Frases de visita
Sou de muitas faces,
posso facilmente enganar,
um mestre dos disfarces,
não uso cartão de visita,
muito menos um crachá
posso ser uma criança linda,
ou talvez, um palhaço
e alguns risos arrancar
aos poucos, vou destruindo vidas
demora pra alguém, sequer, desconfiar,
mas posso ser descoberto,
tenho minhas imperfeições,
às vezes, é tarde, já tenho causado
várias perturbações,
meu principal rival Nunca Dorme,
então, sendo eu, O Mal,
também sou incansável,
seja mais precavido
e tente estar preparado.
Em certas tardes chuvosas com a chuva que cai dos meus olhos por olhar em volta e receber a visita da grande saudade que sinto de ti e dos momentos valorosos que vivenciamos juntos, os quais não voltarão, eram repletos de simplicidade, felicidades momentâneas, porém, marcantes, confortos em meio às adverdades, o amor entre nós era uma constância, uma notória preciosidade, agora, só consigo revivê-los em algumas das minhas melhores lembranças, uma forma de trazer-te para perto, de acalmar meu coração, assim, para de chover, seco meu choro e relembro que foi uma dádiva de Deus ter tido a tua presença no meu mundo e que se fosse possível e ficasse pelo menos por uma instante na tua frente, diria que ainda continuo amando-te constantemente e que ficaria extremamente feliz se um dia nos encontrássemos novamente.
A visita cativante da lua durante a tarde, que se destaca num céu azul com sua aparência elegante, mesmo de uma maneira mais discreta e traz com ela, um pouco da essencialidade da noite, uma oportunidade para se pensar em um amor, baseado na verdade, num raro entrosamento, olhares que se correspondem, integridade de sentimentos, onde as qualidades são mais chamativas, sobressaem os defeitos, a cumplicidade é nítida, enriquece certos momentos, entre os quais, à noite, sob o luar, ele está encantado, agradecido, bem apresentável diante dela, toda radiante, sorridente, perfeita em um lindo vestido, cena imensurável, veemente, típica de um bom livro, em cujas páginas, o amor está presente demasiadamente vivo.
Hoje, recebi uma visita inesperada,
porém, bastante agradável,
de uma pessoa amada,
então, validamos o momento
com sorrisos partilhados,
acesos com sinceros sentimentos
de espíritos gratos.
Ilustre visita
Vieste do serrado ou de outra biota,
Como uma Janota,
Roubar o silêncio da madrugada,
Lindo cântico e empolgada,
Boneca esbelta e olhar triste,
Com elegância e graciosidade
De única singularidade
Que em lugar algum existe,
Embevecendo-me com seu gorjeio,
Exibindo sua poesia
Sedução, encanto e devaneio
Com graça e simpatia
Seriema de todo dia.
Por ti eu lisonjeio.
Ademir Missias
Dizem que quando um beijo flor lhe faz uma visita em sua morada, é um espírito anunciando um presságio. É uma tentativa deliberada de antecipar o futuro, avisando que está por vir uma perda querida.
Momentos e os espinhos
Em certos momentos, a vida se torna uma visita indesejada aos meus olhos, e isso se deve às inúmeras ocasiões em que insiste em enviar a saudade, envolta em espinhos, fazendo com que meus olhos sangrem ao lembrar de você. Esta cruel e insensível lembrança que se arrasta em minha direção constantemente, por vezes até diariamente. É angustiante esse sentimento que se desdobra a cada ciclo, e dolorosas são as lembranças que o tempo me traz incansavelmente.
❝ ...Quando o sofrimento nos visita e as
lágrimas tocam o chão, quando nos
sentimos pequenos e sem valor, minha
alma clama pelo teu nome, me prostro
de joelhos e deixo meu coração tocar o céu.
Sei que nunca me desamparou, sei que não
estou sozinha, o seu olhar esta sobre mim.
Andei pelo vale das sombras e sempre
esteve comigo, me livraste das mãos dos
perversos e me resgatou....❞
------------------------------------------Poetisa:: Eliana Angel Wolf
O tempo mudou para valer
o vento bramindo até grita
o ouvido chega a doer
e o friozinho nos visita
Para não congelar
e para o dia acontecer
algo quentinho vamos tomar
precisamos nos aquecer!
Venho então vos oferecer
um chocolate quente ou café
está bom, sim, botem fé!
e aceite quem quiser
TEÚDAS E MANTEÚDAS?!
Do alto do romântico tanque das canelas, aonde eu ia todas as vezes que visitava o meu saudoso “Beneficio”, só para espiar as “caboclinhas” como eram chamadas pelos seus patrões e que ali lavavam suas roupas e da vizinhança. As nossas, porque se usufruíam das benesses da água, por obrigação tinham que lavar também as roupas da patroa, minha avó.
Todas elas de pele negra e poucos sonhos, mas donas de belos corpos, muito embora, visivelmente sofridos. Ainda assim, lindas por natureza. Por trás das moitas que surgiam não se sabe como, entre as gretas dos lajedos dos tanques de pedras, eu que naquele contexto iniciava-se à puberdade, me escondia por trás das mesmas, apenas para cubar a beleza sútil daquelas lavandeiras que vinham quase todos os dias ao tanque das canelas cumprindo o mesmo ritual. Muitas delas, dado à calmaria do lugar, ou quiçá, por espontaneidade, se sentiam à vontade durante a labuta aproveitando o sol que queimava vossa pele.
Ora! Eu apenas um guri se iniciando na puberdade, e filho inocente de uma formação patriarcal, não somente deixava aflorar a inocente curiosidade de me perguntar por que aquelas moças eram tão “diferentes” de mim como ensinava meus avós? Também deixava aflorar um sentimento de paixão infanto/juvenil, ainda que platônico. Assustado, ficava a me perguntar: Por que meu vô as chamava de teúdas e manteúdas, além de caboclinhas. E, ali ficava horas após horas a ouvir suas melodias que se harmonizavam com a batida das roupas sobre as rochas. Tudo aquilo para mim era motivo de alegria e diversão, muitas vezes tentando rabiscar suas caricaturas usando cacos de telhas sobre a rocha ou nas folhas verdes do agave (Sisal) nativo da região.
Já no final da manhã, apresentando os primeiros sintomas de fome, porem ali pregado, não podia sair sem antes assistir ao que se repetia quase que cotidianamente. As lindas lavandeiras num gesto natural exibindo seus belos corpos. Lavando-os como se estivera lavando aquelas malfadadas roupas. Aquele gesto me despertava muita curiosidade. Para meu desatino e frustração, logo se ouvia um grito... Ei moleque! Era meu vô a me procurar, instante em que as donzelas cor de canela mergulhavam nas águas do épico tanque das canelas, não sei se pelo fato de ali está alguém à espeita a lhes observar, ou pela súbita chegada de meu avô o que já era corriqueiramente e para mim estranhamente de praxe.
E o menino inocente e sonhador se embrenhava nos arbusto a procura da casa grande onde acometido de enorme ansiedade ansiava o raiar de um novo dia.
Agora já crescido não há mais dúvidas sobre a beleza anatômica e subjetiva daquelas inspiradoras e belas mulheres.
Todavia, aquele guri agora feito “homem” mutila-se ao indagar-se – O que de verdade existira entre meu vô e aquelas belas magricelas, se não a exploração de corpos e segregação de sonhos. Teúdas e Manteúdas jamais, execradas e torturadas. O bastante para a grande desilusão de meus sonhos pueris.
É muito mais fácil orar por um chato do que ir visitá-lo.
Não é barulho vazio,
é poder que quebra normas.
O Espírito Santo não visita...
Ele habita, Ele reina!
Não vem só em culto forte,
Ele mora na alma cheia.
Espírito Santo, Tu és bem-vindo,
não como visita, mas como Dono do lar.
Faz do meu coração Tua casa,
do meu dia a Tua habitação.
Molda-me conforme o Teu querer,
enche-me com Tua direção.
Que eu jamais troque Tua presença
por qualquer distração.amém.
Jesus chorou sobre a cidade dura,
Que rejeitou a visita da cura.
Disse: “Quantas vezes quis te ajuntar…”
Mas o coração do homem quis se afastar.
Seu corpo é só o seu cartão de visita, o que importa mesmo é o seu caráter, sua essência, fidelidade e lealdade.
Sou uma exposição cheia de esculturas,um dia todas já foram vivas,não se assuste se em uma visita não se reconhecer.
Existem lugares do passado que fomos visita-los de novo, é bom caprichar no disfarce como se fosse visitante pela primeira vez.
