Cidadania e Qualidade de Vida
O cidadão não deve ser um mero anônimo formador de multidão como se fosse um escravo da sociedade, deve ser um nobre contribuidor com justo reconhecimento por todos os seus feitos.
A verdadeira forma de caridade, é ajudar alguém lhe proporcionando, a autonomia social que o exercício da plena cidadania exige.
Não existe cidadão de bem! Esta distopia maniqueísta é uma visão reducionista da multifacetada ética e moralidade Humana.
Tal retórica só faz servir para privilegiar uma casta de cidadãos “de bens”, abastados, que na maioria das vezes não são referência de probidade, nem de altruísmo e nem de honradez na sociedade onde vivem, na busca de um “nobre status superior”, com isto segregando e marginalizando os demais cidadãos desfavorecidos.
É com a educação de casa que a gente aprende a respeitar o vizinho e consequentemente a si mesmo. Não adianta nada destruir a grama do vizinho, ela também será seu tapete.
A falta do entendimento histórico e da leitura com reflexão crítica está evidente na simplicidade da argumentação repetitiva e empobrecida daqueles que são facilmente convencidos pelos exploradores de mentes fracas e de mão de obra barata. Acredito que a leitura constante, qualitativa e crítica seria a salvação desses personagens.
EQUIDADE
Se aprendermos a tirar a venda e usar a espada com sabedoria. Então teremos justiça e, portanto, cidadania.
Podemos reverter a situação da crise brasileira, apenas aceitando a solução dos conselhos de Deus para a nossa autêntica cidadania.
A corrida tecnológica acelerada cada vez mais oprime, distancia e desusa todos os tradicionais métodos de educação, evangelização e fortalecimento do ser responsável e cidadão participativo em qualquer cultura.
O sentido social e político da arte está como ferramenta e plataforma para Educação e o incentivo sustentável do exercício da Cidadania Cultural ajustando, adaptando e preparando o individuo político cidadão-ser social para as novas realidades selvagemente impostas ao meio pela vida em grupo.
Políticas públicas de cultura assistencialista geram votos e dependência política, mas as de cidadania geram correntes de pensamentos livres e soberania.
Acredito na arte na sociedade contemporânea do seculo XXI que também desempenhe o papel transformador como plataforma de massa para educação, inclusão social e de gêneros, diminuição da miséria e fecunda cidadania.
Dentro das necessidades urgentes de novas politicas publicas de educação e de cultura para o governo brasileiro precisa também de politicas publicas de cultura para a segurança para mudar o entendimento e a compreensão da sociedade e dos governantes quanto aos reais e atuais problemas das áreas deficitárias abordadas.
Quem é de Marte é de Marte mas quem é de Arte vive generosamente fazendo arte sem parar em todo o lugar.
A arte contemporânea brasileira tem que sair das famosas galerias brasileiras e ir de forma cultural, social, cidadã e educacional para as obras publicas nas periferias e nos bolsões de miséria espalhados nas principais capitais brasileiras. O artista plastico e visual que esteja distante disto, não percebe nossa realidade também não exerce sua justa ativa cidadania cultural e deve ser visto pelo mercado como um mero personagem equivocado de espetáculo, onde ele é a unica atracão "mamulenga" do picadeiro e a própria triste e indiferente plateia, desqualificada de um só espectador.
Brasil, ofereça uma melhor educação para nossas crianças e teremos melhores cidadãos brasileiros, amanhã. Sem isto, deve se pensar construir desde já mais presídios e sanatórios.
A arte e a cultura mais que só avança perante ao novo. Ela em si por tempos retrocede ao velho, resinificando o que já existe e foi feito por futurismo no passado, mas que começa a fazer mais sentido perante o hoje, diante da contemporaneidade.
A arte, a cultura e o patrimônio no Brasil ainda é um vasto oceano bravio por causa de teóricos vaidosos chancelados navegantes distantes da realidade.
A Lei de incentivo cultural mudou enquanto tetos financeiros mas de forma incompleta ainda pois deveria estar dito que as empresas que buscassem a lei seriam OBRIGADAS a destinar parte do patrocínio adquirido para os MEGA EVENTOS a projetos menores, principalmente educacionais, a novos produtores, a pequenos produtores e a projetos em pequenos municípios de outros Estados, afastados do eixo-cultural das Regiões SUL e SUDESTE. Tornar os investimentos aos menores compulsório e obrigatório. Porque pelo que foi feito, sem um estudo pratico e por motivação politica, os ajustes irão agravar a situação profissional de todos os atores que participam das produções menores. Mais uma vez a cultura cidadania gerenciada por teorias equivocadas distante da verdadeira realidade artística e cultural brasileira.
