Vento
O veleiro
Somos como um veleiro
Em um mar revolto a atravessar,
De início com casco forte
E velas firmes a içar.
Mas eis que o tempo da viagem
E as peripécias do vento,
Vão moldando o veleiro
Aos poucos e a todo momento.
E então chegamos em terra firme!
Com orgulho podemos mostrar
As marcas e avarias
Que a história de um veleiro,
Um dia jovem
Podem nos contar!
Muitos perdem de ser vitoriosos porque quando a dificuldade aparece o medo sobressai, e os seus sonhos voam com o vento.
Espetáculo da natureza
Com um olhar captei as cores
O vento, as árvores embalava
Por alguns instantes, no silêncio, ouvi uma sinfonia.
Era eu a plateia, a natureza apresentava.
Você percebe que Deus existe, quando sente a brisa do vento te envolvendo, com tamanha naturalidade e mansidão, e que ainda assim, não vê os braços, símbolo deste abraço de mistério e obra do Divino!
Início de uma noite de verão; um tom de amarelo adentra pela janela.
A chuva cai leve, sem pressa e os pássaros estão felizes.
A sensação quente traz um certo conforto e o breve vento refrescante traz um alívio.
Algumas nuvens cinzas navegam o céu assim como navios navegam pelo mar.
Outra nuvem solitária no horizonte, iluminada pelo pôr do sol, se assemelha a uma explosão devoradora de vidas.
Os esboços das casas assumem um tom rosado e as árvores são apenas sombras.
A escuridão quase completa se instala, a luz do poste queimou.
Fim de um dia qualquer em Tamandaré.
A infância é a fase
de viver numa festança,
acordar sem a pressão,
o estresse e a cobrança.
Queria voltar no tempo,
rápido como o vento,
para ser uma criança.
Ao sabor do vento novo me larguei. Com as velas da esperança infladas e com a bagagem de gratidão cheia até transbordar, parti nos oceanos da vida abastecida de toda vontade de me superar.
A questão não é se existe vida depois da morte. A questão é se você viveu antes da morte.
Vento do Amor
Vento do Amor
Que sopra de um lado
E sopra do outro,
Dai-me do teu favor,
Fazei-me amado;
Soprais onde me encontro!
Leve brisa de vento
Tão suave e regozijante;
Tão cheio de vida
Sopras sem direcionamento
Teu bafo inebriante
Numa terna lida!
Encontrai meu Ser,
Dai-me do teu bafejo;
Soprai-me aqui!
Quero tanto viver
Do teu férvido arquejo;
Também quero o sentir!
De repente, eu ouvi o estrondo da luz, eu vi o vento descomunal, senti a forte presença e acordei meditando no meio da noite num silêncio total.
Já é visto quem sente, mas quem rasga é o vento que como o passado deixa suas cicatrizes, e sobrou somente o retrato-falado.
Palavras ao vento.
Amante do frio.
Preferindo o calor, calor entre nossos corpos.
Aonde as mágoas nos dividem e o amor nos completa.
Você é a mais forte que eu já vi!
Onde eu encontro você?
Já vi que essas letras.
Sai conforme a batida do meu coração.
Que batem quando te vejo sorrir!
Sorriso lindo, guardarei na mente.
Nem o cheiro da melhor flor.
Chega perto do seu!
Será que nessas idas e vindas você vem?
Queria poder cantar para todo mundo ouvir.
O quanto eu tenho de amor para te dar.
Imaginado o tom e a sintonia em harmonia.
E você sendo a harmonia da minha vida.
O fogo que esquenta o alimento é o mesmo que destrói cidades no incêndio.
A água que mata a sede é a mesma que afoga.
O vento que produz energia é o mesmo do tornado.
A diferença está na quantidade e finalidade.
O mesmo vale para nossa vibração.
Pensamentos escritos em uma das melhores fases da minha vida. O ano era entre 1994 e 1995
Tudo que amo é você
Mas não tenho você junto de mim
Mesmo assim continuo te amando
Meu amor é como o som do vento
Por que quero estar em seu pensamentos
E o canto dos pássaros
Que seja nossa canção de amor
Pois cada canto será uma palavra de amor
Choro por tudo que agente não teve
Por tudo que agente não realizou
Choro porque ainda te amo.
Rene Augusto
1994/1995
Pensamentos. Vão e vêm. Numa hora voam. Pousam na seguinte. Alguns são antigos. Muitos nasceram há pouco. Parte deles resiste. Os demais parecem palhas secas sob forte vento. O pior disso tudo: os bons quase não aparecem. Os maus insistem em ficar. Deus apresentou a razão, por meio do profeta Isaías. (Is 55.8)
As vezes não pensamos antes de falar e a paciência se vai, com o vento que traz o simples arrependimento da consciência pesada das palavras que foram jogadas sobre este vento que por tanto andar pairando sobre as cabeças atribuladas descarrega o que foi lhe ofertado sem ao mesmo sua pedição mas sem reclamar carregou o fardo de tristeza e lágrimas de um passado amargurado que a vida lhe causou.... By: Jefferson Allmeida
