Carta de Filho que Morreu de Cancer
Câncer da Alma
"Ingratudine"
Ingrata atitude que corrói o ser que a recebe.
Atitude maléfica que desconstrói o ser que a oferta.
Resultado da pouca memória, a "Ingratidão", reelabora-se nos vãos da mente daqueles que insanamente não veem a realidade de forma uníssona, resultado do nosso próprio comportamento.
Ao reconforto da alma daquele que a recebe, sobra somente a consciência julgadora da "retidão". Aquela é nossa verdadeira e única julgadora; e, se na retidão, não precisamos nos cobrar; mesmo diante, quase sempre, da "Não Grata Ação" daqueles de quem esperamos por um momento.
Sonhos que se sonham acordados
Eu estava numa cama de hospital, morrendo de câncer. Praticamente o mundo inteiro já tinha vindo chorar pra mim dizendo que me amavam, que eu ia fazer muita falta e blá, blá, blá. Então, nos últimos dias, pedi que apenas deixassem entrar meus parentes mais próximos e umas 4 amigas. Ah, e pedi para que deixassem entrar, caso viesse (o que eu tinha praticamente certeza de que não viria), meu amado professor. E eu ficava ali. Já estava aceitando a morte, afinal, ela foi tudo o que um dia eu pedi à Deus. Agora estou recebendo meu presente. Eu ficava ali no quarto, ouvindo o choro dos meus amigos e familiares. Não era nada agradável. Sinceramente, eu não via a hora de morrer e sair deste inferno. Mas, um belo e lindo dia, por um milagre da vida, ele apareceu. Meu professor. Estávamos à sós na sala. Ele se aproximou, perguntando:
- Como você está?
- Eu poderia ser grosseira e óbvia. Mas prefiro dizer que estou melhor agora.
Ele ficou um tanto sem jeito. Então fugi disso:
- Desculpe. Só ando um pouco impaciente.
- Imagino.
- Não esperava você aqui.
Ele deu o típico riso de canto, delirante, e disse:
- Pois é. Só vim porque me disseram que você havia pedido que eu viesse.
- Quem disse isso? É mentira, eu não disse à ninguém.
Rindo, ele disse:
- Tô brincando, ninguém me disse nada. Só imaginei que você iria gostar de me ver.
- Ah, nada convencido, hein?
- Um pouco. Olha o que eu trouxe pra você.
Ele tirou das costas uma única flor. Era uma rosa vermelha. Junto dela, tinha um pequeno papel dobrado. Ele me entregou e eu li o papel. Dizia o seguinte: ‘Eu adorava ver você me olhando. Saiba que ainda adoro e irei adorar todos os dias. E saiba também que espero ansioso por poder vê-lo de novo. Com amor, Gabriel.’
Olhei para ele com lágrimas nos olhos. Vi nele a mesma coisa. Agora eu sabia que poderia morrer em paz.
Em Dois mil e a cura do Câncer
Eu quero estar vivo
E presenciar, nem que fosse por alguns segundos
Dessa "nova vida"
Queria ver a discriminação
Queria ver se ainda existia a fraude de político imundo
Queria ver se ainda existia machismo,
O capitalismo do Homem
Construindo prédios e mais prédios (como sempre)
No mundo que talvez, seja tão moderno, quanto imaginamos...
Tão moderno, que vá ao ponto
de ter uma tecnologia de ponta, que,
talvez, acabasse até com o HIV...
Ah... por alguns segundos vi-me além,
Pude sentir a fama,
Mas que pena que podendo presenciar isso
Seja apenas o meu Holograma
A gente é a soma das nossas decisões, todo mundo sabe. Tem gente que é infeliz porque tem um câncer. E outros são infelizes porque cultivam uma preguiça existencial. Os que têm câncer não têm sorte. Mas os outros, sim, têm a sorte de optar. E estes só continuam infelizes se assim escolherem.
— Martha Medeiros.
RIO DE JANEIRO, 9 de dezembro de 1977 – dez e meia da manhã. Quando – em decorrência de um câncer e apenas um dia antes de completar o seu quinquagésimo sétimo aniversário – a prodigiosa escritora Clarice Lispector partia do transitório universo dos humanos, para perpetuar sua existência através das preciosas letras que transbordavam da sua complexa alma feminina, os inúmeros apreciadores daquela intrépida força de natureza sensível e pulsante ficavam órfãos das suas epifânicas palavras, enquanto o mundo literário, embora enriquecido pelos imorredouros legados que permaneceriam em seus contos, crônicas e romances, ficaria incompleto por não mais partilhar – nem mesmo através das obras póstumas – das histórias inéditas que desvaneciam junto com ela. Entretanto, tempos depois da sua morte, inúmeras polêmicas concernentes a sua vida privada vieram ao conhecimento público. Sobretudo, após ter sido inaugurado, em Setembro de 1987, o Arquivo Clarice Lispector do Museu de Literatura Brasileira da Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB/CL) – constituído por uma série de documentos pessoais da escritora – doados pelo seu filho, Paulo Gurgel Valente. E diante de cartões-postais, correspondências trocadas com amigos e parentes, trechos rabiscados de produções literárias, e outras tantas declarações escritas sobre fatos e acontecimentos, a confirmação de que entre agosto de 1959 a fevereiro de 1961, era ela quem assinava uma coluna no jornal Correio da Manhã sob o pseudônimo de Helen Palmer. Decerto, aquilo não seria um dos seus maiores segredos. Aliás, nem era algo tão ignoto assim. Muitos – principalmente os mais próximos – sabiam até mesmo que, no período de maio a outubro de 1952, a convite do cronista Rubem Braga ela havia usado a identidade falsa de Tereza Quadros para assinar uma coluna no tabloide Comício. Assim como já se conscientizavam também, que a partir de abril de 1960, a coluna intitulada Só para Mulheres, do Diário da Noite, era escrita por ela como Ghost Writer da modelo e atriz Ilka Soares. Mas, indubitavelmente, Clarice guardava algo bem mais adiante do que o seu lirismo introspectivo. Algo que fugiria da interpretação dos seus textos herméticos, e da revelação de seus Pseudos. Um mistério que a própria lógica desconheceria. Um enigma que persistiria afora daqueles seus oblíquos olhos melancólicos. Dizem, inclusive, que em Agosto de 1975, ela só teria aceitado participar do Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria – em Bogotá, Colômbia – porque já estava completamente convencida de que aquela cíclica capacidade de renovação que lhe acompanhava, viria de algum poder supremo ao seu domínio, e bem mais intricado que os seus conflitos religiosos. Talvez seja mesmo verdade. Talvez não. Quem sabe descobriríamos mais a respeito, se nessa mesma ocasião – sob o pretexto de um súbito mal-estar – ela não tivesse, inexplicavelmente, desistido de ler o texto sobre magia que havia preparado para o instante da sua apresentação, e improvisado um Discurso Diferente. Queria ser enterrada no Cemitério São João Batista, mas – em deferência aos costumes judaicos relativos ao Shabat – só pode ser sepultada no dia 11, Domingo. Sabe-se hoje que o seu corpo repousa no túmulo 123 da fila G do Cemitério Comunal Israelita no bairro do Caju, Zona Norte do Rio de Janeiro. Coincidentemente, próximo ao local onde a sua personagem Macabéa gastava as horas vagas. No entanto, como todos os grandes extraordinários que fazem da vida um passeio de aprendizado, deduz-se que Clarice tenha mesmo levado consigo uma fração de ensinamentos irreveláveis. Possivelmente, os casos mais obscuros, tais como os episódios mais sigilosos, partiram pegados ao seu acervo incriado, e sem dúvida alguma, muita coisa envolta às suas sombras jamais seriam desvendados. Como por exemplo, o verdadeiro motivo que lhe incitou a adotar um daqueles pseudônimos. Sua existência foi insondável, e seus interesses tão antagônicos quanto vorazes: com ela, fé e ceticismo caminhavam ao lado do medo, e da angústia de viver. Sentia-se feliz por não chorar diante da tristeza, alegando que o choro a consolava. Era indiferente, mas humanista. Tediosa e intrigante; reservada e intimista; nativa e estrangeira; judia e cristã; lésbica e dona de casa; homem e mãe de família; bruxa e santa. Ucraniana, brasileira, nordestina e carioca. Autoridades asseguravam que ela era de direita, outras afirmavam que ela era comunista. Falava sete idiomas, porém sua nacionalidade era sempre questionada. Ao nascer, foi registrada com o nome de Chaya Pinkhasovna, e morreu como Clarice Lispector. Mas afinal de contas, por que a autora brasileira mais estudada em todo o mundo era conhecida pelo epíteto de A Grande Bruxa da Literatura Brasileira? Que espécie de vínculo Clarice teria estabelecido com o universo mágico da feitiçaria? Por que seu próprio amigo, o jornalista e escritor Otto Lara Resende advertia sempre alguns leitores: "Você deve tomar cuidado com Clarice. Não se trata apenas de literatura, mas de bruxaria”.
Certamente, ainda hoje, muitos desconheçam completamente, o estreito envolvimento que a escritora mantinha com práticas ligadas ao ocultismo, assim como o seu profundo interesse na magia cabalística. Para outros, inclusive, aquela sua participação em uma Convenção de Bruxas, seria apenas mais uma – entre as tantas invenções – que permeavam o imaginário fantasioso do seu nome. Inobstante, Clarice cultivava diferentes hábitos místicos. Principalmente, atrelados a crendices no poder de determinados números. Para ela, os números 5, 7 e 13, representavam um simbolismo mágico, uma espécie de identidade cármica. Durante o seu processo criativo, cafés, cigarros e a máquina de escrever sobre o colo, marcando sempre 7(sete) espaços entre cada parágrafo inicial. E, por diversas vezes, não hesitava em solicitar a amiga Olga Borelli para concluir os últimos parágrafos dos seus textos que, inevitavelmente, inteirassem as páginas de número 13. Ela própria escreveu: “O sete é o número do homem. A ferida mais profunda se cura em sete dias se o destruidor não estiver por perto [...] O número sete era meu número secreto e cabalístico”. Há sete notas com as quais podem ser compostas “todas as músicas que existem e que existirão”; e há uma recorrência de “adições teosóficas”, números que podem ser somados para revelar uma quantia mágica. O ano de 1978, por exemplo, tem um resultado final igual a sete: 1 + 9 + 7 + 8 = 25, e 2 + 5 = 7. “Eu vos afianço que 1978 será o verdadeiro ano cabalístico. Portanto, mandei lustrar os instantes do tempo, rebrilhar as estrelas, lavar a lua com leite, e o sol com ouro líquido. Cada ano que se inicia, começo eu a viver outra vida.” E, muito embora ela tenha morrido apenas algumas semanas antes de começar o então ano cabalístico, sem dúvida alguma, todos esses hábitos ritualísticos, esclareceram a verdadeira razão pela qual – aceitou com presteza e entusiasmo – o inusitado convite do então escritor e ocultista colombiano, Bruxo Simón, para participar – como palestrante/convidada – do Primeiro Congresso Mundial de Bruxaria organizado por ele. (Prefácio do livro: O Segredo de Clarice Lispector).
“ Sorrir é mais fácil “( Irmã Jô)
Irmã Jô é mais uma vítima de um câncer que a judia, a maltrata por muitos anos.
Perde o equilíbrio sempre que tenta andar ou ficar muito tempo em pé.
Mas é aluna assídua na EBD, não falta nenhum domingo.Salvo por um motivo da própria doença.
Dá um beijo em todos os que chegam e não é um beijo qualquer é um “ doutor beijo “, porque vem cheio de fraternidade, carinho e amor.
Não sei como são os dias da irmã Jô, mas sei que um dia ela me disse esta frase quando perguntei sobre a doença e em síntese ela me respondeu com esta frase acima.
Qual o seu problema?o que é mais fácil?
Ter fé é assinar uma folha em branco e deixar que Deus nela escreva o que quiser.
Santo Agostinho
O que antes era poço sem fundo,
Tornou-se cratera sem fim.
O ferimento que se tornou câncer,
Dia após dia vem consumindo minha carne.
Meu cérebro está inútil,
Não é nada mais do que
Uma lama com consistência pastosa.
Meus nervos de nada servem;
Esse aspecto de liga me deixa com mais nojo
Do que restou de mim.
O líquido que antes era rico em meu corpo,
Desceu aos pés.
São bolhas ulcerantes;
Não sei se pela minha doença
Ou de tanto correr atrás da minha cura.
Meu estômago já congelou
De tanto sentir um frio na barriga.
(Igual a esse que você está sentindo agora)
Meus pulmões a muito não se enchem completamente.
O ar que os enchia se foi.
Eles ficaram despedaçados.
O ar que agora respiro é vidro estilhaçado.
A força que me resta,
Concentro para proteger
A única parte importante
Nesse pedaço de lixo decomposto.
E resisto à morte até que minha cura venha buscar o seu presente.
Mas se esta cura não vem,
Não me iluda nem alimente minha fantasia com falsas esperanças.
Estou acabado! Não sou digno de pena!
Deixe-me agonizar até que meu espírito vá para Deus,
E minha alma seja julgada.
Não torne o resto de minhas horas inúteis,
Pois pior não irá ficar.
Sorria da minha desgraça.
Sorria dos dias os quais tive vigor.
Sorria do meu futuro.
Sorria da minha inexistência.
Já estou sem esperanças.
Anestesiado, meus olhos se perdem no vazio.
Minha cura não está lá,
Nem ao meu lado.
Não sei se minha cura está perto.
Não sei se minha cura está longe.
Sei que ela quer ficar escondida.
Pois, bem longe ouvi uma voz dizendo:
‘Se possível, apague este comentário’
Ao menos poderíamos ser diplomáticos,
E celebrarmos o Tratado da Eutanásia.
Meu pescoço está sob suas botas.
‘It might kill me’
Meu pensamento sobre o Câncer: claro só o nome já assusta, é algo complicado, a cada dia é uma nova luta, novas batalhas, vitórias e derrotas, cada caso um caso...
Mas todos que passam por isso buscam o mesmo objetivo a VIDA.. e isso só quem nos deu pode nos tirar, as vezes parece que nada mais vai dar certo, da um desanimo maus pensamentos, mas logo nos vem aquela luz divina de que Deus esta conosco e nunca irá nos abandonar, o final da estrada é incerto mas uma certeza temos vamos tentar até o final, tudo na vida nos acontece por algum motivo, nessa hora acho que Deus quer nos mostrar o quanto podemos ser fortes, o quanto a vida o amor e a fé são importantes... Quem é próximo a mim sabe o que tenho passado, momentos as vezes dolorosos mas graças a DEUS estamos conseguindo vencer cada batalha, e sei que aconteça o que acontecer Deus sempre estará conosco.
O paciente de câncer tem sua vida marcada de 3 formas...
1º. PELA PRÓPRIA DOENÇA: Só sabe o que é um Câncer que tem. Seus familiares podem até sofrer mas, nunca saberão as condições limitantes da própria doença e a cada tratamento... UM NOVO NASCIMENTO!...
2º. É marcado pela MARGINALIZAÇÃO SOCIAL: Quem desconhece a doença se julga possível de ser contaminado. E como consequência de um educação medieval, ele segrega e marginaliza a pessoa doente. Algumas pessoas por entender que o câncer é contagioso, tem atitudes desrespeitosa, estúpida e é ignorante em sua postura de insanidade (Este sim é um verdadeiro doente e vítima de um dos maiores Câncer de todos os tempos... O CÂNCER DO PRECONCEITO!...
3º. E por último, a vítima de câncer é MARCADA PELO DESCASO POLÍTICO: Toda liderança OBTUSA e INSENSÍVEL, ignora, execra, excluí e trata com descaso os seus cidadãos. Para alguns pacientes que dispõe de reserva pecuniária ou conhecimento, tentam a busca por mais alguns anos de vida... Para quem não tem, tornam-se cidadãos sem pátria... Ignorados pelo próprio sistema!
Em alguns casos, lhes negam o DIREITO CONSTITUCIONAL de serem cuidados em seus próprios Municípios e DECRETAM A MORTE DOS SEUS ELEITORES, fazendo pouco caso de suas dores.
... Que Deus nos livre e nos proteja de sermos vitimizados por esta METÁSTASE, que assola a MENTE DE MUITOS GESTORES PÚBLICO!
“A inveja é um câncer exposto.
De todos os males, a inveja é o pior; dela derivam todos os outros males existentes no mundo. Foi por causa da inveja que o anjo de luz se transformou em Satanás. Tanta era a inveja em seu coração, que perdeu a morada nos céus e foi lançado ao inferno onde foi morar.”
Ano poetico Patria amada Brasil
Um dos maiores câncer que o homem já fez a o mundo
( CÉDULA, CASH, DINHEIRO OU DIN DIN )
carreguei o peso do mundo nos ombro até que "apagaram seu nome" tudo pelo ouro à matéria será esquecida.
Tú não ver porque o sistema te colocou vendas.
Por grana se vive mal a luta do dia a dia.
Sobrevivencia nos transporte públicos metrô, Brt, ônibus, trêm e vans lotados lutando e sobrevivendo para paga boletos e aluguel por que ?
A grana consumil nosso bem e nosso espirito.
CÂNCER: Não perca sua fé, não se renda, encare de frente!
Receber um diagnóstico de câncer significa ter uma doença que muitos não querem nem mencionar e muito menos nomear.
É receber olhares de pena e de piedade, é ter que sentir e suportar a idéia que os outros têm de que você vai morrer e pronto.
É saber que muitos ao terem conhecimento de sua doença já pensam logo:
Quanto tempo de vida lhe resta?
Dezenas de outras doenças silenciosas matam até mais do que o câncer, mas não provocam nas pessoas esta idéia tão definitiva.
O câncer não é só uma doença, são centenas e todas variam em tratamento, intensidade e agressividade, cada caso é um caso, mas todas igualmente são encaradas com medo imenso.
Nada se compara ao terror que sentimos no momento que o médico confirma a malignidade e o estágio do tumor.
Isso porque até ouvir a sentença já muito tínhamos orado e implorado para que aquele cálice de nós fosse afastado.
Que nada fosse ou para que ao menos fosse benigno, até ouvir do médico com todas as letras sem sombra de mais dúvidas e ver a nossa frente nada menos que um longo túnel imerso na escuridão.
Enfim essa é a hora da verdade em que parece que o mundo sobre nós desaba, é a hora de ter força e fé.
O câncer tem o poder de modificar para sempre quem o enfrenta.
Em mim o câncer teve e está tendo o poder de me transformar, talvez até em me tornar um ser humano melhor.
O câncer me tirou o hábito de olhar para o passado e para o futuro e tornou a minha vida uma sucessão de presentes, porque cada dia se torna realmente um presente, cada instante se torna precioso.
O câncer me fez ter mais empatia pelo meu próximo também doente.
Faz-me pensar todos os dias nas pessoas que fazem ou tentam fazer seu tratamento, que percorrem longas distâncias em busca de sua cura, ou de um pouco de conforto e algum alívio.
Muitos desses que só tem algum alimento se o hospital fornecer ou se alguém ajudar, pois não tem condições de comprar nada.
O câncer me curou da vaidade.
Livrou-me de muitas futilidades.
Fez-me reclamar menos e agradecer mais a todo instante.
O câncer me curou de perder tempo com discussões tolas e fúteis.
Mostrou-me que tudo fica muito pequeno diante do fato de ter que enfrentar um tratamento em que o prêmio é a vida e a derrota é a morte.
Fez-me ficar mais reservado, quando me perguntam como estou, invariavelmente digo que estou bem e vou ficar melhor ainda, não entro em maiores detalhes.
Aprendi que tem gente lutando como eu, com esperança e fé e têm gente que cumpre os protocolos com desespero e desesperança, os olhares tristes e perdidos num vazio infinito.
O câncer me curou das minhas certezas, de achar que estou sempre com a razão.
O câncer traz ou reforça a fé para muitos e infelizmente para outros destrói os fiapos da fé que diziam ter.
O câncer me mostrou que em se pedindo, a força divina nos envolve, nos embala, nos protege, nos acalma e nos encoraja.
O câncer me mostrou que só quem passa por ele é que consegue entender o que ele significa de verdade:
Longas esperas entre exames, a ansiedade enorme por cada resultado, o medo imenso das cirurgias, o terror das rádios e das quimioterapias.
O Câncer me ensinou a perdoar há quem muito me magoou e hoje eu posso dizer que sou mais livre do que jamais já fui.
Em cada sessão de quimioterapia que fiz, cada uma de longas e terríveis 52 horas num total de 572 horas por meses consecutivos, entendi que enquanto a quimioterapia mata quaisquer vestígios do câncer que possam ter ficado após a cirurgia e não o deixa voltar, eu tenho minha oportunidade de renascer de novo.
Que a cada dia, Deus me fortaleça e me ajude a alcançar o milagre que tanto espero e acredito, de ao final de mais três longos anos, eu possa receber a alta completa.
Que Deus ajude e abençoe todos quantos estejam também nessa dura luta, travando a mais temível das guerras.
AHMAD SERHAN WAHBE.
Ao
Hospital do Amor de Barretos / São Paulo
Minha imensa e eterna gratidão!!!
A falta de respeito entre os "cristãos" é um câncer dentro das igrejas.
Os piores comentários, mais grosseiros e mais baixos, não vêm dos ímpios, mas dos "crentes".
Os piores inimigos da igreja estão dentro da própria igreja.
As redes socias estão expondo o joio, que não tem vergonha de se mostrar.
Como pastor, eu prefiro lidar com ímpios do que com "crentes", pois suas atitudes envergonham cada vez mais o Evangelho de Cristo.
O pior câncer que existe é a falta de perdão.
Por não conseguir perdoar, pessoas deixam de sorrir, cantar e sonhar.
Deixam de acreditar que existe mudança, deixam de amar.
Por isso um concelho: Vença esta doença maldita que corrói a alma.
Perdoe e permita que o amor predomine novamente.
" O câncer! É monstro noturno, assustador e canibalesco, não habita armários nem debaixo de camas, seu mundo é sobre a cama. Um devorador de sonhos protelados, de desejos abandonados, de prazeres esquecidos. A fera diabólica, supridora de vida, sua face aterrorizante nunca vista, me assombra. A ladra da alegria, roubaste todo e qualquer sorriso que agora só em fotos e memorias possa ser visto. Como presa oprimida e encurralada não tem outra saída senão enfrentá-lo em vida até a morte".
(Sandro Pio).
Para um sonho que desfez numa noite fria em que seus olhos cerraram pela última vez a luz que vinha lhe guiar no caminho de ficar. O trem da vida tem paradas rápidas e viagens longas, até um dia em alguma estação, posso confiar que ouvirei os gritos pelo meu nome vindo do tamboriar do seu coração.
Uma unidade, humanidade
O egoísmo é o câncer da humanidade, um nódulo maligno que ataca os valores e os destrói em todas as bases, dele provém a metástase de todos os males. Enquanto os seres humanos não compreenderem o sublime e sagrado propósito da vida em unidade, onde, só evoluiremos em plenitude e sabedoria unidos por um bem maior a todos. Enquanto o egoísmo, o ter e a busca desenfreada pelo poder nortear as principais aspirações dos homens, estaremos caminhando para a autodestruição da humanidade.
Viviane Andrade Santos ❤...
O Amor entre Câncer e Escorpião?
Quem vai dizer que não?
Nunca vi tão certeiro,
Embora muitos pensem ser ligeiro,
Não passa com pressa,
Ligação de carne com alma,
Transmissão de pensamento,
Em todas as nuances,
Sem lamento,
Embora seja um tormento a distância,
E a discrepância,
Dos fatos,
Gostaríamos dos atos,
Da pele,
Do gosto,
Do suor,
Das águas que rolam dos signos de água,
Hora pelos olhos,
Hora pelos poros,
Arrepiados de prazer,
Em sua menção.
Creio que em ti também há concepção,
Dos desejos proibidos,
Dos momentos não vividos,
Dos espumantes nunca estourados em comemoração...
Hoje não,
Mas, o seu está guardado,
Sob as Lias,
Um Sur Lie,
Com as leveduras que ainda postumas,
Protegem nosso vinho,
De guarda,
Indestrutível,
Imune ao tempo,
Nós.
CÂNCER
das margaridas dobradas ao vento, ela é chuva que fertiliza o solo: sempre nutrindo e sobrevivendo. é ter um coração revigorante capaz de curar qualquer ferida. é ser família, casa que abriga e o cuidado que alguém precisa. regida pela lua, ela é lago movido pela emoção, correnteza pacífica perdida na imaginação. respira poesia, irradia alegria; sabe ouvir com a alma e sentir sem ser tocada. pode te ler como um livro aberto e guardar cada capítulo dentro do peito. o passado é seu amigo, mas só guarda nele o que for preciso: sua candura e lealdade não permite guardar mágoas. ela é das águas. sempre maré. sempre profunda. ás vezes cristalina, ás vezes neblina. menina-frágil-defensiva. luta dentro de sua concha para ser racional, quando é puro sentimento. no primeiro beijo já traça o firmamento. é sensível, generosa e impaciente ao mesmo tempo. coração do mundo, veio para plantar e preservar. para semear e deixar seu amor incondicional por onde passar.
OUTUBRO ROSA
O mês se veste de rosa
Para vamos lembrando
Abrace a luta contra o câncer
Que muito vem se alastrando
Sem nenhuma piedade
No peito vai se instalando.
Não descuide do toque
Evite essa triste doença
Ela não escolhe raça nem cor
Muito menos pede licença
Procure logo um médico
Se notar qualquer diferença.
Câncer de mama e grave
Vem atacando muita gente
No homem ele também chega
Na mulher é mais frequente
Não deixe o medo dominar
O tratamento é eficiente.
Mulherada não tenha receio
Precisamos nos conhecer
Apalpando o nosso peito
Assim podemos saber
Se tem algo meio estranho
Só o profissional vai entender.
Quem gosta da gente é a gente
Vamos evitar esse maldito mal
Converse com sua vizinha
Veja se tudo está normal
Talvez pela vergonha
Muitas nem observam o local.
Observe com todo cuidado
Se ver um vermelhidão
Pode ser na mama ou axila
Se cuide, tenha toda atenção
O câncer de mama é sigiloso
Ele quer ver a destruição.
Quanto mais cedo você se cuidar
E o exame for realizado
Se houver algum problema
Ele vai ser diagnosticado
Com um sério tratamento
Ele será eliminado.
Deixe de preconceito
Se toque, tenha atitude
Se você não lhe amar
Quem cuida da sua saúde?
Então valorize sua vida
Examine sua mama
Deixa de bobagens, se cuide.
Irá rodrigues
As vozes me despertam as sombras como o câncer caminha entre as paredes
Minha felicidade e a paz no amor dela distantes me deixa mais aflito
perco minha referencia minha gravidade sei que ela me conteria a não escrever sobre elas e eles sombras e vultos destorcidos a noite e tão reais de dia.
O tempo cresce dentro do silencio onde os gritos só eu escuto
Devora-me minha própria mente tão astuta que acredito nas minhas próprias ilusões
O veneno do meu mal caminha no silencio de muitos
Meu controle meus gatilhos defensores são desarmados e as portas abertas sem minha permissão
Crio novas regras como se ensinar a crianças desobedientes os seus limites
Meus próprios pesadelos de olhos abertos são criados por mim
A nevoa escura os barulhos me consomem luto em guerra uma batalha contra mim mesmo
O delírios que expressa a vida de um poeta lunático
Por Charlanes Oliveira Santos
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