Caco
As vezes pergunto-me porque me doí tanto, por muitas vezes ter me entregado tanto. Digo-lhes, porque se eu não for assim fico doente. As decepções cada dia mais me ensina crescer e ser forte por fora, mais por dentro sou como um caco de vidro que precisa ser pegado com uma pá para ser jogada ao lixo.
Um sorriso no rosto não mostra sua dor, não transparece seu sofrimento. Mas quem te olhar nos olhos, identificará a solidão de sua alma.
E quando eu o conheci , tinha mais cinco ou sei lá dez, afim de mim , ou afim da minha boca apenas, recebi propostas e convites, de altos , baixos, ricos ,universitários, fortes e populares , tanta gente chata, mas eu estava um caco , um caos, e não queria ninguém, ninguém que me prendesse, ou que me apegasse, queria viver, sem laços , por que as vezes laços cortam e eu já havia sido cortada, mas aí ele apareceu, e os cortes cicatrizavam a cada palavra dita, quando percebi não havia mais cicatrizes , e ele , foi a minha única exceção
ALGAR
O sentimento caiu no buraco
Tão profundo que virou em pedaços
Não há como pensar juntar os cacos
Vida não negue apesar do estilhaço!
Quanto dura uma paixão?
Uma paixão não dura nada... Apenas dura a eternidade do sorriso que te cativa...
No fim de um dia...
No meio da madrugada...
Depois...
A alegria se torna amarga...
Caco de vidro que sob o sol...
Cintila e se apaga...
Agora...
Na superfície da luz procuro a sombra...
Seguirei a estrada...
Não deixarei para depois...
Abrirei as janelas de minha alma...
Para que entrem as estrelas...
Na rua, onde os ventos se cruzam, quem sabe, talvez...
Outra paixão desponte...
Os destinos se decidem...
A vida que tudo arrasta...
Arrasta os amores também...
Veneno absorvido pela ingratidão...
Vieste...
E fora vencida minha solidão...
Mostrate-me o que eu não conhecia...
Mas partistes...
De forma tão fria...
Levando consigo pedaços de meu coração...
A qual brincaste jogando-o no chão...
Vencido o sofrimento...
Da sorte sem piedade...
Sem ti correrá tudo sem ti...
E mais uma vez passarei...
Por essa tempestade...
Sandro Paschoal Nogueira
