Amor Frio
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando afeto como vulgaridade. "Dai-me atenção", o peito assim implora,
Lembrando ao outro que ainda estamos vivos.
Mas tal súplica torna os amantes cativos,
Rogando carinho, suplicando clemência —
É o triste fim de toda a inocência. Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
tarde sonolenta
o corpo frio
a busca do amor
a palavra que não cabe
um clarão no céu
teu sorriso
e todos os meus desejos
numa felicidade que parece infinita.
o café frio
em cima da mesa.
o coração frio!
é culpa do amor
por não existir ou
culpa nossa que escolhemos desistir?
Como bons seres passionais somos engolidos pelos resquícios do amor, um amor requentado, frio e às vezes gelado; onde o ódio cede lugar para uma nova tentativa, já que teimamos em assoprar uma brasa que queima acesa em nosso íntimo
Nossa fé, quão fraca! Nosso amor, quão frio! Nossas obras, quão poucas! Nosso zelo, quão pequeno! Nossa paciência, quão curta! Nossa auto-negação, quão ínfima! Nosso conhecimento, quão obscuro! Nossa espiritualidade, quão rasa! Nossas orações, quão formais! Nosso desejo por mais graça, quão débil! Nunca o mais sábio dos homens disse tão sabiamente do que quando ele disse que, "não há homem justo sobre a terra, que faça o bem e nunca peque" (Eclesiastes 7:20). Disse o apóstolo Tiago que, "todos tropeçamos em muitas coisas" (Tiago 3:2).
Amor solitário
Eu abracei o meu amor e mesmo assim ela sentiu frio;
Eu a beijei e mesmo assim o olhar dela não brilhou;
Eu a amei mais uma vez com intensidade e mesmo assim ela não mudou;
Logo! O que me restou, foi ir embora sem olhar para trás.
Ecos de Um Amor Infinito
Em um dia cinzento e chuvoso, o céu chora,
E o frio abraça minha solidão,
Trazendo consigo o eco de um amor,
Que a distância transformou em saudade.
O silêncio se torna um grito,
A ausência, um fardo no coração,
Cada instante se alonga em agonia,
Enquanto espero por seu calor.
Os minutos se arrastam como eternidades,
Relembrando dias em que éramos um,
Agora, cada segundo é cruel,
Na espera de te ver voltar.
E quando o sol enfim romper as nuvens,
E seu sorriso aquecer meu ser,
Saiba que esse amor que guardo em mim,
Será eterno, mesmo se um dia tiver fim.
Pois, ainda que não seja imortal,
Que ele seja infinito enquanto durar,
E que nos corações que o acolhem,
Ecoe para sempre, sem se apagar.
o amor,que em quatro letras resumi um frio na barriga ou o aqueçer de um coraçao,algo me move intencoes e ganha paixoes.
Sem amor...
Sem amor ,o céu azul fica cinzento,
sem amor , frio ,fica até o sol,
sem amor a lua se esconde...
sem amor até um peixe sente falta do anzól.
Sem amor , a vida continua,
como uma escura rua,
onde não passa ninguém...
sem amor a vida fica sem sentido,
sem amor o sorriso fica escondido,
na tristeza da alma e do coração.
sem amor , a multidão vira solidão...
sem amor ,falta fome, falta sede,
sem amor a vida é pura ilusão.
sem amor não existiriam lares com parede,
Sem amor não existiriam famílias.,
sem amor não existe o ódio, para depois vir o perdão.
Sem amor onde eu estaria ?
Portanto , com amor a vida é tudo...
sem amor a vida nada seria...
apenas seres, sem alma e sem coração.
perambulando em destino...
para onde eu não sei.
Texto : Sem amor.
De Gilberto Braga
Quem “ama loucamente” não passa de um apaixonado, pois o amor verdadeiro é lúcido, frio e calculista.
O sonho...a dor
O sonho saiu
Numa noite de frio
A dor o seguiu, por amor
Companheira de jornada
Na chegada e na partida
Partiu por sonhar
Toda dor também sonha
E todo sonho tem lugar guardado
Para a dor parceira...e ela chega
Em cada coração que um sonho abriga.
Todo bom sonhador
Tem no peito o sonho...a dor
Cada qual do seu lado
O sonho é perfeito
A dor é dor
Não faz mal
Sonho bom foi feito para ser sonhado
E quando não der certo
O sonho sonhador e a dor, eterna amiga
Estarão sempre por perto
Sonhador que é sonhador...nem liga.
Edson Ricardo Paiva.
Já entreguei meu afeto, já me doei… Hoje, sou frio, um escudo erguido para sobreviver. Doar amor a quem não valoriza é soprar feridas abertas, não deixá-las cicatrizar. Esse gelo me protege, mas deixa uma saudade aguda
do calor humano que um dia foi natural… e hoje me trai em julgamentos e abandono.
Meu amor te amarei em pensamentos sem medo, sem frio, sem calor. Com muito amor de velarei pelos quatro cantos de mim, como se fosse metade de ti. Metade de mim é amor e a outra metade se funde nele, sem máscara sem medo, pois amar é segredo que a alma guarda no fundo do Coração. Amor é gratidão, perdão, reconhecimento, que o sub-consciente resgata do consciente. Quem ama entende a ausência do outro. Quem ama, sofre calado, no silencio do eu imaginário que assombreia a vida. Quem ama medita em meios às tempestades. Quem ama tem o livro de paginas, com linhas douradas e nele desenha, Deuses poderosos que cura, liberta e exalta fontes de Luz que alumia caminhos que a vida tem. Te AMO.
Balneário Rincão
Meu Balneário Rincão,
façam dias de frio ou calor,
tu és a razão deste amor
com todas idas e vindas.
A tua História forte,
indígena e desbravadora
está escrita nesta cidade
gentil, alegre e sedutora.
Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que captura o coração
e dele é a plataforma.
Mesmo que a sua gente
amável não me veja,
Sou eu a poetisa do mar
que nas ondas verseja.
Meu Balneário Rincão,
encanto do litoral sul
que beija os olhos
com as lagoas e o céu azul.
Um bocado de calor
e amor na alma
para aliviar a pena
de um mundo frio
e castigado
por poderosos que
quase não dão chance
da gente desfrutar
daquilo o quê
é feito para sossegar.
Dizem que, no fim dos tempos o amor da humanidade vai estar frio, desde quando o amor da humanidade foi fervoroso, pelo pouco que sabemos, a humanidade sempre viveu em guerra desde que o mundo é mundo, mesmo sabendo que um dia vai ter um fim.
Sem surpresas, fim.
Aqui está um pouco frio,
Mas não me impede de sair e chorar,
Esta dor que se alojou no interior meu,
Faz questão de a todo momento se apresentar.
Lembro-me então daquele anjo triste,
Das cancões de Renato Russo,
Encostando em seu corpo até que ele caísse,
Como se puxasse-o cada vez mais para o fundo do poço.
Mesmo quando quero sorrir de algo,
Sendo engraçado ou não,
Não riu, não posso ser salvo,
Já fez sua morada em meu coração.
Queria me despedir com gloria e honra,
Para deixar saudades e também lembranças,
Mas hoje sou a sombra das sombras,
Nada que se tenha orgulho ou espelhe esperança.
Nem sei qual o momento em que fiquei assim,
Nas carrego comigo uma única certeza,
Já não importa se vivo, morto ou afim,
A conclusão desta história para ninguém será surpresa.
