Citações
O quanto querer esquecer alguém te faz realmente esquecer?
Acho que nada. Tem coisas que precisamos viver, entender, para dar sequência na vida, talvez não se viva o amor, paixão, mas precisa-se viver a saudade, a dor de não ter quem tanto se quer ao teu lado, são todos esses apertos no coração que nos da o caminho de volta para a liberdade de viver novos sentimentos, sem precisar ficar voltando no passado. É isso. Sofre minha filha. Sofre pra isso ter um fim.
Não curto sentir saudades, acho massacrante e muito chato. Essa coisa de não poder sentir alguém, me tira o bom humor. Eu posso ligar e ouvir a voz, posso mandar sms, que é muito gostoso também, mas nada melhor que sentir a temperatura do corpo, sentir os braços se entrelaçando em você. É, não curto mesmo!
Às vezes acho que sou um caos ambulante com um coração que só queria fazer o bem. Quero ajudar as pessoas, mudar o mundo, fazer a diferença… mas aí lembro que o mundo é cheio de gente ingrata, interesseira, que só aparece quando precisa. E mesmo assim, por algum motivo, eu continuo tentando.
Tem dias que tudo o que eu queria era sumir pra uma ilha, longe de cobranças, de olhares julgadores, de obrigações que nem são minhas. Só eu, o mar, um solzinho e ninguém pra dizer o que eu tenho que ser. Porque no fundo, tudo que eu queria era ser eu mesma, do meu jeito, no meu tempo.
E sabe o que percebi? Que eu posso. Ser eu mesma não é o problema — o problema é o mundo que tenta fazer a gente esquecer quem é. Mas tô cansada de me encaixar, de agradar, de me anular.
Minha vida pode parecer bagunçada, mas é real. E mesmo que eu viva entre surtos e sonhos, ainda acredito que dá pra ser eu e fazer a diferença. Nem que seja só um pouquinho. Nem que seja só por hoje.
Nos traços do teu sorriso sapeca,
eu me perco, me acho, me refaço.
Tua presença é brisa que me seca
as lágrimas num simples abraço.
Teus olhos têm brilho de estrela,
que guia meu peito na escuridão.
Em ti encontrei o mundo inteiro,
nos versos calmos do teu coração.
És bagunça doce, minha rima torta,
aventura linda que o destino pintou.
Sapekinha, és minha vida e porta
pro amor mais sincero que já se formou.
Não acho que tenha nada de errado em desistir, mas mentir para si mesmo não é bom.
(Kafka Hibino)
Acho que me portei a contento, sem arroubos extraordinários, sem lances históricos e monumentais, mas com a dignidade que um ser humano precisa ter para se olhar no espelho sem levar susto.
acho que essa dor de quem perde a mãe quando criança faz da gente um tipo diferente de ser humano.
Acho que dizer “não gosto de ler” é o mesmo que dizer “não gosto de namorar”. É só porque aquela pessoa ainda não encontrou o parceiro certo. O livro certo. Esse não está lhe dando prazer? Passa para outro. Porque você vai encontrar um outro. E vai descobrir o barato que é.
O ensino fundamental, pra mim, era como a fase entre o girino e o sapo -- acho que podemos dizer que é um período de transformações grotescas.
Se você se sentiu ofendida em algum momento, peço desculpas, mas não acho que não eu quem acusou, foi a sua própria consciência.
Outro dia ouvi alguém dizendo que estar só é um caminho, um chamado para voltar para si. Acho que é isso, sabe? Não precisa ser sofrimento, nem castigo, nem fracasso amoroso. Solidão também é território fértil. É quando, sem testemunhas, você aprende a cuidar de si com a mesma ternura que tantas vezes reservou para os outros.
A gente passa tanto tempo buscando por companhia que esquece o quanto pode transbordar sozinho. Ir ao cinema, caminhar numa praça, viajar, cozinhar para si mesmo, fazer um café forte e tomar de olhos fechados, celebrando cada cicatriz, cada tombo, cada queda que fez a gente voar. A gente esquece que é possível ser e existir para além da pressa de ter um amor.
Talvez a solidão assuste mais quem ainda não aprendeu a se olhar no espelho com ternura. Porque voltar para si é difícil. Dá medo. Não é fácil se despir das distrações. Mas quem não aprende a se fazer companhia corre o risco de aceitar qualquer presença pela simples angústia de não saber estar só. E ninguém merece ser metade de si apenas para não ser inteiro sozinho. A carência demanda uma urgência que traz sérias consequências.
Por isso, que você aprenda, enfim, a se habitar. Que ocupe os seus espaços sem vergonha, que sinta orgulho das suas escolhas, que descubra o que te move, o que te paralisa, o que te faz vibrar. Que você tenha paz.
Epaciência. Que a sua solidão seja um reencontro, uma liberdade.
E quando (e se) alguém chegar, que chegue para caminhar ao seu lado, não para tapar buracos ou preencher vazios. Você só precisa aprender a se bastar, para que, quando escolher pousar em um ninho, seja através das asas do amor, e não pelas correntes da carência. Edgard Abbehusen l
Eu acho que quando um filme capta a imaginação, ele gera novos cineastas.
Eu não acho que faço filmes políticos. Filme político se faz na prefeitura.
