Cidadania e Qualidade de Vida

Cerca de 993 frases e pensamentos: Cidadania e Qualidade de Vida

⁠A classe dominante era constituída pelos senhores: a Constituição outorgada de 1824 denominava-os de "altos e poderosos". E eles eram assim altos e poderosos, senhores de terras e de escravos e de servos. A medida da riqueza estava no número de escravos e na extensão de terras possuídas"
A REPÚBLICA, pág. 14

Inserida por Acirdacruzcamargo

⁠Pela Constituição de 1824, os escravos não eram considerados brasileiros nem cidadãos; adiante, passaram a ser considerados brasileiros, quando aqui nascidos, mas nunca cidadãos. Nos amplos latifúndios, dispersava-se a classe dos servos, submetidos às condições feudais. Condições feudais que certa faixa da historiografia brasileira nega tenham existido aqui
A REPÚBLICA, pág. 14

Inserida por Acirdacruzcamargo

Liberal education é, para resumir, a educação da mente para os debates culturais e cívicos mediante a leitura meditada dos clássicos. Acabo de escrever esta palavra, 'clássicos', e já vejo que não sou compreendido. A falta de uma liberal education dá a esse termo a acepção estrita de obras literárias famosas e antigas, lidas por lazer ou obrigação escolar. Um clássico, no sentido de Adler, não é sempre uma obra de literatura: entre os clássicos há livros sobre eletricidade e fisiologia animal, os milagres de Cristo e a constituição romana: coisas que ninguém hoje leria por lazer e que geralmente são deixadas aos especialistas. Mas um clássico não é um livro para especialistas. É um livro que deu origem aos termos, conceitos e valores que usamos na vida diária e nos debates públicos. É um livro para o homem comum que pretenda ser o cidadão consciente de uma democracia. Clássicos são livros que criaram as noções de realidade e fantasia, senso comum e extravagância, razão e irrazão, liberdade e tirania, absoluto e relativo – as noções que usamos diariamente para expressar nossos pontos de vista. Só que, quando o fazemos sem uma educação liberal, limitamo-nos a repetir um script que não compreendemos. Nossas palavras não têm fundo, não refletem uma longa experiência humana nem um sólido senso de realidade, apenas a superfície verbal do momento, as ilusões de um vocabulário prêt-à-porter. A educação liberal consiste não somente em dar esses livros a ler, mas em ensinar a lê-los segundo uma técnica de compreensão e interpretação que começa com os eruditos greco-romanos e atravessa, como um fio condutor, toda a história da consciência ocidental.

Inserida por LEandRO_ALissON

A Educação é primordial.
É a Essência do ser Humano!
Educação é a Base de um povo, de uma Nação!
Sem a Educação, não existe caminhar para nenhum lugar e chegar ao Paço!
Não se chega a lugar nenhum!

Geilda Carvalho

Inserida por geilda_carvalho

Nós devemos procurar ser melhores pessoas todos os dias. Isso é que nos aproxima de Deus.

Inserida por lucinio_1101389

⁠"O poder sem propósito vira vício de poucos — a política com sentido é a travessia de muitos."

Inserida por yago_eisenberg

⁠"Falar de saúde mental num país onde milhões acordam sem saber se vão comer é, muitas vezes, um luxo de quem pode pagar pelo silêncio. A verdade é que não existe terapia eficaz onde o sofrimento é coletivo, estrutural e diário. Antes de um divã, o pobre precisa de um prato cheio, de um salário justo, de um lar seguro. O inconsciente não é alheio à desigualdade — ele grita, ele sangra, ele adoece junto com o corpo que a sociedade insiste em explorar. Psicologia que ignora isso não é ciência, é conivência."

Inserida por yago_eisenberg

⁠A mulher é um ser político.

Inserida por JacileneArruda

No meio de milhares de votos, a culpa é jogada em cima de quem votou, seja o candidato eleito ou não!

Um cidadao só é livre se a sua consciência é livre!

Inserida por PalavraMotriz

⁠Se eu não puder ajudar o meu aluno como professor, então que eu possa como ser humano.

Inserida por JANAINABELLE

⁠Cuidado com as ideologias...

...elas tendem ao sectarismo, à violência e à incoerência.

Sectárias ao criar classes, violenta ao aniquilar o diferente e incoerente ao colocar a ideia acima das pessoas.

Pessoas são mais importantes do que qualquer coisa.

Inserida por JottaMuller

⁠Eu reduzo a velocidade na estrada bruscamente; eu me deparo com um violentíssimo capotamento, e com uma família inteira dilacerada, presa às ferragens do veículo; eu saio do meu carro e tento ajudá-los; outros automóveis também param diante da cena dantesca; eu percebo que, enquanto alguns de nós prestamos socorro às vítimas, diversos outros cidadãos se ocupam em saquear carteiras, bolsas, relógios, bagagens e ainda celulares dos feridos. Pergunto: há alguma esperança para o nosso povo depois disso tudo?

Inserida por andrercostaoliveira

⁠Democracia: você pode exprimir o pensamento e eleger o seu representante. Mas daí eu me pergunto: há, de fato, a Democracia plena quando a expressão do pensamento é tolhida pela educação deficitária, manipuladora e que, veementemente, inibe a fomentação de ideias? Outro questionamento: há, de fato, a democracia plena quando o voto expressado pelo cidadão na urna é coagido pela ostensiva carência no suprimento de necessidades básicas? Ou seja, ante a pobreza que exerce um controle a fim de direcionar escolhas, para que, assim, não sejam propriamente “escolhas”?

Inserida por andrercostaoliveira

⁠Já com relação ao desenvolvimento humano – que não caminha necessariamente aliado ao desenvolvimento econômico – a minha sugestão consiste na mera observação da forma com a qual uma sociedade (seja ela um pequeno núcleo familiar, um condomínio, uma rua, um bairro, um município, um estado ou um país inteiro) lida com aqueles que são mais fracos, respectivamente: as crianças, os enfermos e os velhos; como são cuidados; como são acalentados. E, nesse quesito, o Poder Público brasileiro representa o que existe de mais retrógrado em direitos humanos e cidadania, demonstrando profunda indiferença ao próximo.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠Professores são grandes idealistas, que não se afastaram jamais da ideia de que um Brasil melhor se faz com o mais límpido conhecimento. Exercitam com destreza a maior e mais sublime vocação de todas: a de transmitir conhecimento, dignidade, cidadania, e de, sobretudo, ensinar ao ser humano a pensar e sobreviver ao meio. Ou seja: ensinar o ser humano a ser humano. Portanto, todo e qualquer docente da face da terra será sempre um garantidor de que existe sim um futuro possível, com justiça social e equidade.

Inserida por andrercostaoliveira

⁠Discurso de Professor e Amigo, meados dos anos 2000.

Cumprimento a todos os presentes.
Queremos convidá-los a pensar conosco questões novas e complexas, e buscar caminhos para um processo de formação capaz de permitir aos futuros professores a compreensão de que somos diferentes e, na diferença, nos constituímos sujeitos. Nossa relação com o mundo e com os outros precisa ser pensada a partir daí.
A escola que temos, ainda se pauta em um modelo que valoriza práticas ritualistas e lineares, que atualmente mostram-se insuficientes para enfrentar os desafios contemporâneos de novas questões sociais, culturais e identitárias. Importa desconstruirmos o olhar que privilegia a homogeneidade, que ignora as individualidades e silencia as histórias de vida de seus educandos.
Na contra corrente dos processos de exclusão social que marcam a falta de oportunidades escolares de crianças, jovens, adultos, indígenas, afro-brasileiros e portadores de necessidades especiais, firmamos a unidade na diferença e na diversidade. Unidade que reorienta as práticas educativas a partir de novos discursos e que propõe o acesso democrático à escola como valor universal.
Com ênfase na Formação de Professores, fazem-se necessários o debate e as ações sobre educação inclusiva, perpassados em todos os níveis pela conquista da cidadania. Mas, as vitórias da inclusão não devem restringir-se apenas no âmbito legal. A inclusão deve ser pensada como lugar onde a teoria e a prática tencionam-se, vividas como história humana para além dos campos de batalha e dos gabinetes presidenciais. A inclusão deve ser defendida em ambientes antes impensados, nos quais está o humano: nos palácios e nas sarjetas, nos quintais, entre plantas e galinhas, nas ruas de subúrbio, nas casas de fogos, nos prostíbulos, nos colégios, nas usinas, nos namoros de esquina, porque só é justo continuar a viver se a nossa vida arrasta com ela as pessoas e as coisas que não tem voz.
Tendo a inclusão, como horizonte, podemos sinalizar uma prática pedagógica a partir da memória e da história dos alunos, orientação metodológica que remete ao cotidiano de segregação, desigualdade e exclusão de serviram como caldo cultural ao longo da formação social brasileira. E isso basta? Pensamos que não. necessitamos da força vital, da credibilidade de nosso aluno. Ele, mais do que ninguém, como desejante, pode ser solidário e renovar, com sua visão crítica, compromissos com a ética. A inclusão, como ampliação da cidadania e do direito, depende de nossa capacidade de conquistar a fé e a esperança que residem no "coração de estudante".
Ao ouvirmos nossos alunos, professores em formação, talvez nos surpreendamos ao descobrir que eles, seus pais e avós, são doutores em desigualdades de oportunidades, mestres em desescolarização, PHDS em analfabetismo, Livres Docentes, em exclusão. Reconhecer cada aluno como dono de sua voz e das muitas vidas severinas - para quem a escola foi a terra boa nunca cedida - talvez seja um bom caminho.
As linguagens, pelo significado das palavras e pelo sentido dos discursos, concretizam e externalizam o pensamento e permitem que o indivíduo, no campo das relações sociais, constitua-se sujeito. Dessa forma, elas confluem para a realização, no indivíduo, da consciência de si e de ser-com-o-outro, de ser membro da espécie humana, de pertencer a uma nação, expressar uma cultura, de dizer-se brasileiro.
Caros formandos, temos em frente o grande desafio de atualizar a escola como ruptura e continuidade. Ruptura com a tradição de exclusão, de silenciamento das culturas (como a indígena e a afro-brasileira); ruptura com o silenciamento de pessoas com necessidades especiais; ruptura com a exclusão de jovens e adultos cuja vida na escola foi a morte severina. Trabalhar a continuidade na escola, implica recuperar o sentido filosófico do homem como sujeito produtor de seu destino e de sentidos. Somente assim superaremos a contradições que excluem crianças, jovens, adultos, etnias, tornando nossa nossa questão-objeto cidadã, em pertencimento a todos nós.
Finalizando: Sussurrando: Cheguem mais perto, mais perto, ouçam:
"Aproveitem a vida!
Cada momento!
Temos só uma oportunidade para viver e compartilhá-la, torná-la possível aos outros, a quem realmente precisa!
Um grande abraço.
Do professor e amigo:
Maxileandro,

Inserida por MaxileandoLima

O exemplo de um agente político é a representação daqueles que se identificam com ele. Tem gente que se identifica com parlamentar que gasta 150 mil em seus próprios dentes, ou que viaja o mandato inteiro gastando fortunas dos impostos, frauda notas de combustível, mantém fantasmas, negocia sua influência em troca de vantagens e até usa o dinheiro dos impostos para "comer gente", isso não ofende os selenitas infelizmente. Um país melhor só será possível com mentes cidadãs melhores, com sociedade e famílias que tem como princípio o respeito a tudo, não apenas a facções da realidade ou multidão de sandices.

Inserida por Ceifas

⁠O cidadão não deve ser um mero anônimo formador de multidão como se fosse um escravo da sociedade, deve ser um nobre contribuidor com justo reconhecimento por todos os seus feitos.

Inserida por immontalvao

⁠A colonização da política pela economia de mercado aniquilou o poder do cidadão.

Inserida por I004145959