Vento
Quando nossa vida é sustentada pela Rocha Eterna que é Deus, não há vento que nos derrube, nem tempestade que nos abale, pois estamos firmados Naquele que silencia o mar revolto com uma palavra e nos faz caminhar sobre as águas com coragem e confiança.
Não seja o vento que agita o mar do seu próprio coração,há tempestades que só existem porque insistimos em soprar onde Deus nos pede silêncio.
Nossas vidas, tal como estradas,
veem pessoas passar.
Algumas deixam suas marcas no pó
e o vento do esquecimento
pra longe as leva;
outras, ficam guardadas na lembrança
tanto que nada apaga os passos
que conosco trilhou;
Mas há aquelas que,
mesmo conhecendo cada atalho,
cada pedra, cada esquina do caminho,
continuam na certeza de que
há muito mais para saber, para conhecer.
E não tem medo de cair e levantar,
pois seguram em nossas mãos
tendo a certeza de
que a amizade transita
olhando pra frente!
10/12/2015
Quando o vento levanta a poeira
que turva meu olhar,
não me desespero mais.
Porque acredito na chuva mansa
que virá lavar meus dias,
aplacará a sede
das flores do caminho e
me fará transbordar
em Paz infinita.
Pois é certo
que nada é para sempre,
e depois das tempestades
(que vêm tentar assolar nossa calma)
floresce dentro da gente
um jardim de tranquilidade,
onde firmo minhas raízes na Esperança.
Porque ter Fé
é guardar o Sol dentro do peito
para iluminar em dias sombrios!
10/12/2015
Ei, esse celular vai te comer vivo, largue ele por aí, dê um tempo, durma direito, sinta o vento, visite a família, cante uma trilha, vá andar na rua, tome banho de chuva... VÁ VIVER.
Não recarregue seu celular com sua energia.
"O vento leva apenas as folhas secas."
Gratidão à Deus, por mais esse dia. Uma ótima noite à todos nós!🙏🏿
Dias iguais?
Se tem uma coisa que posso afirmar é que nenhum dia é igual ao outro... O vento muda, temperatura muda, até a muda cresce, e as vezes em um piscar de olhos, floresce, padece, aduba a terra em seu espaço...nem mesmo a saudade é igual, sempre em seu passo pedindo mais o abraço, e quando se dá conta, os incontáveis abraços se entrelaçam mais, laços, raízes que geram unidade que arrisco a dizer ser uma arte, a arte de ser parte.
Cabelos e Olhos de Outono
Teus cabelos, cor de terra molhada,
dançam ao vento, leves, encantados,
como folhas de outono recém-caídas,
trazendo calma ao meu peito apressado.
Teus olhos… ah, teus olhos castanhos,
são poços profundos onde me afogo sem medo,
neles cabe o sol, a noite e meu sonho,
neles mora o segredo que tanto desejo.
Quando me olhas, o mundo se aquieta,
o tempo desacelera, quase se esquece,
e cada batida do meu coração repete teu nome
como se fosse música que nunca envelhece.
E eu, perdida nesse calor ameno,
sei que amor assim é raro e verdadeiro,
pois nos teus cabelos e olhos castanhos
eu encontrei meu lar inteiro.
Menino de Sol e Vento
Num canto qualquer da rua encantada,
dançava um menino de alma dourada.
Cabelos cacheados, nuvem em espiral,
como se o vento pintasse um vendaval.
Olhos castanhos, cor de aconchego,
onde mora a calma e também o apego.
Brilham como tarde em fim de verão,
com o calor do mundo em seu coração.
Riso leve, quase cantiga,
voz pequena que o tempo abriga.
Passa entre folhas, corre com o chão,
como quem guarda segredos na mão.
Ele sonha alto, mesmo sem saber,
que em seu olhar há tanto por ver.
É feito esperança que não se desfaz,
menino de luz, de amor e de paz.
Cacheado de sonhos, castanho de céu,
carrega a ternura como um anel.
E onde passar, deixa poesia,
como quem vive pra ser alegria.
Nos Cachos do Teu Sorriso
Nos teus cachos castanhos, o vento passeia,
trazendo segredos que a noite semeia.
Cada onda em teu cabelo, um verso perdido,
cada riso que nasce, um céu colorido.
Tão alto tu és, mas perto me sinto,
quando teu olhar desenha o infinito.
Teu sorriso é estrela, um doce feitiço,
que prende, que acalma, que é puro e bonito.
Se o mundo desaba, se tudo é escuro,
teu riso ilumina e faz tudo seguro.
E se algum dia me vires perdida,
segue teus cachos são minha saída.
Realidades
Em um mundo desilusório
o vento se desespera
a lua canta ao anoitecer
enquanto o sol lhe espera.
No mundo das ilusões
os pássaros cantarolam no jardim
e todas as aves vão voando
pra bem longe de mim.
Enquanto leio camões
vejo toda a soberania
de muitas decepções
e de muitas fantasias.
Eu ainda temo muito
e temo enquanto viver
mesmo com a realidade
ainda ponho-me a sofrer.
Em um mundo de historietas
e de crianças desobedientes
eu aprendo a dor mundana,
calada e inconsciente.
Vejo beleza no mundo
mas temo muito a sagacidade.
Preciso parar de pensar
e dar um fim na realidade.
Ninguém sabe o que as pedras compõem, mas o vento sussurra, as árvores ouvem, as folhas dançam e as nuvens choram.
Queria ouvir o vento contar histórias
das madrugadas frias que ele enfrentou,
dos sonhos plantados em longas memórias
e dos frutos que a vida, enfim, lhe entregou.
Queria ver o sorriso simples e verdadeiro
desse homem que aprendeu com a dor,
que sabe que a terra é o seu primeiro
e eterno livro de trabalho e valor.
Aqueles que não sabem perdoar estarão perdidos no vento, sem saber qual é o caminho de volta ao seu verdadeiro lar.
🕊
A vida é às vezes como um vento leve até brisa suave... Mas, na sua maior parte do tempo, vemos ela como uma tempestade!
Poema- Canção da mata
Por entre as veredas longas onde o vento se deita, ergue-se o dia lento, qual velho camponês curvado, e a terra, vermelha e viva, abre o peito ressequido para acolher o suor do homem que nela põe seu fado.
Nas brenhas que o sol coroa, canta o sabiá sereno as folhas, de tão antigas, guardam segredos do tempo, e o rio, que nunca apressa, leva em suas águas mansas
as dores de quem labuta e o amor de quem é atento.
Eu, filho destes sertões, que o mato abraça e consome, carrego o peso da enxada como quem carrega o nome.
Mas quando a tarde desmaia num tom de ouro e púrpura, meu peito se firma e canta — pois é em ti que a alma pulsa.
Ó minha doce senhora, flor que Deus plantou na sombra, teu olhar é brisa leve sobre o rosto de quem sofre;
e teu riso, fonte clara onde até a saudade dorme, é consolo para o homem que vive entre céu e os rochedos.
Aqui, onde o chumbo das nuvens ameaça as madrugadas e o trovão, senhor antigo, açoita o rancho de barro, amo-te com força brava, tal qual o vento das matas que rasga folhas e troncos, mas nunca perde o passo.
Se a vida, por vezes, pesa — qual saco cheio de milho — tu és o alívio doce que ponho sobre o ombro.
És o canto que me guia pelas sendas do destino, és o lume da esperança quando o mundo fica assombro.
E juro, diante da lua, testemunha das distâncias, que hei de te amar, minha bela, enquanto o campo florir,
enquanto houver rio que corra, e o sabiá tenha canto, e o roçar da noite antiga lembrar-me de te sentir.
Pois ainda que o tempo passe, e a roça tome meus dias, teu nome, qual prece antiga, minha alma há de repetir.
E quando o sol, já cansado, encerrar minha jornada, serás tu, minha morena, meu derradeiro sorrir.
Não fique parado no tempo, esperando pelo acaso.
Seja o vento que ninguém segura e apareça inesperadamente, mostrando sua força e seu poder para mudar uma situação.
O que queres poeta?
Quero a leveza do vento que entra pelos fios dos meus cabelos em preto e branco.
Quero a verdade das crianças, a beleza das rosas vermelhas e ficar corada por amar demais.
O que queres poeta?
Quero me sentir desejada, amada, querida e admirada, ser o lugar que ninguém é, um lugar que só eu posso ser, e sou.
O que queres poeta?
Que o relógio pare, toda vez que eu amar e me sentir amada, mais nada.
Nildinha Freitas
