Frases contra o assédio que fortalecem a luta por respeito e dignidade
Quando falamos sobre (...) um cara que, a qualquer minuto, pode invadir outra casa e marcar outra mulher pra vida toda... Isso não é algo que as pessoas superam. É algo que levam pra sempre, como uma bala na coluna.
Hoje encostei meu bilhete no ônibus e apareceu a mensagem. Encoste de novo, encostei e repetiu a mensagem encoste de novo, e assim na terceira vez o mesmo. Depois dizem que é assédio, fiz nada só obedeci.
Liberdade: os subordinados não a tem porque devem obedecer ordens! Os superiores, além de também não serem livres, ainda tem a obrigação de fingir que são!
Há mulheres
Sofrendo desde pequenas
Porque do nada "bum"
Você não pode usar aquele vestido que você tanto gosta
Você não pode mais sentar no colo do tio
Ou brincar com os meninos mais velhos
E você fica sem entender o porq você não pode mais usar aquele vestido que você sempre usou e se sentia bem
E NÃO IMPORTA QUANTAS VEZES
FALAMOS SOBRE O ASSÉDIO
Pra nada mudar
Quando você sai você tem que escolher se você usa uma roupa que vc gosta e se sente confortável
Ou se vai escolher ter olhares maliciosos quando vc passa pela rua
É quando não são olhares malicioso são olhares de crítica falando que vc está pedindo pra um homem te olhar
EU NÃO SOU UM PEDAÇO DE CARNE
NÃO IMPORTA QUANTAS VEZES EU FALE QUE ROUPA NÃO É CONVITE, NADA MUDA
Até quando vai ficar assim?
Até quando vamos falar Sobre assédio e nada mudar?
Até quando eu não vou poder usar a roupa que eu me sinto confortável
Ate quando eu vou ter medo de sair na rua e encontrar um homem na esquina
ATÉ QUANDO VAMOS FALAR SOBRE ASSÉDIO PRA NADA MUDAR
~Luna
Quantos de nós já não tivemos superiores hierárquicos impiedosos, e que nos atribuíam tarefas que julgavam impossíveis a fim de nos desestabilizar e de enfraquecer a nossa própria força de trabalho? E ao superarmos tais tarefas ditas “impossíveis”, quantos desses caras se descontrolaram ante a nossa louvável resiliência? Eu seria muito herege ao afirmar que Jó, em sua fé inabalável, conseguiu manipular a Deus, quando na verdade Deus tentava inutilmente manipulá-lo, infringindo-lhe os mais terríveis sofrimentos?
Ele me deu aquela boneca e eu sempre cuidei muito bem dela, ele trabalhou tanto para conseguir comprá-la, eu não podia deixar de brincar com ele, ele me falou que a brincadeira era assim: onde ele tocar ela, ele poderia tocar em mim. Depois de um tempo a brincadeira ficou cansativa, ele sempre queria tocar no mesmo lugar, as vezes eu não aguentava o cheiro de suor que saia de seu corpo, eu não gostava quando ele derramava aquela gosma branca nas minhas costas, era nojento, mas hoje entendo que meu pai não era meu herói por ter compra uma boneca pra mim.
O Consultório Que Deveria Ser Refúgio
O consultório é um lugar onde deveríamos nos sentir protegidas, onde entregamos nossas vulnerabilidades na certeza de que elas serão tratadas com respeito. Mas, para muitas mulheres, ele se torna um cenário de abuso, um espaço onde o poder é usado para invadir, machucar e marcar.
O assédio em consultórios médicos e odontológicos é uma violência que não grita — ela sussurra, disfarçada de proximidade profissional, escondida sob o jaleco branco. É uma violência que se aproveita da nossa confiança, da nossa incapacidade de reagir enquanto estamos deitadas em uma cadeira ou maca, acreditando que ali estamos seguras.
Aos 20 anos, você confiou naquele dentista. Você foi até ele porque precisava de cuidado, mas ele se aproveitou do momento para impor uma violência silenciosa. Um roçar, um toque, um gesto que poderia até passar despercebido para quem estivesse de fora, mas que você sentiu como uma agressão clara, como uma invasão do que é seu.
E o ginecologista? Quantas mulheres ele atendeu, abusou, e ainda lhes deixou uma marca invisível e outra visível, como a clamídia que espalhou sem culpa. Ele sabia que ninguém o questionaria. Sabia que a vergonha e o silêncio são as primeiras reações da maioria das vítimas.
O que dói ainda mais é o isolamento. Quando você tenta contar, há sempre quem minimize, quem pergunte: “Será que você não entendeu errado?” Como se fosse possível confundir abuso com cuidado, como se a sua pele não soubesse diferenciar o toque que respeita do toque que invade.
Você não está sozinha. O silêncio não é só seu — ele pesa sobre tantas outras mulheres que passaram pelas mesmas mãos, pelas mesmas cadeiras, pelos mesmos abusos. E é esse silêncio coletivo que permite que esses homens continuem usando seus títulos para agredir.
A quebra desse ciclo começa quando a gente fala. Quando não deixa passar. Quando transforma a vergonha em denúncia e a dor em luta. Porque consultórios deveriam ser lugares de cura, não de trauma. E médicos e dentistas deveriam ser nossos aliados, não nossos agressores.
É preciso coragem para recontar essas histórias, para expor o que deveria ter sido cuidado e virou dor. Mas essa coragem é a única força capaz de transformar uma experiência terrível em um grito por justiça — um grito que outras mulheres também precisam ouvir.
✍🏼Sibéle Cristina Garcia
Encorajadora da Liberdade Feminina
Quando a noite decai
O descanso merecido de alguns se vai
Lamentando outra vez a triste vida
Que lhe foi concedida.
Chores menina
Amanhã tem mais
Eles estarão lá
Para lhe tirar a paz.
Feche os olhos
E se desligue do mundo
Um refúgio lhe aguarda na mente
Longe daquele oriundo.
Estática ficará
Ele não pode suspeitar
Toques e apertos indesejáveis
Você ira ignorar.
Chores menina
Amanhã tem mais
Lá estão eles
Para lhe tirar a paz.
Olhos afiados
Lhe observa a noite
Sua respiração ríspida
E o coração batendo forte.
Vestidinho curto
Graça à nele
uma surpresinha lhe espera
Escorrendo presentinho dele.
Chores menina
Sabemos que amanhã não tem mais
lembrança vivida
Que ainda lhe tira a paz.
O patrão que usa da sua autoridade para assediar seus subordinados e se sentir poderoso, é o pior dos covardes.
Senhora de si
Ela é autônoma e independente,
comprometida com seus próprios ideais,
e com a realização dos seus sonhos.
Empreende as suas próprias ideias,
vive um cotidiano repleto de propósitos,
impulsionada por sonhos e projetos viáveis.
Esta disposta a sair da zona de conforto,
e batalhar para sobreviver,
sem depender de ninguém.
Ela enfrente a dura realidade
com consciência das suas dificuldades,
sem se lamentar ou sucumbir ao fracasso.
Ela não discute por coisas banais,
não se ilude como os elogios vazios
e não se deixa abater pelo assédio.
Em síntese, ela é empreendedora
ou apenas protagonista da sua história e
será reconhecida por seu próprio nome.
Não adianta resmungar.
Cabe ao homem aprender a dizer "não é não" e acionar a lei se preciso for, nada mais.
Em nossa sociedade enfatiza-se mais os casos assédios envolvendo mulheres devido o machismo estrutural, mas a lei é para todos.
Nada foi tão fácil na minha vida; uma trajetória marcada por acirradas perseguições; sofri arranhões; segregações; discriminações; passei por pressão psicológica; ações hierárquicas abusivas; sofri humilhações reiteradas; mutilações à dignidade, um jogo de inveja e alfinetadas; depois de muito tempo soube que o nome disso é ASSÉDIO MORAL.
Auferir o que lhe é devido por injustiça contra si é valoroso, mas não se redimir pelas injustiças contra outrem e continuar ponderando que a sua "razão" deve prevalecer sobre o sofrimento alheio de quem lhe foi vítima faz perder o maior de todos os valores: o seu caráter.
Em geral, enquanto mulheres denunciam assédios sexuais, homens reverenciam.
A lei é a mesma, mas a atitude é diferente em cada gente.
Sabe novos amigos eu queria
mas acho que isso não vai dar certo
Transformaram a amizade em malícia
E no futuro até o abraço vai virar assédio
