Versos do Cotidiano

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⁠Os sábios são calmos de proceder.
...porém de alma em ebulição, talvez por perceber o cotidiano de tolices...

Inserida por dalainilton

FELICIDADE EM PEDAÇOS

No cotidiano da vida a gente aprende, aprendendo lições de que para a viver e conviver a gente precisa ser cada vez mais gente.
Às vezes nos tornamos ranzinzas, julgando que a experiência nos dá o privilegio de nos tornarmos mais exigentes ou absolutos.
Ledo engano.
No mundo de hoje, temos que nos reciclar e reinventar, para continuarmos atualizados.
Caso contrário, paramos no Tempo.
O tempo urge e passa e não para para dar caronas.
É raríssima essa tal de Felicidade plena e encantada, cantada em versos, musicas e prosas.
O que existe são momentos felizes: FELICIDADE EM PEDAÇOS.
Ninguém come um bolo inteiro de uma só vez.Ele é degustado em fatias, para descobrirmos o seu verdadeiro sabor e aroma.
- Ah! Estava-me esquecendo: não queira comer o pedaço do outro ou o bolo inteiro. Divida-o com alguém.
Pensemos nisso...
Márcio Souza.
(Direitos autorais reservados pelo autor)
Márcio Souza. 11.09.17

Inserida por marsouza42

Ah, os flertes urbanos. Os encantos do metrô, os artistas do centro da cidade e o moço da lambreta bege, que ainda espero encontrar de novo um dia. A timidez nos trava e nenhuma palavra é trocada, nada acontece. São apenas olhares, mas que nos trazem sorrisos a cada dia.

(Flertes Urbanos)

Sente-se a falta do calor humano.
Sente-se a falta de não ter um plano.
Atrasado, arrasado, sem horário...
Vive-se a vida em busca do salário.

Vive-se o mundo assim tão solitário.
Sente-se a dor que vem no aniversário
Em que o tempo lhe mostra o ledo engano
De ilusões que se criou ano após ano.

Canta-se ao mundo inteiro o desconforto
Ao perceber seus sonhos distanciando.
Mas se cantas: porque não estás morto.

Conecta-se. Transforma-se, minguante!
Reascende-se a vida sempre quando
Busca-se pela flor que existe adiante.

⁠☕️
"A vida é mestra em nos presentear com certos e perfeitos sabores que só a simplicidade tem."

Não deixe que o tempo tire de você
a alegria de se encantar com
os detalhes... pequenas delicadezas
que enriquecem a nossa alma de
felicidade!

OUÇA MINHA HISTÓRIA *

Ouça minha história,
Como se ela fosse importante,
Ofereço-lhe minha memória,
A alma temerosa, relutante...

Ouça minha história,
Vou lhe falar do quanto já sofri,
Dos amores que amei,
Das vezes em que quase morri,
Das lágrimas que chorei;
E de como enfim, sobrevivi.

Ouça minha história,
Tantos erros cometidos,
Numa luta inglória,
Palavras ditas em vão, momentos perdidos,
Em tão curta trajetória...

Ouça minha história,
Onde a felicidade também teve lugar,
Verões luminosos, inesquecíveis,
Beijos cálidos á luz do luar,
Risos francos, audíveis,
Muitos sonhos para sonhar...

Ouça minha história,
Sei que não ouvirá nada de novo,
Falo de uma vida de derrota e vitória,
A vida simples de alguém do povo.


*Poema participante do Coletivo Declame Para Drummond 2012

Não Quero Apontadores
O apontador de lápis é a prova viva que nem sempre a evolução quer dizer melhora, ela quer dizer mudança. Quando apontamos um lápis com apontador, ou ele não aponta por completo ou a ponta se quebra. Com um estilete é diferente, esteticamente não pode ser melhor, mas com certeza é mais prático e eficaz, os cortes feitos, além de prazerosos para quem os fazem, moldam o lápis ao seu bel prazer, na hora de afinar a ponta, o pozinho deixado pela raspagem do grafite será soprado, inexplicavelmente uma sensação de dever cumprido brotará dentro de nós, suavemente a ponta será testada nos dedos (os mais corajosos o fazem nas bochechas) e o lápis pode enfim continuar os seus afazeres.

Temi durante anos uma rotina, isso me parecia tão mórbido, tão acinzentado.
Agora depois de tanta eventualidade me vejo sonhando com aquilo que sempre relutei.
Será que é isso mesmo que quero, ou apenas estou cansado?
Acho que estou cansado... Cansado de não saber o que quero.

O mundo fuma
A neblina destruidora
cachimbo da paz
Paz e guerra
Paz?
Paz que carrega cicatriz da fonte
O mundo
fuma
População da poluição natural
Industrial
Até o pulmão
que não escolheu fumar,
fuma
Na casa, na rua, no lago
Fuma o mundo
Sem ar está
Prende expira expira
Fuma
O pulmão do mundo
Que não escolheu fumar

Vida


⁠Qual o sentido da paz
Perdoar e ser perdoado
Amar e ser amado
Aceitar o que a vida traz

Querer justiça quando injustiçado
Fazer graça com o humor alterado
Dormir tranquilo quando cansado
Acordar disposto para o trabalho
Um drink com um cigarro
Sem destino dentro de um carro

Chorar quando triste
Sorrir quando feliz
Saber que amor existe
Curar e ver a cicatriz

Vida que roda em ciclos
Dias bons dias ruins
Adquirir novos vícios
Ser o palhaço desse circo

Vida, vida , vida
Quanto tempo ainda temos
Qual a hora da partida
Aceitamos tudo que perdemos?

Seja bem vinda , chegue mais
Ou até logo , até mais

Todos queremos ser felizes.
Mas, o que é felicidade para nós?
O que nos fará felizes?
Um corpo atraente? Uma vida saudável? Um bem material? Reflita, o que lhe traz felicidade?
Acredito que após breve reflexão, você possa pensar que felicidade é estar em paz consigo mesmo, pois todas as outras coisas acima citadas são efêmeras.
Você pode viver se sacrificando para ter um corpo e uma vida mais saudável, porém, seu corpo é perecível. Os bens materiais, lhe trarão alegria momentânea, pois logo serão substituídos.
Assim, posso dizer que a felicidade está em ter paz consigo mesmo, com as pessoas a sua volta e com o que possui, sem no entanto viver em função de tudo isso.
Desapegue e seja feliz, quanto mais leve a carga a ser transportada, menos pesado é o trajeto, mais longe chegará.
Pense, reflita.
Paz e bem.

⁠A cada dia que passa é uma realidade a mostrar uma evidência que muitos ignoram, a de que o dia e a noite são apenas meros instrumentos que o tempo sinaliza para o óbvio, que as ilusões do cotidiano não são o caminho para a felicidade.
Mais nas reflexões da vida jamais se analisa o tempo que passa na velocidade da luz, e sim a razão pautada nos acontecimentos diários…

Alegoria

Eu sabia, mesmo sem ve-la, eu sentia, ela está no meu dia-dia.

Tecnologia, criticada ou amada é indispensável á nossa correria.
O que é hoje natural, sem ela não seria.

Todavia, sem hipocrisia ou analogia a nenhuma ideologia, através dela lhe apresento uma poesia. - Adilson Gregório

Inserida por AdilsonGregorioJr

E agora!!!
As vezes as proezas
Nem sempre são coesas
Andante, Andarilho
Mundos diferentes
Gestos confusos
Distrai minha mente agora
Onde vou o que eu quero
Simples vivo
Busca insensante
Caminhos variáveis
Bifurcações impostas
Posta a frente
Escolha chega
Não defino
Findo os pensamentos
Não chega conclusão
Hora! E agora!
Donde vou
Vejo-me entre
Ventre construo formas
Para renascer
Um novo jeito
Estiriopo sou
Retalhos de mim
Trapos jamais

Inserida por GabrielldeCastro

Dizem que durmo tarde,
tarde não durmo então não entendo!
Quando adormecem já está tarde,
e eu durmo cedo... Amanhecendo.

Inserida por SilvianeMoon

Bobagem se preocupar com quem gosta ou não de você, com o que pensam ou dizem ao seu respeito, todos tem defeitos.
Basta lembrar que: nenhum deles é melhor que ninguém e o que eles podem você pode também.

Inserida por Marcelo_M17

Ambição
Me falta em demasia
Almejava antigamente
Um futuro
Pelo qual aprendi lutar
Porem
A peleja se mostrou um circulo
Qual sem fim
Tonteia-me em seu girar
Enjoa a todos que a mim formam
Nascidos da solidão
Lutando uma batalha que começa a estender-se
Entre paredes que se fecham
Encurralam
Cada vez menor se torna o mundo
Que sem ter pr'onde correr
Amoitado permaneço
Estremecendo de medo
Da queda
Que outrora fascinava
Da qual fugi
Pela mão que a mim se estendeu
Levantou
E pôs-me a lutar
No circular coliseu
Mosh pit centrifugador da sanidade
Drena cada gota de energia
Que a cada dia mais difícil se torna
Repor

Inserida por crislambrecht

Escuridão que me cerca hoje é mais densa do que a de ontem, é assim todo dia...
E é por isso que luta nunca acaba!

Inserida por Dom-Oliviero

POR AÍ

Hoje saí pelas ruas da cidade
Vi edifícios com mil janelinhas
Cada qual com uma história para contar
Vi gente apressada mesmo sem ter onde ir
Vi a moça fazendo bala de coco no tacho
O coco queimado no açúcar tinha cheiro de infância
Por alguns minutos fui criança outra vez

Senti cheiro de terra molhada ao passar por um jardim regado
Senti respingar na pele águas de um chafariz
Senti alegria ao ver o abraço entre duas crianças
Senti uma vontade danada de sentar numa calçada
E sentei

Hoje saí pelas ruas da cidade
Achei tantos tesouros
Que jamais poderia pagar.

Inserida por elis_barroso