Aurora
AMANHECER
A aurora da minha terra,
Tem os mais belos nascentes,
O rosicler doura as nuvens ,
E faz de ouro a serra,
As fontes são cristalinas
Formando águas correntes
Caindo do alto das pedras,
Formando um “véu de noiva”
Matizado de brilhantes.
A aurora da minha terra,
Tem um amanhecer dolente,
O sol olha de soslaio
Pro verde oliva das matas,
Os pássaros cantam românticos,
Apaixonados nos ninhos,
A natureza viceja ,
Na névoa branca e fria,
Que se desfaz com os primeiros
Raios dourados do dia...
Está tudo tão claro agora,
está tudo tão nítido
como o alvorecer
de uma aurora ensolarada,
como o céu anil de uma tarde de verão:
era amor...
MULHER
Eu te quero tanto agora
Como a aurora de ontem e anteontem,
Como a chuva de todos os invernos
Que alimenta o nordeste
Eu te quero como a tarde
Que arde de desejo
Sob o sol da primavera
Que as papoulas enrubesce
Eu te quero como as noites
Que alimentam os amante
Como as mães que seus filhos amamentam
Que amam seus maridos
E satisfazem seus homens
E se consomem nos partos
E morrem com seus abortos
Eu te quero como a vida
Que sai de suas entranhas
E sustenta a existencia da humanidade
Nesse ciclo que se renova
No teu beijo e abraço
Nessa essência de se dar e se fazer
MULHER
Tacaratu, meu verso primeiro
Nasci onde a aurora não apenas nasce — floresce,
como se o céu inteiro se inclinasse pra beijar a terra.
Ali, o luar não ilumina — acaricia,
com a ternura de um sonho que insiste em ficar.
Meu lugar…
ah, meu lugar é espelho da alma minha:
tranquilo feito riacho que desliza em segredo pela planície,
sereno como prece que o coração murmura sem voz.
Falar de Tacaratu é perder-se em devaneios sem fim,
é tecer saudades em fios de vento,
é chorar com os olhos fechados
por memórias que doem — e acalentam.
Tacaratu, terra de gloriosas nostalgias,
de encantos agrestes e eternos.
Altiva, como as serras do Piranhas que te guardam,
parte nobre do velho e sonhador maciço da Borborema.
És mais do que berço:
és raiz e voo,
és chão e reza,
és a metade de mim que nunca se ausenta.
Tu és minha.
E eu, irremediavelmente teu.
Somos feitos um do outro,
em silêncio, sol e saudade.
A aurora boreal, o arco-íris, o nascer e o pôr do sol, não se pode alterar, modificar a paisagem, o visual do horizonte, porém não é necessário pois a natureza é sábia.
Minha Natureza
Te vejo enigmática e surpreendente, com a mesma intensidade de cores da aurora boreal,
Te admiro com os mesmos olhares e desejos de poder tocar no arco-íris provocado por uma bela e refrescante chuva fina de uma cachoeira,
Te vejo passar como a corrente de um rio forte e puro cortando a natureza,
Te sinto como o vento soprando trazendo os cheiros das rosas, o frescor das brisas das manhãs e dos entardecer,
Te vejo, te sinto, te respiro, te quero, você é minha natureza.
"Ontens"
A poesia range
nas escoras do tempo,
nos dentes que caem,
na aurora perdida
do mês de dezembro.
A lucidez tange
o cós do movimento,
as fotos que varrem
tal coisa esquecida
as quais, não lembro.
Em teus olhos, encontro a aurora da minha existência,
Um brilho que encanta e alimenta a minha essência.
Não apenas és a minha pessoa predileta,
Mas a melodia que enleva minha vida completa.
Teu sorriso, uma constelação de luz e calor,
Iluminando meu caminho, meu porto seguro.
Em teus braços encontro o aconchego do lar,
Um refúgio onde posso me encontrar e sonhar.
E quando ecoa tua risada pelo ar,
É como música celestial a me embalar.
Tu és meu sentimento mais profundo e sincero,
O coração da minha história, meu elo verdadeiro.
Em cada pensamento, és a estrela que brilha,
Em cada memória, a tinta que colore minha trilha.
Não és apenas minha pessoa favorita, é verdade,
És minha vida, meu amor, minha eterna felicidade.
Em cada aurora, o céu desenha o prelúdio
De um "bom dia" teu, onde o paraíso se revela,
Na terra dos viventes, sob o sol que acorda
E nas flores que se abrem ao teu sorriso.
Será que compreendo, plenamente, tua essência?
És tudo aquilo que faltava em meu universo disperso,
A peça final que completa este quebra-cabeça
Que sou eu, antes incompleto, antes em sombras.
Ainda há tempo, sim, para semear a alegria,
Para colher os frutos doces da felicidade compartilhada,
Para nós dois, na dança harmoniosa de dar e receber,
Na música que só nossos corações sabem tocar.
Você expande o mundo dentro de mim,
Transforma o preto e branco em jardins de Monet,
Onde cada pincelada é um toque seu,
Cada cor, uma palavra do teu amor.
Você é a razão de cada riso, de cada passo,
Na caminhada pelas trilhas deste éden terreno.
O paraíso na terra não é lugar, mas momento,
Cada segundo ao teu lado, uma eternidade de contentamento.
Assim, cada dia desperto e reencontro,
Na simplicidade do teu "bom dia",
O gosto do céu, o sabor do infinito,
Onde amor, vida e felicidade são um só.
Ela é feita de aurora,
brilha suave como o amanhecer,
em cada gesto, uma história,
em cada sorriso, um renascer.
Seus olhos são janelas de paz,
refletem um mundo mais bonito,
onde o amor jamais se desfaz
e o carinho é infinito.
Seu toque é como brisa leve,
que acalma o coração inquieto,
como um anjo que nunca deve
deixar de ser afeto.
Ela é luz que ilumina a alma,
sol que aquece sem pedir nada,
e, em seu silêncio cheio de calma,
faz da vida uma jornada encantada.
Na aurora de um novo dia,
Surge a luz do teu sorriso,
Sobrinho querido,
Teu sonho é refulgente brisa.
Caminhas com passos firmes,
Desenhando caminhos de esperança,
Cada desafio, um convite
À dança da vida, em aliança.
Que o tempo te presenteie
Com cores, risos e emoção,
Que floresçam as manhãs
No compasso do teu coração.
Parabéns por mais um ciclo,
Por essa estrela a brilhar,
Que teu futuro seja repleto
De sonhos a se realizar.
Do infinitésimo ao infinito, da aurora do tempo ao futuro distante, do menor átomo até galáxias mais longínquas, de caçadores e coletores encontramos o caminho das estrelas, além de muitas respostas sobre a vida. É uma aventura com muitos heróis, para encontrarmos repostas precisamos de muita imaginação, mas não apenas imaginação, pois a realidade da natureza é muito mais maravilhosa do que tudo que podemos imaginar. Esta aventura só é possível graças a gerações de questionadores, questione tudo, pois assim o cosmo é seu.
Entre o Perdão e a Aurora do Amor.
Capítulo XV - Livro: Não Há Arco-íris No Meu Porão.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro. Ano: 2025.
Camille Marie Monfort caminhava por entre os corredores silenciosos de sua própria alma, onde ecos de antigas feridas insistiam em sussurrar lembranças. Cada passo era um diálogo com a ausência, cada suspiro, uma tentativa de reconciliar o ontem com o amanhã. Ao seu lado, Joseph Bevouir não era apenas presença; era horizonte, promessa e sombra. Ele carregava nos olhos a memória do que fora e a inquietação do que ainda poderia ser.
O perdão, nessa trama delicada, surgiu como vento inesperado: não pediu licença, não exigiu razão. Libertou antes que o amor pudesse ousar manifestar-se. Camille sentiu nas mãos um vazio que já não queimava; Joseph percebeu que o coração, antes contido, agora respirava em espaço desobstruído.
Entre eles, palavras não eram necessárias. Cada gesto era tradução de uma reconciliação íntima, um pacto silencioso com o tempo. O perdão abriu portais, revelou luz onde a sombra insistia e ofereceu o terreno fértil para que o amor, tímido e hesitante, florescesse com intensidade renovada.
E assim, num instante suspenso entre o que foi e o que virá, compreenderam que a libertação interior precede toda forma de entrega. O amor, sem pesos nem correntes, é a aurora que nasce depois da noite profunda do rancor. Camille e Joseph descobriram que o perdão não é fim, mas a promessa de novos começos e que aqueles que se atrevem a liberar a alma encontram, inevitavelmente, a plenitude do sentir.
O perdão é a primeira semente da liberdade emocional. Quem se permite perdoar antes de amar, descobre que o coração não carrega apenas cicatrizes, mas a capacidade de florescer novamente, mais intenso, mais vasto, mais verdadeiro.
Em cada aurora que nascia, era o teu nome que o vento sussurrava, e em cada pôr do sol, a tua ausência se pintava em tons de saudade. Lutei, dia após dia, em batalhas silenciosas que só o coração compreende, guiado pela esperança de ver teu sorriso novamente iluminando o mundo. Nunca houve desistência, nem um instante em que o pensamento fugisse para longe de ti. Porque esquecer-te seria apagar as estrelas do céu noturno — e isso, meu amor, é impossível.
Aurora
Quando tu surges
nas minhas pupilas
é como fosse a aurora
a eclodir no horizonte,
devoras a noite invernosa
intermitente na minha alma.
... Vislumbro delírios
Em uma nova aurora
Nave que tanto sonhos decolam
Na busca de algo que não se sabe agora.
"Nave Negreiros não tarda a chegar
Muitos morrem sem te encontrar".
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