Michael Bullet
A pior perda da minha vida até hoje foi quando eu me perdi, quando eu não me reconhecia, quando vivi os meus piores momentos e não tinha quase ninguém comigo. quando deixei de ser eu por causa de outra pessoa. eu perco qualquer pessoa hoje em dia, só não me perco nunca mais!
Ódio e amor possuem uma relação de coexistência que não podem ser evitadas, são como as duas faces de uma mesma moeda.
Hoje eu vi uma desconhecida,
O estranho é que eu sabia sua comida favorita, sua música favorita, seus segredos e medos,
Suas avenças com o pai, que ela tem uma mãe maravilhosa e que ela sente falta da avó materna
E que... aquele cheirinho dela de body splash me era familiar
Esperei por ti como se espera a aurora,
cinco anos de promessas no olhar.
E em meio a sete meses de sonho e demora,
num instante, vi tudo ruir, desmoronar.
O que faço com o que ainda pulsa?
Com o amor que resiste, mesmo ferido?
Se a conexão grita dentro do peito,
mas a confiança jaz esquecida no abismo?
Tentei costurar os pedaços partidos,
mas o fio da verdade já não segurava.
O tempo, que antes nos trouxe tão perto,
agora só arrasta o que restava.
E mesmo sabendo que o "nós" se perdeu,
me pego chamando teu nome na brisa,
como se o vento pudesse trazer de volta
o que nunca mais cicatriza.
Tornou-se o amor um fardo de ofício,
Qual pauta vã de lidas rotineiras,
Onde as almas, em horas passageiras,
Cobram o afeto como um sacrifício.
Mandamos, pois, a conta da saudade,
Como se o bem-querer fosse tributo,
E o coração, mendigo resoluto,
Rogue por parca reciprocidade.
Lembrar ao outro a própria existência
É triste laborar, pesar profundo;
Rogar uma migalha neste mundo
É dizimar do orgulho a decência.
Mas, ah! Se o dom não nasce da vontade,
E o sentimento exige vil cobrança,
É vão nutrir do amor a esperança;
O afeto imposto é mera falsidade.
Rasgo, portanto, a conta da ilusão,
Não sou credor de afeto ou de favor;
Se não for livre e dado com ardor,
Dispenso a esmola de outro coração.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Como um mendigo que lamenta e chora.
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Não há decreto que o faça mais doce.
Se o bem-querer não nasce por vontade,
Qualquer esforço é pura falsidade.
Rasgo, portanto, as folhas da ilusão,
Não sou o banco de outro coração!
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Ao fim da luz, a alma exausta e cega,
Cobra o afeto que o outro então lhe nega.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando o afeto qual vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora
Lembrar ao outro que inda estamos vivos,
Torna os amantes míseros cativos.
Rogar carinho, suplicar clemência,
É o triste fim de toda a inocência.
Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando afeto como vulgaridade. "Dai-me atenção", o peito assim implora,
Lembrando ao outro que ainda estamos vivos.
Mas tal súplica torna os amantes cativos,
Rogando carinho, suplicando clemência —
É o triste fim de toda a inocência. Porém, se é lei pedir, já tudo errou-se;
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Fez-se o amor um ofício, um fardo frio,
Rotina vã de um coração vazio.
Cobramos foros dessa vã saudade,
Tratando afeto como vulgaridade.
"Dai-me atenção", o peito assim implora,
Rogando carinho, suplicando clemência
Quero o calor que chega sem cobrança,
Pois no amor servil não há esperança.
Tua presença se tornou coisa rara.
Tão perto o passo, tão distante o peito,
No frio abismo desse amor desfeito.
Queres do afeto os louros e as delícias,
As convenientes, cálidas carícias.
Porém, do amor recusas o tributo,
Calando a voz num silêncio astuto.
A tela fecha, a queixa vem tão pronta:
"A vida pesa e a fadiga aponta".
Mas cinco instantes para um doce aviso
Parecem-te a ruína e o prejuízo.
Gozar do bem sem ter a obrigação,
É a lei covarde do teu coração.
Onde o diálogo falta e a alma cala,
O desinteresse ecoa pela sala.
Se o nosso laço exige tal cansaço,
E preferes a fuga e o embaraço,
Recolho o meu afeto e a esperança,
Pois onde não há troca, a alma cansa.
