Coleção pessoal de jose_nilton_de_faria
Nenhuma casa, aberta ou fechada, consegue conter a paz que sinto sob o céu aberto. Sou do campo, do vento e da floresta; é ali que minha alma respira livre.
Filho do Vento, do Sol e da Brisa, prefiro o horizonte de um planalto verdejante ao teto de qualquer morada. Minha felicidade é o céu aberto.
Diante de vós, senhores, encontra-se o meu povo, calado, austero, marcado pelo tempo e pelo sofrimento. É um povo conhecido pela sua índole pacífica e trabalhadora. Basta de ilusões, senhores! O que clamamos da terra e dos homens é dignidade, trabalho, pão, paz, liberdade.
Senhores, eis o meu povo — silencioso, austero, marcado pelo tempo e pelo sofrimento. Diante de vós estão meus irmãos, guardiões de uma história sombria. Basta de ilusões: o que clamamos da terra e dos homens é dignidade, trabalho, pão, paz e liberdade.
O Senhor recolhe o nosso choro e o transforma em chuva mansa de bênçãos, florescendo a terra que parecia seca.
O amor de Deus nos encontra exatamente onde estamos, mesmo quando achamos que nos perdemos no caminho.
Entre as montanhas da Serra do Espinhaço, Brejaúba repousa em um vale onde o frio e a brisa se encontram ao aconchego da névoa.
No silêncio do campo, a brisa e o canto dos pássaros convidam à reflexão profunda, onde cada plantio e irrigação moldam a história que culminará em frutos maduros e na poesia da vida.
O amor é uma força transformadora, baseada em atitudes práticas, paciência e doação, longe de ser apenas um sentimento passageiro.
Brejaúba guarda no peito das suas montanhas a simplicidade de um tempo que não passa, apenas permanece.
Todo ato de criação carrega a alma de um poeta, aquele que lapida o cotidiano e o transforma em verso, o comum em arte. Criar nada mais é do que poetizar o mundo.
