Vento

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Tenho ciúmes até do vento que te toca.
Quando teus olhos cruzam os de outro alguém,
sinto um nó invisível apertar meu peito.
O teu perfume, quando invade outros pulmões,
é como se roubassem um pedaço do que é meu.
Tua elegância desfila com naturalidade,
teu charme é uma dança que hipnotiza,
e eu, espectador cativo, me desfaço em silêncio.
Quando a felicidade sorri nos teus lábios,
me alegro — mas também ardo.
É um fogo estranho, que não sei se é amor em excesso,
ou medo de não ser suficiente.
Esse ciúme não pede licença,
ele invade, domina, consome.
Não sei se é loucura, ódio ou amor
sei apenas que ele mora em mim,
como uma sombra que caminha ao lado do meu afeto.
Talvez amar seja também temer perder,
e nesse temor, eu me revelo inteiro.

O vento e a tempestade são passageiros, breves em sua fúria, mas os rastros da devastação que deixam repousam por longo tempo sobre a paisagem, como cicatrizes abertas na memória da terra, até que, pouco a pouco, a normalidade se recomponha.

Mulher, não acredito mais nas tuas atitudes
Promessas ao vento, vazias de virtudes
Diz que me ama, mas foge de mim
Deixa meu peito à deriva, sem estrada


Eu tentei confiar, mas você só me enganou
Transformou meu carinho em dor


Mulher, eu não acredito mais em ti
Teus olhos mentem quando olham pra mim
Cansei de viver nessa ilusão
Agora é a liberdade que fala mais alto no meu coração


Te dei meu mundo, e você só quis brincar
Fez da minha vida um palco pra se apresentar
Mas hoje eu decidi, não vou mais te seguir
Quem não sabe amar, não merece ficar aqui


E se um dia lembrar do que perdeu
Vai entender que o amor não nasce do teu adeus


Mulher, eu não acredito mais em ti
Teus olhos mentem quando olham pra mim
E agora eu sigo sem olhar pra trás
O meu futuro é viver em paz

Te encontro nas frestas do silêncio,
te desenho nas linhas invisíveis do vento, a tua essência distância está em mim,
O perfume da tua pele
se mistura às lembranças,
como se cada vento
trouxesse de volta tua presença queme faz bem.
O sabor do teu beijo ressuscita a felicidade
repousando em minha boca,
é promessa que não se desfaz,
pela eternidade em um instante.
Queria poder tocar-te todos os dias,
sentir o calor das tuas mãos,
mergulhar nos teus olhos
como quem descobre o infinito.
E então dizer, sem reservas, sem pressa
que és chama que ilumina,
ternura que acolhe,
porto seguro e tempestade,
morada e destino,
a razão que pulsa em minha vida vivida por você.

Eu sem você
sou barco que veleja
em oceanos sem porto,
sem âncora, sem direção.
Sou vento que sopra vazio,
no peito um mar aberto
que só encontra descanso
quando lembra do teu olhar.
Sem teus braços,
a noite é longa e fria,
e até a lua parece distante,
navegando sozinha no céu.
Mas quando penso em você,
meu coração acende faróis,
e cada onda se torna caminho
para te encontrar de novo.
Porque o amor,
quando é verdadeiro,
sempre devolve o barco
ao abraço do seu destino.

Deixa as aparências de lado,
não se faça espelho —
porque espelho frágil, quebrado ao vento,
não sustenta verdade nenhuma.
Sê tua própria essência,
não reflexo do que esperam,
não imagem moldada por olhares alheios.
Caminha com passos firmes,
mesmo que o mundo tente te vestir com máscaras,
mesmo que vozes externas ecoem padrões e exigências.
A beleza está naquilo que floresce de dentro,
na chama que não se apaga,
na coragem de ser inteiro,
mesmo quando a maré insiste em te fragmentar.
Não te reduzas ao brilho passageiro,
nem às sombras que outros projetam sobre ti.
És raiz, és tronco, és fruto —
não apenas reflexo.

Se o tempo me moldou em cicatriz,
se o vento já levou o que não tinha raízes,
se o silêncio já aprendeu a cantar dentro de mim.
O que foi perdido não é ausência,
é chama que arde invisível,
é pedra que sustenta o abismo,
é sombra que ensina a luz a ser mais viva.
Não busco retorno, não espero resgate.
Carrego o vazio como quem carrega um estandarte,
porque há força naquilo que falta,
há eternidade naquilo que não volta.

Querida alma amiga, O vento que passa carrega o doce perfume da saudade, um aroma que aquece o coração mesmo à distância. É como se cada suspiro da brisa anunciasse a chegada dos passos tão esperados, que vem suavemente, despertando a alegria silenciosa do encontro. Quando finalmente nos abraçamos, sinto que o tempo se curva em reverência, como se reconhecesse que naquele instante tudo acontece no balanço perfeito da felicidade. Cada segundo junto a você é uma festa silenciosa onde o mundo parece mais leve e brilhante. Que esses momentos de proximidade sejam frequentes, que o vento continue a trazer essa ternura, e que jamais perca o sorriso que nasce do abraço apertado. Com alegria no peito e o coração aberto,

Busque o vento contrário, o ar rarefeito, a região onde não há trilhas nem símbolos. A sua sabedoria nasce do enfrentamento, não da adesão.

Vou onde o vento me leva, mesmo que o passado ainda tente me segurar. No cheiro do mar, encontro um conforto estranho, parte angústia, parte vontade de recomeçar.

Nossas ações e escolhas são como o vento, às vezes trazem sol ou tempestades

A paixão é vento sem destino
Mas pode encontrar seu caminho
Quando ela encontra o amor
Se completam e fazem da vida um ninho ⁠

Está parecendo madrugada de Lua cheia, onde o sopro do vento (vruuuuhouuuu) confunde-se com canto de Lobisomem. Aos desalmados todo o cuidado que se preza.

Uma pessoa sem disciplina é como um vento sem propósito...

As pedras pequenas sempre voltam com o vento...

⁠O Tempo é igual para todos o que muda é o final…
Sejamos como o vento que está sempre em movimento.

Uma Coisa é certa, o vento que traz mudança também purifica nosso espírito.

⁠O tempo é o maestro da Orquestra Do Vento.

O vento pode até arrancar um arbusto,
mas jamais uma floresta inteira.
Quando estamos juntos, somos inabaláveis. Unidos, nós vencemos.
Seguimos firmes, fortes e sempre em direção ao melhor. E que nenhuma serpente do maligno encontre espaço em nossos corações, que toda maldade seque, perca força e desapareça,
porque onde Deus habita, o mal não permanece.

O tempo e o vento


Na grandiosidade daquela montanha
havia um pequeno mosteiro
onde habitava um velho monge.


Passados muitos anos,
lá não há mais que ruínas,
mas a voz do vento permanece
reboando pelo vale uma espécie mantra.


Poema de J.A.Lopes