cada cicatriz, cada tombo, cada queda que fez a gente voar. A gente esquece que é possível ser e existir para além da pressa de ter um amor.
Talvez a solidão assuste mais quem ainda não aprendeu a se olhar no espelho com ternura. Porque voltar para si é difícil. Dá medo. Não é fácil se despir das distrações. Mas quem não aprende a se fazer companhia corre o risco de aceitar qualquer presença pela simples angústia de não saber estar só. E ninguém merece ser metade de si apenas para não ser inteiro sozinho. A carência demanda uma urgência que traz sérias consequências.
Por isso, que você aprenda, enfim, a se habitar. Que ocupe os seus espaços sem vergonha, que sinta orgulho das suas escolhas, que descubra o que te move, o que te paralisa, o que te faz vibrar. Que você tenha paz.
Epaciência. Que a sua solidão seja um reencontro, uma liberdade.
E quando (e se) alguém chegar, que chegue para caminhar ao seu lado, não para tapar buracos ou preencher vazios. Você só precisa aprender a se bastar, para que, quando escolher pousar em um ninho, seja através das asas do amor, e não pelas correntes da carência. Edgard Abbehusen l
Eu acho que quando um filme capta a imaginação, ele gera novos cineastas.
Eu não acho que faço filmes políticos. Filme político se faz na prefeitura.
Jantar já tá na mesa, reza
Só de sentir o aroma veio o retrogosto dela
Acho que nesse molho tem fio de cabelo dela
É que eu te acho um tanto superestimado
Cê é sem graça e tem gosto só acompanhado
Na sua boca, eu me perco,
no seu olhar, me acho inteiro,
no teu toque, o amor desperta,
como a semente que a terra liberta.
Seu abraço me acalma a alma,
seu sorriso, doce abrigo,
quando chega, tudo acalma,
e até o silêncioécontigo.
Acho que a vida é sobre ser ousado em certas coisas — e comedido em outras. É sobre amar, fazer bons amigos, e aproveitar cada momento.
Nunca chamei ninguém de seu, senhor ou dona. Não acho que usar o mesmo título para todo mundo soa como respeito, parece mais é falta de criatividade. Penso assim: se quer ser chamada de dona, já registra logo no cartório.
Eu acho tão bonito quando a gente se entrega, a fazer uma coisa que a gente gosta, né?
Acho que tu escreves porque há uma incompletude que persiste em nos rodear. Uma incompletude que precisa ser um pouco menos incompleta.
Condenados a se evitar, destinados a se encontrar.
Acho que nossos encontros não deveriam acontecer...
É como se o destino sussurrasse, com voz firme e misteriosa:
"Vocês não podem se encontrar.
Não foram feitos para se cruzar..."
Somos como o Sol e a Lua — tão intensos, tão opostos —
e, ainda assim, tão conectados pelo mesmo céu.
Mas a minha alma responde, com esperança e ousadia:
"Para isso, existe o eclipse."
E então me vem a lembrança...
O eclipse é raro, é breve, é mágico.
Não acontece todos os dias.
Mas quando acontece…
o universo inteiro para pra ver.
Eu acho que aquela frase cabeça vazia oficina do cão, não fala de marginais que matam outras pessoas,essas vão pro céu, falam das pessoas que pensam e mesmo assim fazem mal, por que o dinheiro deu a sua mente tempo livre, sua mente não pode ser guiada pelo nada, tem que ser guiada por Deus, por bons pensamentos, mas tem gente que não tem paz interior para isso.
“As pessoas acham que estar sozinho te faz solitário, mas eu não acho que isso seja verdade. Estar rodeado de pessoas falsas é a coisa mais solitária do mundo.”
Acho que estou bem como estou.
Estou em uma rotina... agradável?!
Tenho trabalho de segunda a sábado
e dois domingos por mês.
Dois dias de plantão por semana —
quatorze horas em cada.
Nos outros quatro,
entro às sete e saio às três e vinte.
Não é um horário ruim.
Tenho um novo hobbie:
escrever sobre a minha dor.
Sobre experiências que me quebram em silêncio.
Contos de fadas que vivem na minha cabeça.
Histórias românticas.
Feitos heroicos.
Coisas boas…
que nunca aconteceriam comigo.
Cheguei nessa conclusão
mais pelo que me tornei
do que pelo que já fui.
Tenho me interessado por ciências:
biologia, química, física e astronomia.
Mas às vezes acho
que esse excesso de interesse
é só a forma que encontrei
pra não encarar a falta.
Algum outro?
Sim, eu tenho.
Jogar.
Só um grupo seleto de jogos.
RPGs, na maioria.
Tenho também...
Tenho feito o quê mesmo?
Acho que só isso.
Podem pensar que é bastante...
Mas, no geral,
eu apenas vivo.
Sigo empurrando.
Empurrando meus desejos mais intensos
pra baixo do tapete.
Apesar disso...
acho que estou bem.
Ou talvez nunca estive.
E por isso, talvez,
eu nem saiba o que é
estar bem.
Eu acho que todo mundo tem alguém que foi um furacão na alma: intenso demais pra ser só aquela amizade, que marcou como tatuagem; complicado demais pra virar amor, e inesquecível demais pra ser apenas uma lembrança. Uma presença que não se encaixa em rótulos, mas que vive eternamente entre o que foi e o que nunca teve coragem de ser. Alguém que ficou entre os silêncios de milhares de pensamentos, nos olhares não ditos, no quase que nunca virou 'nós'… mas que nunca saiu da memória.
Eu me acho.
Enquanto me perdia, se me perco noite, acho-me no dia.
Acendo o tempo, senão o tempo me apagaria.
A vida um caminho fino de passagens grossas, olhos congelados, vistas turvas.
A claridade, me escurece, desdenha-me da sabedoria.
Suga-me os rasos pingos d'água dos olhos, já não me resta nada.
Perdia-me, e quantas vezes me perdi.
Achavam-me e quantas vezes não achava-me.
Diz o ditado dos outros, não os meus:- Um homem se perde enquanto a luz, uma mulher se encontra enquanto existe a madrugada, não há hora no mundo falada que lhe mostre em que momento se perderá na estrada.
A vida é se encontrar estando em pedaços perdidos por lá, onde o mundo não lhe dá morada.
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