Carioca
Como um carioca de raiz posso dizer que ainda não tinha visto até hoje uma imensidão tão perfeita; com detalhes precisos em partes indescritíveis, tão simples e notória de sua face e corpo.
Ricardo Baeta.
Ana partiu do Rio com o coração cheio de sonhos, a alma carioca embalada pela fé. Atravessou montanhas em busca de conhecimento, deixando para trás o mar que tanto amava, para encontrar em Minas Gerais um novo horizonte. O curso de Letras se tornou seu refúgio, mas seu coração sempre clamava por algo maior. O desejo de ser médica, um chamado divino que ela carregava como uma prece silenciosa, dia após dia.
Os desafios eram muitos. A família, os sonhos adiados, as cobranças que pesavam sobre seus ombros delicados. Mas Ana, com sua fé inabalável, acreditava que Deus tinha um propósito maior. Sua vida era uma dança da esperança, e ainda que a medicina não tenha chegado como ela sonhava, sua luz não se apagava. Voltou ao Rio, ainda com o peito apertado, mas com a alma gigante, cheia de bondade e amor.
É essa luz que ilumina meu caminho. Ana, com seu sorriso que atravessa a tristeza, sua fé que me inspira. Ela é a esperança que se recusa a desistir, mesmo diante das adversidades. E é ao seu lado que quero caminhar, guiado por essa chama que aquece minha vida.
Menina Ítalo-Carioca
Menina carioca com traço italiano
Sua beleza europeia provoca onde passas
Homens jovens e maduros do vil cotidiano
Correria danosa que ao lhe ver se acaba
Ao caminhar pelas ruas mostra o patrimônio
Importado pela chegada dos seus ancestrais
Linhagem que seduz até os mais distraídos
A metrópole agiganta-se na sua beleza ainda mais
Seu belo corpo mostra-se em lindos movimentos
Expressão artística com complexidade da vida
Extravagante ação divina e natural no tempo
Mistura-se em emoções nos movimentos da dança
Sua beleza não contrasta com a sua inteligência
Quebrando todo o paradigma de que não combinam
Abrilhanta as pessoas nos recantos da vidas
Onde exala simpatia e sabedoria que não previam
Grandes mestres ao sentir o âmago dos versos
Dessa ternura nos trouxe simplicidade tamanho
Exaltando o amor seja ele Ágape ou mesmo Eros
Num desejo profundo dos seus olhos Castanhos
O que é o carnaval?
É frevo pernambucano?
Ou é samba carioca?
Será ritmo baiano?
É paixão do brasileiro
Que transforma fevereiro
Na melhor fase do ano
Carnaval é uma festa
O império da folia
Explosão de multicores
Aquarela de alegria
Onde o velho e o novo
Pulam no meio do povo
Com a mesma energia
Só tem uma coisa ruim
É a tal da quarta-feira
As ruas ficam vazias
Parece final de feira
Mas se serve de consolo
Depois de um ano todo
Vai voltar a brincadeira
DIA NUBLADO.
Charme é charme, com chuva ou com sol, IPANEMA é IPANEMA.
E quem falou que carioca não gosta de dia nublado?
Só se for em Inhoaíba. (com todo respeito)
Entre ficar preso no trânsito das marginais e tomar um banho de mar antes do trabalho, o carioca prefere a segunda opção. E é isto que fundamentalmente o diferencia do paulista.
DOCETERIA CARIOCA
Demétrio Sena, Magé – RJ.
O Rio de Janeiro
só tem bala perdida...
Ninguém perde bananada,
um doce de amendoim
nem jujuba, queijadinha,
pé-de-moleque ou cocada....
Ninguém perde nada mais:
uma broa, um bom-bocado,
doce de jambo ou de jaca,
queijadinha nem cavaca,
quebra-queixo, pirulito,
cuscuz nem língua-de-sogra...
uma sobra de paçoca...
No Rio de Janeiro
só se perde bala e vida,
não se perde nem se acha
um saquinho de Ki-suco,
goiabada nem mordida,
maria mole ou pamonha...
É tanta bala perdida,
que o Rio de Janeiro
já perdeu a vergonha...
Ser carioca
É gostar da vida
Gostar de ir a Praia
Gostar de ter amigos
Conhecidos de ontem são irmãos de sangue hoje
Vizinho é companheiro de casa
Sorriso é companheiro de Infancia
Ser carioca é ser maneiro
Encontros marcados são os de momento
Ir ao barzinho jogar conversa fora
É a religião
Falar de futebol é a política
Ser carioca é amar a vida
É amar o amor sobre todas as coisas
Ser carioca ..... Ô carioca .... Só nós é que sabemos, pois para nós a vida é amar muito e viver todo o momento !!!!!
Carioca do Complexo Amarelinho
Na
Singularidade
Da sinestesia
A diversidade
Que
Encanta
Ser
Protagonista
Da
Atenção
Deles
Ainda
Que
Por breves
Momentos
Magia
Dádiva
Divina
Um
Privilégio
Não quero jantar com ele (Marcelinho Carioca), não quero ser amigo dele. Mas dentro de campo vou passar a bola para ele.
O carioca é um ser encantado. No Rio, dois sujeitos que nunca se viram tornam-se como que súbitos amigos de infância e caem nos braços um do outro, aos soluços. E a única cidade em que pode nascer, entre dois desconhecidos, uma intimidade fulminante.
Sabe qual é a semelhança de um pato com um carioca?
Ambos saem da água falando Qualé! Qualé! Qualé!
Eu sou um poeta boêmio
E Ipanema é meu refúgio certo
Onde a musa carioca me inspira
E o ritmo Bossa Nova me encanta
Em meio às garotas douradas
Que caminham pela areia fina
Eu vejo a beleza da vida noturna
Lembrando de Tom Jobim e Vinícius de Moraes
Com acordes dissonantes inconscientes
Minhas notas musicais se fundem
Com a brisa do mar e as ondas da saudade
Em uma Bossa Nova de amor e paixão
Ipanema é meu lar, minha morada
Onde a noite se torna minha amada
E a boemia transforma em poesia
Cada respirar desta bela cidade.
Sou carioca e reconheço que a muito da arte se faz aqui mas a cultura brasileira em todo seu esplendor, só mesmo em São Paulo. A arte e cultura de todo o Brasil levada a serio com toda a dignidade que merece.
Na verdade o que a cultura carioca, amazonense e brasileira não sabe é que veio de Lisboa a ideia de todo o calçamento feito com pedras portuguesas, as mesmas que vemos no Brasil, equivocadamente e não originalmente na praia de Copacabana na zona sul do Rio de Janeiro e em Manaus. Mas para quem achou ate hoje que o desenho das ondas, foram feitas pelo contraste das pedras brancas e pretas que seriam exclusividade do calçadão de Copacabana, e que representam as ondas do mar da famosa praia e bairro carioca, ou mesmo na praça em frente ao Teatro Amazonas em Manaus, representando ponto alto turístico manauara que é o encontro das águas de duas cores ocorrido naturalmente entre do Rio Negro com o Rio Solimões, estão todos equivocados. O desenho original se encontra na Praça do Rossio, ao final da Rua Augusta, em Lisboa, Portugal, que é historicamente comprovadamente muito mais antiga que as localidades brasileiras. O que sei é que a calçada de Copacabana, foi realizada um pouco depois de 1922, pois o Hotel Copacabana Palace não ficou pronto a tempo para o aniversario do primeiro centenário da independência do Brasil, 1822 - 1922, como queriam os Guinle e tempos depois um engenheiro discípulo de Francisco Franco Pereira Passos que foi um engenheiro também e político brasileiro, prefeito do então Distrito Federal que era o RJ entre 1902 e 1906, que concebeu a ideia não original de fazer o mesmo desenho lisbonense em Copacabana já que tinha importado as pedras portuguesas. Diante disto fica registrado então para toda cultura brasileira que não conhece o Brasil, a minha humilde homenagem a quem teve a original criatividade da majestosa obra emblemática e por conseguinte ao original criador português, de fato e de direito. Falta me elementos fiáveis para pesquisa mas pelo que acho que sei o desenho original português é alusivo ao fato histórico do Grande Terremoto de Lisboa.
