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Desvendar-me.
Abrir janelas e portas do meu ser
Ver a luz que se esconde dentre as frestas de min'alma.
Abordar-me em uma das esquinas que a cada dia evito.
Renovar o ar que me segue sem respirar.
Rosas devem ser levadas e entregues.
Um novo e entusiasmante perfume ao corpo.
Deixar fluir a vida trancada em pensamentos fúteis.
Embebecido aos goles de uma sobriedade maldita.
Ser meu jardim feliz e cultivar as rosas que devo eu entregar.
Alimentar meu viver das piadas de botequim.
Deixar que o bom vinho sente-se a minha mesa novamente.
Que sente-se quem quiser, sempre .
E sente-se sempre.
Sendo o novo, sorriso alarmante e espalhado a uma platéia qualquer.
Mudanças da falta de hábitos e hábitat.
O que é deixará de ser para sempre.
Desvendando-me para eternidade do amor ,
Buscando não a felicidade eterna, mas a do abrir dos olhos de cada dia a se viver.
Que seja vivido de portas e janelas abertas ou sem elas.
Na coragem do coração que retorna
Que seja,
Que seja desvendado,
Que seja !
José Henrique
Cansei! Descobrimos as inverdades sem querer, no querer ver, procurar, saber. Descobrimos as mentiras pelos atos impensados, pelos rastros deixados "inconscientemente consciente". Descobrimos que estamos sozinhos, e o fato de estarmos sozinhos nos faz cansar de lutar, porque lutar sozinho é lutar em vão. Então aquele velho ditado vejo agora que é válido: "Antes só, que mal acompanhado(a)." Minha vida, meus sentimentos são de verdade, não saberia viver um amor de mentira. Cansei!
Flávia Abib
Silenciosa inspiração.
Não citarei...
Mas acreditei numa rubrica que inventei...
Vulcanizei um verso...
Porém...
Deixei o semi sintético...
Me sentindo natural...
Abri fendas em algumas palavras...
Encaixei outros circunflexos...
Gravei e grafei...
E com minha sileciosa inspiração...
Inexpliquei a mim mesmo...
Fui além...
Criei um vácuo único...
E com isso...
Armazenei a frase que eu mais precisava...
E hoje...
Por mais obscura que seja ela...
Compreendi o que eu fiz...
Na conservação desse poema...
Ele se abrange...
Em mim...
Adentro de minh'alma...
Naquilo que mais eu sonhei...
Autor Ricardo Melo.
O Poeta que Voa.
Que possamos sempre identificar-nos com nossos próprios recursos mentais; que possamos sempre ver-nos através de nosso próprio reflexo; que possamos sempre diferenciar as projeções que fazemos do outro, no outro, e não em nós. Que toda nossa essência seja resultado de nossas próprias criações internas, de nosso próprio eu.
Flávia Abib
Eu ainda estou aqui nesse temporal, não consigo te ver, não consigo falar com você e todos os dias essa neblina vem me esconder.
Sinto que a cada dia estou me perdendo, aqui é difícil de enxergar, tenho medo de não achar o caminho para voltar,sinto meu coração acelerar, minhas pernas tremer e não sei se vou te reencontrar.
Um homem sozinho é um homem pela metade, pelo seu orgulho ele passará a imagem de estar bem, na verdade não passará de uma miragem para seu ego. Homem sem amor, é um vazio, é um deserto. O homem que não ama, que não se permite amar, se mistura com seu mais primitivo eu, selvagem, instintivo e isolado. E do seu lado restará somente a sombra, de sua própria solidão.
Flávia Abib
Seja amor...
Quanto ao que posso ver,
Olhos de quem não vê,
Cego a um tempo de grandes asas
Que acolhe as dores das rosas,
Cortadas sem motivo.
Quando olho para ti onde tudo vejo,
Apenas olho não a corto,
Posso eu fazer parte de sua arte,
Quem sabe em um quadro antigo.
Da lembranca guardada em um porta jóias,
Assim fica uma rosa ao chão da floricultura,
Caida, imóvel amor sólido como gelo,
A espera de calor intenso, interno
De um sentimento esquecido.
Um seguimento interrompido,
Perdido, ou não mais sentido,
Que venha em tudo, muito ainda vestido,
Vestido da pele mais quente e ardente,
Do que chamam de amor ou quem sabe amar...
Algo do qual raro e sem entendimento racional,
Ainda que seja amor, sugerindo prazer,
Que muitas vezes a dor é de maior conhecimento,
Ilusão ao se dar como verdadeiro,
Sempre sorrateiro, envolvente,
Surdo ao som de meu silêncio.
Meus lábios se calam, ainda penso,
Coração que nunca se cala, a mim aborrece,
Voz atenta e tenuante que se desprende
Da alma que flutua no escritor,
Que vagueia nas palavras sem sentido,
Na despretenciosa poesia solidão...
Do amor que excede em seu todo
Deixando apenas o perfume da paixão
Sórdido cultivo de suas rosas,
Que logo perdem suas pétalas,
Que das pétalas o tempo cuide,
O perfume, as lembrancas guardem.
O silêncio que ainda persiste
Do pensamento que não se cala,
Que o gelo se derreta ao calor da saudade,
E do caule uma nova rosa.
Quanto ao amor...
Que seja amor!
José Henrique
Da tua janela...
Não pude ver a lua.
O céu se cobriu de nuvens.
Não tenho o luar.
Só um cinza para olhar.
Mas ainda assim sei onde estais.
Pois deste lugar nunca sais-tes .
Me acolhes sei, no quente colo do teu desejo.
Da tua janela me procuras.
Como se não estivesse eu tão distante de ti.
Quase podes me tocar ao sorrir.
E consigo mesma, conversas comigo.
E no quase juntos estamos sempre.
Queria agora te beijar.
Mas é com palavras que teus lábios beijo.
E é com a saudade que te sinto.
Preenches o meu viver como palavras em um livro.
Tua voz sussurra em meus ouvidos.
Teus carinhos estão sempre a me despir.
Estais sempre à me cobrir com teu corpo sobre o meu.
Já estivestes longe.
Hoje não mais, nunca e jamais estarás.
Pois deito à teu lado todas as noites.
Me acordar todas as manhãs.
Queres meu amor todos os dias.
Estou nos teus olhos, no abrir e no fechar.
Fui sozinho te encontrar.
Desde então só, nunca mais fiquei.
Era meu o que contigo tinhas,
Era teu o que comigo tinha.
Ficamos bem.
Estamos bem.
Enquanto eu aí.
Você aqui.
Sempre em nós,
De janelas abertas.
José Henrique
Calcula, minha amiga, que tortura!
Amo-te muito e muito, e, todavia,
Preferira morrer a ver-te um dia
Merecer o labéu de esposa impura!
Que te não enterneça esta loucura,
Que te não mova nunca esta agonia,
Que eu muito sofra porque és casta e pura,
Que, se o não foras, quanto eu sofreria!
Ah! Quanto eu sofreria se alegrasses
Com teus beijos de amor, meus lábios tristes,
Com teus beijos de amor, as minhas faces!
Persiste na moral em que persistes.
Ah! Quanto eu sofreria se pecasses,
Mas quanto sofro mais porque resistes!
O homem aprenderá com o tempo,no ganhar do conhecimento! E Inteligência! E compreensão. Que verdade nunca será única de um ser apenas.
O homem na sua evolução sem permitir que seu emocial seja a fonte da verdade;mas sim o conhecimento? Que criticar? dar razão a sua maneira de ver? de pensar ?de entender as coisas do mundo! De que sua linha de pensamento é absoluta sobre os demais. Não!! Não seremos assim?. formador de opiniões sim. Mas nem mesmo permitir-se ser visto aos olhos daqueles que desejam apenas acreditar que a sua verdade seja única,pois ela não é absoluta. Apenas compreenda que ouvir ainda é a fonte do entender; da certeza que sua capacidade,da sua superioridade esta elevada ao conhecimento. Entenda que verdade tem dois lados; a minha e a sua!. Aqueles que inteligência,ou conhecimento os falta; há esses mostrai que o conhecimento é a fonte do entendimento. E que a verdade tem dois lados assim como uma moeda.
Filhos visitam pais em lares, mas para quê?!
Por nada mais ser que: um para inglês, ver;
Assim é o propósito dos tais;
Que tratam seus pais que nem animais;
Mas bom figurão, após, querem fazer!
Querem armar-se em bons tais desgraçados;
Que até pra cemitérios, vão chorar;
Após dos pobres VELHOS sepultar;
Esquecendo que em tais, serão caçados.
Que pena haver em nós: “gente” sem graça;
Por condenar à morte a quem lhes deu;
Tudo o quanto têm, mas nada em tais terem!...
Por esse condenar, não merecerem;
Por esse condenar, de quem nasceu!!!
Por esse condenar, que a PAIS; desgraça.
Filho/o és, (…); e ainda bem!!!!!!!!!!! por favor, vai pelo menos nesta fase de pandemia, buscar tais “POBRES” para a tua beira; porque pelo menos adiarás certamente a ida deles para a terra fria ou quente lume se forem cremados.
(subi a Monte Córdova, para ver o mar...)
neste reino ao pé do mar,
vejo e sou o meu singelo olhar...
a terra o sol o vento o mar,
depois de alguns lamentos,
que tentei afugentar.
estava um vento mui frio,
cai um silêncio sombrio...
sente-se o cheiro de mar
que sustém eternos murmúreos
quanto mais te bebemos,
mais sede temos.
aqui neste Santuário,
alguém sentou pra te olhar...
eis tudo o que eu preciso,
de manhã, à tarde, ao luar!...
-- josecerejeirafontes
O que é amar?
Amar é ver o outro como a ti mesmo.
Não querer mal ao próximo, mas o bem.
É ver o outro sabendo que ninguém é perfeito.
É perceber que o correto, não é-o sempre.
Amar de verdade é amar de coração puro.
Sem ódio, sem desdém, sem reservas.
Quem ama escuta o outro e coloca-se no lugar do outro.
Quem julga saber amar não o sabe, pois, amar é algo divino.
Só Jesus Cristo sabe amar o próximo.
Deus concedeu ao Homem o dom da racionalidade de forma inata.
Mas o Homem não nasceu a saber amar, nem um pouco.
Se amar não fosse um sentimento tão puro,
O Homem não passaria uma vida inteira a tentar possuí-lo.
É mais rico o pobre que tenta amar o próximo do que o pobre rico que o despreza e nem a si mesmo ama.
Amar de verdade é ver os males dos outros como partes deles que eles não têm culpa de possuir.
Amar o outro é rezar por ele é rezar por paz e agir.
Amar é querer ao outro bem de forma pura.
Amar é algo sem definição é amar com alma e alma sem razão.
Não se ama pela razão, mas sim pela pureza, simplicidade, humildade, pela paz.
Sim podes amar, mas não ames de forma desonesta, ama com o coração!
CÉU NOTURNO
Vem a noite no céu do meu roçado,
Posso ver as estrelas bem ao lado.
Não há postes, fumaça, impureza,
Só céu limpo, ar puro, natureza.
Parece até um quadro bem pintado.
E a Lua? Lado tão iluminado!
Vejo do telescópio, com clareza,
Via Láctea, céu limpo e beleza!
Constelação, cometa, meteoro…
Astrônomo? Sou mero amador.
Mas no cosmos, eu nada ignoro!
Céu noturno, imenso esplendor!
Tens noção do quanto te adoro?
Mais que os sóis e todo o seu ardor.
Não negues a maminha a teu bebé!
A ti que MÃE em nós agora já és;
Não queiras ver teu bebezinho ougado;
Por a maminha lhe teres tirado;
Mas procura tê-la, sempre a seus pés!
Porque: é muito triste ver chorar;
Alguém por nós cá trazido a este mundo;
Por lhe andarmos a dar leite oriundo;
Da china, ou de qualquer outro lugar.
Por nada haver melhor, que umas maminhas;
Pra quem em pequenino tiver fome;
Como a tão vista em este pequenino!...
Que seja em tal, que se torça o pepino;
Pois tão delas gostar, sem saber nome;
Bem tem um merecer, dessas gordinhas.
Com pena, por já não ser pequenino;
Durante muito tempo eu quis te ver mas hoje já não sei se consigo, pois é me encontro em um estado de letargia e não quero acordar.
Minha pior parte esta despertando isso me assusta ela é inconsequente e não liga para os outros e nem pra si mesmo. Hiberno em quanto estou aqui,espero que o pior de mim não machuque as pessoas que eu amo .
Mais um dia dormente.
A campanha política começou...
Já podemos ver guias de calçadas e faixas de pedestres sendo pintadas, matos sendo carpidos, canteiros e praças sendo bem cuidadas...
"Amigos" que não te procuram há anos, começam a "dar o ar da graça"...
Que bom seria se, por essas e outras razões, as eleições fossem anuais.
Não é mesmo?
O tão comentado “destino” nada tem a ver conosco, pois sempre seremos aquilo que escolhemos ser. Estamos expostos a todos os sonhos possíveis, concebidos em nosso meio, independente de nossas possibilidades de torna-los reais ou não. Portanto a realização destes sonhos, dentre tantas opções, torna-se, não só possível, como que obrigatório. O que age em nós como inimigos, são nossas próprias incertezas e baixa estima. Muitas vezes, diante alguma oportunidade oferecida a muitos, naquele instante, nós a perdemos, nos calando pelo medo de algum vexame causado por nosso complexo de inferioridade. Esta certo que, neste caso, nosso silêncio até poderia ser benéfico, pois pior que o silêncio pelo medo do vexame, do que a certeza dele, exposto pelas palavras. Porém, todo o preparo obtido por tantos cursos oferecidos, nunca deveriam ser ignorados pela maioria,
para se evitar esta desagradável situação de perda. O mundo esta, cada vez mais, exigindo as especialidades de quem as tem, desconsiderando quem não as tem. Portanto, se queres que o mundo mude, comece por você, pois és parte integrante e atuante deste mundo.
(teorilang)
·
CHUVA...
Chuva, chuva como é bom te ver
tanto pelas plantas que crescem com o teu chover
como pelo teu sussurro cantando na janela
uma cantiga de alívio e de amor, tão bela
que suavemente parece falar,
que tuas purificadas águas vem mostrar
que é tempo do esperado recomeço
mas que o tentar de novo é o preço!
Chuva, chuva, o teu chover não é pranto
É sim, um inverso acalanto
a despertar os sonhos adormecidos,
e aquele projeto, já tão esquecido
pois o ciclo da vida continua
e a decisão para que dela eu usufrua
tem de partir de mim
pois com chuva, sol, estio ou intempéries
o caminho jamais terá um fim,
e um capitulo de uma infindável série
é cada momento vivido,
e que por mim foi escolhido!
odair flores
.
Avesso
Eu te amei, me apaixonei
Mas, já me virei do avesso
Fiz mil promessas
Para ver se te esqueço
Te dei um flagra
Te joguei praga, confesso
Mas, me virei do avesso
Pra não chorar
Peguei ranço de você
Não quero mais te ver
Agora é pra valer
Você foi meu desejo sincero
Agora não te quero
Não posso me enganar
Vou deixar de te amar
Peguei ranço de você
Não quero mais te ver
Agora é pra valer
Te dei um flagra
Te joguei praga, confesso
Me virei do avesso
Pra não chorar
Mas, agora te esqueço
Maria Lu T. S. Nishimura
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