Vento

Cerca de 13022 frases e pensamentos: Vento

Eis que o vento sopra em meu rosto, em meu corpo.
Vindo de frente, refresca minha fronte, massageia meus cabelos.
E eis que me fragmento num sem-número de sementes de dente-de-leão, sopradas pelo vento.
De minha essência nada resta, pois me espalho por onde ando, por onde as sementes voam.
Quisera ser flora para te encantar, e o fora, fora um dente-de-leão. Leão manso, de altivo passo, retumbante rugido e suave respiração.
Meus cabelos, ora juba, ora inflorescência, balançam ao vento e espalham sementes de dente-de-leão pelos campos ondeantes onde ando.
Outrora rugi, outrora rosnei, outrora agarrei, mas não aguentei. Outrora, eu era. Agora, deixo de ser.
Nada detém o vento, que num redemoinho me envolve, meus fragmentos revolve, num rodamoinho me dissolve. Sou capítulo soprado.
Me fragmento num sem-número de sementes, que voam pelo vento. E na terra, em minhas pegadas de leão, nascem dentes-de-leão.

(Epitáfio anemocórico, no livro O Bruxo de Curitiba)

Ah, vento amigo, me leva contigo,
onde o silêncio sabe cantar.
No sopro do sonho, o elo é antigo —
dois lados do vento, voltando ao mar.

Dois Lados do Vento”




És como um sonho, impossível de ser vivido,
te vi nas alturas, meu amigo querido.
Voavas sereno, no céu tão aberto,
guiando meus passos, no deserto incerto.


Ah, vento amigo, me leva contigo,
por entre nuvens, eu quero te achar.
No som da brisa, o amor é abrigo,
na alma do tempo, voltamos a voar.


Eu também te vi, nos tons do amanhecer,
teus olhos guardavam o nascer do ser.
Na areia deixaste traços de luar,
onde o infinito veio descansar


Ah, vento amigo, me leva contigo,
onde o silêncio sabe cantar.
No sopro do sonho, o elo é antigo —
dois lados do vento, voltando ao mar.






.*♡*.¸¸.*☆*¸.*♡*.


















•ஐﻬﻬஐ๑۩۞۩๑ ๑۩۩۩۩๑ ๑۩۩๑۩

Por sua jovem conduta, és vento que viaja sem rumo, mesmo assim, pergunta-te por que não vives sem mim!
Sou teu abrigo e segurança, meu moranguinho, teus ais são um arco-íris.

No fim, amor de verdade não é o que passa pela nossa vida como um vento forte, é o que chega devagar, cria raízes, e fica.

Caravelas
(Marcia Sofia & Clovis Ribeiro)


Seu cabelo ao vento vai de encontro ao mar
Sonhos e mistérios vão se revelar
Caravelas que vão, caravelas que vem
Destinos que o tempo irá de apagar

A travessia é longa e há monstros no mar
Não tens outra saída a não ser navegar
Caras velhas que vão, caras novas que vem
A vida como o vento é incerta neste mar

Agarrado ao mastro vê o sol se apagar
E o mar escuro põe o céu a brilhar
(Refrão Ê Alah Ê Alah)
Canta uma canção para encorajar
(Ê Alah... a a a)
Que esta noite és um filho do mar

Portas tão distantes esperam para ancorar
O seu olhar é triste, mas não podes voltar
Pisa neste mar, navega neste chão
Fronteiras que o tempo há de apagar
Terra e mar.

Às vezes, basta o som do vento para justificar a existência, pois o medo de arriscar nos priva de grandes conquistas e impede que a vida se revele em sua plenitude

Uma acusação ainda não é verdade — é apenas suspeita ao vento. Sem prova, ela carrega mais incerteza do que culpa. Devemos cultivar prudência para não julgar antes da hora. Pois a justiça começa no cuidado com a verdade.

O ARCO-ÍRIS DAS ORIGENS

Viemos de pontos distintos,
de lugares onde o vento conta histórias antigas,
de caminhos que não se cruzavam,
mas que, de algum modo, se reconheceram.

Viemos de experiências diferentes,
tecidos por mãos invisíveis
que bordaram nossas dores,
nossos medos,
nossos começos e recomeços.

Cada um de nós carrega um mundo inteiro:
há quem traga um sol rompendo madrugadas,
há quem traga uma lua conversando com cicatrizes,
há quem caminhe em silêncio
enquanto por dentro troveja.

Crescemos ouvindo o chamado do medo:
“não faça”,
“não seja”,
“não apareça demais”.
Como se viver fosse caber em caixas pequenas,
como se o julgamento fosse guardião da ordem,
como se a beleza só existisse
quando todos escolhem a mesma forma de florescer.

Aprendemos, cedo demais,
que o olhar do outro pesa.
Pesa nos cabelos que decidimos deixar livres,
na cor que nos veste,
na fala que nos escapa,
na lágrima que não escondemos.
E, sem notar, nos tornamos carrascos de nós mesmos
e do mundo ao redor.

Mas algo muda quando a consciência desperta.
Quando entendemos que a vida não é régua,
que existência não é molde,
que ninguém foi criado para repetir o mesmo desenho.

Algo muda quando abrimos espaço para o outro,
quando silenciamos o impulso de julgar,
quando percebemos que não somos
os guardiões da verdade.
Somos, no máximo,
aprendizes da convivência.

Viemos de geografias afetivas distantes,
mas é da distância que nasce a ponte,
e da ponte nasce o encontro.

E no encontro,
somos mais.

Somos luzes acesas em direções diversas,
mas que, quando colocadas lado a lado,
revelam um arco-íris que jamais surgiria sozinho.
Cada tom vem de uma história,
cada brilho vem de uma luta,
cada sombra vem de um passado
que também merece ser lembrado.

E é assim que entendemos,
finalmente,
que nenhuma vida se sustenta só.
Que completude é obra coletiva.
Que a beleza maior do mundo
é justamente não sermos iguais.

Somos pluralidade viva,
cores que dançam,
vozes que se entrelaçam,
alma que reconhece alma.

E quando deixamos o julgamento cair ao chão,
quando estendemos a mão sem exigir moldes,
quando acolhemos o diverso
sem temer sua força,
uma luz maior nasce
uma luz feita de todas as partes,
de todas as dores,
de todas as conquistas.

Essa luz nos lembra
que existir é multiplicar,
que amar é permitir,
que respeitar é honrar a diferença.

Viemos de pontos distintos, sim,
mas caminhamos para o mesmo horizonte:
um mundo onde cada pessoa
pode ser exatamente o que nasceu para ser.

E nesse horizonte,
feito de múltiplas estrelas,
ninguém brilha sozinho
todos nós iluminamos juntos.
Eli Odara Theodoro

Conquistar alguém sozinho é como soprar vela contra o vento: chama linda, esforço inútil.


— F.Fidelis - Psicanalista, Filósofo entusiasta e observador das relações humanas

A confiança molda, edifica e revela que protege a pouca esperança de alguém.
De repente, o vento passa e balança, distorcendo o equilíbrio; a sintonia se fragmenta em fagulhas.
Nos pedaços de esperança abraçados repousa a segurança no mesmo lugar — afinal, a promessa nem sempre vence o combinado.

A chuva pode encher o riacho até transbordar,
mas o riacho continuará no mesmo lugar.
O vento vem em tempestade, a mil por hora,
e ainda assim, a montanha permanece firme no mesmo lugar.
O sol pode aquecer tanto
a ponto de não sobrar vida em nenhum lugar,
mas basta a água tocar a terra
para que a vida floresça outra vez.
Tudo tem um propósito,
mesmo que não compreendamos o verdadeiro sentido
da vida vivida.

O sonho leva ao vento palavras que revelam o segredo da vida, que jamais se desvanece. O homem sonha com a poesia, desejando mais um dia diferente, cheio de alegria.

Tenho ciúmes até do vento que te toca.
Quando teus olhos cruzam os de outro alguém,
sinto um nó invisível apertar meu peito.
O teu perfume, quando invade outros pulmões,
é como se roubassem um pedaço do que é meu.
Tua elegância desfila com naturalidade,
teu charme é uma dança que hipnotiza,
e eu, espectador cativo, me desfaço em silêncio.
Quando a felicidade sorri nos teus lábios,
me alegro — mas também ardo.
É um fogo estranho, que não sei se é amor em excesso,
ou medo de não ser suficiente.
Esse ciúme não pede licença,
ele invade, domina, consome.
Não sei se é loucura, ódio ou amor
sei apenas que ele mora em mim,
como uma sombra que caminha ao lado do meu afeto.
Talvez amar seja também temer perder,
e nesse temor, eu me revelo inteiro.

O vento e a tempestade são passageiros, breves em sua fúria, mas os rastros da devastação que deixam repousam por longo tempo sobre a paisagem, como cicatrizes abertas na memória da terra, até que, pouco a pouco, a normalidade se recomponha.

Mulher, não acredito mais nas tuas atitudes
Promessas ao vento, vazias de virtudes
Diz que me ama, mas foge de mim
Deixa meu peito à deriva, sem estrada


Eu tentei confiar, mas você só me enganou
Transformou meu carinho em dor


Mulher, eu não acredito mais em ti
Teus olhos mentem quando olham pra mim
Cansei de viver nessa ilusão
Agora é a liberdade que fala mais alto no meu coração


Te dei meu mundo, e você só quis brincar
Fez da minha vida um palco pra se apresentar
Mas hoje eu decidi, não vou mais te seguir
Quem não sabe amar, não merece ficar aqui


E se um dia lembrar do que perdeu
Vai entender que o amor não nasce do teu adeus


Mulher, eu não acredito mais em ti
Teus olhos mentem quando olham pra mim
E agora eu sigo sem olhar pra trás
O meu futuro é viver em paz

Te encontro nas frestas do silêncio,
te desenho nas linhas invisíveis do vento, a tua essência distância está em mim,
O perfume da tua pele
se mistura às lembranças,
como se cada vento
trouxesse de volta tua presença queme faz bem.
O sabor do teu beijo ressuscita a felicidade
repousando em minha boca,
é promessa que não se desfaz,
pela eternidade em um instante.
Queria poder tocar-te todos os dias,
sentir o calor das tuas mãos,
mergulhar nos teus olhos
como quem descobre o infinito.
E então dizer, sem reservas, sem pressa
que és chama que ilumina,
ternura que acolhe,
porto seguro e tempestade,
morada e destino,
a razão que pulsa em minha vida vivida por você.

Eu sem você
sou barco que veleja
em oceanos sem porto,
sem âncora, sem direção.
Sou vento que sopra vazio,
no peito um mar aberto
que só encontra descanso
quando lembra do teu olhar.
Sem teus braços,
a noite é longa e fria,
e até a lua parece distante,
navegando sozinha no céu.
Mas quando penso em você,
meu coração acende faróis,
e cada onda se torna caminho
para te encontrar de novo.
Porque o amor,
quando é verdadeiro,
sempre devolve o barco
ao abraço do seu destino.

Deixa as aparências de lado,
não se faça espelho —
porque espelho frágil, quebrado ao vento,
não sustenta verdade nenhuma.
Sê tua própria essência,
não reflexo do que esperam,
não imagem moldada por olhares alheios.
Caminha com passos firmes,
mesmo que o mundo tente te vestir com máscaras,
mesmo que vozes externas ecoem padrões e exigências.
A beleza está naquilo que floresce de dentro,
na chama que não se apaga,
na coragem de ser inteiro,
mesmo quando a maré insiste em te fragmentar.
Não te reduzas ao brilho passageiro,
nem às sombras que outros projetam sobre ti.
És raiz, és tronco, és fruto —
não apenas reflexo.

Se o tempo me moldou em cicatriz,
se o vento já levou o que não tinha raízes,
se o silêncio já aprendeu a cantar dentro de mim.
O que foi perdido não é ausência,
é chama que arde invisível,
é pedra que sustenta o abismo,
é sombra que ensina a luz a ser mais viva.
Não busco retorno, não espero resgate.
Carrego o vazio como quem carrega um estandarte,
porque há força naquilo que falta,
há eternidade naquilo que não volta.