Ameniza minha Dor
Minha Dor...
Você não sabe o quanto me dói,
Quando pergunta onde foi a minha alegria...
Quando quer saber de onde vem tanta tristeza,
Que agora é clara e evidente em meu ser...
Mal sabe você, que toda essa amargura,
Que em vão tento esconder,
Vem de um amor distante, apenas dos olhos,
De um amor que não pôde florescer...
Mal sabe você, que os dias vão passando,
E com eles a minha vontade de viver vai se esvaindo...
Ah, como eu queria extravasar...
Poder ficar ao teu lado e te dizer, palavras simples,
porém marcantes, quando ditas com o coração:
EU TE AMO !!!
Não sei se me sinto egoísta, te querendo como eu quero
Te amando como eu amo...
Você não me pertence...
Você é do mundo...
Acho que isso aumenta mais a minha dor...
Saber que tenho que te compartilhar,
Com seu trabalho, seus amigos, suas coisas...
É que, o que eu sinto é tão grande, tão forte,
Que já não dá mais pra segurar sozinho...
Preciso de você ao meu lado, antes que me enlouqueça...
Preciso de você ao meu lado, antes que desapareça...
A distância é ruim...
Tem gosto amargo da saudade...
Da incapacidade...
Da sumida felicidade...
Dizer mais o que ?
Que eu amo você !!!
Estou só a imaginar
O primeiro segundo
Sem você
...
A minha garganta a apertar
Uma dor martirizante em meu coração
...
Esquecerei de respirar
...
Uma agonia vai me dar
...
Desespero
...
E agora?
Esquecer?
Recordar...
“Contagiante indisposição”
Já não sei mais o que causa minha dor, estou cansado de acordar todos os dias receoso de perder as horas, o café não tem aquele gosto do feito por minha mãe.
Estou refém do repetitivo tic-tac, as cores antes cinzentas se tornaram incolores, a rotina tornou-se minha desgraça, algo que nunca alivia.
As caras não fitam minha cara, os sorrisos são de descontentamento, as brigas há tempos deixaram de ser glamorosas e o ponteiro do relógio continua mandando e valendo.
A minha família é artigo de luxo na prateleira da loja cara, apenas uma vez consigo certo tempo, estou indisposto e com ingratidão,não sei o que quero,sigo apenas naquela mão.
Tudo de fato é a mesmice que cerca a nação, nunca pedi uma vida controlada pelas horas, mas o que tenho é o que agradeço, o vírus contagia sem tempo nem hora, apenas distrai com seu contratempo.
O fôlego que tenho não é o de dias atrás, acho até um exagero,trôpego vão os anseios de minha jornada,a jangada que um dia falara,afundou,levando junto meu aconchego.
Só eu sei dos meus medos, da minha dor e da minha alegria,
Só eu sei como é meu dia a dia...
Quem vem para somar é sempre bem vindo
Mas se for para dividir podem ir partindo...
Que somente a luz permaneça e que ilumine sempre o caminho daqueles que fazem por merecer.
Meu inferno será minha salvação.
Minha dor será minha cura.
Minha lagrima sera o tempero que dará maior sabor ao meu sorriso.
Minha tristeza dara um dimensão maior as minhas alegrias.
Pequenas perdas na batalha, servem pra avaliar a estrategia e vencer a guerra.
Meu caminho esta traçado por mim.
Minha força será minha força
Sua dor pode ser maior que a minha, mas isso não muda o fato de que sinto algo, nem diminui a intensidade do que estou sentindo. Respeite isso.
Minha dor
O dor que jamais quiz
O dor que de escravo me fiz
Dor que dos lamentos causaram
Da onde o destino pressentiu.
Me rouba a saudade
Me faz aprendiz
Essa dor me conjuga
O tão docê que é viver.
Entre tantas perversas distâncias
Na maldade é que se enxerga o amor
Quando nada não basta o perder
Nem gotas de sangue recupera o ganhar.
O dor que caminha sem pedras
Dor que decide por mim
Tantos são o dias sem gloria
Triste são os dias sem fim.
Vira folha
Se soubesses da minha dor
Falarias de forma suave
Sua voz aguda é uma gafe
Permita-me dizer
Que não mereço tal desprazer
Mesmo assim ainda desejo você
Olhe-me de frente
Estou lhe pedindo perdão
Mas que erro cometi?
Estou me humilhando
Matando sem dó o orgulho
Residente neste ser vaidoso
Coloque-se no meu lugar
E deixe os velhos pecados para trás
Vivo em busca de femininos lábios, prazer voraz
Penteie os fios do ciúme tecidos em lã
E não mais traga a sua irmã
Senão desse amor outra vez me apoderarei
Bernardo Almeida (Livro Achados e Perdidos)
►Lembrete Na Cozinha
Eu pensei que se eu fechasse os meus olhos,
Toda essa minha dor acabaria
Mas quando os abri, o que restou foi o ódio
A tortura me deixara um lembrete na cozinha,
Dizendo que mais tarde voltaria.
Hoje eu disse a mim mesmo para me manter de pé
Disse a mim mesmo que faria o que puder,
Para ser feliz, para ser o que eu quiser ser
Eu me preparei para mais um dia comum,
E deixei minha tristeza fazendo jejum
Tudo se adequando, conforme o plano
Mas, infelizmente a vida fez sua jogada,
E me apunhalou com a garota das minhas fábulas
Aquela que dedilhei em linhas mágicas
Golpe baixo ou não, isso feriu gravemente o meu coração
E, quando retornei à minha cama, eu disse a almofada,
"Ela não mais me ama, minha saudade por ela clama"
E, inusitadamente, eis que o desânimo
Tomou posse da minha semana.
Mesmo que eu me previna
Mesmo que eu pressinta,
A dor da decepção sempre me humilha
Essa é minha vida, essa é minha sina
E a minha história sempre me ensina,
Que meus erros são apenas presságios
E que os meus ideais não passam de raios,
Que acertam duas vezes o meu retrato.
Às vezes, distraído, eu levo alguns tombos
Às vezes indago se, em minhas costas, há um anjo
O mal que sofro cada dia que uma lágrima caí,
Me deixa cada vez mais perto do precipício que vejo por aqui
Eu tento enxergar além da névoa do medo e ódio,
E, às vezes eu enxergo amor, ou algo similar
Enquanto meu espírito estiver sóbrio.
Ainda não desisti da minha rotina,
Muito menos da minha jovem vida,
Mas devo admitir que às vezes ela me intriga
Eu resolvo um problema, logo sou recebido com ironias.
O tempo cura tudo, menos as más escolhas
Elas irão me perseguir até minha cova,
Mas eu ei de aproveitar minha vida até o cair da última folha
Sei que tenho um caminho imenso a minha frente,
Mas a minha vontade de ser feliz me dará forças
Encontrarei alguém que poderei dizer que me entende
Tudo o que peço é que haja tempo para tudo isso,
Sei que meu futuro não será um desperdício,
Pois, em meus ombros, carrego a determinação do meu pai
E em minhas pernas, a resistência da minha querida mãe
E, quando eu sair de casa, sempre irei olhar para trás
Para que eu me lembre onde poderei voltar,
Quando os meus sonhos eu realizar.
Adormecer é tudo que não quero
A dor que me afaga o peito
Adorna minha vontade em um feito
Ação de amar e sofrê é um fato
A qual não fujo
A qual é maldição
A qual tremo o olho
A lágrima seca me afoga
MINHA DOR
Ando em frente
Mas trago resquícios do passado
Superamos problemas, passados, presentes,
Passamos por cima de orgulho, quebramos protocolos
Lutamos e ganhamos, às vezes não
Deixamos orgulho, egos
Tudo é aprendizado
O sofrimento só nos fortalece
Quem não aprender pelo amor
É porque não soube valorizar
Precisei sofrer consequência
Ainda que eu esteja por cima
Não esqueço que passei pra aprender
O sofrimento não tem cor
Só eu conheço minha dor.
Você pode até não entender a minha dor, mas isso não lhe dá o direito de me taxar de fraca. Você nem imagina quantas vezes fui obrigada a prosseguir com vontade de desistir. E quantas vezes tive que engolir o choro e estampar no rosto um sorriso que nem era meu.
Sou muito fechado, não consigo dividir minha dor com ninguém.
Prefiro guardo tudo, e esperar passar. Ou apenas diminuir a dor.
A gente sempre é bom com o outro, mas quando se trata de nós.
O medo fala mais alto.
Cada vez que alguém que me diz que minha dor, real, é emocional, sinto uma emoção verdadeira de mandar à...
O amor que te guardei
Pra você guardei todo o meu amor,
Guardei toda a minha dor,
Pois, de que serve uma paixão
Sem o ardor no coração
E a ausência do perdão.
Cair no esquecimento
Como a brisa de um vento
Ao lembrar nossos momentos
Na esperança de um voltar.
Pedaço do céu no vão da telha
a luz vermelha e o teu vestido furta cor
a minha dor e a tua dor mirando no telhado um copo de conhaque transbordado
derrama estrelas no pano xadrez
a mesa rir, a maquina toca um bolero enquanto eu sedento espero
por você a minha vez
COM DOR 🙏
Com pena minha escrevo
Todas as dores do corpo
Becos lamacentos por aí
Nos abismos entre desertos
Obstáculos correm nas veias
Sangrentos pés arrastados
Velhos farrapos vestidos
Ferido corpo na areia quente
Impulsos ferozes nos canteiros
Lá de casa definições marcadas
Vendaval perdido no mar
De tantos sentimentos de piedosas
Intentações já no inferno
Carrego os olhos cansados
Nas ironias esquecidas de ninguém
Rasgo o ventre de minha mãe
Sem ter intenção de o fazer
Morro de cansaço no moinho ao vento.
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