Caco
A casa e o seu Dono
Essa casa é de caco
Quem mora nela é o macaco.
Essa casa tão bonita
Quem mora nela é a cabrita.
Essa casa é de cimento
Quem mora nela é o jumento.
Essa casa é de telha
Quem mora nela é a abelha.
Essa casa é de lata
Quem mora nela é a barata.
Essa casa é elegante
Quem mora nela é o elefante.
E descobri de repente
Que não falei em casa de gente.
O amor às vezes se espatifa no asfalto, se afoga na banheira, vira um caco de vidro debaixo do pé. O amor às vezes redime, noutras condena. É a nossa salvação e a nossa perdição, mais arame farpado que nuvem de algodão, mas quem há de renegá-lo quando ele chega abrindo todas as cortinas e acendendo todas as luzes como se a vida fosse uma eterna festa?
Era tudo mentira
o tempo todo e eu não pude percebe que os seus olhos eram vidros
caco de vidro, bonito
você é tão superficial
que me abalou com sua superficialidade
é tão banal
é passageira,
você passou,
o seu tempo se foi
o vidro quebrou e eu percebi que você é um repleto de nada, amontoado, no qual devemos recolher na pá pra não se cortar
catei seu caco pelos cantos da sala
joguei seu resto na lata do lixo
bye bye amor
Insensatez é triste.
Desistir de solucionar o dilema,
É a prova do cansaço .
Eu tô só o caco
Tentei juntar os pedaços
Não há mais espaços
Ei Domingo..
Estou farto.
O POETA, O POEMA E A POESIA
Eu como Escritor...
Não crio imagens...
Mais ás caço...
E com elas..
Observo e faço poesias....
Essa vida que levo...
Respiro o alfabeto completo....
Uso meu olhar e junto letras...
E derramo no filtro de minha alma....
Após isso...
Me sinto um caçador...
Aos poucos....
Me transformo em um trovador...
Nutrido e abastecido com letras filtradas dentro de mim...
Uso-as...
E faço Poemas e versos...
Universo esse...
Que me pernite em ser um Poeta....
Onde a dor e o clamor...
Misturam-se com alegrias e poesias...
Nas idas e vindas...
O teclado é o companheiro...
Onde o toc...toc...toc do meu dedilhar...
Se faz em meus ouvidos a melodia não cantada...
E poesia não falada...
E o poema não definido...
Explicar em detalhes...
Não...
Isso é inexplicável...
E defino tudo isso..
Em um sabor doce e notável...
E sinto que sou o poema...
Que faço o verso..
E inspiro poesias....
Autor :Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Estava na ponta da língua
quando eu tinha
quase certeza
que iria falar
Estava na ponta do caco
pronta para me cortar
aquelas palavras
e eu sabia que iria sangrar
Te deito na cama
Te caço com os dedos
Me faço rio
Me faço mar
Banho teu corpo
Canto teus sonhos
Vivo teus medos
Segredos
Me entrego de ponta
Mato tua sede
Bebo tua água
Lambuzo teus olhos
Como do teu prato
Tiro tua roupa
Jogo sapatos
Sou mulher
Louca
Pecado !
" Eu me acho porque me caço, tudo em mim que procuro eu encontro, não tenho medo do ridículo, pois é lá que é o princípio de tudo, não tenho medo do que vão pensar, não faço coleção de pessoas, cultivo amigos. Eu me acho, eu me como, eu me bebo, eu me amo, eu me doo"
Imploro teus olhos, caço: peço bis, tris...quero tudo mais uma vez. Sentir o mesmo frio, arrepios...tomar doses de desejos, comer do mesmo prato. Quero teu riso, teu rosto, tua voz...recomeçar, continuar, seguir... meus planos: reviver, reinventar, reescrever, viver tudo de novo !
São luzes de neon teu sorriso, são ostras teu olhar...caço, busco como quem deseja desvendar o mar !
PENSANDO
Agora,tão certo,pairo
nessa imensidão que obtenho.
Desnudo ter que caço,sem haver.
Me acompanha,a ilusão,numa passagem
lúgubre,que faz querer viver.
Seio ardente em brasa semi-morta - você -
que sem esforço põe a acender.
Estou silêncio de fazer o vento falar,
sobre tal força que há aqui,no meu pensar.
Me atiro na proposta desse tempo,
no meu infante segredo,
que revelo nesse lido poetar:
Estás quase aqui,como nesse retrato.
Imóvel.Abstrato.
E o imaginar,vai formando na retina
do meu olhar,uma ponte a ligar,
dois mundos mudos,divididos
entre muros,que impedem tocar.
Não o pensar.
-Te lembro...
