Amor Frio
De mágoa em mágoa, cavastes um profundo poço e dele, não pretendes sair, pois estás acostumado com a lama, o frio e a má postura de alguém sozinho, trancafiado em seu mundo de dor, sim, mas conhecido.
O fogo se acha Forte, se acha forte por queimar quem tenta pegalo para si. Mal sabe ele que as queimaduras logo viraram cicatrizes. E o que mata não é a queimadura e sim a ausência do calor que ele dava quando estava por perto. Agora ele se apagou, e o frio toma conta.
O frio que parecia fraco, forte e mortal ele se mostrou, ficou forte na ausência do fogo e na fraqueza daquele calor.
DESERTO DA SOLIDÃO
Entre dunas de areia que
São levadas pelos ventos
Sussurro dores e lamentos,
No deserto da solidão
A areia é tão quente e macia
Mas não vejo solução, no
Deserto que é minha vida só
Encontrei ingratidão.
Ainda que eu ande não encontro
Uma direção, perplexo e cansado
Me entrego a tão dolorosa depressão
As noites são tão frias e as lágrimas
Tão gélidas que congelado está meu
Coração, para onde se foi aquele
Sorriso que me mantinha vivo.
Os dias são tão quentes e mesmo assim não aquecem meu coração e continuo sozinho nesse deserto da solidão…
MEDL 2016/12/22
Friaca é sentida na pele e na alma. Temperatura matinal, prefiro a dor do frio do que um calor artificial.
De um sonho magnífico,
certa noite despertei.
Olhei para o lado e lá estava a menina...
cabeça apoiada no meu peito,
biquinho de passarinho,
como se quisesse um beijo.
Colada em mim, abraço apertado,
escondendo-se do frio.
De um sonho magnífico,
tornou-se tudo real.
Sorri e voltei a dormir.
Sou eu o frio a que me rendo,
espelho fractal do existido,
em etéreos espaços luminosos
onde a alma busca agasalhar-se
de amor, reflexo líquido.
O inverno chegou e só agora eu percebi: as minhas ilusões não são suficientes para aquecer a minha cama...
"Garçom, mais uma meia dúzia de tequilas e uma caipirinha, por favor, porque esse frio exalta solidão."
Entre o Frio
Interessante como os olhos através dos olhares eram.
E ao longe ao observar o mar o frio estava perto.
Interessante como a cor da pele eram.
Nasci para ser feliz na solidão.
Interessante como a escuridão dos cabelos eram.
Cada nota da canção tudo soando tão doce no coração.
Olhos de uma deusa que me mostra o paraíso.
Me encostei ali só para observar o mar.
Que dia frio na calada do dia, encosta e me abraça.
O vento me abraçava com os braços frios.
Poemas a voar ao recitar sobre o amor.
Velhas memorias de outrora, lembra-me uma garota.
Uma linda garota de vidas passadas.
E os raios a coroar seus lindos cabelos.
Linda, linda como uma girassol de nome, Carol.
Engrenagem do amor rotacionando sem parar.
E os pensamentos da alma era os mesmo.
Lembro que a amava, lembro que tinha amor.
Amor por aquela flor de girassol de nome, Carol.
Na presença do nada perdido pelo mundo.
Não esquecerei seu nome nem mesmo por um segundo.
Abraçado pelo frio e aquecido pela engrenagem do amor.
Inverno, brisa e canção
A mistura inverno, brisa e uma bela canção romântica é tão desafiador aos nossos sentimentos quanto uma conquista em pauta. Uma nova paixão quando se frustra o seu lamento é menor ao se comparar a um do passado que queríamos que desse certo ou até mesmo que tivesse sido do jeitinho que imaginamos quando a brisa acompanha a canção. Para onde quer que nossos olhos se fixem tudo perde o sentido,a graça e regressamos a um lugar que desconhecemos, não sabemos onde, quando ou com quem, apenas temos uma única certeza, a certeza do que foi bom e que poderia ainda ter sido.
O toque gostoso de uma música fala aquilo que sabíamos, mas que apenas adormecia em nossos corações. Nesses momentos que percebemos que amamos sem alguém para amar, pois o lado vago da cama fria, ainda espera o calor daquele que nos aqueceria nessa longa e duradoura solidão onde o travesseiro nos fazem companhia ao meio das pernas e braços ocupando não o seu, mas o meu lugar junto ao teu.
Que meus olhos estejam fadados ao gelo e não mais brilhe o sol para mim, depois de sua partida.
E assim, não mais vivo, mas sobrevivo a mim mesmo, entre noites e pesadelos.
Oh, amada minha, estrela substituta das manhãs, cujo o calor aquecia-me o coração, hoje, sem ti, não há sonhos além de frio!
Hoje o dia amanheceu frio...
Amanheceu sem a luz do seu sorriso, sem o canto da sua voz ...
Hoje o dia amanheceu frio ....
Amanheceu sem o calor da sua presença, sem o perfume que chega ate mim como uma brisa suave...
Hoje o dia amanheceu frio...
Amanheceu sem sua intensidade de viver, sem seu olhar sereno, sem seu Bom dia ...
Hoje o dia amanheceu frio ...
Amanheceu sem você ....
Não vejo o frio como ausência de calor.
Na forma mais poética de enxergar o mundo,
é o jeito do inverno falar sobre o amor:
aqueçamos nossos corpos no abraço.
Vem, deita, se aconchega.
Fica mais um pouco.
O Luar
Em uma noite fria, o luar aceso, tua pele a minha, um desejo.
Em um abraço que aperta, o tempo que para, em cada beijo que incendeia a alma rara.
Sobre o brilho prateado que nos cerca, nossa paixão se entrega.
Um amor que arde intenso e sem fim, presente eterno não só pra mim.
No abraço que nos funde, sem freio e sem pudor, sinto a brasa acesa do nosso amor.
Nossos lábios se entregam em beijos vorazes, desvendando desejos, em chamas e em fases.
Que o mundo se esqueça, que o tempo se perca.
Nessa dança que seduz, somos fogo e desejo sobre a Luz
Quero poder sentir os teus lábios pálidos e frios. Quero estar ao lado do teu corpo doentio. Irei beijá-la no auge da tua agonia. Irei amá-la até os fins dos dias...
O ser humano, para saber o que é luz, tem que saber o que é a escuridão. Para sabermos o que é calor, devemos saber o que é frio, finalmente, para sabermos amar, temos que saber como é odiar.
