Caco
Caço teus olhos no meu tapete
Caço teu corpo no meu decote
Caço tua boca na minha cama
Caço teu riso no meu juízo
Caço teu abraço
Teu telefone
Caço teu cheiro
Teu nome
Na taça caço
Teu gosto
Caço
Teu sobrenome
05/09/2019
ANTI-PRINCESA
Não espero príncipe encantado.
Eu nem sequer sei esperar!!
Eu caço, eu luto,
eu sou a princesa hiperativa...
A princesa que salva o príncipe.
E que mata os dragões.
Estou um caos. Estou um caco. E sabe? Ninguém nota. Há quem disse uma vez que estaria comigo. Eu não devo mais confiar em ninguém nem esperar nada de ninguém. Eu sempre fui o amigo q eu estava presente, o amigo que corria atrás, mesmo quando se estava óbvio que minha presença não mudava em nada, mesmo assim eu ia. E agora que mudei, o que fazem? Me culpam, dizem que nada vem de graça e que tudo deve ser recíproco. Mas e porque então não estiveram comigo e não estão agora? Se eu sempre estive com vocês.
Meu recomeço
sempre parte de algo
que em mim se partiu;
de um caco
que ficou e não me feriu;
de um destino,
que não se cumpriu;
de uma flor,
que não se abriu.
E na reconstrução de
minhas partes,
pinto, contorno e faço arte.
Sou minha própria catarse
Recomeçar também é
reinventar-se!
25/09/2015
Cacos
As pessoas, te usam, te manipulam, te machucam de tantas formas, te deixam um caco, destruído por dentro, e depois ainda falam que você é pra baixo, exala energias ruins e se afastam de vc. Afinal, você não é mais útil pra ela. Sorte de quem encontra pessoas que recolham seus cacos e te ajudam a se montar novamente e quem sabe, voltar a ser luz.
Carregava a culpa igual mochila de concreto
A face dura por fora, alma em caco por dentro
Eu menti pra mim mesmo, neguei meu pecado
Mas o espelho da verdade sempre volta quebrado
Cada caco carrega uma versão nossa: o adolescente cheio de sonhos, o adulto que errou feio, a pessoa que amamos demais e estar longe, mesmo assim não desistiu no meio do caminho. Eles não são bonitos. São irregulares, rachados, com bordas cortantes. Mas, mesmo quebrados, ainda refletem.
É estranho como um pedacinho de espelho consegue mostrar uma verdade inteira. Nele vemos o medo que tentamos esconder, a força que não sabíamos que tínhamos, a cicatriz que virou marca registrada. Não importa o quanto a gente tente varrer esses cacos para baixo do tapete, eles continuam ali, brilhando quando bate a luz certa.
Talvez o segredo não seja colar o espelho de volta para ficar perfeito. Talvez seja aprender a conviver com os pedaços. Reconhecer que cada fragmento faz parte de quem somos hoje. Porque, no fim das contas, os cacos de espelhos que ainda refletem não mostram só o que fomos ou o que perdemos. Eles mostram que, mesmo quebrados, ainda estamos vivos, ainda brilhamos e ainda conseguimos ver beleza no que sobrou.
Hipócrita
Isso foi tudo que restou,
um caco de vidro enterrado no peito,
memória ferida que sangra silêncio,
eco de promessas que morreram no escuro.
Teu amor, hipócrita,
era fogo disfarçado de abraço,
ceniza quente que queimava e sorria,
um veneno doce que se escondia nos lábios.
E eu, naufrago de tua ausência,
vago entre sombras de nós que não existem,
cada suspiro um grito afogado
no abismo de um desejo que nunca volta.
A maior parte da crítica alheia não passa do caco refletor de quem projeta a frustração não resolvida sobre a sua jornada.
Não vale a pena. É como um diamante que se tornou apenas um caco de vidro que serve apenas para machucar alguém.
SABOR DE SUOR
Começo com olhar.
Morteiro e bem certeiro.
Te caço o dia inteiro.
Tentando te encontrar.
Num entrelaço de mãos.
Meus pés saem do chão
Minha cabeça a girar..
E ja não sinto mais nada.
Seguindo a nossa estrada.
A leve brisa do ar.
Seu abraço é um sossego.
Me acho, me aconchego.
Pra sempre quero ficar.
Me encaixo de cima em baixo.
Você mar; eu riacho
Correndo pra te encontrar.
Respiro o teu suspiro,
Nem sinto nem mesmo dor
.
Me mata a sede seu beijo.
Me enche de mais desejo.
Me farto no seu amor.
Congelo e também transpiro.
No ar que por ti respiro.
Querendo reencontrar.
Na pele corre um ardor.
E vejo o seu rubor.
O salgado fica dôce.
Com um sabor de suor.
