Chuva Janela

Cerca de 225 frases e pensamentos: Chuva Janela

⁠Poesia é pintar um quadro de palavras além da singela janela na chuva ou, da simples conversa da missa e de bar. A poesia exprimi a arte de experimentar, e aguçar a mente com provocações vastas, arrancando da espreguiçadeira o valente. Reacionária essência, visa o mágico poder de denunciar.
Poesia é carrega tônus, informalidade, inconformismo – vociferar.

Inserida por Sundehus

⁠"Lágrimas da tristeza,
gotas salgadas que caem,
como chuva fina na janela,
quando a alma em dor se consome.

São lágrimas que transbordam,
do coração que sofre em silêncio,
que escorrem pelo rosto,
e denunciam a dor por dentro.

Mas as lágrimas da tristeza,
não são em vão derramadas,
pois limpam a alma ferida,
e lavam as dores acumuladas.

E quando as lágrimas secam,
deixam a esperança florescer,
pois são o sinal de que a tristeza,
um dia vai desaparecer.

Então, deixe as lágrimas caírem,
se assim for necessário,
pois elas são a expressão sincera,
do que há de mais humano e necessário."

Inserida por slsj2001

⁠Aquelas gotas de chuva riscam o vidro da minha janela como lágrimas exteriorizadas das minhas dores humanas.

Cai miudinha de saudades daquela tarde chuvosa com lembranças vivas em minha memória.

Há...tudo ficou em câmera lenta e ao mesmo tempo, perturba, causando insônia com a distância entre meus sonhos e minha realidade.

Dúvidas possíveis e os delírios de saudades em cenas reais de lágrimas, risos e choros naturais.

Sem perceber, derramo uma lágrima de realidade e as palavras voam pela janela das coisas ditas e só me resta a poesia.

Poesia essa que vem
desdobrando-se como memórias da minha própria vida.

Inserida por Claudomiro_Neto

⁠Hoje a chuva não caiu
A cor do céu se abriu
Desde que abri minha janela e reparei com cautela
Os fins de tarde mais demorados
Os sorrisos mais largos
O dia mais longo que o esperado
E eu fã desse céu pouco alaranjado
Onde a lua se destacou com toda a sua cor.

Inserida por CarolinaCoelho1

⁠Hoje ao acordar
Abri as cortinas da janela
Vi e ouvi a chuva
Perguntei a Deus
Se estava chorando
Pela minha dor
Talvez...!!!
E agradeci a Ele
Por secar minhas lágrimas
Com as suas.

Inserida por LFP753

Relaxar

Ei a chuva dinovo na sua janela...
Calma como arte de fazer aquarela.
É simples de sonhar das rochas o seu castelo...
Sou o martelo a romper do tempo as pedras...
Eu sinto o gostoso barulho das águas.

Da vontade de dançar vira pirulheta...
Tirar um vinho da gaveta
E deixar os desejos solto no ar...
Como boboletas que sabem voar...

É de admirar como a alma acalma...
Com o barulho da chuva agora.
Boa hora para relaxar e deixar...
As boas vibrações nos levantar na altura do mar...

Eu fico a pensar como você está minha pequena...
Serena como os pingos de amor que desabrochar das nuvens...
Eu vou te encontrar para sempre morar nos seus olhos...
E você vai sentir todo amor que sinto por você.
Que são chuvas que na sua alma já é oceano...
Enfim amo seus olhos castanhos...

Inserida por Itaoe

⁠Hoje quando acordei, olhei pela janela e caía uma chuva silenciosa lá fora, iluminada pelo sol.
É o primeiro dia de outubro de 2021, o início de um trimestre que se despede do ano e quem sabe, estaremos encerrando a pandemia: esperança!
Atraversiamo!

Inserida por jozedegoes

⁠Sem cores

Grossas gotas de chuva batem na janela.
A terra está encharcada.
As raízes apodrecem.
As águas dos rios crescem.
E com força extrema vão carregando tudo o que veem pela frente.
Sem dó.

Mundo dolorido.
Mundo sofrido.
Um mundo quase em agonia...
Chove o dia todo... todo dia.

Ouço falar de tristeza.
Ouço falar que se foi junto com as águas toda a beleza.

Queria ouvir falar de flores...

Mas...

O que mais ouço é falar de dores...
De um mundo sombrio, sem cores.

Inserida por RosangelaCalza

⁠Lembranças: como é bom observar a chuva pela janela.

A chuva cai suavemente, desenhando linhas líquidas na janela. O aroma fresco que ela trás invade o ambiente, um cheiro de terra molhada que purificava e renovava o clima. Observar a chuva pela janela é um prazer simples, mas profundo de reflexão.

Cada gota que caí no chão parece lavar não só a terra, mas também a alma, trazendo uma sensação de paz e renovação.

Uma chuva boa, daquelas que podem durar o dia inteiro, ou ser apenas uma visita rápida pela manhã ou ao entardecer. Às vezes, ela vêm de madrugada, embalando o sono com seu som ritmado.

Mas o melhor mesmo é quando a chuva dura o dia todo, permitindo que a janela fique aberta, deixando o vento fresco entrar e trazendo consigo a melodia das gotas caindo.

Ver a chuva pela janela trás boas lembranças. Do tempo de saborear um chimarrão ou mate ao redor do fogo de chão, fogão a lenha ou da lareira, se fosse na varanda, melhor ainda. Conversar, prosear, tomando um chá ou saboreando uma sopa paraguaia ou um chipa, enquanto a chuva caía lá fora, era um prazer inigualável.

A chuva na janela faz o tempo passar devagarinho, lembrando dos tempos de criança, correndo na rua e brincando na chuva.

Observar a chuva pela janela faz bem para a alma. Um momento de introspecção, de memórias felizes, de um tempo em que a vida parecia mais simples.

A chuva caindo lá fora é um lembrete constante de que, mesmo nos dias mais cinzentos, existe beleza e serenidade a serem encontradas.

E assim, a chuva pela janela se torna um espetáculo silencioso, mas profundamente reconfortante.

Inserida por yhuldsbueno

⁠Noite-Dia

A chuva batendo na janela,
O perfume das flores,
A cidade em silêncio,
Encontro de amores.

O passarinho anuncia o sol,
O vento traz o cheiro do café.
Começou o corre-corre,
A cidade, de novo, em pé.

Todos em casa,
As luzes acesas,
Vinho na taça,
Jantar na mesa.

A noite, de novo!

Autoria #Andrea_Domingues ©️

Todos os direitos autorais reservados 18/02/2025 às 16:40h

Manter créditos de autoria original

Inserida por AndreaDomingues

⁠Uma Chuva de Lembrança 🌧️

As gotas dançam na janela fria,
Sussurram memórias que o tempo levou,
Cada trovão, um eco tardio,
De um amor que a chuva deixou.

O vento canta em tom de saudade,
Levando os segredos da nossa estação,
No chão molhado, a realidade,
Reflete os traços da recordação.

Os pingos desenham no vidro embaçado,
Versos perdidos na imensidão,
Um céu cinzento, um peito marcado,
Pelas sombras da solidão.

Mas toda tempestade um dia se acalma,
E o sol renasce no peito ferido,
A chuva se vai, mas deixa na alma,
O brilho eterno do que foi vivido.

Inserida por arcanjo_de_deus_2

⁠Segunda Feira

A chuva risca a janela com uma calma cruel. Lá fora tudo molha, mas aqui dentro sou eu que escorro. Ando pela casa como quem esqueceu o porquê dos móveis, dos cantos, dos passos. Segunda-feira tem gosto de café morno, meio amargo, esquecido na borda da xícara — como certas lembranças. Tem cheiro de abraço que virou eco, de vozes que sumiram sem fazer barulho.

O mundo lá fora se arrasta em passos que não reconheço. Gente com pressa de viver o que eu nem sei mais nomear. Aqui, o tempo não passa — ele assenta, pesa, gruda. Nem acendo a luz. Pra quê? A manhã não traz nada além desse espelho embaçado que insiste em me devolver um rosto que já não me responde.

⁠Som expressivo da chuva que cai naturalmente lá fora, ouço agora da janela do meu quarto, acompanhado da minha insônia, sentindo uma sensação agradável, tendo uma ocasião simplesmente inspiradora, aguardando a chegada do sono após o avanço incansável das horas.

Inserida por jefferson_freitas_1

⁠⁠Se fosse apenas a vida
E se a gente tivesse só
Que olhar a chuva na janela
Mas tem dias que o ranger da porta assusta
Tem dias que o ranger da porta irrita
E tem dias em que a porta range
Custa um tempo a perceber a falta
das coisas que a chuva trazia
No silêncio a alma grita
Porém, é tão grande esse silêncio
Que nem mesmo a própria alma escuta
Mas ele é assim, tão lancinante
Que eu sei que o próprio Deus garante
A alma o sente
Não nos basta ter de volta aquele tempo
Aquela coisa corroída pela chuva
Um tempo carcomido pelo tempo
Por mais breve ele fosse
Muito ele abrange
Tem dias em que há previsão de tempestade
Se fosse então apenas
Ter que olhar o Sol pela janela
Abrir a porta ao vasto mundo
Perceber que amanhã
Também não trará nada
Nada além de outra manhã
Aquela que desfolha as flores
Ver as pétalas já mortas
Com o vento a levá-las
Todas pra bem longe
Sem cores, sem viço, sem nada
Em cada fim de tarde
O mesmo vento na janela
Aquela velha porta range
Não me assusta, nem me irrita
Me toca à duras penas
Me apenas convida a viver
Como se fosse outro dia de chuva
Sem chuva nova, sem nem mesmo a velha chuva
Apenas chove
Sem as coisas que ela trazia
Ela não trouxe nada
Eu não quero outra vida
Nem aquela de volta
Eu quero essa à distância
Olhar o mundo do espaço
Que um dia, antes da invenção do tempo
Eras antes do cansaço
Era assim que a vida prometeu que ela seria.


Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Estradas de Pedra.

Enquanto a chuva cai
A noite passa e vai pela janela
Pra perto da estrela distante
Na mesma velocidade
Pensamento, instante, vagam
Pedra lisa, estradas sem destino
Que se aprumam
Indiferentes, se acostumam
Vai durar uns meros séculos somente
Durante as tempestades
Quais relâmpagos colidem
Que se agridem pelos ares
Olhares idem pela escuridão que espero
Pra depois, durante as calmarias
Vir buscar-me em sonhos
Pois, durante a madrugada
Não serão jamais pisadas
Vão nascer de novo, sempre vão
No primeiro desvão, por onde invade o sol
Da primeira manhã de alguma infância
Há de ser nova
A primeira manhã de todas as manhãs
Traz consigo o gosto verdadeiro
Do primeiro sol que arde n'alma nascitura
Pensamento, instante, invade
Vai durar uns poucos séculos somente
Indiferente às estradas de pedra
Que foram feitas só pra ser pisadas.

Edson Ricardo Paiva.

Inserida por edsonricardopaiva

⁠Belas horas.

Água de chuva
Parede, pintura nova
Uma ida à janela
Um olhar à rua
As mágoas da vida
Quão belas
eram aquelas manhãs de outros dias
O mundo existia
Aqui, dentro da gente
A julgar pelo olhar a rua
Nada ficou diferente
Por mais que a beleza iluda
Nada ilude eternamente
O que muda é uma coisa que existe
O badalar mais triste
de um ponteiro que acelera
Belas eram aquelas
Horas que passavam todas inteiras
iguais
A parede, a pintura
Alguma coisa pura que existia
e que era mais
Traduzia aquilo que a visão
da água da chuva que caia
Enquanto passava o avião
Um gosto, um sorriso
O linho da mesa posta
A comida do almoço
A vida
Belas eram aquelas
Risadas que compartilhamos
Das horas que não passam mais
Sem que haja um badalar que insiste
em dizer alguma coisa que eu não compreendo
Sim, isso acontece
A chuva às vezes cai ainda
e continua linda
Mas me traz uma mensagem diferente
Quando ela desce
E as imagens que vão surgindo
Não são mais tão belas
Não quanto foram aquelas
Uma ida à janela, outro olhar à rua
E cerrar as cortinas
Outro dia termina pra mim.

Edson Ricardo Paiva

Inserida por edsonricardopaiva

Esse tempo cinzento me causou uma estranha reflexão,olhando pela janela em busca de uma elucidação só tenho o revido de ouvir suas gotas caindo sobre meu chão
O sol se embuçou entre entre as núvens , não poderia mais contempla lo , sera que ele foi só? Ou se conduziu com uma parte doce de meu elemento?
Saudades do passado , quando dias cinzentos eram alegres como o sol , quando eu matutava o cinza apenas à uma cor trivial ,quando eu encarava a chuva apenas à um fenomeno habitual , e não era esta garota melancólica vivendo presa insanamente em sua própia alma

Café na Janela

Nesses dias em que a vida amanhece fria
Nada mais doía que a sombra da lembrança
Era incrível a semelhança que se via ali parada

Um copo cheio e bastante esfumaçado
De café forte e amargo, retratando a realidade
Chovia, mas como a vida, já sem vontade.

Inserida por wanderson_damasio

PELA VIDRAÇA

Chove muito e as gotas d'água
deslizam suavemente pela vidraça.
Pela janela observo a mulher
que caminha lentamente pela rua deserta.
Para onde ela irá assim sem pressa?

Imersa em seus pensamentos
segue em frente e fico a imaginar
o que faz uma mulher caminhar
tão tranquilamente ignorando
a chuva forte que cai.

Seria o término de um romance,
de um belo caso de amor?
E indiferente aos pingos de chuva
que molham sua roupa, seu corpo,
segue levando consigo o seu segredo.

Verluci Almeida
250210

Inserida por VERLUCI

Posso te servir mais um café
Na intenção de fazer você ficar
La fora tocam gotas d’agua na janela
Fazendo o cantar das aves cessar
E na porta aberta o vento vem dizer
Que o tempo para pra quem sabe viver
O vento carrega teu perfume
E o conforto pousa aqui
Nos meus braços cheio de espaço
Com meus abraços sempre a te cobrir

Inserida por romulopavanello