Carta de Amor Distante
Monólogo de um ser apaixonado
Não agüento ficar distante
De você,
É como estar faltando
Alguma coisa em mim.
Não sei o quê!...
Gostaria de traçá-la
Nas nuvens,
Mas mesmo assim
Triste!
Pois sei que elas se desmancham!
Não sei se suporto
A sua distancia
Mas queria
Morrer abraçado
Com você!
Maravilha
Desejo alegrias a todos
Neste mundo que derrama
Sangue tão negro.
Desejo as sete maravilhas,
Para ver o seu sorriso
De acalanto.
Desejo sorte, para ressuscitar
Os seus olhos distantes,
Que não querem enxergar
O belo.
Desejo o progredir, o amém,
Para você...
Porque sei que é preciso
Amar a si mesmo,
Amar a vida,
E erguer uma bandeira
Na amplidão.
DISTANTE DE MIM...
Resolvi caminhar...
Buscar novas paisagens...
Sair de mim...
Perder-me um pouco...
Fui para bem distante de mim...
Quis esconder de mim-mesmo...
Depois resolvi voltar...
Voltando a pé...
Num longo caminho...
Perdi de mim-mesmo...
Mas desejoso de voltar...
Será que me encontro?
Distante
Estar distante fisicamente
não quer dizer não estar presente
especialmente quem sempre está na sua mente
Você nunca irá desaparecer de repente
Aonde estiver esteja sempre contente
Tente ser paciente
Enquanto eu estiver ausente
pois em meu coração, você está sempre presente
E um dia estaremos juntos novamente
Sentia sede
Bebia agua
Mas a sede não parava
Sentia força
E sonolência
Sentia fome
Mas passava
Pensava distante
Só que sobre o nada
Sentia cansaço
Mas n dormia
Fechava os olhos
Mas logo os abria
Preparava o café
e não comia
Olhava para longe
e nada havia
Pensava distante
Mas não era sobre a vida
Era como ressaca
Sem alcool
Sem nada
Olho cansado
Pele seca
Olho cansado
Pálpebra seca
Olho morto
Pele seca
Lá estava minha agua
Na mesa
E Apenas a tarefa
Que eu havia de terminar
Que ruminava na minha cabeça
Na qual eu havia de não-procrastinar
" DISTANTE "
Se foi! Distante vai na longa estrada
e já não tem mais volta ao que antes era!
Se fez simples momento, uma quimera
a ser posta de lado e abandonada!
Deixou, como registro nessa esfera,
resquícios, cicatrizes da jornada
porquanto a alma inquieta, ali, marcada,
neste abandono insiste, em triste espera.
As gotas de um riacho correm, leves,
cientes que os instantes curtos, breves,
não mais retornarão ao leito de águas…
Distante vai, na longa estrada, o amor
deixando, aos lábios teus, o dissabor
e o gosto tão amargo de tuas mágoas!
@poetaesoneto - @s.juniorpaulo
https://poesiaemsonetos.blogspot.com
https://aquisonetos.blogspot.com
Astronauta
Meu sonho era ser astronauta
e as motivações poderiam ser das mais diversas.
Ver as estrelas, descobrir planetas,
acompanhar um cometa em meu foguete.
Mas não, senhores,
a ambição nem é assim tão interessante.
O que motiva mesmo é ficar
... distante.
As vezes meu pensamento
Viaja pra bem distante
Ancorou meu sentimento
Na raiz de um instante
Quando a raiz é forte
Regresso com segurança
Mas quando a raiz é fraca
Me perco numa lembrança
Mais sempre irei voltar
Por vezes muito pesado
Como a onda do mar
Molhando meus pés cançados
Vivemos em uma grande sociedade constituída de alguns grupos pequenos entre eles, intragan, facebook e Whatsapp através dele é que colocamos os nossos statue que alcança muitas pessoas comesando pelos amigos e parente que está distante.
Mesmo distante eu fale olhando nos seus olhos o que eu quero te dizer. Mas sinto que não posso aguardar mais! Preciso te dizer o quanto você é importante para mim você é o homem que quero na minha vida e que agrada o coração de Deus,e melhorou tudo que há de bom em mim,atribuindo a você o poder de decidir.Quer namorar comigo?
Pranto oculto
Por suas estrelas,
a noite é linda,
e a escuridão que
não se vê
é pranto oculto,
latejante,
vulto
que dói profundo.
Escala o mundo
… em vão.
É a estrela mais distante,
entalada na memória
e no semblante.
É como verso acabado
de amor sem amantes.
E a que brilha
é como a velha música
em notas da trilha,
algo grande que antes havia
e não há mais.
Por todas elas
a noite…
Às vezes escura,
às vezes bela.
É como a vida:
- Eterna espera.
Sentido
Vida sem sentido.
Caminhar a esmo, sem noção.
Sentir que da vida, algum
fato importante teria de
acontecer.
Então encontrei alguém, e
por esse alguém o amor veio.
Hoje com esse amor ao meu lado
vejo um céu limpo, sem nuvens
para viver.
Mesmo distante estando, o teu
amor junto está.
Sentido há em viver esse amor
que me é dado.
Roldão Aires
Membro Honorário da Academia Cabista de Letras. RJ
Membro Honorário da Academia de Letras do Brasil
Membro da U.B.E
Acadêmico da ACILBRAS - Cadeira - 681
Patrono Comendador Maestro Armando Caaraura - Presidwente
Um dia...
Eu sonho...
Eu tenho tantos pesadelos,
Alegrias pensativas,
Tristezas imaginárias...
E quando tudo se for eu ainda estarei aqui como sempre estive.
Tendo o mesmo muro de proteção de sempre.
Por mais que por dentro tudo esteja destruído.
Por mais que o silêncio ainda sim grite.
O sorriso seja um desfarce.
Um dia tudo será historia.
Um dia tudo se apaga.
Um dia tudo se liberta.
Nas alegrias sombrias,
Nas tristezas sofridas.
No sangue que escorre,
devido a cortes na alma.
Um dia tudo muda..
As pessoas matam o que resta... E tentam viver o que há de menos nocivo ao coração.
Mas saiba sempre disso um dia... tudo muda.
Tudo fica distante demais para se tocar.
Após longos anos de ausência, perguntei ao meu velho avô:
- O que aconteceu por aqui? Por que nossos campos já não são mais belos?
Com a mesma simplicidade de sempre, ele respondeu-me, sem demonstrar qualquer espanto:
- Não houve nada, meu filho. Foi você que cresceu tanto, que já nem consegue mais ver as coisas que antes sentia.
Além das Sombras de Ontem
Não me julgues pelo ontem,
onde sombras habitavam um passado distante,
como uma saudade que não sabe ser presente.
Não moro mais lá,
meu ser se desvencilhou das correntes antigas,
como a lua se liberta da noite.
Ao meu passado,
devo o saber e a ignorância,
as necessidades e relações,
a cultura que o moldou e o corpo que me guia,
como um rio que aprende a ser mar.
Não sou mais escravo de seus ecos,
nem de suas sombras persistentes,
que tentam se fazer eternas.
Hoje, sou um novo começo,
liberto dos grilhões que já me prenderam,
caminho firme na estrada presente,
sem olhar para trás, apenas em frente,
como um sonho que aprende a ser real.
Saudade é um sentimento forte
Que invade o peito, sem dar suporte
É uma falta que não se explica
Que só quem sente, sabe como fica
Saudade é a dor da ausência
Que só se cura com a presença
É a saudade que nós faz entender
Que o amor é importante, e essencial pra viver
Saudade é como uma ponte
Que liga o presente ao passado
É uma lembrança que a gente carrega
De tudo aquilo que já foi amado
Saudade é um sentimento lindo
Que nos faz sentir mais vivos
É a prova de que as coisas boas
Ficam guardadas no coração, como joias
Saudade é um sentimento forte
Que nos faz querer reviver momentos
É a saudade que nos faz valorizar
Tudo aquilo que é importante e verdadeiro de fato.
Pra cuidar de ti, eu
Atravesso o horizonte de chinelo, se preciso vou voar
Entre as nuvens e as estrelas,
Vivo sol, vivo garoa, mas eu vou te encontrar.
E pra cuidar desse sorriso, eu viro um peixe,
Nado rio, montanhas e céu só pra te ver
Não adianta nem pensar, mesmo bastante,
Meu desejo mais brilhante é ter você.
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu não desisto de você,
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu só quero amar você.
E pra cuidar desse carinho, eu mudo o mapa,
Faço você morar bem na minha frente
E como um sonho inconsequente, eu pulo no teu corpo
Pra que eu possa, te abraçar como sempre quis.
Eu vou até a outro mundo atrás de livros,
Aprender todos os caminhos pra alcançar
Aquele olhar que me acalma e faz me imaginar,
Como em um filme, do teu lado ser feliz.
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu não desisto de você,
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu só quero amar você.
E se a flor do paraíso for a chave,
Buscarei daqui pra frente,
Não tem nada que me pare nesse mundo,
Velejar como um pirata, tenho em mente,
Buscar um lugar que existe nós.
Talvez num conto de princesa, na areia
Frente ao mar encontre a minha sereia,
Te beijar e te mostrar que é daqui pra frente
Não esqueça, ''Quero um lugar que existe nós''.
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu não desisto de você,
Mesmo que esteja lá na lua, bem distante,
Eu só quero amar você.
No gélido dia de partida
Pelo embassado da janela
Eu vi as cores do horizonte
Pintados com as cores dela
Moldei na mente uma poesia
Palavras do meu caminhar
Com os sonhos doces e genuínos
Chorei pra que pudesse cantar
Ah, essa vida
Que corre demais
Igual um trem rumo ao destino
Gritando, sem olhar pra trás
Ah, essa vida
Que corre demais
Correndo mais que um cometa
Seu rastro é a sua paz
Essa vida.
O amor impossível é o verdadeiro amor
Outro dia escrevi um artigo sobre o amor. Depois, escrevi outro sobre sexo.
Os dois artigos mexeram com a cabeça de pessoas que encontro na rua e que me agarram, dizendo: "Mas... afinal, o que é o amor?" E esperam, de olho muito aberto, uma resposta "profunda". Sei apenas que há um amor mais comum, do dia-a-dia, que é nosso velho conhecido, um amor datado, um amor que muda com as décadas, o amor prático que rege o "eu te amo" ou "não te amo". Eu, branco, classe média, brasileiro, já vi esse amor mudar muito. Quando eu era jovem, nos anos 60/70, o amor era um desejo romântico, um sonho político, contra o sistema, amor da liberdade, a busca de um "desregramento dos sentidos". Depois, nos anos 80/90 foi ficando um amor de consumo, um amor de mercado, uma progressiva apropriação indébita do "outro". O ritmo do tempo acelerou o amor, o dinheiro contabilizou o amor, matando seu mistério impalpável. Hoje, temos controle, sabemos por que "amamos", temos medo de nos perder no amor e fracassar na produção. A cultura americana está criando um "desencantamento" insuportável na vida social. O amor é a recusa desse desencanto. O amor quer o encantamento que os bichos têm, naturalmente.
Por isso, permitam-me hoje ser um falso "profundo" (tratar só de política me mata...) e falar de outro amor, mais metafísico, mais seminal, que transcende as décadas, as modas. Esse amor é como uma demanda da natureza ou, melhor, do nosso exílio da natureza. É um amor quase como um órgão físico que foi perdido. Como escreveu o Ferreira Gullar outro dia, num genial poema publicado sobre a cor azul, que explica indiretamente o que tento falar: o amor é algo "feito um lampejo que surgiu no mundo/ essa cor/ essa mancha/ que a mim chegou/ de detrás de dezenas de milhares de manhãs/ e noites estreladas/ como um puído aceno humano/ mancha azul que carrego comigo como carrego meus cabelos ou uma lesão oculta onde ninguém sabe".
Pois, senhores, esse amor existe dentro de nós como uma fome quase que "celular". Não nasce nem morre das "condições históricas"; é um amor que está entranhado no DNA, no fundo da matéria. É uma pulsão inevitável, quase uma "lesão oculta" dos seres expulsos da natureza. Nós somos o único bicho "de fora", estrangeiro. Os bichos têm esse amor, mas nem sabem.
(Estou sendo "filosófico", mas... tudo bem... não perguntaram?) Esse amor bate em nós como os frêmitos primordiais das células do corpo e como as fusões nucleares das galáxias; esse amor cria em nós a sensação do Ser, que só é perceptível nos breves instantes em que entramos em compasso com o universo. Nosso amor é uma reprodução ampliada da cópula entre o espermatozóide e óvulo se interpenetrando. Por obra do amor, saímos do ventre e queremos voltar, queremos uma "reintegração de posse" de nossa origem celular, indo até a dança primitiva das moléculas. Somos grandes células que querem se re-unir, separados pelo sexo, que as dividiu. ("Sexo" vem de "secare" em latim: separar, cortar.) O amor cria momentos em que temos a sensação de que a "máquina do mundo" ou a máquina da vida se explica, em que tudo parece parar num arrepio, como uma lembrança remota. Como disse Artaud, o louco, sobre a arte (ou o amor) : "A arte não é a imitação da vida. A vida é que é a imitação de algo transcendental com que a arte nos põe em contato." E a arte não é a linguagem do amor? E não falo aqui dos grandes momentos de paixão, dos grandes orgasmos, dos grande beijos - eles podem ser enganosos. Falo de brevíssimos instantes de felicidade sem motivo, de um mistério que subitamente parece revelado. Há, nesse amor, uma clara geometria entre o sentimento e a paisagem, como na poesia de Francis Ponge, quando o cabelo da amada se liga aos pinheiros da floresta ou quando o seu brilho ruivo se une com o sol entre os ramos das árvores ou entre as tranças da mulher amada e tudo parece decifrado. Mas, não se decifra nunca, como a poesia. Como disse alguém: a poesia é um desejo de retorno a uma língua primitiva. O amor também. Melhor dizendo: o amor é essa tentativa de atingir o impossível, se bem que o "impossível" é indesejado hoje em dia; só queremos o controlado, o lógico. O amor anda transgênico, geneticamente modificado, fast love.
Escrevi outro dia que "o amor vive da incompletude e esse vazio justifica a poesia da entrega. Ser impossível é sua grande beleza. Claro que o amor é também feito de egoísmos, de narcisismos mas, ainda assim, ele busca uma grandeza - mesmo no crime de amor há um terrível sonho de plenitude. Amar exige coragem e hoje somos todos covardes".
Mas, o fundo e inexplicável amor acontece quando você "cessa", por brevíssimos instantes. A possessividade cessa e, por segundos, ela fica compassiva. Deixamos o amado ser o que é e o outro é contemplado em sua total solidão. Vemos um gesto frágil, um cabelo molhado, um rosto dormindo, e isso desperta em nós uma espécie de "compaixão" pelo nosso desamparo.
Esperamos do amor essa sensação de eternidade. Queremos nos enganar e achar que haverá juventude para sempre, queremos que haja sentido para a vida, que o mistério da "falha" humana se revele, queremos esquecer, melhor, queremos "não-saber" que vamos morrer, como só os animais não sabem. O amor é uma ilusão sem a qual não podemos viver. Como os relâmpagos, o amor nos liga entre a Terra e o céu. Mas, como souberam os grandes poetas como Cabral e Donne, a plenitude do amor não nos faz virar "anjos", não. O amor não é da ordem do céu, do espírito. O amor é uma demanda da terra, é o profundo desejo de vivermos sem linguagem, sem fala, como os animais em sua paz absoluta. Queremos atingir esse "absoluto", que está na calma felicidade dos animais.
Amor é um livro, sexo é esporte
Sexo é escolha, amor é sorte
Amor é pensamento, teorema
Amor é novela, sexo é cinema
Sexo é imaginação, fantasia
Amor é prosa, sexo é poesia
O amor nos torna patéticos
Sexo é uma selva de epiléticos
Amor é cristão, sexo é pagão
Amor é latifúndio, sexo é invasão
Amor é divino, sexo é animal
Amor é bossa nova, sexo é carnaval
Amor é para sempre, sexo também
Sexo é do bom, amor é do bem...
Amor sem sexo, é amizade
Sexo sem amor, é vontade
Amor é um, sexo é dois
Sexo antes, amor depois
Sexo vem dos outros e vai embora
Amor vem de nós e demora
Amor é cristão sexo é pagão
Amor é latifúndio sexo é invasão
Amor é divino sexo é animal
Amor é bossa nova sexo é carnaval
Amor é isso, sexo é aquilo
E coisa e tal...
Era o amor que tentei te oferecer!
Não consigo me entender
Sei o que devo fazer
É certo tenho que te esquecer
Mas é só aparecer,
Que me entrego a você.
Mas assim não pode ser,
Entregar-me e não te ter.
Não consigo me compreender,
Sei que não posso exceder.
Vou lutar contra meu querer,
Na minha cabeça meter,
Que um fim é o que tenho que fazer,
Quando será que vou aprender?
Meu desejo era te manter,
E cada dia mais te conhecer.
Agora começo a perceber,
O que eu não queria ver,
E o que você não tinha coragem de dizer.
Nunca me amaste, era apenas o aquecer.
Sexo, cama, e tudo que quisesse manter,
Sabe que basta me tocar para me derreter.
Sei que teus desejos consigo atender,
Nosso amor tem início ao anoitecer
E perdura até o amanhecer.
Mas não posso me corromper,
Sem você tenho que sobreviver,
Seguir a vida e me conter,
As lágrimas irei beber,
A saudade desfalecer,
Seguir em frente, nada irá me deter.
Adeus quem me fez viver,
Momentos que irão permanecer,
Loucuras de prazer,
Amei-te mas a este amor irei vencer.
E um dia quando você me rever,
Verás que mais do que prazer era o amor que tentei te oferecer!
