Animais de Estimação
A LEI
Os gatos no telhado
Os homens com os ratos
Sentados na sala.
Armando as malas.
Nos degraus, desesperados.
Com os miados.
A Revolta dos Gatos
QUANDO A CAÇA SE TORNA CAÇADOR...
A revolta da tribo dos Gatos do Parque. Cansados de serem perseguidos pelos cães, alguns gatos se reuniram e passaram a conjecturar como seria possível se proteger diante dos frequentes ataques dos cães. Um Gatinho sugeriu que houvesse uma lei, obrigando os donos a colocarem guizos nas coleiras de seus cães. Um Gato Marrom ponderou que havia muitos cães sem dono, os temíveis Vira-latas. Outro Gato Cinza descartou a ideia, justificando que não havia Gatos vereadores para aprovar tal projeto de lei. Um Gato rajado acrescentou: " - E além do mais, mesmo que tal lei fosse aprovada e sancionada, iria demorar muito para ser aplicada." A cada instante mais gatos chegavam e a reunião se transformou em uma Assembleia dos Gatos. Muitos oradores se manifestaram. Democraticamente quem quisesse miar, perdão, digo, se pronunciar podia ocupar a tribuna, improvisada em cima de uma barrica. Após muitas horas de assembleia, um Gato Preto subiu a tribuna, exigiu silêncio e dissertou sobre a importância de treinar artes marciais para enfrentar os cães. E ao final concluiu: Devemos andar em grupos e atacar em conjunto cada cão vadio que se aventurar em nosso território. " - Eu declaro aqui e agora GUERRA AOS CÃES VADIOS. Os cães domésticos serão poupados, vamos nos concentrar nos cães sem dono." O Gato Preto foi ovacionado e sua proposta aprovada por unanimidade. A partir de então, muita coisa mudou naquele distante vilarejo, situado a meio caminho de onde Judas Perdeu as Botas.
(Contos Inacabados - © J. M. Jardim - Direitos reservados - Lei Federal 9610/98)
Gatos caem de pé.
Se nós caímos? Sim, claro! Desde pequeno, ou como aprenderíamos a levantar?
Mas hoje nos apoiamos nos pilares da experiência e não vamos ao chão com tanta facilidade. Retroceder? Só para pegar impulso.
Hoje somos homens que assim como os gatos caímos quase sempre de pé. Desafiamos a gravidade e às vezes caímos é para cima!
Para aqueles que esperam nos ver esborrachando no chão, lamentamos!
Gatos caem de pé.
Se os gatos parecessem sapos, nós perceberíamos quão desagradáveis e cruéis esses pequenos bastardos são. Estilo. É disso que as pessoas se lembram.
Lembre-se minha filha:
Na noite de sábado todos os gatos são pardos, mas sábado pela manhã, viram cachorros.
Sexta feira dia 13
Gatos pretos vasculham seu medo
Ansiosos ao receios das surpresas
Na noite cheia do azar e da sorte
Onde muitos nascem
Outros morte.
AMOR SEM FIM...
Meu amor queria ser irracional,
Ver você nas asas de gato,
Mas gatos não têm asas?
Você me questionaria.
O amor não tem lógica de existir...
Quero dançar um balé inventado,
Sem nomes complicados,
Sem pontas de pés e sapatilhas.
Quero unhas em minhas costas,
Palavrões num sussurrar de prazer,
Suores emanados pelo ar
E tendo você a tremer por ter me amado.
Quero amar você...
Sei que ai é o seu lugar,
Mas sei que meu coração fica vazio sem você,
Venha sentada num gato alado
O seu lugar ocupar...
André Zanarella 13-11-2012
http://www.recantodasletras.com.br/poesias/4601904
Gosto de ser uma pessoa normal.
Apenas sair com minha noiva e meus gatos.
Sou piloto de helicóptero. Gosto de voar de helicóptero. Faço muito isso em Los Angeles
Ex-quadros
Nos quatro cantos das paredes do teu quarto
Desfez-se o relapso ápice de nossos gatos por lebre
Refez-se a célebre solidão que nos persegue
Em presença contínua e desacreditada.
Verteu-se o teu luto ao consumir-me no vulto
De teus repetecos já enfadados da mesma cor desbotada
Ou da tez de minha blusa desabotoada
Amarrotada
Arrependida
De nosso prazer discreto e efêmero
Que agora vela esse meu sono noutras paredes
E em tantos quartos de horas mal resolvidas.
O medo e algo subjetivo, que faz de pequenos gatos virarem leões diante de algumas dificuldades. MARBREDA
Se der, mantenha os seus pássaros longe dos gatos
pelo único motivo.. .
"O Instinto".
rojanemary <3
Aprendi com os gatos a lidar com cobras, e por maior que seja a potência do seu veneno a mim elas são inofensivas.
Gyza Pereira
Explosão de mim
Eu fico na penumbra de meu quarto,
em minha cama grande e fria.
Entre meus gatos, busco calor.
Distanciamento e divórcio
tudo ao mesmo tempo.
Fecho me em meu mundo,
vivendo de utopias e devaneios,
escrevendo poesias,
ouvindo Rock n’roll
viajando, nas letras e nos sons
á busca de almas poéticas
porque me sinto sozinha,
e vejo as pessoas tão vazias
perambulando com seus olhares perdidos
procurando se preencher,
enquanto eu, transbordo.
Gatos carregam a beleza do mistério felino no olhar, a independência estampada em cada gesto. Gatos têm a alma livre.
